sábado, 6 de setembro de 2008

Para Refletir: Mentiras Convenientes

Segue abaixo um trecho da fala de Patrick Moore, Co-Fundador do Greenpeace, no documentário "The Great Global Warming Swindle". Atualmente é um dos maiores críticos da ecoesquerda, ecochatos, ecoterroristas,

"A mudança do clima, sendo um ponto de maior destaque, ocorrera por duas razão diferentes: a primeira foi porque na metade dos anos oitenta uma maioria de pessoas passou a concordar com todas as coisas razoáveis que nós no movimento ambiental estávamos dizendo que deveriam fazer; agora, quando uma maioria de pessoas concorda com você é bem difícil ficar confrontando-se com elas, então a única maneira de permanecer anti-institucional era adotando posições cada vez mais extremas. Quando deixei o Greenpeace foi no meio da adoção da campanha para banir o cloro em todo o mundo. Como eu disse: "Sabe gente, este é um dos elementos na tabela periódica, entende? Quero dizer, não estou certo se está na nossa jurisdição banir todo um elemento". A outra razão para a qual o extremismo ambiental surgira foi por causa do fracasso do comunismo mundial, o muro caiu, e um monte de pacifistas e ativistas políticos migraram para o movimento ambientalista trazendo seu neo-marxismo consigo, aprenderam a usar a "lingua verde" de um jeito muito inteligente para disfarçar programas que na verdade tinham mais a ver com anticapitalismo e antiglobalização que qualquer coisa a ver com ecologia ou ciência. (...) Atualmente, se você não acredita na ladainha acerca das mudanças climáticas, você está numa situação parecida com a de um revisionista do Holocausto. O movimento ecologista é um movimento político ativista, e eles têm se tornado bastante influentes em níveis globais. Todo político tem ciência disso hoje em dia. Esteja você na esquerda, no centro ou na direita, você tem de sair em defesa do meio ambiente. (...) Eu acredito que um dos aspectos mais perniciosos do movimento ecologista moderno é a romantização da vida camponesa e a idéia de que as sociedades industriais são as destruidoras do mundo. (...) O movimento ecologista tornou-se a mais intensa corrente a impedir o desenvolvimento nos países subdesenvolvidos. (...) Eu acredito que é legítimo chamá-los de anti-humanos como "Sim, você não tem que achar que humanos são melhores que baleias, ou que corujas, ou o que seja se você não quiser, certo?" Mas certamente não é uma boa idéia considerar os humanos como uma espécie de escória, você sabe, tudo bem em haver centenas de milhares deles ficando cegos, ou morrendo. Eu simplesmente não posso aceitar isso ."

Pedro Ravazzano

3 comentários:

Vladimir Lachance disse...

Eu ia escrever justamente sobre a questão dos animais, mas de outro âmbito, a dos vegans e vegetarianos em geral. Fica para o próximo post!
Gostei do texto. Onde está o resto desse documentário?
Quando se defende muito os direitos dos animais a tendência não é fazer com que eles se igualem aos seres humanos, mas os humanos é que são rebaixados a condição irracional. Os animais permanecem onde estão.

Pedro Ravazzano disse...

A primeira parte do documentário eu já coloquei aqui no blog. São nove ao todo.

Edgard Freitas disse...

"Sabe gente, este é um dos elementos na tabela periódica, entende? Quero dizer, não estou certo se está na nossa jurisdição banir todo um elemento"


É um verdadeiro reacionário... Será que ele nunca cantou a musiquinha do Lula? "É só você querer / que o amanhã assim será"