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Até me envergonho de colocar esse vídeo aqui, mas é necessário. Que o mundo olhe os frutos da decadência moral e espiritual da Civilização Ocidental.
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"O Espírito de Deus sopra onde quer e não está preso a nenhuma instituição. Deus age livremente e pode se servir dos instrumentos que menos se esperam"Obviamente, o que fundamenta essa afirmação é o mais genuíno relativismo religioso. Existe a clara pretensão de ensinar que a Igreja Católica, a instituição referida, não é, em concreto, a Esposa de Cristo, edificada pelo Senhor e governada pelo Espírito Santo. Que Deus pode agir onde quer, isso é fato, mas que Ele erigiu uma instituição visível e invisível responsável por guardar a fé, também é fato. Como Deus não se contradiz, seria absurdo pensar que Ele promove, revela e agracia crenças opostas e contrárias. Mas as coisas pioram, o comentário continua:
"A páscoa de Jesus se realiza nos grupos e pessoas que, independentemente de credos, se doam em favor dos pequenos e procuram realizar o bem em meio à sociedade."Cristo foi o fundador de uma ONG e eu não sabia. Quer dizer que a páscoa de Jesus se faz num mero assistencialismo materialista? Ora, onde entra a conversão, a busca pela experiência em Deus, a necessidade de oração e vida espiritual? Não entra. O importante é enxergar a religião como ferramenta libertadora, isso justifica a visão rasa e herética da "páscoa de Jesus", como se a morte e ressurreição de Cristo se "realizassem" numa perspectiva material e mundana. Então a Encarnação e Crucificação do Senhor não visavam a salvação plena do homem, a abertura das portas do Céu, mas sim a transmissão de um simples projeto de cunho social? Isso que é redução do sobrenatural. Toda essa baboseira herética ainda é confirmada no comentário à Liturgia da Palavra:
"Pode haver profetismo ligado a uma instituição, mas existem outro não menos verdadeiros, reconhecidos por Moisés e por Jesus. A defesa dos pequenos e a vivência da justiça transcendem instituições e crenças"Acha que acabou? Não, tem mais! Pe. Nilo Luza, SSP, coroou sua coluna com relativismo sangue puro. O Sacerdote diz:
"Ninguém tem o monopólio do bem, nem mesmo uma instituição religiosa. Fazê-lo está ao alcance de qualquer um, seja cristão ou não, seguidor de Jesus ou não. Onde houver alguém promovendo o bem, aí se encontra a mão de Deus agindo. "Até podemos fazer uma leitura ortodoxa desse trecho, mas conhecendo bem a forte presença da Teologia da Libertação na Sociedade São Paulo seria inocência acreditar nas boas intenções. De fato, tal afirmação parte de uma compreensão relativista que ataca todo a eclesiologia tradicional e correta. Claro que o bem pode ser praticado tanto por crentes como infiéis, mas isso não desabona a certeza de que a Igreja "monopoliza" a Verdade por ter sido instituída pela própria Verdade. Em seguida o Pe. Nilo faz uma citação:
"A perene tentação dos que creem é a de sequestrar a Deus, monopolizá-lo para si, para seu uso e consumo, enquadrá-lo em suas certezas teológicas, exauri-lo em suas instituições eclesiásticas, esquecendo-se de que sua ação salvífica não se exaure entre as funções visíveis de sua Igreja e que sua graça transborda e chega até nós por muitos outros canais além dos sinais sacramentais tradicionais"Isso poderia ter sido retirado de qualquer documento e texto protestante, afinal reproduz a típica mentalidade relativista dos adeptos da "Reforma" na forma de enxergar a estrutura da Igreja e sua existência concreta. Entretanto, esse trecho é original dos comentários ao Missal dominical, editado pela Paulus.
