quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Tá chovendo freira! Aleluia!

Não tem como não dar boas risadas vendo essa paródia de Pe. Fábio feita pelo programa "Hermes e Renato". O mais interessante é que a imagem do Sacerdote ideal - no confessionário, de batina preta e homem de oração - se encontra tão fortemente presente no imaginário popular que até na hora de ironizar um Padre que se destaca pela vaidade e aparência, que sequer usa o traje eclesiástico, colocam um comediante de colarinho romano e batina.

Para piorar, vazou a notícia do cachê cobrado por Pe. Fábio para fazer um show em Natal no dia 25 de dezembro; R$ 221 mil reais, com direito a jatinho particular e tudo. Para termos uma idéia, Ivete Sangalo, o segundo mais caro cachê do país, cobra em média R$ 350 mil, já a dupla Zezé di Camargo e Luciano fica na casa dos R$ 150 mil. Nem com toda a maior boa vontade do mundo se justifica um valor tão alto. Que Pe. Fábio virou estrela, com direito a música na novela "Caras e Bocas", todo mundo já sabe, mas agora quer ter uma vida de luxo e exagero despropositado?! As suas roupas de marca que o digam...

(Pe. Fábio deixou a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, afinal as obrigações religiosas empatavam a carreira musical. Portanto, nada melhor do que abandonar o voto de pobreza se esbaldando nas futilidades.)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A contemplação Adquirida

Os grandes mestres da espiritualidade nos ensinam que o verdadeiro mestre interior é o Espírito de Deus, que guia a alma para a contemplação mística, ou seja, para a visão de Deus face-a-face. Esta contemplação mística pode ser adquirida ou infusa, sempre de acordo com o grau de abertura que o crente deposita à ação da Graça Santificante que o habilita a participar da natureza divina.

A contemplação adquirida é resultante da leitura e do estudo da Palavra de Deus, bem como dos artigos da fé. O estudo da Palavra de Deus, que supõe todo o aparato conferido pelo Batismo como a graça santificante, as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo deve nos levar à contemplação daquele que É.

A contemplação infusa, diferentemente da contemplação adquirida, não supõe esmero de leitura e estudo, pois é um dom do Espírito Santo que por sua vez poderá conceder ao cristão que algumas verdades de fé se tornem patentes para a alma.

Os mesmos Mestres da espiritualidade Católica e os Padres da Igreja sempre nos exortaram da necessidade de unirmos à leitura, ou ao estudo sagrado o Espírito Santo, verdadeiro Mestre Interior. Existe sim, um perigo de cairmos numa contemplação intelectualizada, seca e sem frutos para a alma. Esta ausência de abertura à Graça Divina, do silêncio e da interiorização que antecedem o estudo das verdades da fé não levam o cristão à conversão sincera, mas o faz crescer intelectualmente acumulando conhecimentos, sem aquela reverência ao sagrado que toda alma piedosa deve conter.

Desta forma, dizia Santo Agostinho, “a exemplo do jardineiro que planta mas não é ele mesmo quem reveste os galhos com a sombra das plantas”, é o Espírito de Deus o responsável pela conversão interior daqueles que se deixam levar pelas exortações do Sagrado Magistério.

Continua Santo Agostinho:
“Não tendes necessidade de que alguém vos ensine: sua unção vos ensina sobre tudo” (1Jo 2,27).

Irmãos, então que estamos nós a fazer? Nós, que vos ensinamos? Se a sua unção é que vos ensina todas as coisas, nós com que trabalhamos sem necessidade! Para que havemos de falar tanto?...Pergunto, pois, a João, ele mesmo: tinham a unção aquelas pessoas a quem pregavas? Pois dizes: ‘A unção ensina sobre tudo’. Então, por que escreveste esta Epístola? Por qual razão? Por que edificas?

Vede aqui um grande mistério (magnum sacramentum). O som de nossas palavras chega a vossos ouvidos, mas o verdadeiro Mestre está dentro. Não penseis que alguém pode ser ensinado por outro homem. Podemos admoestar-vos pelo som de nossa voz, mas, se não está dentro de vós aquele que ensina, são vás as nossas palavras.

Quereis uma prova disso, irmãos? Não ouvistes todos vós este sermão? Quantos, contudo, vão sair daqui sem nada terem aprendido! Quanto dependeu de mim, dirigi-me a todos. Mas aqueles a quem esta unção não fala em seu interior, aqueles a quem o Espírito Santo não instrui no íntimo, esses retiram-se sem nada ter captado.

O ensino exterior é uma ajuda, uma exortação. Mas aquele que instruiu os corações esse possui sua cátedra no céu. E eis por que ele mesmo nos diz no Evangelho: ‘Quanto à vós, não permitais que vos chamem mestres, pois um só é o vosso Mestre, Cristo’(Mt 23, 8.9). Que ele fale pois, no interior.Lá onde nenhum homem penetra, pois, também se alguém está a teu lado ninguém está dentro de teu coração. Que cristo esteja no teu coração, ninguém mais. Que a sua unção esteja no teu coração, a fim de que esse seu coração não se encontre sedento no deserto, sem fonte onde possas saciar a sede. Está, portanto, no interior o Mestre que ensina. É Cristo que ensina. É a sua inspiração que ensina. A sua inspiração é a sua unção. É em vão que da parte de fora ressoam as palavras.

Assim, irmãos estas palavras que pronunciamos no exterior são o que o jardineiro é para a planta. Ele trabalha no exterior: rega, dedica-lhe todos os cuidados. Mas o que quer que faça no exterior, acaso é ele que reveste os galhos nus coma sombra das folhas? É ele que no interior faz algo de semelhante? Mas que o faz? Escutai o apostolo a se comparar a um jardineiro. Vede o que nós somos e ouvi o Mestre interior: ‘Eu plantei, Apolo regou; mas era Deu quem fazia crescer. Assim, pois, aquele que planta, nada é; aquele que rega, nada é; mas importa tão-somente Deus, que dá o crescimento’(1Cor 3,6.7)

Isso eu vos digo igualmente: quer plantemos, quer reguemos por nossas palavras, não somos nós que fazemos alguma coisa, mas aquele que dá o crescimento, Deus, isto é, a unção daquele que vos ensina todas as coisas.

Abandonai-vos à sua unção e ela vos ensinará”.
No entanto, há de se entender este mestre interior, o Espírito de Deus, como o verdadeiro responsável pela transformação da alma e não como argumento de que não há necessidade de uma autoridade para nos instruirmos na fé. Pensarmos assim, nos faria cair na heresia da Sola Escriptura que nega toda e qualquer autoridade religiosa para a verdadeira interpretação do texto sagrado.

