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domingo, 10 de outubro de 2010

Arcebispo da Paraíba denuncia metas do PT: "Não podemos ficar calados"

Em vídeo, Dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba, denuncia o programa político do Partido dos Trabalhadores.

Ao se referir sobre a tentativa petista de desmentir os pronunciamentos de Dilma apoiando a legalização do aborto, Dom Pagotto comenta: "Não posso como pastor compactuar com esse trabalho de desinformação e de manipulação das consciências (...) Quando os representantes do governo se expressam, em caso pensado, dessa maneira, não existe mais credibilidade para suas afirmações. A experiência política e a História advertem que quando a democracia se converte nesse tipo de demagogia para ganhar voto já é a ditadura que está no horizonte. (...)

"Não podemos ficar calados! (...) Estamos diante de um partido que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura do morte em nosso país, que proíbem seus membros de seguirem suas próprias consciências, que se utiliza calculadamente da mentira para enganar eleitores sobre seus verdadeiros projetos para a nação. (...) Não podemos nos calar!"

Assista na íntegra o pronunciamento de Dom Aldo Pagotto:

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Brasília reviveu guerra medieval

Não me canso de ver este vídeo, embora o fato seja antigo, vale a pena divulgá-lo.

No final da Marcha do MST, na casa da mãe Joana em Brasília, em maio de 2005, houve um confronto entre os baderneiros manifestantes e a Cavalaria da Polícia Militar do Distrito Federal.


Churchill se orgulha em suas memórias por ter participado da última carga de cavalaria da História, mas acho que as FARC´s o MST conseguiu tirar essa glória do estadista inglês.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Presente de natal do Governo Lula

Segue abaixo o vídeo da intervenção do deputado federal Paes de Lira sobre o presente do governo Lula ao povo brasileiro: o Plano Nacional de Direitos Humanos.


sábado, 2 de janeiro de 2010

Em defesa das Forças Armadas

O Reinaldo Azevedo fez uma análise muito sensata e equilibrada da atual crise militar. Entretanto, gostaria de reforçar dois pontos desse lastimoso evento; a safadeza da esquerda e a inocência - ou seria algum complexo de culpa? - dos militares. Dilma, Martins e Vanucchi têm em comum o passado e o presente; ex-terroristas e membros da alta cúpula republicana. De fato, a esquerda continua fazendo o seu papel revolucionário, inclusive na massificação da criminalização prática do período do regime militar.

Sinceramente, não entendo a inocência dos militares, negociar com a esquerda é como negociar com bandido; não segue os padrões morais mais básicos. Entretanto, a dita Comissão Nacional da Verdade - nessas horas adoram falar da "Verdade"- se formou já bem antes, desde o sucateamento e desmoralização das Forças Armadas. Quanto mais fracas e submissas as Forças Armadas forem mais fácil irão se colocar em estado de letargia em relação ao poderio do Executivo - leia-se PT. Dentro dessa perspectiva se encontra, obviamente, a supervalorização das ações terroristas, vistas então como democráticas e libertárias, e o repúdio a todo e qualquer bom fruto do regime militar - vejam que uma das propostas da dita Comissão é revogar todas as leis aprovadas entre
1964 e 1985.

Que o povo brasileiro, doutrinado pela cartilha do politicamente correto, tenha engolido esse papo, "tudo bem", mas até militares estão caindo na lábia da esquerda? Comandantes militares estão sofrendo do complexo de culpa forjado pelos ex-terroristas-hoje-ministros e por isso estão negociando e abrindo concessões aos petistas e socialistas?

As Forças Armadas precisam ser mais valorizadas, honradas e respeitadas por tudo o que fizeram e fazem pela nação!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

Candidatos pró-aborto não podem representar cidadãos honestos, diz arcebispo


Ao parabenizar o Pe David Francisquini pela publicação do livro Catecismo Contra o Aborto, o arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, em carta enviada ao sacerdote, diz que "é extremamente preocupante o silêncio de tantas pessoas - principalmente dos que exercem autoridade pública -  diante desta tragédia que continua a acontecer, cada ano, no mundo inteiro: a eliminação da vida de aproximadamente cinqüenta milhões de seres humanos inocentes e indefesos."

Por essa razão, para os que se mantém em silêncio, Dom José lembra que isso "pode ser interpretado como aceitação tácita e pode constituir cumplicidade na prática do aborto."

"Os cidadãos honestos não podem colaborar – através de seu voto democrático - nesta tragédia colaborando para conferir cargos públicos a candidatos que defendem o aborto, o divórcio e outras violações da Lei de Deus", escreve o arcebispo. "Tais candidatos não podem representar os católicos ou cristãos ou qualquer cidadão honesto".

O prelado termina sua missiva recordando o que diz o Catecismo da Igreja Católica: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida...” (n. 2270).

Para adquirir o Catecismo Contra o Aborto, acesse:
http://www.fundadores.org.br/abortonao/acao/290609/catecismocontraaborto.htm

sábado, 21 de novembro de 2009

Celso Pitta para patrono do Movimento Negro!

Celso Pitta morreu no dia da Consciência Negra! O que aprendemos com isso? O esterótipo do negão, de cabelo trançado, tocador de timbal, militante do PT e iniciado no candomblé, como pinta o movimento negro, simplesmente não existe e, se passou a existir, foi conseqüência do lobby racialista financiado com muitos dólares da Fundação Ford.

Negros e mestiços - estes último sim são maioria no Brasil, mas o movimento negro quer transformá-los em estatisticamente pretos - são brasileiros, ou melhor, brasileiros são negros, mestiços e brancos. Portanto, estão propensos aos mesmos pecados dos homens-brancos-opressores-descendentes-de-senhores-de-escravos-e-que-se-perpetuam-no-poder-através-de-partidos-reacionários.

Iniciemos a campanha "Celso Pitta para patrono do movimento negro"; negão - ou "afro-descendente de grande porte", para ser politicamente correto - e corrupto! Isso que é brasilidade!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Muro de Berlim caiu...

... lá na europa. Por aqui querem levantá-lo.




Segue discurso do Deputado Lael Varella pronunciado dia 11 de novembro na Câmara dos Deputados.

