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terça-feira, 12 de abril de 2011

Um hijab incomoda muita gente, um niqab incomoda muito mais!


Mais um episódio da epopéia moderna. O aparente paradoxo do novo ato é meramente ilusório. A França desde ontem começou a fazer valer a lei aprovada pelo Congresso que proíbe o uso do niqab – vestimenta que cobre todo o corpo da muçulmana – em lugares públicos. Algum “direitista” pode considerar essa ação do estado como uma vitória contra o terror “islâmico”, mas passa longe disso.

Obviamente essa postura dos “conservadores clichê” é totalmente criticável e, para agravar, inocente. O islamismo pode até ser alvo da simpatia da esquerda festiva, não obstante, a oposição que esta nutre ao Sagrado e à fé coloca não apenas o cristianismo mas como qualquer expressão religiosa no alvo do ódio relativista-secularizante da modernidade.

Essa proibição totalmente infundada parte de dois axiomas do mundo moderno: o ódio à fé e a deturpação do real sentido de liberdade. O niqab é proibido por ser um testemunho de coerência com a fé professada. Vale pontuar, por sua vez, que de acordo com a lei islâmica a mulher é obrigada a usar apenas o hijab – o véu que cobre os cabelos. No Irã, por exemplo, por mais condenável que seja a presença de uma polícia da moral, boa parte das mulheres opta pelo uso do niqab, que é facultativo. Ademais, ainda que o uso dessa veste completa seja expressão de uma imposição “machista”, não faz parte da responsabilidade do estado legislar sobre a vivência da religiosidade e dos sinais culturais. Claro que o poder estatal deve resguardar pelo bem comum, pela ordem, pela paz, pela manutenção dos valores e leis naturais, porém, quando se considera livre para intrometer-se numa perspectiva familiar e individual, é porque a sombra do totalitarismo já desponta no horizonte.

A França já havia proibido o uso do hijab nas escolas públicas por defini-lo como um símbolo religioso e, portanto, vetado no ambiente laico – assim como o crucifixo. O problema em questão, e se faz importante que os verdadeiros conservadores não incidam numa visão romântica da realidade, não é o islamismo ou o cristianismo, mas sim a mentalidade moderna e a guerra contra a religião. Não está em discussão a veracidade ou não desses sinais da fé, mas sim a sua expressão fenomenológica.

Com essa lei, que ainda tem como complemento, para as muçulmanas pegas em flagrante, a doutrinação com uma cartilha de civismo – leia-se formação politicamente correta e ateísta – a França não apenas corrompe qualquer noção de liberdade individual como conquista mais uma vitória na guerra que iniciou contra a religião.

O pior é saber que no meio desse caldeirão esta situação é seqüestrada por certos grupos da esquerda - a mesma esquerda que em outra frente de batalha sustenta todo o discurso secularizante - que a transforma, com a linguagem marxista, em mais uma apologia panfletária contra a "opressão" conservadora. O niqab será transmutado em proletário do novo milênio, em sinal não do Sagrado, mas da revolução.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Grey's Anatomy e as bandeiras liberais

A série Grey's Anatomy se destaca por ostentar, orgulhosamente, as bandeiras do politicamente correto liberal. A trama conta com as temáticas mais freqüentes da esfera progressista; homossexualismo, adoção homossexual, aborto, eutanásia, religião, sentimentalismo, relativismo. E não estou exagerando quando digo que a abordagem é direta e objetiva, com discursos açucarados que defendem de forma contundente um modelo de vida fabricado nas mentes insanas dos arautos da "modernidade".

Entretanto, no episódio derradeiro da última temporada americana a doutrinação liberal se superou, e muito. Todo o enredo do episódio se centrou no drama de um senhor que tomado de fúria pela morte da sua esposa, que havia falecido depois que alguns médicos desligaram o aparelho, entra no hospital Seattle Greace com o claro e simples propósito de assassinar os cirurgiões responsáveis pelo óbito de sua senhora. Não obstante, até a conclusão do macabro objetivo acaba matando não sei quantos e ferindo gravemente outros mais.