Desta forma, atingiremos a contemplação adquirida, mediante a leitura contemplativa e abertura de coração à ação da Graça Santificante. Não permitamos que a recitação dos salmos, do Ofício Divino e tantas outras orações preciosas da Igreja de Deus não frutifiquem nos nossos corações por causa da dureza do nosso intelecto em se dobrar diante das inspirações do mestre interior. Sejamos dóceis e flexíveis.
“Ninguém creia que lhe baste a leitura sem a unção, a especulação sema devoção, a investigação sema admiração, a atenção sem a alegria, a atividade sema piedade, a ciência sema caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sema graça divina, a pesquisa humana sem a sabedoria inspirada por Deus”(São Boaventura – Itinerário da Mente para Deus)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Todos somos chamados à santidade

Por Harlei Mendes

Os Santos são cristãos que se despojaram e se abriram de tal forma à ação da graça divina que permitiram ao Espírito de Deus transformar profundamente suas vidas e as realidades da época. Foram (e são) pessoas que pela força do Espírito, passaram pela história deixando suas marcas e sinais visíveis da presença de Deus. Superaram de tal forma suas limitações e pecados atingindo virtudes heróicas que merecem ser chamados de Santos e por isso inseridos no Canon da Igreja.

Baseando-se em concepções erradas, alguns afirmam que os Santos são criaturas iluminadas e espírito evoluído, que através da caridade conseguiram atingir o mais alto grau da perfeição fraterna. Outros ainda, romantizando a personalidade do Santo, consideram que estes são pessoas predestinadas, nascidas com uma disposição interior à santidade, almas puras, dotadas de simplicidade angélica e bondade descomunal.

No entanto, o contato com as biografias dos Santos, nos possibilita constatar que o título que receberam não foi baseado em determinismos congênitos da personalidade. A vida de um Santo, diferentemente do que pensam e dizem alguns, foi profundamente marcada pelo combate não apenas espiritual, mas contra suas próprias tendências e disposições interiores.

Em 1914, Monsenhor Clementi, historiador em serviço no Vaticano, entregara ao Pe. Girolamo Moretti franciscano conventual e conceituado grafólogo, textos de cerca de cinqüenta santos canonizados para serem submetidos à análise grafológica. Monsenhor Clemente intentava desmistificar a ideia errada que havia por trás da imagem que fora construída ao longo da história acerca da figura dos Santos. Por um lado, a iconografia ajudara no surgimento de uma concepção angelical inerente à figura do Santo por ressaltar nas artes tão somente suas virtudes, no entanto, não podemos condenar a iconografia por apresentar a piedade e a seriedade cristãs nas imagens dos Santos. Por outro lado, os fatos extraordinários que acompanharam a vida de muitos santos, fizeram com que a sociedade e, sobretudo alguns cristãos piedosos supervalorizassem os milagres em detrimento das virtudes heróicas dos Santos.

Antes de nos determos nas conclusões do grafólogo Pe. Girolamo Moretti façamos algumas considerações acerca da grafologia.

A grafologia é uma ciência que estuda pontos característicos da personalidade através da letra. Por meio do estudo da letra cursiva, os especialistas podem detectar aptidões, limitações e manifestações de caráter, pois, afirmam que escrever é uma ação inconsciente, e por isto não passível de simulações.

A fundamentação filosófica da grafologia, de acordo com Dom Estevão Bittencourt - OSB está no fato desta técnica considerar o ser humano como um composto de corpo e alma, onde a alma é a parte determinante; o corpo a parte determinada. Apoiando-se na Filosofia Clássica, Dom Estevão destaca:
O ser humano, embora composto de corpo e alma, constitui uma unidade; nessa unidade, o corpo é o espelho da alma; o modo de ser do corpo é o espelho do modo de ser da alma. Donde se segue que a linguagem exterior e sensível de alguém é o espelho do modo como as idéias e os afetos são concebidos no íntimo dessa pessoa. Existem, pois, relações bem definidas entre as modalidades da linguagem exterior, gráfica, e o estilo íntimo ou o caráter próprio da mesma pessoa. Aliás, pode-se dizer que qualquer aspecto de uma personalidade é sempre marcado pelo estilo geral da mesma; o modo de agir corresponde ao modo de ser do sujeito. (DOM ESTEVÃO, 2006, pg. 203).
Outrossim, é preciso considerar, que a grafologia apresenta traços de caráter e não as atitudes de alguém diante dos fatos. Exatamente o que aconteceu na vida dos Santos, que conseguiram superar suas inclinações ao mal e por isso foram elevados aos “altares” das Igrejas para servirem de modelos a serem seguidos pelos cristãos.

Desta forma, através do estudo da grafologia, Pe. Girolamo pôde apresentar seu relatório á Igreja. Este relatório, posteriormente publicado em um livro intitulado “I Santi dalla Scrittura” apresenta as conclusões da análise grafológica das letras dos santos conforme podemos ver abaixo:

São João da Cruz (1541-1591) – O exame grafológico mostrou que São João da Cruz podia ter sido um homem sensual, requintado nas concessões à carne; teria dissimulado a sensualidade sob o verniz dos sofismas e do cumprimento do dever com esmero “artístico”. Visto que era sujeito a ser atormentado pelo remorso, teria procurado construir “sua” filosofia para sufocar a consciência, baseando-se em críticas extremadas, no ceticismo e no pessimismo.

Considerando sua biografia, podemos ver facilmente o quanto o grande Místico lutou para superar suas inclinações conforme este relato:

No tocante, à sensualidade, São João da Cruz soube ser inflexível, guardando absoluta fidelidade à sua Regra. Certa noite, estando absorvido em oração, a porta da sua cela abriu-se e uma jovem bela e ricamente vestida aproximou-se; o monge já a conhecia, pois era penitente dele; com palavras apaixonadas, ela lhe exprimiu a sua admiração e o seu amor. Disse-lhe que fugira da casa paterna, porque já não podia resistir à paixão que a devorava. O santo sentiu-se estremecer diante do perigo iminente. Certo de que não venceria sem a graça de Deus, voltou o coração para o Senhor em oração. E a sua prece foi atendida, pois não somente João da Cruz escapou á tentação, mas também conseguiu reconduzir a jovem á consciência dos seus deveres.

LETRA:

São Luís Maria Grignion de Montfort (1673-1716) – a sua escrita manifesta a tendência á exterioridade; teria gostado de impressionar os outros para ser admirado. Era também inclinado a dissimular os seus defeitos, o que o faria cair facilmente na hipocrisia. Não tendo grande talento filosófico, podia dar-se ao plágio, a fim de conquistar fama. Ainda no intuito de distinguir-se vaidosamente , era propenso á sátira requintada mediante palavras e sorrisos oportunos.

Os dados biográficos de São Luis mostram que sua tendência à exterioridade se concretizou no cultivo das artes, para as quais tinha habilidade. É considerado o mais prendado poeta religioso da sua época. Exerceu também a escultura, a fim de reproduzir com graça um pouco da beleza ideal de Jesus e Maria que, em sua mente, tinham forma viva e atraente. Além disso, São Luis gostava de viajar a pé e fazia de tudo para não ser reconhecido, ficava incógnito.

LETRA:

Santo Inácio de Loyola (1491 ou 1495-1556). Refere-se que Santo Inácio tinha caráter irredutível, propenso ao comando despótico. Não gostava que os subalternos se justificassem ou fizessem valer razões contrárias às suas. Tendia a se vingar de quem censurasse o seu comportamento inclinava-se à ambição e ao desejo de aparecer ostensivamente.

Sua biografia, narra que depois de eleito Preposto Geral da Companhia de Jesus, empenhou-se especialmente por duas linhas de programa: conservar sempre a simplicidade e a humildade, e só fazer uso da sua autoridade para a maior glória de Deus. A princípio, quis exercer as funções de cozinheiro, as quais ainda acrescentou os mais humildes serviços da casa.