"Décimo quinto. El XV Encuentro del Foro de Sao Paulo aprobó un plan de trabajo para el próximo año que se propone:Para ler na íntegra toda a declaração:
1. Acompañar los gobiernos progresistas y de izquierda, organizando un debate e intercambio permanente de información entre los dirigentes de los partidos del FSP sobre la evolución de la situación en América Latina y de los gobiernos de la región creando para ello un Observatorio de Gobiernos de Izquierda y Progresistas.
2. Apoyar decididamente a la izquierda hondureña en los términos de la resolución particular aprobada por este XV Encuentro.
3. Contribuir a fortalecer los movimientos sociales, así como la plena articulación de éstos con los pueblos indígenas y originarios en América Latina y el Caribe.
4. Forjar y consolidar, en cada uno de nuestros países, la unidad de las fuerzas políticas y sociales que están por el cambio por el progreso, la justicia y la democracia participativa
5. Fortalecer los partidos y movimientos sociales y políticos con mecanismos de efectiva democracia interna, formación de generaciones de recambio y firmes vínculos con los movimientos y dirigentes populares, desarrollando con éstos un trato horizontal e integrador. Promover la unidad de las fuerzas políticas y sociales que están por el cambio como base para la victoria, impulsando la lucha de ideas contra el capitalismo y espacios de unidad de acción que favorezcan la unidad.
6. Apoyar los procesos electorales de 2009 y 2010, con dos objetivos: no ceder ningún gobierno a la derecha y ampliar los espacios de la izquierda. Para ello, se ha resuelto enviar observadores electorales.
7. Poner especial atención a la situación de México, Colombia y Perú realizando a lo largo de 2010 una reunión del Grupo de Trabajo en cada uno de estos países, con el objetivo de debatir las respectivas situaciones nacionales y lo que puede hacer el Foro de São Paulo en términos de apoyo efectivo;
8. Convocar a un gran Encuentro Continental de los Movimientos Sociales y Partidos Políticos populares, progresistas y de Izquierda, integrantes del Foro y de las organizaciones de la sociedad civil, por la paz y contra la presencia militar imperialista en la región, especialmente la instalación de las bases militares de los Estados Unidos en Colombia y la IV Flota.
9. Celebrar un evento cumbre, de carácter continental, donde el tema central y único sea el problema del colonialismo en Nuestra América.
10. Articular la acción del Foro de São Paulo con la lucha de los inmigrantes latinoamericanos y caribeños en los Estados Unidos;
11. Reformar la Secretaría Ejecutiva del Foro de São Paulo, para que en adelante se componga de una Secretaría Ejecutiva indicada por el GT, y por tres secretarías adjuntas indicadas por las secretarías regionales (Cono Sur, Andino Amazónica, Mesoamericana y Caribeña), de acuerdo al resolutivo específico. "
Marco Aurélio Martins/A Tarde/AE |
Dom Cappio em defesa |
O senhor vai erguer um templo para Lamarca?
Farei um santuário para todos os mártires da diocese. Considero mártir quem morre em defesa de uma causa justa e derrama seu sangue por valores evangélicos. O Lamarca é um mártir.
Lamarca optou pelo caminho da violência e matou gente. Isso é evangélico?
Não quero canonizar ninguém. Sei que o Lamarca teve culpas, e não podemos eximi-las, mas quero valorizar o que ele fez de bom.
O que ele fez de bom?
Lutou contra a ditadura. Estou na região há 35 anos e já ouvi histórias terríveis sobre ele. Diziam que comia gente e estrangulava crianças. Eram coisas que a ditadura colocava na cabeça do povo.
Como o senhor vai bancar a obra?
Com recursos de dois prêmios internacionais que recebi por defender o Rio São Francisco.
Um valor simbólico.
Só posso dizer que dá para começar.
O senhor não tinha nenhuma obra social com que gastar esse dinheiro?
Quem serão os outros mártires?