O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há 20 anos caía o Muro de Berlim, o tristemente celebra Muro da Vergonha ou Cortina de Ferro. As duas décadas de sua queda foram lembradas no último dia 9/11, com homenagens às vítimas do regime comunista e com agradecimentos aos líderes que ajudaram na sua derrubada, na reunificação do país e no fim da Guerra Fria.

Segundo o noticiário, cerca de 100 mil pessoas enfrentaram a chuva e o frio e se reuniram em frente ao Portão de Brandenburgo, numa noite de emoção e gratidão. A chanceler alemã, Ângela Merkel, homenageou os proibidos de sair do lado oriental durante anos, conforme notícia de Lourival Sant’Anna do jornal O Estado de São Paulo.

Construído pelo regime comunista na madrugada de 13 de agosto de 1961, o agourento Muro foi erguido com o pretexto de servir de 'barreira de proteção antifascista'. Na prática, servia para impedir a fuga em massa de cidadãos para o encrave capitalista de Berlim Ocidental.

No início era apenas uma cerca de arame farpado, mas depois chegou a ser uma imponente construção de 156 quilômetros, sob rígida vigilância de militares com ordens para alvejar quem tentasse escapar. Segundo um estudo publicado neste ano, pelo menos 136 pessoas morreram em tentativas de fuga entre 1961 e 1989.
Mas nem um único tiro foi disparado quando o Muro caiu e a noite se transformou em festa gigantesca, com os alemães orientais invadindo as ruas de Berlim ocidental em descrença, e moradores de ambos os lados do Muro se abraçando impulsivamente.

Sr. Presidente, essa festa pelo seu simbolismo precisaria ser comemorada no Brasil com toda a grandeza que ela merece.

Entretanto, nós estamos assistindo ao recuo da história com cenas trágicas de movimentos tentando implantar um regime semelhante ao muitas vezes fracassado socialismo.

Não bastasse a indignação levantada contra o MST pela destruição do laranjal da Cutrale, em São Paulo, agora no Pará, o MST continua derrubando, queimando, assaltando, roubando! Cem homens armados e encapuzados acabaram de derrubar e queimar casas, expulsar empregados e atear fogo em tratores, além de roubar gado em duas fazendas no sul do Pará. (OESP, 4/11/2009).

Mulheres, crianças e idosos tiveram de fugir para não ser espancados. O avião com três mulheres e três crianças, expulsas pelo MST, caiu logo depois de decolar de uma das fazendas. O comandante e o piloto ficaram feridos. A Delegacia de Conflitos Agrários abriu inquérito para apurar os atos de vandalismo. Os policiais e a imprensa tiveram dificuldades para chegar às propriedades.

O MST bloqueou a rodovia, afirmando que a ação foi um protesto contra a morosidade da Reforma Agrária no Estado. Os invasores chegaram de madrugada, gritando que todos deveriam sair imediatamente, e passaram a destruir as casas e os currais, usando tratores da fazenda, que em seguida foram incendiados por aquelas mãos criminosas.

A polícia constatou danos também na fazenda Rio Vermelho. Uma vila de casas, onde moravam 30 empregados, foi incendiada. Maria Raimunda, coordenadora do MST e da invasão, afirmou que a incursão foi apenas para 'protestar contra a presença de escolta armada' na área.

Na tarde do último domingo, uma cena que faz lembrar os traficantes do Rio de Janeiro, um helicóptero da fazenda teria sido alvo de disparos quando sobrevoava uma área de retiro de gado da Santa Bárbara com uma equipe de reportagem da Confederação Nacional da Agricultura — CNA. Os jornalistas filmavam as ações dos sem-terra a pedido da presidente da entidade, Senadora Kátia Abreu.
Escutamos quatro ou cinco estampidos de tiros de revólver e o piloto subiu para sair do alcance conta Oscar Boller, gerente da Fazenda Espírito Santo, em Xinguara, que também pertence ao grupo e foi invadida nos últimos dias. A câmera de vídeo registrou, em áudio, o estampido dos disparos e as imagens de sem-terra armados ateando fogo em pastagens e instalações.

Sr. Presidente, que os 20 anos da queda do Muro de Berlim sejam lembrados com todas as homenagens às vítimas do regime comunista com a esperança de que seja extirpado essa falsa ideologia, essa vergonha de nosso tempo assim designado pelo Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, não só na Europa, mas em todo o mundo. E também aqui no Brasil. Tenho dito.

Termino citando trechos da grande interpelação feita por Plinio Corrêa de Oliveira no dia 11 de fevereiro de 1990, Festa de Nossa Senhora de Lourdes.

IV – Interpelação aos dirigentes dos diversos PCs disseminados pelo mundo

– Nada viram?

Durante décadas a fio, os líderes comunistas dos diversos países mantiveram constante e multiforme contacto com Moscou, e ali estiveram, mais de uma vez, recebidos normalmente como comparsas e amigos.

– Nada contaram?

E sempre que chegavam de volta aos seus países tomavam imediato contato com os respectivos PCs, onde todos lhes perguntavam sofregamente o que haviam visto e ouvido nesta verdadeira Meca do comunismo internacional que é Moscou.

– Se conheciam o trágico fracasso do comunismo, por que o queriam para suas pátrias?

Se os chefes comunistas no mundo livre sabiam que o fruto do comunismo era o que agora o mundo inteiro vê, por que conspiravam para estender esse regime de miséria, escravidão e vergonha, a seus próprios países?

V – Por que combatiam implacavelmente os anticomunistas, os quais erguiam barreiras contra a penetração da desgraça soviética em seus países?

Entretanto, havia ainda mais grave. Por que esses líderes comunistas disseminados pelo mundo somaram à enganosa patranha do silêncio organizado sobre o 'paraíso' soviético, também a detração sistemática e infatigável, durante sete décadas a fio, contra todos os que – indivíduos, grupos ou correntes – se empenhavam dedicadamente em evitar para suas pátrias a desdita soviética, abrindo para esta os olhos da opinião pública?