LETRA:
São Felipe Néri (1515-1595) os estudos grafológicos demonstram que São Felipe Neri foi uma personalidade original. Apresentava um misto de autoridade e hilaridade, cuja dosagem dificilmente poderia ser analisada. À primeira vista, a hilaridade parecia prevalecer; mas percebia-se que a sua hilaridade estava a serviço de um plano de renovação da Igreja. Esta foi, sem dúvida, marcada pelo cunho que lhe deu S. Filipe Neri.

A sua alegria inata era muitas vezes o fator que equilibrava as suas emoções religiosas íntimas e profundas. Estas repercutiam fortemente em seu físico, que em conseqüência se agitava como se o santo já não pudesse permanecer no corpo. Sabia descobrir o ponto vulnerável dos outros. Mas, em vez de o explorar para a sátira e o sadismo, procurava dar-lhe o remédio oportuno; dissipava escrúpulos e dúvidas, levando os outros por caminhos estreitos a píncaros elevados.

LETRA:
Santo Afonso Maria de Ligório (1695-1787), que seguiu primeiramente a carreira jurídica além de revelar notável firmeza, manifesta forte propensão ao orgulho e à ambição. Tendia a adular os grandes ceder aos favoritos e a intrigar finoriamente. Em suma sabia tendia a ser hábil para atingir os fins almejados. Era simpático ao sexo feminino, e gozava do poder de sedução.

Sua biografia mostra que foi extremamente austero consigo mesmo, passando muitas vezes as noites deitado no chão quando não se entregava à oração até aurora na igreja ou no quarto. Receava levar vida cômoda!

LETRA:
O contato com as limitações de tantos personagens que constituem a história da piedade cristã Católica nos faz depreender através dos estudos da grafologia, que todos somos chamados à santidade e que os Santos não foram figuras de personalidade privilegiada que fosse favorável à Santidade. A grafologia exclui a possibilidade de que existam traços de personalidade ou humores que favoreçam a conquistas de virtudes heróicas. Haja vista que mesmo Santa Tereza do Menino Jesus, doutora da Igreja, cuja ortografia também foi submetida á análise grafológica, apresentara tendências à vaidades. O que não se observa em sua vida, pois seguiu fielmente o pequeno caminho da ‘infância espiritual’ se humilhando pela penitência.

Os Santos, autênticos modelos de perseverança e combate espiritual, nos ensinam conforme a vontade do Pai, que podemos e devemos chegar à Santidade, sem a qual não se entra na Jerusalém celeste. No entanto, a disciplina, a piedade e o despojamento são requisitos chaves para superar aquilo que em nós impede a ação da graça santificante.

Submetamos, pois as nossas limitações à ação do Espírito Santo e da piedade cristã para que o homem novo, nascido das águas do batismo, suplante as más inclinações do homem velho que insiste em bater as portas da nossa vida incitando fraqueza de caráter e desobediência aos mandamentos de Deus.

Referência bibliográfica:

BITTENCOURT, D. Estevão - OSB. Curso de Espiritualidade - Escola Mater Ecclesiae.2006.

BITTENCOURT, D. Estevão - OSB. Curso de Ocultismo - Escola Mater Ecclesiae.2003.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Terreiros e Agulhas

Quando eu soube do caso do menino das agulhas na mesma hora me perguntei; será que o candomblé tem alguma coisa a ver com isso? A dúvida ficou! Não obstante, outro dia, vendo uma reportagem do caso, vi que se referia ao padrasto e duas mulheres envolvidos com "magia negra". Caríssimos leitores, desde já saibam que "magia negra" é a versão politicamente correta de chamar "religiões afro-brasileiras". Obviamente, descobriram que o ritual com as agulhas fora orquestrado por uma mãe-de-santo.

A glamourização das religiões afro-brasileiras é assustadora. Aqui na Bahia o candomblé já virou quase religião oficial. Claro que das três vertentes; candomblé, umbanda e quimbanda, a primeira é a mais “leve”, talvez por ser mais mitológica e tradicional, entretanto, não necessariamente menos obscura. Com a supervalorização do candomblé - aqui na Bahia quase não existe umbanda ou quimbanda - os terreiros se tornaram baluartes da cultura "afro". Justamente por isso, esta religião se tornou menos "religiosa" e mais "cultural". De forma prática podemos dizer que existe o candomblé para o povo reverenciar - e o governo financiar - e o candomblé de verdade, oculto, reservado aos iniciados, onde mata-se bodes e bebe-se sangue de galinha.

No meu bairro, que não tem terreiro de macumba, com uma população cristã, considerado de classe média, encontraram, certa vez, o corpo de uma criança recém nascida, sem as mãos, com marcas de esfaqueamento, ainda com o cordal umbilical, jogado numa lata de lixo e, perto dali, um carro com aparentes pais-de-santos. Salvador precisa de uma nova evangelização! Que Deus nos conceda um Arcebispo com espírito missionário!

Achei engraçado quando depois da reportagem, num jornal local, falando do envolvimento da mãe-de-santo no caso, passaram uma outra sobre certa exposição com fotos de várias matriarcas dos terreiros daqui de Salvador. Ou ninguém percebe o óbvio ou a ditadura do politicamente correto, com a intolerância dos tolerantes, impede uma análise sensata dos fatos.

OBS: Se fosse um Padre o autor desse terrível crime, vixe, já teria sido capa de não sei quantas revistas, com alguma montagem se referindo às agulhas e à Cruz na capa. Algum historiador iria aparecer falando da relação da Santa Inquisição com a técnica das agulhas e todos canais de televisão abordariam o caráter opressivo e abusivo do Catolicismo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Candidatos pró-aborto não podem representar cidadãos honestos, diz arcebispo


Ao parabenizar o Pe David Francisquini pela publicação do livro Catecismo Contra o Aborto, o arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, em carta enviada ao sacerdote, diz que "é extremamente preocupante o silêncio de tantas pessoas - principalmente dos que exercem autoridade pública -  diante desta tragédia que continua a acontecer, cada ano, no mundo inteiro: a eliminação da vida de aproximadamente cinqüenta milhões de seres humanos inocentes e indefesos."

Por essa razão, para os que se mantém em silêncio, Dom José lembra que isso "pode ser interpretado como aceitação tácita e pode constituir cumplicidade na prática do aborto."

"Os cidadãos honestos não podem colaborar – através de seu voto democrático - nesta tragédia colaborando para conferir cargos públicos a candidatos que defendem o aborto, o divórcio e outras violações da Lei de Deus", escreve o arcebispo. "Tais candidatos não podem representar os católicos ou cristãos ou qualquer cidadão honesto".

O prelado termina sua missiva recordando o que diz o Catecismo da Igreja Católica: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida...” (n. 2270).

Para adquirir o Catecismo Contra o Aborto, acesse:
http://www.fundadores.org.br/abortonao/acao/290609/catecismocontraaborto.htm

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Breve História da Moda na França: 1900-2000



É interessante ver como a mulher termina com um vestido que é muito menor do que a roupa íntima (!!) do vestido inicial.
No quesito moda a Revolução avançou a passos largos neste século.