Qualquer telespectador minimamente precavido já entende a clara intenção dos autores; não só defender a eutanásia como menosprezar o trabalho dos defensores da vida. O senhor desesperado, antes de atirar no cirurgião chefe, afirma que não era certo ele brincar de Deus, que ele não era Deus! De fato, se tratava de uma ironia muito bem armada - o mesmo senhor havia manchado as suas mãos com o sangue de médicos, policiais e enfermeiros assassinados, tudo para fazer valer a vingança. Matou para honrar a vida! Ademais, além de defender a eutanásia, a série ainda critica ferozmente o comércio de armas nos EUA, outro corriqueiro alvo dos políticos liberais americanos. O viúvo, no auge do desespero, próximo de se suicidar, comenta com boas risadas como era fácil adquirir armas e munição em qualquer loja de departamento! Ora, ao colocar um assassino em série, responsável por uma chacina, tocando em tal tema, a direção constrói uma natural e óbvia contra-argumentação ao livre comércio.


Eutanásia e comércio de armas, falta mais alguma coisa? Sim! No episódio ainda teve espaço para a defesa da adoção homossexual - Grey's Anatomy é marcada pelo número relevante de personagens gays e de temáticas relativas ao mundo gls - e do velho discurso sentimentalista que marca toda a série, romantismo que endossa a promiscuidade freqüente nas tramas.

E essa série ainda é extremamente popular!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Reparações? Bullshit!!!

Em poucas semanas o STF conduzirá uma audiência pública sobre a questão das cotas raciais. Eu tenho uma monografia escrita sobre o tema, em que me ponho pela declaração da Inconstitucionalidade do Sistema de Cotas, de qualquer tipo.

Os antagonistas das Cotas, entretanto, tendem a ser frágeis no debate por medo de ferir suscetibilidades ou duvidar dos dogmas do movimento "Afrikakorps". Ficam presos à linguagem hermética acadêmica e, portanto, não ganham as ruas.

Chegam, no cúmulo do politicamente correto, a aceitar as "cotas sociais" e simbolicamente rejeitar as "cotas raciais", não percebendo que o argumento é autocontraditório, pois tanto a "raça" quanto a origem social são igualmente repelidos pela Constituição Federal como fatores de discrímen para o acesso à universidade. Se admitirmos um, admitiremos o outro.

Ao aceitar discutir a questão das cotas dentro dos padrões impostos pelos adversários, o movimento antiracialista está fadado à derrota.

O programa abaixo, "Penn & Teller", que passa no canal FX da Sky, mostra uma abordagem bastante agressiva e original sobre o tema. A conclusão? Reparations are bullshit!






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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Sou contra o aborto, porém..."

A Revolução no mundo moderno age de maneira silenciosa e sorrateira. Se antes nós víamos revolucionários pegando em armas e ostentando bandeiras com a foice-e-martelo, hoje estes mesmos revolucionários atuam nos gabinetes políticos, nas salas de aula e na Academia.

O processo revolucionário se expande de forma pontual, conquistando fatias e impondo, em doses homeopáticas, um novo paradigma. O fim último é a descontrução, muito mais danosa do que a destruição, da mentalidade cristã do homem ocidental. Vejamos, por exemplo, a questão do aborto. Existem os dois naturais grupos; contra e a favor. O primeiro grupo pouco se interessa pelas discussões morais, já que para os seus membros a vida não começa na fecundação.

Entretanto, os contrários se dividem em dois subgrupos; os "radicalmente contra" e os "contra porém...". Esses últimos servem como exemplo da atuação da Revolução já que estão, de forma inconteste, infectados pelo espírito revolucionário. Os membros de tal ala já fizeram concessões morais que, pela razão, os transformaram em abortistas práticos. O que os difere dos promotores escancarados do aborto é que esses são, ao menos, honestos dentro da realidade em que se inserem.