– Interpelação? – Não: apelo fraterno

A vós, diletos irmãos na Fé, a cuja vigilância a falácia comunista transviou ou está em vias de transviar, não faremos uma só interpelação. De nosso coração sempre sereno parte, rumo a vós, um apelo repassado de ardoroso afeto in Christo Domino: diante do quadro terrível que nestes dias se esboça a vossos olhos, reconhecei, pelo menos hoje, que fostes ludibriados. Queimai o que ajudáveis a vencer. E combatei ao lado daqueles que ainda hoje ajudais a 'queimar'.

Sinceramente, categoricamente, sem ambiguidades tendenciosas, mas com a franqueza tão enormemente respeitável que é inerente à contrição humilde, voltai vossas costas para os que cruelmente vos têm enganado. E ponde em nós vosso olhar, serenado e fraterno, de irmãos na Fé.

sábado, 7 de novembro de 2009

Infanticídio indígena: a tragédia silenciada



Você sabia que, em várias tribos indígenas no Brasil, crianças recém-nascidas são enterradas vivas, estranguladas, ou simplesmente deixadas na mata para morrer?

Você sabia que a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) está de acordo com essa prática nefanda, em nome do respeito à “cultura indígena”?

Você sabia que o CIMI (Conselho Indigenista Missionário da Igreja Católica) concorda com a atitude da FUNAI e se recusa a ajudar os índios a abandonar tais práticas?

As denúncias são muitas, os fatos são facilmente verificáveis, a verdade está aí diante de todos. Só os que se cegaram voluntariamente não a podem — ou não querem — ver. Muitos dos próprios índios já se opõem ao morticínio. Entretanto, a FUNAI e o CIMI ignoram suas vozes e são contra um projeto de lei que visa acabar com o infanticídio.

O livro eletrônico Infanticídio indígena no Brasil –– a tragédia silenciada, da lavra de Raymond de Souza, visa alertar os brasileiros, as autoridades civis e especialmente religiosas, para que façam um compromisso com a “cultura da vida” e se empenhem para que acabe de uma vez o infanticídio em nossas tribos indígenas.

Para fazer o download gratuito do livro, visite o site:
http://SaintGabriel-International.com/infanticidio.htm

Infanticídio indígena no Brasil –– a tragédia silenciada termina com um apelo ao Papa Bento XVI, pedindo sua intervenção junto aos bispos do Brasil, a fim de que ajam em conjunto para extinguir de uma vez esse crime, que brada aos Céus: o assassinato de crianças recém-nascidas, sob o olhar cúmplice do Conselho Indigenista Missionário, da CNBB.

A obra respeitosamente lembra ao Sumo Pontífice que, há 121 anos, o Papa Leão XIII dirigiu-se aos bispos brasileiros a fim de que trabalhassem em conjunto para terminar a escravidão. Os bispos ouviram o Papa, e a princesa Isabel assinou a Lei Áurea.

Chegou a hora de falar para terminar o morticínio!

Segundo Raymond de Souza:

1) Uma nova ideologia de desrespeito à Constituição do País — a qual garante o direito à vida de todos os brasileiros, inclusive o das crianças índias recém-nascidas — está sendo defendida pela FUNAI, com toda a impunidade;

2) Entre os missionários do CIMI, uma nova religião está sendo promovida, defendendo o paganismo, a superstição, a barbárie e o infanticídio como se fossem expressões culturais autênticas, dignas de um missionário cristão;

3) A Lei natural não conta, os Dez Mandamentos não contam, a grande missão que Jesus Cristo outorgou à Igreja, de ensinar e batizar, não conta;

4) Entrementes, sob o pretexto de procurar manter a “cultura indígena”, milhares de crianças inocentes são assassinadas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Verbetes para entender o caso Zelaya

Alguns verbetes para interpretar corretamente a linguagem da mídia-esquerdista sobre o caso Zelaya:

Golpe de estado: quando se derruba um líder esquerdista;

Reação popular contra a opressão: quando se derruba um líder 'plûtot' conservador, ou pelo menos que não faça o jogo da esquerda;

Movimento social: revolução armada para tomar o poder;

Conspiração da elite: reação popular contra a esquerda;

Democracia: as bandeiras da esquerda;

Ditadura, autocracia: as bandeiras anti-esquerda;

Povo: revolucionários ligados ao partidão ou aos movimentos sociais (vide acima: Movimento Social);

Elite podre: qualquer um, mesmo que pobre, que se opõem à esquerda;

Massa de manobra: gente honesta e trabalhadora que não vota na esquerda (vide também: Elite podre);

Povo consciente: vide: Povo;

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Fora! Zelaya

Envie mensagem de protesto ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil

Fora Zelaya! V. está em nossa embaixada em Tegucigalpa não para resolver a crise de seu país pelas vias institucionais, mas para, com a cumplicidade de nosso governo, impor a Honduras uma rendição ao chavismo.

Fora Zelaya! Nossos compatriotas não querem ser envolvidos em conflitos que eles nunca buscaram, apenas porque o fanatismo ideológico de nossa diplomacia, para atender aos desígnios de Hugo Chávez, decidiu permitir que nossa embaixada fosse o quartel-general para organizar sua insurreição.

Fora Zelaya! É urgente que v. abandone o prédio de nossa embaixada e se entregue às autoridades do seu país para ser julgado pelos crimes de que é acusado e deixe de contar com a proteção de nosso governo para acobertar a ilegalidade.

Envie mensagem de protesto ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil

Fora Zelaya! Honduras necessita de paz e de respeito à sua soberania e não de gritos de guerra partidos da embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Fora Zelaya! É urgente que V. abandone a embaixada brasileira e deixe de fazer dela o quartel-general de onde lança seus apelos a uma insurreição que pode conduzir a uma luta fratricida entre hondurenhos.

Fora Zelaya! V. tem o apoio de nossa diplomacia, cooptada pelo chavismo, mas não de nosso povo, conservador e cristão, que deseja a harmonia política e social e o bom entendimento entre os povos irmãos da América Latina.

Envie mensagem de protesto ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil

Fora Zelaya! É importante que Honduras, o Brasil e toda a América Latina fiquem a salvo das intrigas, das ameças, das incursões e de uma eventual hegemonia do “socialismo do século XXI”. Por isso saia logo de nossa embaixada.