Comparem o vídeo com a sequência de fotos abaixo. As fotos mostram as mudanças ocorridas na vestimenta feminina da Idade Média até o século XIX.

É assustadora a velocidade com que a moda mudou no último século. Mesmo aqueles espíritos que vêem nisto apenas uma mudança natural de costumes - como sempre ocorreu -, têm dificuldade em explicar porque no sec. XX esta mudança foi tão rápida e porque houveram mudanças tão radicais.

Repúbrica - Moda de viola

(Este artigo foi atualizado em 1/12/2009 às 23:07)

Trata-se de uma música da campanha monarquista do plebiscito de 1993. Infelizmente não conheço o nome do autor da letra e de seus intérpretes.

Clique abaixo para ouvir:

Download

(Veja, no final, como colocar essa música em seu blog)

Por decreto-lei sou repubricano,
pois quem decretô foi o Floriano.
Voto obrigado uma vez por ano,
capricho nos voto e faço meus plano,
mas no fim das conta entro pelo cano, oiá.

Cada vez que eu voto, voto deferente,
é prá vereador, é prá presidente,
voto num pilantra muito eloqüente
ou num carcareco que me mostra os dentes,
só não abro mão do voto consciente. (Oh! Eleição danada!)

O meu candidato topa desafio,
e promete ponte onde não tem rio,
e promete escola pra educá meus filho
e enchê meus bolso que nasceu vazio,
mas depois de eleito fica no macio. (Candidato bão, sô!)

O meu candidato é muito preparado,
corre atrás de voto que nem cão danado.
Já foi bem vermeio tá esverdiado.
Sabe despistar o que fáiz de errado.
Mas tem rabo de palha prá todo lado, oiá.

Candidato gosta é de cambalacho,
ele lá em cima, nóis aqui embaixo.
Prá ganhá os voto banca o cabra macho,
mas deixa o povão com cara de tacho.
Quero gente boa, mas eu nunca acho, oiá.

Pago muito imposto e quero melhoria,
nunca tenho vez, sempre entro em fria.
Acabô a verba, a caixa tá vazia,
Mas sobra de monte pro trem da alegria.
E quem sai ganhando é mesmo a quadrilha. (hahá! verba marvada!)

Sobe o candidato e pára o que o outro fez.
Inaugura obra três ou quatro vez,
o preço de uma dá prá mais de três,
vou votar de novo porque sou freguês.
Mas se eu pudesse punha no xadrez, oiá.

Essa tar repúbrica não me tapeia,
encheu tanto a cara, que já cambaleia.
Anda capengando que nem vaca véia
toda remendada e cada vez mais feia,
Doente terminal não há quem remedeia. (Aí, republica danada sô!)

Já bancou repúbrica triunfalista,
Foi nova repúbrica e foi getulista,
repúbrica véia parlamentarista,
era Brasil novo e já baixou a crista.
Mas o que resorve é ser monarquista!

***

Para colocar o áudio em seu blog, copie e cole o seguinte código HTML:

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dois pesos e duas medidas

O Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, esteve no Brasil, numa viagem oficial. Os membros do governo defenderam a visita como sinal da relevante posição do nosso país na diplomacia internacional. Já a oposição criticou a vinda do polêmico líder iraniano que ainda foi recebido com todos os salamaleques do cerimonial.

O que achei mais pertinente não foi nem a criticada visita de Ahmadinejad, mas os dois pesos e duas medidas da mídia e dos políticos brasileiros. Chávez, quando vem ao Brasil, não é alvo de 1/3 dos protestos dirigidos ao kamarada iraniano. Claro que todos os regimes ditatoriais são atrozes, mas é fato que o bolivarianismo da Venezuela, se comparado ao regime islâmico no Irã, é muito mais chocante ao Brasil.

Ora, no Irã a fé bahai é perseguida, homossexuais encarcerados e o Holocausto negado - o judaísmo não é tolhido, inclusive, constitucionalmente, o parlamento iraniano deve ter representantes judeus, zoroastrianos, católicos, cristãos armênios e assírios. Enquanto isso, na Venezuela, a Igreja Católica é perseguida, venezuelanos de ascendência espanhola apontados como herdeiros dos opressores europeus (sic) e a classe média vista como a encarnação do Capeta. Não estou aqui diminuindo a violência cometida pelo regime do Irã às minorias, mas não posso negar que em terras chavistas a identidade da maioria é perseguida pelas políticas ditatoriais do bolivarianismo. Boa parte dessas realidades culturais também são comuns ao Brasil, por isso, para o brasileiro médio, perseguir a Igreja Católica, por exemplo, diz mais do que a perseguição a fé bahai, desconhecida no nosso país e com um número insignificante de seguidores.

Tolher a liberdade religiosa, restringindo o bahaísmo, desperta a ira adormecida dos deputados e senadores brasileiros, mas tolher a mesma liberdade religiosa, atormentando a Igreja Católica, que congrega 85% dos venezuelanos e 75% dos brasileiros, não é tão escandaloso. Encarcerar e punir homossexuais, como ocorre no Irã, vale o tempo gasto em protestos, mas aborrecer brancos, heterossexuais e a classe média, que compõe a esmagadora maioria da população, não merece nenhuma insurgência.

sábado, 21 de novembro de 2009

Nostra gloria è la Croce


NOSTRA GLORIA È LA CROCE DI CRISTO,

IN LEI LA VITTORIA;

IL SIGNORE È LA NOSTRA SALVEZZA,

LA VITA, LA RISURREZIONE.


Non c’è amore più grande

di chi dona la sua vita.

O Croce tu doni la vita

e splendi di gloria immortale.



O Albero della vita

che ti innalzi come un vessillo,

tu guidaci verso la meta,

o segno potente di grazia.



Tu insegni ogni sapienza

e confondi ogni stoltezza;

in te contempliamo l’amore,

da te riceviamo la vita.

Celso Pitta para patrono do Movimento Negro!

Celso Pitta morreu no dia da Consciência Negra! O que aprendemos com isso? O esterótipo do negão, de cabelo trançado, tocador de timbal, militante do PT e iniciado no candomblé, como pinta o movimento negro, simplesmente não existe e, se passou a existir, foi conseqüência do lobby racialista financiado com muitos dólares da Fundação Ford.

Negros e mestiços - estes último sim são maioria no Brasil, mas o movimento negro quer transformá-los em estatisticamente pretos - são brasileiros, ou melhor, brasileiros são negros, mestiços e brancos. Portanto, estão propensos aos mesmos pecados dos homens-brancos-opressores-descendentes-de-senhores-de-escravos-e-que-se-perpetuam-no-poder-através-de-partidos-reacionários.

Iniciemos a campanha "Celso Pitta para patrono do movimento negro"; negão - ou "afro-descendente de grande porte", para ser politicamente correto - e corrupto! Isso que é brasilidade!

Goodbye bad Bishops!

(Clique na imagem)
Haja criatividade! A idéia desse site é simplesmente fabulosa!

Se houvesse uma versão brasileira, vixe, ia travar de tão demorada que seria o carregamento da página...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Welcome to Rwanda...