Os "sou contra, porém..." vivem uma contradição tamanha; dizem que se opõem ao aborto assegurando que a vida começa desde a concepção, e portanto deve ser protegida, entretanto, quando lançam mão de falácias retóricas para defender a interrupção da gravidez em caso de anencefalia, estupro, contra-testemunham aquilo que, teoricamente, defendem. Seria, então, a vida do feto menos vida que a vida da mãe, dos irmãos? Isso é um eugenismo doentio, quando a "qualidade" do ser vivente é definido pelas suas características físicas e mentais. Agora me lembro daquela velha história da mãe que foi ao médico dizendo que queria abortar, que não aguentava ter mais filhos, aí o médico propôs que matasse o seu filho de cinco anos. A mãe, obviamente, se assustou, mas o que o médico estava ensinando era que a vida do seu filho no útero valia tanto quanto a do garoto que estava sentado com ela.

A Revolução soltou rojões de alegria quando do caso do estupro da menina em Pernambuco. Foi uma grande vitória para os arautos da cultura de morte. Boa parte da opinião pública se colocou contra Dom José, em defesa da legalidade do aborto, da sua coesão moral. O entristecedor foi perceber que brasileiros que pareciam lutar contra esse crime, que diziam assegurar que a vida começava na concepção, estavam, na prática, comungando do discurso abortista, afirmando que a vida no ventre da garotinha era menos vida que a nossa e, portanto, a interrupção da gravidez não seria configurada como morte, assassinato.

Assim, a Revolução conquistou uma fatia, angariou a simpatia de homens e mulheres que, no passado, repudiavam vigorosamente o aborto enquanto hoje já colocam um "porém..." no fim da frase.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Estudantes profissionais, uma praga que ainda persiste

Estava vendo cenas do choque entre os policiais militares do Distrito Federal e os estudantes universitários esquerdistas (redundância?). Achei tudo muito engraçado! Qualquer pessoa que estuda numa Universidade Federal sabe como os nossos colegas são, coitadinhos, traumatizados pela opressão do regime militar. Não querem ver polícia nem pintada de vermelho. Recordo-me que quando houve o caso de estupro, na UFBA, a assembléia dos estudantes vetou a entrada dos PMs alegando que eram instrumentos-de-opressão-da-burguesia, aquele velho discurso foucaultiano de aparelhos de repressão do Estado.

A moral da classe estudantil ideologizada é partidária; no mensalão do PT não só se calaram como protestaram quando a classe média se organizou, chamando-a de burguesia alienada e golpista. Já no mensalão do DEM puderam vivenciar os seus melhores sonhos; confrontos com a polícia com direito a bomba, gás de pimenta, cavalaria. Com certeza esse povinho não dormiu de noite só lembrando da marcha dos cem mil versão séc. XXI.

Os estudantes profissionais são picaretas profissionais. Pousam de democráticos quando carregam a semente da revolução totalitária dentro do peito. Além de crias dos partidos políticos, os estudantes patrulham as Universidades e instituem a perseguição ideológica. Aqui mesmo na UFBA encontramos essa pérola:
"Art. 5° - São fins do DCE-UFBA:
(...)
V - defender o projeto histórico socialista de sociedade; "
Infelizmente esses estudantes não estão sozinhos. Além do crucial apoio que recebem dos partidos - PT, PC do B, PSOL, PCB, PSTU -, com brigas internas entre o fulano que é marxista ortodoxo e beltrano que é gramsciano etc, gozam da proteção da academia, dos professores que reproduzem os mesmos clichês revolucionários.

Por conta dessa triste realidade surgem situações "engraçadas", que hoje se tornaram comuns. O politicamente correto, de óbvio sabor esquerdista, impõe suas falácias para toda a sociedade. Por exemplo, nos Jogos Pan-Americanos, na música oficial, invocavam Iemanjá, a entidade de uma religião que não representa nem 1% dos brasileiros. Entretanto, se houvesse alguma referência a Nossa Senhora Aparecida, por exemplo, a esquerdalha iria alegar que a invocação afrontava a laicidade do Estado, que era uma ofensa aos não-católicos, mesmo estes sendo a maioria absoluta da nação - nação formada sobre a identidade católica, diga-se de passagem.