Fora Zelaya! Sua presença em nossa embaixada, com a cumplicidade de nossa diplomacia, é uma ofensa a nosso povo, tradicionalmente pacato e avesso às ideologias de esquerda, que tantos confrontos, misérias e dores já causaram no mundo.

Fora Zelaya! Hugo Chávez, o caudilho venezuelano, se vangloria de o ter introduzido clandestinamente em Honduras e recomendado que se abrigasse em nossa embaixada, para daí iniciar um movimento de insurreição. Infelizmente nossa diplomacia se prestou a isso, mas nós os brasileiros somos totalmente contrários ao que aconteceu.

Fora Zelaya! Nós brasileiros sabemos perfeitamente que, primeiro, V. violou uma cláusula pétrea, o artigo 239 da Constituição de Honduras, quando tentou convocar um plebiscito para permitir-lhe eternizar no poder, numa manobra "chavista" ou bolivariana, e por isso foi deposto. V. não foi vítima de um golpe como alguns pretendem convencer a opinião mundial, mas foi deposto.

Fora Zelaya! Ainda é tempo de evitar um derramamento de sangue em sua pátria. Não desejamos ser o estopim e cúmplices de uma guerra civil em Honduras que poderá, depois, estender-se aos países vizinhos.

Fora! do Brasil, fora! de nossa Embaixada!
Fora!... Fora!...

Envie mensagem de protesto ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Viva a decadência!

O Ministro Carlos Minc encarna, com louvor, o espírito do brasileiro moderno. A decadência atual é gritante e aberrante. A desconstrução da identidade nacional se encontra intimamente ligada à crise moral e civilizacional. Não por menos, o grande motor dessa caricatura de país é o pensamento de cunho socializante; consciência ecológica, legalização da maconha, militantes petistas, festas homossexuais, descriminalização do aborto, discurso racial, luta de classes, relativismo moral, MST, clichês sociais, tudo vem do mesmo buraco podre!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Nota de Dom Luiz de Orleans e Bragança sobre o desaparecimento de seu sobrinho

Transcrevo a Nota de S.A.I.R. Dom Luiz de Orleans e Bragança por ocasião da Missa celebrada na intenção de seu sobrinho o Príncipe Dom Pedro Luiz na igreja de Nossa Senhora do Brasil.

Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança

Transido de pesar, cabe-me o dever de registrar, enquanto Chefe da Casa Imperial do Brasil, o desaparecimento de meu querido e já saudoso sobrinho, D. Pedro Luiz de Orleans e Bragança, no fatídico acidente do vôo da Air France (Rio-Paris), ocorrido no dia 31 de maio, em pleno Oceano.
Diante da pungente dor de seus pais, D. Antonio e D. Christine, de seus irmãos, D. Amélia, D. Rafael e D. Maria Gabriela, e de minha querida Mãe, D. Maria, volto para eles minha especial solicitude e meu particular afeto. Solicitude e afeto que volto igualmente – e, junto comigo, toda a Família Imperial - para aqueles que perderam seus entes queridos no referido acidente aéreo. A todas estas famílias - de modo muito especial às brasileiras – a Família Imperial estende seus sentimentos e roga a Deus pelo descanso eterno de cada vítima.

Nestes dias, de todo o Brasil e até do exterior, chegaram aos pais de D. Pedro Luiz, bem como a mim e a toda a Família Imperial, numerosas e sinceras manifestações de pesar por tão trágico sucesso. Não posso deixar de ver nessas sentidas manifestações a expressão viva e autêntica do sentimento familiar e dos laços de afeto que sempre uniram a Família Imperial e os brasileiros, monarquistas ou não.

D. Pedro Luiz – até então, 4º na linha de sucessão dinástica – era um jovem Príncipe que despontava na sua geração como uma promessa, suscitando o interesse e a atenção de muitos, por seu modo aprazível, por suas inegáveis qualidades e pela tradição que representava.
Como fruto da exímia formação e do senso do dever, incutidos por seus pais, após se ter formado em Administração de Empresas pelo IBMEC do Rio de Janeiro, e se pós-graduado pela FGV, dava ele os passos iniciais de uma promissora carreira profissional, no BNP Paribas, no Luxemburgo, tendo a preocupação e o empenho de fazer ver aos estrangeiros as grandes potencialidades de nosso País.

Mas sua presença era especialmente querida entre aqueles que acreditam ser o regime monárquico uma solução adequada para o Brasil hodierno.

Foi D. Pedro Luiz presidente de honra da Juventude Monárquica e participou de ações e eventos de relevo em prol dos ideais monárquicos - muitas vezes na companhia de seus pais - chegando até a representar a Casa Imperial, em mais de uma ocasião, sendo-me especialmente grato recordar sua presença, em Portugal, em comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Se o momento é de apreensão e de tristeza, não pode ele ser desprovido de esperança. Esperança que se volta, de modo particular, para D. Rafael – irmão do desaparecido – a quem auguro ânimo e determinação diante do infortúnio, e exorto a que seja, na sua geração, um exemplo de verdadeiro Príncipe, voltado para o bem do Brasil e exemplo de virtudes cristãs.

Ao encerrar esta dolorosa comunicação, volto meu olhar a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a quem suplico confiante que acolha na eternidade a D. Pedro Luiz. E rogo especiais orações por ele, bem como por seus pais, irmãos e por minha querida Mãe, a todos aqueles que, com espírito de fé, acompanham a Família Imperial neste momento de luto.

São Paulo, 8 de junho de 2009

Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ou seja, tudo "farinha do mesmo saco"

Em sua visita à Argentina, Lula da Silva disse ao jornal "La Nacion" que para o Brasil "será um privilégio" um pleito eleitoral cujos adversários sejam Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Ciro Gomes (PSB) ou mesmo Aécio Neves (PSDB).

E a razão disso é que Lula não vê "nada de direita nesses candidatos. Vejo colegas de esquerda, de centro-esquerda e progressistas. Isso é um avanço extraordinário para o Brasil" (La Nación, 19-4-2009).