Pedro Ravazzano

Eu, um tútsi brasileiro, escrevo uma breve reflexão nesse dia da Consciência Hutu. O nosso país caminha para a edificação de uma sociedade bipolar, dividida entre brancos e negros. A começar, bem sabemos que o Brasil jamais foi um Estado racista, com uma política de discriminação oficial. Ademais, devemos pontuar que até mesmo a triste escravidão, com um estudo muito ideologizado hoje em dia diga-se de passagem, não teve motivação racial; brancos não escravizavam negros, dominadores escravizavam subjugados. Além disso, é importante frisar que o alvorecer do racismo cientifico se consolidou apenas no séc. XIX.


O mesmo racismo científico que favoreceu políticas oficiais de discriminação, plantou a semente do que veio a ser, no futuro, o caricato pan-africanismo. Inicialmente liderado por intelectuais americanos que sequer conheciam a África, a utopia da união do continente "negro" refletia, cruelmente, o simplismo assustador do racismo reverso. O pan-africanismo, fadado ao fracasso desde o seu nascimento, desconhecia, ou pretendia desconhecer, a incrível riqueza cultural da África. Os americanos negros, os primeiros pensadores do sonho africanista, formados sobre a ótica do racismo científico, simplificavam e sintetizavam as plurais caraterísticas africanas na cor de pele. A utopia não agüentou a realidade de um continente composto por culturas das mais variadas; foi o fim do pan-africanismo.

Entretanto, mesmo o sonho da unidade africana morrendo, persistiu o espírito racialista da pior forma possível. Na África do Sul, onde a discriminação era institucionalizada, os brancos africâneres impunham um regime de segregação oficial, uma realidade surreal em terras majoritariamente negras. Interessantemente, o delírio de uma nação branca se uniu à promoção do orgulho étnico. A política da África do Sul arquitetava um plano que passava pela independência dos bantustões, zonas tribais criadas pelo regime do apartheid. Entretanto, era essencial que a luta pela liberdade fosse alimentada através da criação do mito da etnia. Assim, etnólogos, geógrafos, historiadores etc, construíram identidades étnicas e raciais. Universidades passaram a ter centros de estudos de cultura africana e institutos foram fundados com o propósito de levantar o edifício do orgulho da raça negra. O projeto não foi eficiente, os bantustões não lutaram pela independência e os negros continuaram fascinados pelas grande metrópoles "brancas", mas conseguiu criar, em laboratório, um mito. Alguma semelhança com o Brasil?

O exemplo mais assustador dos péssimos frutos do pensamento racialista se encarna na triste história de Ruanda, um país encravado no coração da África. A nação, que tinha um reino centralizado, se dividia entre tútsis e hutus. Os primeiros compunham a elite nobiliárquica da nação. Os reis de Ruanda reinavam gloriosamente e, até hoje, perpetuam sua história na figura de Kigeli V que atua em defesa do seu povo e da tradição ruandense. Vale lembrar, por sua vez, que não havia identidade étnica encrustada no espírito social; tútsis pobres eram hutus e hutus ricos eram tútsis. Os belgas, que tomaram posse de Ruanda depois da derrota alemã na Primeira Guerra Mundial, perpetuaram o poder tútsi e a estrutura monárquica. Não obstante, para consolidar o domínio favoreceu e divulgou o orgulho étnico numa nação que o desconhecia. Pesquisas foram feitas com o propósito de comprovar a origem superior dos tútsis. Estes não eram mais irmãos dos hutus - como relatava o antigo mito de criação nacional - mas sim descendentes dos nobres etíopes. Uma origem tão elevada se confirmava na diferença de porte, estrutura facial etc, dos tútsis comparados aos hutus. Os primeiros eram mais altos, com narizes mais finos, elegantes e garbosos. Entretanto, as diferenças entre ambas as “etnias” simplesmente não existiam. E se, por acaso, tútsis eram maiores estruturalmente que os hutus, isso se devia a alimentação mais balanceada que estes tinham - o que podemos comprovar ao comparar coreanos do norte e do sul.

O mito foi criado pelos belgas e usado como a bandeira do levante hutu. Depois da queda da monarquia, com a morte de Mutara III Charles, e a ascensão da República, o governo, de maioria hutu, deu início às políticas de repressão (expulsão e morte) contra a população tútsi. Tudo era justificado como dentro da aceitada reparação histórica. Os choques entre Frente Patriótica Ruandesa (RPF), composta por tútsis refugiados, e o governo de Habyarimana, se converteram em conflitos com numerosos mortos. Não obstante, no Acordo de Arusha, assinado entre as duas forças, ficou acertado um cessar-fogo e a construção de um governo de transição, composto pelas dois “povos”. Todavia, num atentado que até hoje não se sabe ao certo quem promoveu, o presidente de Ruanda, Habyarimana, foi assassinado. Esse foi o estopim para que a Interahamwe, milícias armadas hutus, lideradas por George Rutaganda, treinadas pelo exército ruandense e estimulada por extremados membros do governo, desse início ao genocídio. Cerca de 800 mil pessoas foram assassinadas em 100 dias - o número é incerto, alguns falam de 1 milhão ou até 2 milhões - 11% da população e 4/5 dos tútsis - entre eles 300 clérigos e freiras. O genocídio só acabou com a ocupação do país pela RPF, dirigida por Paul Kagame, atual Presidente.

As rádios conclamavam a expulsão dos tútsis, alegando que, como ocupantes da nação, descendentes dos etíopes, deveriam ser exterminados; “matem as baratas!” Os corpos de centenas de milhares de tútsis eram jogados no rio Nyabarongo que flui até o Lago Vitória, na nascente do Nilo; os tútsis, supostamente imigrantes abissínios, deveriam voltar para o vale do Rio Nilo, vivos ou mortos.

O mito da raça foi criado em Ruanda e promoveu uma cadeia de ódio e rancor que refletiu no genocídio. Tanto a triste história ruandense como a edificação da dialética racial no Brasil partem da mesma ótica desatualizada. O que triunfa é a pré-destinação; o indivíduo é condicionado pela sua cor de pele, pela sua ascendência. Dentro dessa mentalidade a cultura é genética, um polilogismo racial digno do nazismo. O tútsi tinha que ser exterminado porque, sendo tútsi, e condicionado pela cultura "tútsi", era um artífice da prevaricação e opressão contra os hutus. Assim como o judeu deveria ser massacrado porque, sendo judeu, estava fadado a fabricar a usura. Do mesmo modo, no Brasil, alguém que é fenotipicamente negro, mestiço, é obrigado a carregar uma carga cultural pré-fabricada, com direito a cabelos trançados, iniciação no candomblé e engajamento em políticas raciais.

Triste mundo moderno. Estamos regredindo, decaindo. Triunfa a pré-destinação racial; o homem não é mais aquilo que ele quer ser, mas aquilo que o seu antepassado foi.

Tútsis brasileiros, corram que os hutus vem aí!

Não acredito em bruxas...

... mas que elas existem, existem!

Em outubro, realizou-se na cidade de Tucumán, Argentina, o 24º Encuentro Nacional de Mujeres que, como aconteceu em suas versões anteriores, terminou com uma marcha pacífica pela cidade - sim, estou sendo irônico.

No texto de convocação encontra-se entre as bandeiras defendidas pelas feministas, como não podia deixar de ser, " los derechos sexuales y reproductivos" e "la despenalización y legalización del aborto".