Os estudantes profissionais não prejudicam apenas as Universidades, mas toda a sociedade brasileira, ainda mais quando o nosso país é governado por um partido que os protege e difunde o mesmo espírito, vide, por exemplo, o programa "ProJovem Adolescente", que assiste milhões de jovens, pensado pelos intelectuais da USP e recheado dos clichês esquerdistas.

E o futuro do nosso país? Bem, prefiro nem pensar nisso...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

As bandeiras da Rede Globo

Tem gente que passa toda a vida se esforçando para definir qual o posicionamento político e religioso da Rede Globo. Sinceramente, é um trabalho inócuo, afinal é mais do que comprovado que a emissora do Plim-Plim reflete, apenas, as intemperanças da sociedade brasileira, leia-se nada com maré.

A Globo passa pela manhã a Santa Missa e logo depois vem o programa Sagrado, altamente relativista e politicamente correto; numa chamada aparecia uma mãe-de-santo defendendo o laicismo do Estado como se este se fizesse na retirada de símbolos religiosos das repartições públicas. O mais engraçado é que a Globo, que pela edição deixou claro o seu apoio, não passa uma mesa branca espírita ou ritual de candomblé pelas manhãs, mas sim a Liturgia católica, justamente por refletir a crença majoritária dos brasileiros, ou seja, IBOPE. A mesma maioria que assiste a Missa pela TV Globo é a mesma maioria que defende o Crucifixo nas Câmaras, Juizados etc.

Já pela tarde vem a novela "Alma Gêmea" com todo o seu espiritismo escancarado e a noite temos "Viver a Vida" com mulheres que vão até a cartomante para saber se devem trair o marido, onde as relações matrimôniais são sempre falidas e pecaminosas. Nas novelas de Manoel Carlos apenas os "casais" homossexuais são felizes e amorosos, além disso, não faltam falas das personagens com críticas diretas à Igreja, coisas do tipo; "A família da fulana era muito católica, para eles tudo era pecado", como já foi dito na atual novela, ou como na predecessora do mesmo autor que tinha uma menininha racista e o pai veio dizer que era porque os avós eram católicos.
Já de noite nos deparamos com o estupendo Big Brother Brasil! A Globo ama o BBB porque pode usá-lo como laboratório para todos os tipos de bizarrices e sequer se expor. Vejamos. A emissora nunca colocou um beijo homossexual nas suas novelas temendo a reação do público. Com certeza não faltou vontade nos seus autores, mas a direção deve ter vetado. Pondo dois homossexuais afetados na casa do BBB a Globo prepara o terreno, abre a porteira, sem sujar as suas mãos; se os homossexuais do programa se beijarem, se são estereótipos da cultura gay mais grotesca, a "culpa" é deles, a Globo não tem nada a ver com isso, pensam eles. O que o programa faz é incitar a glamourização da "viadagem". Como a linha da emissora é altamente politicamente correta, a começar pelo apresentador Pedro Bial, a afetação aviadada fica blindada e protegida de qualquer incursão "homofóbica".

E o que a Globo pretende? Simples, ela quer que os brasileiros acabem o Big Brother Brasil 10 achando a coisa mais natural do mundo um homem se vestir de "Priscila a Rainha do Deserto "e um garoto de 20 anos que mais parece uma Lady Gaga tupiniquim.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Inversão de valores!

Na publicação "Tá chovendo freira! Aleluia!" eu fiz um breve comentário a respeito do caríssimo cachê cobrado por Pe. Fábio de Melo. Ademais, coloquei um engraçadíssimo vídeo, produzido pelo programa "Hermes e Renato", que ironiza os Padres Fashions, em especial aquele-que-não-pode-ser-criticado.