Isso me lembra - e corrobora - a frase de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ex-presidente do Brasil, em entrevista para o mesmo jornal durante a disputa eleitoral entre Lula e Alckmin: “O programa político em jogo é mais ou menos o mesmo. O que os brasileiros estão elegendo é um estilo de condução." (La Nación, 6-10-2006)

Ou seja, como se costuma dizer, tudo "farinha do mesmo saco". E ainda dizem que há democracia no Brasil.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O fenômeno da carnavalização da vida numa sociedade oca e deformada

Cultura e ordem social
As diferentes sociedades que existiram na história humana tiveram um importante ponto em comum: a demarcação entre a esfera cultural superior, ligada diretamente às elites e à classe sacerdotal, mas na qual participava toda a sociedade, e a esfera cultural inferior, mais popular (o que não quer dizer “ruim”, mas sim que se subordinava a uma hierarquia cultural, e que não raro é mais rica e bela até do que a “cultura superior” de nossos tempos); a primeira tinha o papel de ordenamento do cosmos social, é nela que se situa, por exemplo, os pensamentos agostiniano e tomista, e a elaboração da teoria das três ordens (clero, nobreza e servos) por um bispo medieval, enquanto que na segunda situava-se, por exemplo, o carnaval (na forma como José Rivair Macedo explica no livro “Riso, cultura e sociedade na Idade Média”, muito bom para quem quiser ler sobre a cultura popular do período e entender melhor sobre certos aspectos que procurarei comentar, com bem menor competência, nesse artigo) e determinados tipos de eventos sociais. A representação da subversão era encenada nessas celebrações, mas ela cumpria seu papel dentro da ordem, invertendo papéis temporariamente e mantendo incólume a estruturação cósmica “permanente”- pois essas sociedades conheceram a decadência, por motivos que já julguei serem materiais, depois materiais-culturais e que hoje comento com mais reduzida segurança. Era o caso de uma celebração na qual, por um dia, alguém do povo fazia o papel de rei, sendo executada no final – a explicação que conheci foi: saciava-se o desejo de subversão das pessoas, mas no fim tudo voltava a ser como era antes, conciliando aquele desejo com a necessidade de preservar o status quo.[1]

Nessas sociedades, havia espaço para o deboche, para a zombaria e o maldizer, e religiosos e reis não se julgavam tão superiores a ponto de pretender estar fora do alcance disso (hoje existe uma arrogância inconcebível para aquela época, e por parte de indivíduos muito mais medíocres). Mas existia um elemento concernente à seriedade muito mais poderoso e determinante que hoje. As coisas divinas “podiam” ser consideradas superiores, e ofensas a elas ofendiam as pessoas, que tinham o direito de se ofender, atitude que hoje é considerada “radicalismo” religioso, “intransigência”, “fanatismo” etc. etc. “Mas você não é ateu??”, alguém pode perguntar. Sim, mas isso não me tira a legitimidade para fazer essa crítica.[2] E outra coisa muito importante: eles realmente levavam a morte a sério.

A presença da morte, tratada como uma ausência, e o caráter de nossa época

A humanidade sofre um processo de escandalosa infantilização, alienação, mediocrização[3], aviltamento, rebaixamento, imbecilização e por aí vai. As pessoas evitam encarar a realidade, e criam um mundo de fantasia cor-de-rosa para viver nele. Isso acontece o tempo todo na vida cotidiana, e as pessoas não se dão conta e não se chocam. É o caso do desarmamento compulsivo e de sua restrição exacerbada o mais que se puder. Um adulto (isso, lembrem-se, adulto) de 21 anos não pode ter uma arma de fogo, nem uma pistolinha, nem um revólver; Alexandre Magno comandou legiões aos 15 anos! Isso, aos quin-ze!! E não era um caso excepcional, pois o sujeito era ensinado a ser homem o quanto antes, ao contrário de hoje, em que se é ensinado a o ser o mais tarde possível, ou, se possível, a não o ser até o fim da vida. Um adulto de hoje não vale uma criança de ontem, e é nisso que somos educados: na baixeza, na covardia (quem não aprende espontaneamente pela convivência, é forçado pela ditadura “politicamente correta” a aprender a se acovardar), na imaturidade crônica que toma conta de “adultos” cada vez mais idiotas e que não aprendem a crescer. O caso da morte é significativo.

A morte é uma intimação à responsabilidade, a uma vida com sentido, e os povos tradicionais sempre se pautaram por ela. Os antigos egípcios viviam em função da morte, e procuravam economizar seus recursos para custear uma mumificação – ao menos os que podiam fazê-lo, as classes mais altas, às quais se juntou, posteriormente, um conjunto maior de pessoas capazes de pagar. Era notoriamente uma civilização inspirada pela absorção da morte para a vida do dia a dia, o que não é o mesmo que dizer que eram infelizes. Uma vez teve uma exposição de coisas do Antigo Egito em São Paulo (infelizmente, esses eventos não costumam vir para as bandas de cá...) e li sobre ela numa revista. Eu estava no ginásio, na época, mas lembro de como o comentador destacava o fato de os egípcios serem um povo de mentalidade fúnebre, e festivos, alegres! Apesar do destaque dos egípcios, isso não era muito diferente em outros povos. Era o normal.[4]

Vou abordar mais o nível individual agora, já que acima comentei sobre a relação de uma sociedade com a morte. Assim, poderá ficar mais clara a ligação entre as duas coisas. No Livro I de “A República”, Platão conta sobre os jovens atenienses, que viviam em meio a vícios e diversões, mas que, ao chegarem a certa idade, tornavam-se temerosos, devido à morte que se aproximava. [5] Quando eu era pequeno (antes do período pelo qual eu iniciei aquele meu relato), cheguei a praticar Karatê pela Aiasatsu, e precisávamos estudar uma apostila também. Lá havia um ensinamento bastante intimidador: o karateca deveria pensar mais na morte do que na vida. Isso significa o oposto do estado psicológico que tomou conta de nossa época. Não, não estou querendo ficar neurótico nem deixar alguém nesse estado; apenas chamo a atenção para o fato gravíssimo de que não buscamos aprender a maneira correta de lidar com um dos poucos fatos que podemos dizer que é certo, perfeitamente universal e determinante para a nossa existência, “existência” entendida num sentido pleno e total.