Ainda na redação, elas afirmam que uma das notas desses encontros é a democracia. Bem entendido, democracia é aceitar o que elas querem, qualquer oposição é sinal de ditadura. Não aceitam nem mesmo a oposição daqueles que heroicamente rezam o terço e se interpõe entre a marcha e a Igreja para evitar pichações e atos de vandalismos contra o templo.

Veja o vídeo (até mesmo para entender o título do artigo) e algumas fotos da pacífica marcha:





Foi tão pacífica a manifestação que este opositor dormiu durante marcha, seu sono continuou no Hospital:



Em nenhum momento houve qualquer provocação por parte das manifestantes:





Elas roubaram um rosário dos opositores e, depois de fazerem coisas indescritíveis, o destroçaram num sinal de respeito a opinião alheia:

 

Nem os policiais escaparam das consequências pacíficas da marcha democrática:

 

Abaixo vê-se qual é a maneira democrática com que as participantes da marcha trataram quem a elas se opuseram: cuspiram no rosto.



Outra manifestação democrática e pacífica: pichar nas roupas dos opositores e desenhar bigodes no rosto deles:



Isso tudo porque esses jovens opositores baderneiros atrapalharam a marcha recitando em voz alta as orações do Rosário e impediram a democrática depredação da Catedral.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Gandalf e as páginas rasgadas da Bíblia

(FAITH AND REASON) Quando o ator e gay assumido Sir Ian McKellen (Gandalf em O Senhor dos Anéis, entre outros papéis memoráveis) ficou em um hotel com a tradicional Bíblia na gaveta do criado-mudo, rasgou as páginas que contêm uma certa passagem de Levítico, de acordo com a entrevista dada por ele a revista Details.

(A passagem diz: "Do not lie with a man as one lies with a woman; that is detestable," ("Não se deite com um homem, como se fosse mulher. Isso é abominação"), como traduzido pela Nova Versão Internacional, a King James Version usa a palavra "abominável".)

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Ele pode até rasgar as páginas, mas não pode mudar a Lei Natural, a ordem divina!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um tratado anti-puritano...


Esse vídeo dos Simpsons é ótimo! Ele mostra, com descontração e bom humor, uma realidade existente de fato; enquanto os protestantes vivem submersos numa mentalidade puritana, os católicos, que inclusive são alvos de brincadeiras nos EUA pelo forte caráter penitencial presente na Igreja, estão longe da condenação veemente do mundo e dos seus frutos. Protestantes criam guetos e sociedades alternativas dentro do orbe, católicos santificam a sociedade com as armas do mundo, inclusive com a alegria e o espírito de regozijo tão frisados no desenho.

(E Jesus ainda estava conosco!)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Personagem gay na Turma da Mônica: ditadura homossexual chega às bancas infantis

Como o objetivo do movimento homossexual é ensinar às suas crianças o que é melhor para elas, chega à Turma da Mônica um personagem gay - e se a revista já não está sendo usada nas classes do primário, não tardará muito. Esta, aliás, deve ser a única utilidade de uma revistinha chata politicamente correta: ir parar na mão de professores engajados com qualquer causa do momento, que tratam as crianças feito retardados mentais, achando que qualquer material supostamente lúdico é capaz de motivar discussão. E, diga-se, Mauricio de Souza já não sabe mais o que fazer para continuar vendendo a Turma da Mônica; as vendas estavam caindo a cada ano quando ele resolveu criar a turma da Mônica Jovem (recheada de gírias gays); ninguém mantém mais o que ele ainda vende do que pais saudosistas que "cresceram lendo a turma"; de mediamente criativas nos anos 90, as histórias passaram a ser um senso-comum de cunho educativo massante - que o diga todo o lenga-lenga ecologista dos últimos dez anos. Pois bem, em tempos em que os pais dão mesadas aos filhos (que gastam como querem e nunca prestam contas) revistas como essa são facilmente assimiladas pelas crianças, que são bombardeadas por todos os lados quando o assunto está em pauta. E como os mesmos pais já não se importam com o que os filhos assistem/lêem/ouvem - os próprios acreditam que escolher tudo é direito da criança - os "lados" estão cada vez mais numerosos: a música que o professor leva pra sala de aula é sobre lésbicas, a moda das meninas e dos meninos são sempre andróginas, os personagens infantis são duvidosos. Já que, obviamente, nenhum gay pode ensinar o próprio filho, mas o filho de outros, o universo infanto-juvenil tem sido o preferido da causa gay ultimamente. Eles estão intensificando cada vez mais a propaganda ideológica - e para isso não precisam contar apenas com os próprios homossexuais (coisa muito difícil, já que eles não são nem 5% da população), mas com toda a massa de idiotas-utéis. E que papel a universidade brasileira vem desempenhando em prol disso, já que toda a pesquisa acadêmica foi reduzida à "desconstrução", "quebra de paradigmas" e "discuros periféricos". Cabe aos pais, com algum compromisso de (ainda) educar os filhos, observar bem o que estes andam consumindo. Difícil, no entanto, quando não se tem valores familiares estabelecidos, onde a primeira quebra de paradigma ocorre dentro de casa: pais omissos, separados, imorais, violentos, sem religião.

Confira o personagem gay da Turma: Caio, o amigo de Tina (aquela que já foi hipponga e baranga nos anos 70 e acabou virando a jovem que só usa roupas-mini, mas que agora também é "estudante universitária": perfeita caracterização!):

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Muro de Berlim caiu...

... lá na europa. Por aqui querem levantá-lo.




Segue discurso do Deputado Lael Varella pronunciado dia 11 de novembro na Câmara dos Deputados.

O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há 20 anos caía o Muro de Berlim, o tristemente celebra Muro da Vergonha ou Cortina de Ferro. As duas décadas de sua queda foram lembradas no último dia 9/11, com homenagens às vítimas do regime comunista e com agradecimentos aos líderes que ajudaram na sua derrubada, na reunificação do país e no fim da Guerra Fria.

Segundo o noticiário, cerca de 100 mil pessoas enfrentaram a chuva e o frio e se reuniram em frente ao Portão de Brandenburgo, numa noite de emoção e gratidão. A chanceler alemã, Ângela Merkel, homenageou os proibidos de sair do lado oriental durante anos, conforme notícia de Lourival Sant’Anna do jornal O Estado de São Paulo.

Construído pelo regime comunista na madrugada de 13 de agosto de 1961, o agourento Muro foi erguido com o pretexto de servir de 'barreira de proteção antifascista'. Na prática, servia para impedir a fuga em massa de cidadãos para o encrave capitalista de Berlim Ocidental.

No início era apenas uma cerca de arame farpado, mas depois chegou a ser uma imponente construção de 156 quilômetros, sob rígida vigilância de militares com ordens para alvejar quem tentasse escapar. Segundo um estudo publicado neste ano, pelo menos 136 pessoas morreram em tentativas de fuga entre 1961 e 1989.
Mas nem um único tiro foi disparado quando o Muro caiu e a noite se transformou em festa gigantesca, com os alemães orientais invadindo as ruas de Berlim ocidental em descrença, e moradores de ambos os lados do Muro se abraçando impulsivamente.