Entretanto, um comentário feito por um leitor(a) me chamou atenção:
"Vcs não tem o que fazer não?
Bando de invejosos.Queriam ser tão lindos e cheios da grana e tão amados pelas mulheres quanto ele!E certamente tão abençoados tb. Ihhh...mas não chegam nem perto...HAHAHA
Tadinhos de vcs.

Ah, e o padre é muiiiiito mais bonito e muito mais abençoado q o mocinho do vídeo.
Quem sabe um dia vcs chegam lá!
Torço por vcs!
beisous!"
Que inversão de valores! Normalmente as fabetes dizem que nós estamos julgando Pe. Fábio e, logo depois disso, falam que temos pouca fé, que somos hipócritas etc, enfim, mesmo caindo em contradição ficam na esfera espiritual, mas já esse(a) fã foi além!

Agora invejamos o dinheiro, a beleza de Pe. Fábio, assim como o sucesso que faz com as mulheres?! Quer dizer que é isso que importa? Quer dizer que esses frutos são positivos e santos na vida de um Sacerdote com voto de pobreza e castidade?! Se um católico chega ao nível de vangloriar um Presbítero pela sua beleza, dinheiro e capacidade de conquistar mulheres, meu Deus, então precisa URGENTEMENTE de uma catequese básica.

Rezemos!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Polônia de São Casimiro, João Paulo II, Donald Tusk e Lech Kasczinski


Um amigo, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA, me indicou essa excelente artigo do Peter Schiff, no Instituto von Mises Brasil - sim, ainda existe vida inteligente na FCE. O mais interessante do texto não é a sua forma ou até mesmo a capacidade do autor de expressar idéias, mas os dados colocados.

Depois que li o artigo tive uma impressão muito nítida; a mesma Polônia que vem se tornando um bastião de racionalidade econômica - racionalidade nada
neoclássica, diga-se de passagem, rsrs - e do free-market numa Europa submersa nos princípios politicamente corretos, com países embriagados com a estatolatria moderna, é a mesma Polônia que já é uma das poucas nações do continente que resiste às pressões do Parlamento Europeu que tenta, a todo custo, transformar o valente país polaco numa sucursal eslava da Holanda.

Mas essa "coincidência" não é nada estranha, ao contrário, muito natural. Nos países em que o Estado regula a economia, tolhe a criatividade do mercado e renega o princípio da subsidiariedade, o mesmo Estado, incensado e entroniza
do como dono das almas e dos corpos, legisla, até mesmo, sobre o direito natural, define a moral e a relativiza.

O partido responsável pelo progresso polonês, a Plataforma Cívica (PO), defende iniciativas econômicas liberais, próximas aos modelos austríacos, e, ao mesmo tempo, adota posições conservadoras na defesa da família e da sadia moralidade. Alguém pode questionar que, assim como as nações estatólatras, o Estado polonês também vai além dos seus poderes quando tolhe o direito dos homossexuais ao casamento ou das mulheres ao aborto, por exemplo. Entretanto, o que o Estado polaco faz é, simplesmente, resguardar o jusnaturalismo e, justamente por zelar por esse direito, é que não intervém para reformular leis permitindo, assim, o aborto ou a união entre homossexuais.

Um partido fundado em 2001 hoje tem 209 cadeiras das 460 do Sejm e
60 cadeiras das 100 do Senado além, é claro, de Donald Tusk, presidente da PO, ser o atual Primeiro-Ministro da Polônia. Ademais, a presidência da república polonesa é encabeça por Lech Kasczinski, um homem de grande fé, conservador convicto e ativo na defesa da família. O seu partido, Lei e Justiça (PiS), a atual segunda força política do país, também fundado em 2001, é muito importante na manutenção dos princípios no governo da PO, numa saudável tensão partidária.