Não se trata de exigir heroísmo de ninguém. Eu me amedronto de vez em quando com esse assunto e, há poucas semanas, quando perdi um ente querido, precisei ligar para Ricardo.[6]

Deve-se acrescentar algo importante. A Contemporaneidade, que não encara a morte como as outras épocas o faziam, é justamente o período que mais concedeu espaço para ideologias tresloucadas tornarem-se referência para o governo dos povos, dando lugar a morticínios sem concorrentes na história da humanidade. Hobsbawn narra, no começo de seu “A era dos extremos” que, no começo do século, a morte de dezenas era um fato chocante e de repercussão internacional, e que nem se imaginava em contabilizar as mortes de civis na escala das centenas. As informações que ele nos dá nessa interessante passagem mostram como a morte de poucos (“poucos”?! É porque estamos no século XXI!O leitor da época analisada por Hobsbawn se chocaria comigo, e com meu caro leitor que provavelmente não se espantou com a palavra) causava mais perplexidade que a morte de milhões (não se contente com o dado, junte dezenas, centenas e assim sucessivamente na sua cabeça até formar o milhão) causa hodiernamente, “em pleno século XXI”, como diz certas pessoas com orgulho, num hoje em que defensores do nacional-socialismo e do socialismo-comunismo procuram melhorar sua situação dizendo que seus regimes não mataram como se diz, que foram alguns milhões a menos... A nossa época é a do totalitarismo – que deixou sua marca indelevelmente até hoje, só a alienação de uma ingenuidade estúpida impede as pessoas de perceberem isso- um tipo de “ordem” que consiste no seguinte: a partir do “partido”-Estado, a vanguarda revolucionária conforma os vários aspectos da sociedade da maneira que lhe pareça conveniente. Hoje, no Ocidente (êpa, é aqui) sua semente tenta germinar da seguinte maneira: a vagabunguarda diz o seguinte:

“__Não se preocupe, Joãozinho (tem mais de 50 anos), vamos cuidar de você; se alguém usar uma palavra que te magoe, conte pra gente cuidar dele. Mas me dê essa arma aí, não, nada disso, quem cuida do bandido – não seja preconceituoso, não use essa expressão fascista, ele é só um excluído pela sociedade, por você também – é o governo (governo como conhecemos + intelectuais esquerdistas). Nós protegeremos você... quê, entrou ladrão aqui, não evitamos nada?, não é assim, você tem de cobrar, não fazer nosso trabalho, nós que temos de cuidar de você e da sua família., me dê essa arma que você pode fazer uma besteira, você pode se machucar... Joãozinho, Joãozinhooo!!! Dê cá essa arma, DÊ LOGO A SUA ARMA, JOÃOZINHO! Isso, assim, e não seja malcriado que a gente coloca você pra sentar no canto, de castigo! Saiba que só queremos seu bem.”

E dá sinais evidentes de que constrói-se progressivamente um estado de coisas no qual o Estado se intrometerá cada vez mais no âmbito particular. Não é só a importante questão da arma; trata-se até de querer controlar o exercício da religião e até da alimentação do sujeito.[7]

Ao mesmo tempo que se constrói essa ditadura sobre o indivíduo comum, movimentos sociais procuram colocar-se acima das leis, e, de fato, é a ideologia (da Esquerda politicamente correta) que vem moldando a aplicação destas; numa época totalitária, ou que se almeja a sê-la, o jurídico, intelectual, religioso etc precisa estar, necessariamente, subordinado ao político.
Apenas lembro que não há vida integral sem a compreensão sobre a morte, e não há civilização sem pessoas capazes de enfrentar essa tarefa. Devemos procurar ficar à altura dela, e não evitá-la. Mas, que faz nossa sociedade moderna, que se julga superior – que piada! – às “arcaicas civilizações antigas”? Só pensa em conforto, em lazer, na cura de doenças, no creme anti-rugas, em prolongar a juventude, no jogo de futebol... É uma sociedade de frivolidades, cada vez mais “politicamente correta”, viciada, burguesa (nada de coro com o vulgar discurso anti-burguês da Esquerda; condeno o aburguesamento que atinge todas as esferas da sociedade, quando a burguesia tem o seu papel correto ao se manter em seu lugar devido, sem pretender substituir o que há de superior a ela, sem pretender substituir o que é aristocrático e merece ter um lugar privilegiado na sociedade civilizada), imoral e tecnicista, que acha que o avanço (ah...o avanço!) da ciência e da técnica resolverá os desafios que se impõem à espécie humana, que são maiores do que a mente viciada e preguiçosa de telespectadores do BBB, Faustão e Fantástico podem imaginar.

Carnaval como mero evento circunstancial, e Carnaval como horizonte da existência, numa época infeliz e alegre

Depois dessa prolongada introdução, posso entrar propriamente no tema que intitula o artigo. O carnaval, festa cujas origens são apontadas na Velho Mundo de séculos atrás, tornou-se a festa brasileira por excelência, que atrai a cada ano muitos turistas, seduzidos também por propagandas libidinosas do nosso país (apesar das campanhas em sentido contrário que autoridades brasileiras procuram fazer há anos, segunda cita o Arcebispo do Rio, D. Eugênio Sales, numa Mensagem em 2004.) É apontada na mídia como a maior festa popular do mundo – esse ano, foram 2 milhões de pessoas no Salvador, onde domina o axé. No do Rio de Janeiro, provavelmente o mais famoso até hoje, mulheres nuas, em grau maior ou menor, requebram ao som do samba. Como eu acho questões morais muito difíceis de se responder, prefiro não julgar se o Carnaval é mau ou bom em si (claro que comemorações como a de Olinda não estão em questionamento aqui), isso é, no espaço reservado para ele. Mas, sem tomar como foco a análise particular e essencial do Carnaval, e, em vez disso, considerando a análise desse evento na manifestação circunstancial que ele tem na sociedade em que vivo, considero: ele cumpre, dentro de um contexto social maior, um firme papel na nossa degeneração moral.