Sr. Presidente, essa festa pelo seu simbolismo precisaria ser comemorada no Brasil com toda a grandeza que ela merece.

Entretanto, nós estamos assistindo ao recuo da história com cenas trágicas de movimentos tentando implantar um regime semelhante ao muitas vezes fracassado socialismo.

Não bastasse a indignação levantada contra o MST pela destruição do laranjal da Cutrale, em São Paulo, agora no Pará, o MST continua derrubando, queimando, assaltando, roubando! Cem homens armados e encapuzados acabaram de derrubar e queimar casas, expulsar empregados e atear fogo em tratores, além de roubar gado em duas fazendas no sul do Pará. (OESP, 4/11/2009).

Mulheres, crianças e idosos tiveram de fugir para não ser espancados. O avião com três mulheres e três crianças, expulsas pelo MST, caiu logo depois de decolar de uma das fazendas. O comandante e o piloto ficaram feridos. A Delegacia de Conflitos Agrários abriu inquérito para apurar os atos de vandalismo. Os policiais e a imprensa tiveram dificuldades para chegar às propriedades.

O MST bloqueou a rodovia, afirmando que a ação foi um protesto contra a morosidade da Reforma Agrária no Estado. Os invasores chegaram de madrugada, gritando que todos deveriam sair imediatamente, e passaram a destruir as casas e os currais, usando tratores da fazenda, que em seguida foram incendiados por aquelas mãos criminosas.

A polícia constatou danos também na fazenda Rio Vermelho. Uma vila de casas, onde moravam 30 empregados, foi incendiada. Maria Raimunda, coordenadora do MST e da invasão, afirmou que a incursão foi apenas para 'protestar contra a presença de escolta armada' na área.

Na tarde do último domingo, uma cena que faz lembrar os traficantes do Rio de Janeiro, um helicóptero da fazenda teria sido alvo de disparos quando sobrevoava uma área de retiro de gado da Santa Bárbara com uma equipe de reportagem da Confederação Nacional da Agricultura — CNA. Os jornalistas filmavam as ações dos sem-terra a pedido da presidente da entidade, Senadora Kátia Abreu.
Escutamos quatro ou cinco estampidos de tiros de revólver e o piloto subiu para sair do alcance conta Oscar Boller, gerente da Fazenda Espírito Santo, em Xinguara, que também pertence ao grupo e foi invadida nos últimos dias. A câmera de vídeo registrou, em áudio, o estampido dos disparos e as imagens de sem-terra armados ateando fogo em pastagens e instalações.

Sr. Presidente, que os 20 anos da queda do Muro de Berlim sejam lembrados com todas as homenagens às vítimas do regime comunista com a esperança de que seja extirpado essa falsa ideologia, essa vergonha de nosso tempo assim designado pelo Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, não só na Europa, mas em todo o mundo. E também aqui no Brasil. Tenho dito.

Termino citando trechos da grande interpelação feita por Plinio Corrêa de Oliveira no dia 11 de fevereiro de 1990, Festa de Nossa Senhora de Lourdes.

IV – Interpelação aos dirigentes dos diversos PCs disseminados pelo mundo

– Nada viram?

Durante décadas a fio, os líderes comunistas dos diversos países mantiveram constante e multiforme contacto com Moscou, e ali estiveram, mais de uma vez, recebidos normalmente como comparsas e amigos.

– Nada contaram?

E sempre que chegavam de volta aos seus países tomavam imediato contato com os respectivos PCs, onde todos lhes perguntavam sofregamente o que haviam visto e ouvido nesta verdadeira Meca do comunismo internacional que é Moscou.

– Se conheciam o trágico fracasso do comunismo, por que o queriam para suas pátrias?

Se os chefes comunistas no mundo livre sabiam que o fruto do comunismo era o que agora o mundo inteiro vê, por que conspiravam para estender esse regime de miséria, escravidão e vergonha, a seus próprios países?

V – Por que combatiam implacavelmente os anticomunistas, os quais erguiam barreiras contra a penetração da desgraça soviética em seus países?

Entretanto, havia ainda mais grave. Por que esses líderes comunistas disseminados pelo mundo somaram à enganosa patranha do silêncio organizado sobre o 'paraíso' soviético, também a detração sistemática e infatigável, durante sete décadas a fio, contra todos os que – indivíduos, grupos ou correntes – se empenhavam dedicadamente em evitar para suas pátrias a desdita soviética, abrindo para esta os olhos da opinião pública?

– Interpelação? – Não: apelo fraterno

A vós, diletos irmãos na Fé, a cuja vigilância a falácia comunista transviou ou está em vias de transviar, não faremos uma só interpelação. De nosso coração sempre sereno parte, rumo a vós, um apelo repassado de ardoroso afeto in Christo Domino: diante do quadro terrível que nestes dias se esboça a vossos olhos, reconhecei, pelo menos hoje, que fostes ludibriados. Queimai o que ajudáveis a vencer. E combatei ao lado daqueles que ainda hoje ajudais a 'queimar'.

Sinceramente, categoricamente, sem ambiguidades tendenciosas, mas com a franqueza tão enormemente respeitável que é inerente à contrição humilde, voltai vossas costas para os que cruelmente vos têm enganado. E ponde em nós vosso olhar, serenado e fraterno, de irmãos na Fé.

Apostolado Moda e Modéstia e o modo católico de vestir

por Luciana Lachance

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Antes de apresentar e falar um pouco sobre o Apostolado Moda e Modéstia, gostaria de convidar a todos a fazer uma reflexão: há alguma importância no modo como nós católicos nos vestimos – e se há, eu mesmo me visto de maneira que corresponda à essa importância? Começo com este questionamento pois existe uma estranha convicção de que católicos podem usar todo e qualquer tipo de roupa, e que o catolicismo não se preocupa com essas questões. Desse modo, independente do que nós conheçamos sobre o que a Igreja diz acerca disso, o bom senso ainda é capaz de nos apontar que atualmente a extensa maioria dos católicos não dá importância ao que veste. Com isso quero dizer que vivemos, ironicamente, num paradoxo: de um lado, compramos a idéia de que nenhuma roupa nos é proibida, de outro, quando questionados, quase sempre afirmamos que o vestir tem importância para o católico. Procurarei demonstrar um pouco essa situação na Igreja, e em seguida, oferecer caminhos para aqueles que desejam deixar o paradoxo.



A situação na Igreja


Em primeiro lugar, é preciso reconhecer a crise moral que o mundo atravessa hoje; em segundo, esta crise não pode ser distinta da crise da Igreja. Há, portanto, todo um processo revolucionário que visa desestabilizar e desconstruir os valores morais, que em última instância remontam sobre a metafísica ocidental, ou seja, o Deus cristão, representado pela Igreja Católica. Não é preciso ser um estudioso ou teólogo para perceber que há uma certa mudança das mentalidades e das tendências em todos os aspectos (religião, família, comportamento, política, etc.), e o mais interessante é nos determos sobre estas mudanças no plano religioso e notar o quanto elas corroboram para a idéia de uma crise na Igreja: padres que não crêem no inferno, outros que ensinam que independente de religião todos já estão salvos, religiosos que promovem aborto e homossexualismo, teólogos da libertação, progressistas, igrejas-galpão, hábitos abolidos, declínio da devoção mariana, desaparecimento das imagens sacras dos templos, etc. Ter domínio disso é de extrema importância para não começarmos a julgar as moças católicas que se vestem de maneira impudica na missa como únicas responsáveis pela decadência moral da paróquia. Outra coisa que devemos ter domínio é que aquilo que consideramos inadequado também passou por uma revolução, daí depreendemos a facilidade que temos em apontar o top e a mini-saia como impróprios para mulheres católicas, mas não apontamos como impróprias as calças e as blusas cavadas que constantemente mostram a barriga, as costas e parte dos seios (e que também fizeram, um dia, parte da revolução).