A Polônia moderna é a junção de três grandes fatores; uma nação vigorosamente católica, um país com uma história nacional gloriosa e um povo traumatizado com as atrocidades comunistas
.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os peixes oprimidos

De vez em quando eu apelo para mortificação pesada; fico vendo os debates que passam na TVE. O negócio ali é duríssimo. Acho que só para entrar no estúdio você precisa mostrar carteira de filiação sindical/partidária e/ou aparecer vestido como iorubá do séc. XIX. Ontem, passeando pela TV, me deparei com uma discussão aparentemente inocente; a pesca com bomba. Mas não é que tive uma grata surpresa?

A novilíngua esquerdista estava presente firme e forte. Um senhor começou a fazer referência aos "povos tradicionais", numa clara - e velha - visão dialética, alegando que estes mantinham os costumes e formas pacíficas de pesca pois estavam em sintonia com o Meio Ambiente, enfim, aquela divinização já costumeira. Depois, obviamente, começou a alegar que os invasores, estes sim, trouxeram a pesca com bomba. Que os portugueses faziam isso nos rios, na Baía de Todos os Santos e não sei lá mais onde. Eu tive um ataque de risos! Meu Deus! Nem mesma pesca com bomba - que eu também me oponho - passa ilesa? Ideologizam absolutamente tudo.

O mesmo senhor apareceu com uma proposta de criação de zonas especiais pelo Estado, sempre o Estado, para zelar pelos povos tradicionais e pesca artesanal. Não entendi nada muito bem, e talvez tenha sido essa intenção desse senhor.

Mas fiquei curioso; os pescadores que vivem na Ilha de Itaparica, que eu sempre via praticando pesca com bomba, se enquadram onde? Seriam eles membros dos povos tradicionais - o que seriam povos tradicionais? Se portugueses são "estrangeiros" os negros também devem ser, espero - ou herdeiros dos opressores e destruidores da vida marinha dominada por estruturas de alienação?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Espetinho de carne, inimigo número um do Estado!

A prefeitura de Salvador, com o Pref. João Henrique (PMDB), pelo jeito se encontra com muito tempo livre. Agora, imaginem só, está legislando sobre os alimentos que podem, ou não, ser consumidos em festas populares.

De acordo com o Estatuto das Festas Populares (????) a venda de queijo coalho e espetinho de carne está terminantemente proibida! Agora vão se juntar a já criminalizada coxinha em São Paulo no grupo dos alimentos reacionários. Em breve surgirá em nosso país algum movimento subversivo alimentício - quem sabe "Cantina e Liberdade" - , com kibes pegando em armas, pasteis assaltando bancos e enroladinhos planejando atentados a bomba.

Espero que não queiram criminalizar o acarajé!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O Brasil continua o mesmo...

A festa de Ano Novo não tem lá muito sentido; você bebe, pula, grita, para acordar no outro dia de ressaca e todo quebrado. Dentro da lógica desse povo, que se veste de branco e acredita que na virada de 11h59min à 00h00min uma nova "energia" paira sobre a terra, acordar no primeiro dia do ano com dor de cabeça e o corpo moído não deve ser lá bom "augúrio".

Mudando um pouco de assunto, além das crendices ridículas e infantis do brasileiro - o que seria do meu sucesso em 2010 se eu não pulasse sete ondinhas?! - me impressiona a "devoção" tão exuberante àquela que chamo de Iemanjada - Iemanjá + manjada. É flor branca, é banho de folha, é barca, é perfume barato. Se Iemanjá existisse uma das suas primeiras atitudes seria varrer as praias com mares revoltos, livrando das quinquilharias que jogam no oceano.

Eu tenho certeza absoluta que de toda essa penca de gente que faz oferendas ao mar sequer conhece um terreiro de candomblé ou centro de umbanda. A Iemanjá que eles veneram é a Iemanjá Cult, a deusa do politicamente correto. Recordo-me que na abertura do Pan-Americano, no Rio, a música oficial invocava a orixá dos mares. Um desavisado poderia acreditar que os jogos eram em algum país africano do Golfo da Guiné e não na maior nação católica do mundo. Nossa Senhora Aparecida que nada, o espírito relativista só deixa que a entidade de uma crença que não engloba nem mesmo 1% dos brasileiros seja honrada publicamente.