Contarei um episódio para demonstrar um ponto. Uma vez, uma menina de pouca idade, criança, pediu a mãe uma camisinha, para ir ao Carnaval. Apesar do susto da mãe, a filha era inocente: ela viu as propagandas que diziam para ir com camisinhas para o Carnaval ( Pergunto: por quê? Precisa-se delas para pular, para ouvir o som?), e, como ela ia a um Carnaval - não lembro se era festa de escola ou essa coisa selvagem nas ruas mesmo - pediu à mãe a camisinha, pois como garota inteligente que aprende o que os mais velhos ensinam, aprendeu que precisava-se dela para sair nessa festa, como proclama a TV. Li essa história num módulo na época de escola. É uma demonstração de um dos aspectos mais grosseiros do Carnaval: a sexualização instigada, forçada e insuflada pela mídia, pelos artistas, por quem faz a imagem dessa festa. Atentem-se, nada nesses meios (in)culturais reflete simplesmente a demanda da população, antes procuram moldá-la atribuindo-lhe certos contornos e características desejados (por algum sociopata). A revista Catolicismo cita interessante estudo sobre a opinião do brasileiro sobre essa festa (“Maioria dos brasileiros rejeita imoralidade carnavalesca”- http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/A279FFD8-D0B7-B67F-B1570335ABF2F3FF/mes/Abril2004 ), segundo a qual ela conta com uma rejeição de 57,4%, índice impressionante para algo tão alardeado aos quatro ventos como coisa maravilhosa e fascinante.










(Com esta, ainda é preciso ir com outra roupa para o Carnaval?)

(Não esqueçam, hein?!)

Nesse ano, o Correio da Bahia informou que a Secretaria da Saúde iria distribuir (a essa altura, está distribuindo) camisinhas e pílulas do dia seguinte durante o Carnaval. É profundamente revoltante esse tipo de notícia. Embora os grupos pró-aborto venham tentando legalizar a prática homicida com muita insistência, o fato é que nossa Justiça entendeu por bem não legalizá-la, entendendo que assim estaria protegendo o direito à vida de todos. Mas essa gente que ocupa os governos pouco se importam com as leis (possuem mentalidade revolucionária, e acham que as leis que não são feitas por eles não possuem nenhum valor), e as desobedecem flagrantemente. As tais pílulas são “substância abortiva”, vedada no juramento de quem se forma em Medicina, e eliminam um embrião, resultado da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que não é nem um nem outro, mas o ser particular que se origina da fecundação. Abusos como esse derivam do hedonismo que o jurista Ives Gandra Martins denuncia quando comenta a questão do aborto no Brasil. As pessoas querem prazer fácil, sem responsabilidade. Acrescento: são adultos infantilizados, que querem se divertir com suas genitálias como uma criança se diverte sem preocupação com seu brinquedo; aliás, essa é uma palavra muito comum nas campanhas da camisinha: se for “brincar”, use camisinha! Se brincar errado, é só eliminar o ser resultante. O Estado garante a sua diversão, a lei sobre vida vem depois.

Mas esse Carnaval é muito mais que uma mera festa que acontece numa semana de fevereiro. Permanece incompleto lembrar das micaretas e dos carnavais fora-de-época que acontecem durante o ano inteiro. O Carnaval tornou-se uma metáfora, algo que representa um sentido para as pessoas. Hoje, são privilegiados os que vivem cada dia, vendo um sentido nele próprio. Uma propaganda que está saindo nessa época é reveladora: mostra o desenho cinzento de uma policial, com expressão de desânimo, e uma frase do tipo: “Durante 364 dias do ano, Fulana é policial”. Ao lado, vem: “Na quarta de Carnaval, ela é Odalisca!”, com a imagem a cor da personagem fantasiada e com a maior expressão de felicidade. Há outras semelhantes, com outras profissões. O interessante de se notar é o seguinte: muitas pessoas suportam, cheias de insatisfação, uma semana de trabalho à espera do fim de semana. E esperam os meses com essa rotina passar para ter um tempo de férias – e tirar férias hoje, já não é algo certo, pois o sujeito pode ter de trabalhar nesse período. Em resumo, as pessoas vivem sem objetivos, esperando um momento de alegria extremamente transitório, ou procurando esse momento sempre que possível, na hora do programa de TV, p.ex, conformando assim, a um sofrimento na mediocridade, alegrias fúteis na mediocridade, que valem meramente como descanso para a próxima estação, mas que não desperta em ninguém a dimensão de sua vida por inteiro. O que o século passado trouxe foi o sabor amargo da tragédia, com o insosso da vida ordinária na sociedade de mercado cada vez mais separada dos elementos supra-temporais da civilização que são a fonte da alegria de existir nesse mundo.

Uma sociedade em que o carnavalesco – não em sentido estrito da festa pré-quaresma, mas no sentido amplo da atitude psicológica e cultural que está presente a todos os momentos em nosso meio – ocupou papel principal, é uma sociedade que realizou a subversão a que me refiro no primeiro parágrafo. Diante disso tudo, as pancadarias que acontecem na avenida são coisa pouca, um sintoma menor (E olhe que essas violências baixas não são pouco revoltantes!). O pior é que a isso se soma os caracteres peculiares do período em que vivemos. Fato muito significativo quanto a isso aconteceu há alguns anos, quando um carnavalesco quis colocar, no desfile de sua escola de samba, um carro alegórico representando o Holocausto, com bonecos representando os judeus mortos, a até com pessoas fantasiadas de nazistas e um Hitler.[8] Entendido simbolicamente, é o ponto de articulação entre os dois aspectos freqüentes de nossos dias de Kaly Yuga[9] que comentei aqui: é a tragédia carnavalizada, a representação da hecatombe humana ao som de samba. Quando não resta nada que se considere digno de veneração e respeito, a dignidade cabe a indivíduos fúteis do show business e às vaidades vãs desse meio, enquanto que a vida num ambiente de superficialidade vira Carnaval e, portanto, a morte também.