Apostolado Moda e Modéstia


Dito isto, podemos nos voltar para a idéia apresentada no primeiro parágrafo: a de que o catolicismo não se preocupa com o modo como os seus fiéis se vestem. À primeira vista podemos olhar para um apostolado chamado Moda e Modéstia e questionar se de fato a moda merece tanta atenção assim, e se esta moda se refere a uma moda especificamente católica, como se vê em diversas seitas protestantes em que as mulheres se vestem praticamente uniformizadas (nosso primeiro olhar recai sobre a mulher, mas para o homem também é importante o modo de vestir e de se comportar). De fato o Apostolado Moda e Modéstia refere-se, sobretudo, à virtude da modéstia, que é a virtude que diz respeito a como o católico deve refletir a Deus no seu modo de ser, vestir e agir; sendo assim, trata-se de um valor imutável e transcendente, ao passo que a moda é temporal, fugaz e tendenciosa. Nesta visão, não há uma moda católica, mas uma compreensão de que, através da modéstia, somos capazes de escolher com responsabilidade o que (na moda) representa um verdadeiro modo de ser católico. Ora, esse apostolado poderia chamar-se simplesmente Modéstia Católica, mas o fato de que justamente se chama Moda e Modéstia reflete o estado agonizante em que se encontra o modo de se vestir da mulher católica; e o objetivo do apostolado é elevar a consciência dessa mulher de seu papel na sacralização do mundo. É principalmente a moda – como mostra o trabalho do M&M - que vem atacando a virtude da modéstia, de modo que a mulher não pode vestir uma roupa justa sem que seu andar se modifique, seus gestos, sua fala, e em suma toda a sua psicologia seja alterada. O apostolado criado por Julie Maria ressalta que sua maior meta é a “revalorização da dignidade e vocação feminina e a evangelização da família, onde a mulher – como mãe e esposa – tem um papel essencial e insubstituível”. Julie Maria, que é mestre em Ciências da Família, estudou também Ética Sexual Católica e Teologia do Corpo. Apostolados e movimentos análogos, assim como áreas de estudos nas universidades católicas, vêm surgindo em todo o mundo, baseados nos ensinamentos do Magistério da Igreja, mostrando a relevância do assunto. Pio XII, na tese do Consecratio Mundi, diz que é papel do leigo sacralizar o mundo, e não apenas viver o catolicismo dentro do templo. O católico precisa ser católico todo o tempo, na faculdade, no trabalho, nas escolhas. Sacralizar o mundo significa levar a Igreja Católica em toda parte que se vá, e não transformar a si mesmo naquilo que o ambiente pede.


Caminhos para deixar o paradoxo


Vimos que o paradoxo consiste em reconhecer a importância do vestir para sermos bons católicos e, ao mesmo tempo, viver a incoerência no nosso modo de vestir. Mas não podemos deixar o paradoxo se não formos capazes de compreender esta incoerência. Como saber se eu, seja homem ou mulher, me visto de forma inadequada? Se não vamos propor aqui uma uniformização, devemos levar em conta o que a Igreja nos ensina, sempre ressaltando o que há de sadio na cultura na qual estamos inseridos. Deste modo, se dizemos que a Igreja ensina que o homem não deve adquirir costumes de mulher no seu modo de vestir, estamos dizendo que é ilícito para este homem usar maquiagem ou brincos, deixar o cabelo longo ou usar saias. Não cabe, portanto, reivindicar que os índios usam “piercings” e fazem tatuagem, ou que os escoceses usam saias - com o risco de cair no ridículo usando tais argumentos. O mesmo vale para as mulheres: na maior parte da cultura ocidental o costume de usar calças tem menos de 100 anos, e surgiu como uma revolução nas tendências, em muito ligado com a causa do feminismo, que quis igualar em tudo a mulher ao homem. Não se trata apenas de uma mudança, mas uma mudança violenta, cujas conseqüências foram desastrosas.

Dando meu testemunho, sei que é muito difícil reconhecermos em nós mesmos nossos equívocos e deficiências no modo de vestir. Minha mudança no guarda-roupa começou há pouco mais de um ano, e ainda não está terminada. Esta mudança partiu de uma necessidade de seguir mais fielmente a Igreja, cujos alicerces principais foram a devoção a Nossa Senhora e a amizade com a TFP Fundadores. Como leiga, participo de grupos da Igreja, tenho vida de oração, etc., mas compreendi que para sacralizar o mundo, como nos pede o papa Pio XII, deveria ser testemunho vivo da minha fé, ainda que não pudesse falar, ainda que fosse simplesmente à padaria. Nisto não está apenas a identificação da igreja a que pertenço (pois isto poderia se resolver com qualquer camiseta estampada com a imagem de Nossa Senhora ou com um crucifixo pendurado no pescoço), mas o valor que esta Igreja reconhece em mim enquanto mulher, e como Nossa Senhora, Rainha do Céu, representa a humildade em tudo, a ponto de suas escravas refletirem a Sua dignidade.

Acima de tudo, como afirmou Julie Maria acerca da missão do seu apostolado Moda e Modéstia,não existe mudança autêntica de guarda roupa se ela não é fruto de um encontro com Cristo, de um grande desejo de amá-Lo, de brilhar como luz no mundo refletindo a Luz e a Beleza que vem de Deus. É ilusão pensar que uma mudança superficial de roupa possa mudar o coração humano.” Devemos, honestamente, nos perguntar se a nossa imagem corresponde a um verdadeiro encontro com Jesus Cristo e Sua Santa Mãe; se ao escolhermos a calça de cintura baixa, a blusa de costas nua, ou o vestido que mostra parte das coxas, estamos de fato escolhendo o evangelho e a vida dos Santos. Devemos nos questionar se o modo como nos vestimos não interfere verdadeiramente em nossas relações pessoais, as pessoas que temos amizade, quem escolhemos como companheiro(a), e se temos um namoro católico (puro, piedoso, virginal). Pensemos em Jacinta – uma das pastoras que viram Nossa Senhora de Fátima - quando disse, ao ver uma mulher usando decote nos seios (moda de 1917, vale frisar), que esta não sabia o mal que estava fazendo e o quanto isso desagradava a Nossa Senhora e seu Filho. Ora, sabemos que Deus é imutável. Estaria Deus, portanto, diferente hoje, porque a moda é outra?


Conheçam o Apostolado Moda e Modéstia: http://modaemodestia.wordpress.com/2009/08/16/apostolado-moda-e-modestia/


Poderíamos apontar, de acordo com o Magistério da Igreja, estas modas impróprias:






Em contrapartida, apontamos algumas opções da moda modesta:









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