Como disse, os que ontem jogaram flores e perfumes baratos no mar nunca viram uma cerimônia sagrada das crenças de origem africana. Tais pessoas estão influenciadas pela versão mercadológica do candomblé/umbanda, aquela que aparece nas reportagens, que é financiada pelo governo e que é mais cultural/mitológica do que propriamente religiosa. Os terreiros e centros se tornaram, desse modo, faróis da dita cultura "afro". Isso tem sua origem no espírito relativista, que faz com que cristãos batizados não achem incompatível a sua fé com as crenças pagãs, e com o racismo reverso que propõe certa predestinação racial; você é condicionado pela sua cor, logo, o negro deve ser do candomblé e usar cabelo trançado.

Ontem, dia 31 de dezembro de 2009, eu vi a caricatura que se tornou o Brasil. Nem mesmo os fogos de artifício que pipocaram no Rio, São Paulo, Salvador etc, conseguiram despertar o brasileiro para a realidade!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Personagem gay na Turma da Mônica: ditadura homossexual chega às bancas infantis

Como o objetivo do movimento homossexual é ensinar às suas crianças o que é melhor para elas, chega à Turma da Mônica um personagem gay - e se a revista já não está sendo usada nas classes do primário, não tardará muito. Esta, aliás, deve ser a única utilidade de uma revistinha chata politicamente correta: ir parar na mão de professores engajados com qualquer causa do momento, que tratam as crianças feito retardados mentais, achando que qualquer material supostamente lúdico é capaz de motivar discussão. E, diga-se, Mauricio de Souza já não sabe mais o que fazer para continuar vendendo a Turma da Mônica; as vendas estavam caindo a cada ano quando ele resolveu criar a turma da Mônica Jovem (recheada de gírias gays); ninguém mantém mais o que ele ainda vende do que pais saudosistas que "cresceram lendo a turma"; de mediamente criativas nos anos 90, as histórias passaram a ser um senso-comum de cunho educativo massante - que o diga todo o lenga-lenga ecologista dos últimos dez anos. Pois bem, em tempos em que os pais dão mesadas aos filhos (que gastam como querem e nunca prestam contas) revistas como essa são facilmente assimiladas pelas crianças, que são bombardeadas por todos os lados quando o assunto está em pauta. E como os mesmos pais já não se importam com o que os filhos assistem/lêem/ouvem - os próprios acreditam que escolher tudo é direito da criança - os "lados" estão cada vez mais numerosos: a música que o professor leva pra sala de aula é sobre lésbicas, a moda das meninas e dos meninos são sempre andróginas, os personagens infantis são duvidosos. Já que, obviamente, nenhum gay pode ensinar o próprio filho, mas o filho de outros, o universo infanto-juvenil tem sido o preferido da causa gay ultimamente. Eles estão intensificando cada vez mais a propaganda ideológica - e para isso não precisam contar apenas com os próprios homossexuais (coisa muito difícil, já que eles não são nem 5% da população), mas com toda a massa de idiotas-utéis. E que papel a universidade brasileira vem desempenhando em prol disso, já que toda a pesquisa acadêmica foi reduzida à "desconstrução", "quebra de paradigmas" e "discuros periféricos". Cabe aos pais, com algum compromisso de (ainda) educar os filhos, observar bem o que estes andam consumindo. Difícil, no entanto, quando não se tem valores familiares estabelecidos, onde a primeira quebra de paradigma ocorre dentro de casa: pais omissos, separados, imorais, violentos, sem religião.

Confira o personagem gay da Turma: Caio, o amigo de Tina (aquela que já foi hipponga e baranga nos anos 70 e acabou virando a jovem que só usa roupas-mini, mas que agora também é "estudante universitária": perfeita caracterização!):