[1] Não sou a pessoa mais adequada para fazer essas considerações antropológicas, e lamento os erros que posso estar cometendo, e entendo que possa haver críticas ao esquematismo que uso e exemplos de comunidades que não se encaixam no modelo que apresento. Mas mesmo que seja esse o caso, creio que meu objetivo principal estará a salvo, que é o de defender que existe um tipo de hierarquia cultural que não pode ser invertida, ao menos no Ocidente. René Guénon, explicando o caso da Índia, aponta que essa foi a civilização na qual o pensamento metafísico foi mais estendido, e que, para se ligar à tradição, o hindu precisava dominar esse conhecimento em algum grau, a depender de suas capacidades intelectuais. Tenho esse caso em mente quando pressinto as possíveis limitações do esquema que apresento naquele parágrafo.
[2] Não vou comentar esse ponto aqui, porque é relativo ao assunto de outro artigo, que completará aquele que escrevi parcialmente; por enquanto, apenas veja se consegue enxergar um sentido nisso. Talvez você leia aquele artigo já em posse da resposta.
[3] Desculpem o possível neologismo.
[4] Desde a época de escola que eu tenho uma dificuldade tremenda de entender como alguém acredita de verdade no Carpe Diem no sentido de se esforçar por ser alegre o tempo todo; achava que eu não conseguia entender, hoje vejo que essa idéia é um equívoco, não a do Carpe Diem, que é valiosíssima caso entendida adequadamente, mas a da referida interpretação.
[5] Na verdade, Platão expõe as idéias em forma de diálogo, de forma que essa passagem deve constar da fala de algum interlocutor que participa da história. Mas não estou com o livro em mãos, então, perde-se os detalhes.
[6] Eis uma pessoa que se pode dizer que é fantástica, pois é na dor que se vê de que é capaz o bálsamo, e é na profunda dor que aflige o ser que se vê de que é capaz um bálsamo que se oferece para a alma humana.
A pessoa é minha avó materna; tomara que a morte, essa misteriosa, a tenha na verdade levado para algo bom.
[7] Lembra da listinha de alimentos que teriam a propaganda proibida na GB, incluindo catchup e amendoim, dentre inúmeros outros? Quem acompanha Olavo de Carvalho está familiarizado com essas coisas todas.
[8] (Essa nota eu escrevi para um outro artigo, no qual ataco a retórica dos que empunham a bandeira do Estado laico para defender qualquer barbaridade, mas vejo que ela interessa ao tema presente, por isso publico parte dela aqui, com algumas modificações.) Em janeiro, conheci um caso cuja absurdidade ultrapassou todos os limites que eu havia imaginado até o doloroso momento. Na sala de espera de uma clínica, eu lia uma meteria de uma “Época” velha sobre uma polêmica que aconteceu quando um carnavalesco quis colocar, no desfile de sua escola de samba, o supracitado carro alegórico; uma federação israelita conseguiu vetar esse carro na justiça, e houve quem condenasse isso como censura, e quem ficasse ofendido com a idéia do carnavalesco. Um psiquiatra entrevistado pela revista e um dos defensores de tal carro, comemorou algo equivalente a “no Brasil, o Estado é separado da religião”. Ou seja, numa grave questão envolvendo os sentimentos de tantos judeus, para os quais o Holocausto é fato de memória recente, havendo até no Brasil quem passou por Auschwitz, um super-imbecil consegue fazer um comentário completamente desvinculado do que se discutia, só pelo intuito de atacar gratuitamente a religião.
[9] Para os hindus, último ciclo que precederá a destruição do mundo, caracterizado por todo tipo de absurdidades.

sábado, 13 de setembro de 2008

Liberdade e Responsabilidade

Quando Alexis de Tocqueville percorreu durante oito meses a nascente democracia americana percebeu o fenômeno particular que ocorreu naquele país e naqueles anos. A recém-nascida classe média americana experimentava as primeiras benesses do progresso material e do acúmulo de riquezas. Utensílios que proporcionavam conforto e poupavam as pessoas de trabalho eram uma novidade crescente. Tocqueville percebeu que a conseqüencia imediata desse fenômeno seria as pessoas se tornarem muito egoistas, isolando-se em suas casas já que o imperativo de ajuda mútua para satisfazer as nescessiadades tinha ficado no passado. Mas isso não aconteceu. A maneira pela qual foi organizada a distribuição de poder equacionou esse problema. O Estado federativo quando delegou autonomia administrativa para cada região, cidade, condado, deu em alguma medida poder a cada cidadão de resolver seus problemas. Deste modo, quando alguma coisa precisava ser resolvida numa cidade, condado ou vilarejo não era ao Estado que as pessoas recorriam, mas umas as outras. Elas eram impelidas a sair de suas casas e se juntarem para resolver seus problemas. Um raciocínio muito simples estimulava esse comportamento. "Tenho que ajudar meu vizinho agora porque mais tarde pode ser eu que venha a precisar dele". Nasciam assim as famosas associações americanas estabelecendo naquelas terras uma liberdade de consumo, uma busca pelo progresso material que era amparada por um contra-peso de responsabilidade com a comunidade, com os vizinhos, com as pessoas. Latitude abaixo as coisas se deram de forma um tanto diferente. No Brasil da mesma época, o Rei D.João VI simplesmente proibiu as pessoas de se associarem. Três individuos juntos era crime, dava cadeia. Não posso afirmar com certeza, mas parece haver ai um forte indicio da famosa dependência do brasileiro do Estado, do governo, seja ele de direita ou de esquerda. Por aqui as pessoas não sabem sequer como se associar, não fazem ideia de que seja possível resolver um problema usando tal dispositivo e, quando algum grupo tenta fazer algo parecido, a primeira coisa que idealizam é fundar um partido politico. É em razão disso que o acumulo de riquezas e progresso material encontram no espirito brasileiro o completo vazio de responsabilidade, tornando as pessoas egoistas, isolando-as em suas casas e tornando-as incapazes de se preocupar com os problemas alheios, afinal "eles que resolvam seus problemas, que eu já tenho muitos que cuidar". Quando se postula que essas conseqüencias ocorridas no Brasil são conseqüencias naturais do modo de produção capitalista, está se fazendo uma analise raza do fenômeno, não levando em consideração as disposições estruturais do país, e generalizando um fenômeno local para um sistema amplo que obteve conseqüências totalmente diversas em outros locais. A previsão inicial de Tocqueville para os EUA se realizou no Brasil.