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"No dia 10 de maio de 1970, em meio à mata do vale da Ribeira, onde outro grupo de criminosos pretendia montar uma "zona liberada de guerrilha", um outro "tribunal" reuniu-se. O tenente da Polícia Militar de São Paulo, Alberto Mendes Júnior que se oferecera como refém em troca da vida de seus homens, tornara-se um estorvo para os bandidos em sua tentativa de furar o cerco policial-militar. Resolveram matá-lo e como o barulho de um tiro poderia denunciá-los, o fizeram a coronhadas que esfacelaram a cabeça do condenado. O presidente do "tribunal", também promotor, juiz e comandante do pelotão de execução, chamava-se Carlos Lamarca."Claro que poderia citar diversos assassinatos e seqüestros, mas nada disso importa para aqueles que estão submersos na mentalidade revolucionária. Gente desse tipo já sofre com uma inversão completa de valores e moral. Vejam só, o assassinato, o roubo, o seqüestro, viraram "valores evangélicos"!!
"As pessoas estão desatualizadas. Sexo está na boca de todo mundo, como bala na boca de criança" (*)Assim afirmou Lúcia Berta, atriz que fez a personagem da avó-hippie-moderna que incentivou sua neta a fazer sexo quanto esta falou em casamento. (vide post: Propaganda dos chinelos Havaianas incentiva promiscuidade)













"ARTIGO 4 - A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercida por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem relações de subordinação.O Congresso e a Suprema Corte, com o poder constitucional que gozavam, convocaram as Forças Armadas para proteger a ordem e o Estado de Direito. Com a Carta Magna hondurenha em mãos o exército depôs Zelaya através de uma ação democraticamente válida e constitucionalmente correta. Entretanto, alguém se importa com a Constituição de Honduras? Lula, Obama, Hilary Clinton, OEA, ONU etc, alguém? Se Honduras é um país soberano, a sua Constituição é também soberana na definição da política nacional. Entretanto, a imposição do nome de Zelaya na presidência é feita na contramão da Carta Magna, opondo-se ao império da lei. (O mesmo Lula, Obama, Hillary Clinton, OEA, ONU etc que não despendem tanto esforço na condenação aos paredões, prisões políticas e falta de liberdade em Cuba)
A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria.
ARTIGO 42 - A qualidade de cidadão se perde:
(...)
5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República”
Lady GaGa, ícone atual da cultura pop - leia-se cultura gay -, ao ganhar o prêmio de "artista revelação" o dedicou a Deus - provavelmente a típica crença nova era de uma "energia superior" estática - e aos gays. De fato, o que essa "cantora" representa é o genuíno padrão cultural saído dos guetos homossexuais. Os gays a muito deixaram de lutar por "diretos iguais", existe, concretamente, um projeto de imposição da mentalidade "homoafetiva" - para usar um termo dentro da cartilha do politicamente correto. Além de fazer triunfar os seus gostos em todos os cantos do Ocidente - reflexo da abertura dada pela mídia, tomada por um pensamento de sabor liberal - , a ditadura gay pretende descontruir a própria base familiar e entronizar o relativismo moral nas estruturas sociais. Nada impede, então, que a pedofilia e o pansexualismo sejam vistos como estilos sexuais normais num futuro não muito distante. A abertura dada ao homossexualismo já incapacita todo o arcabouço moral e invalida qualquer oposição que parte de um raciocínio natural das relações humanas. Se o homossexualismo é socialmente aceito e louvável, por que não a zoofilia? Trecho da Pastoral Coletiva de 1890, do Episcopado Brasileiro:
Transcrito por Pedro Ravazzano
Temos, enfim, os Estados Unidos, a criação gigantesca do gênio de Washington que marcha hoje na vanguarda dos grandes povos prósperos, apontada por todos os nossos políticos como o perfeito modelo de uma república democrática.
Seja assim, - bem que não partilhemos o entusiasmo dos que só querem ver nas margens do Missouri e do Hudson um Éden todo de flores, antes conheçamos bem as desordens profundas e os graves perigos que ameaçam a sociedade americana – seja assim! Mas a separação da Igreja do Estado na grande república da América do Norte terá sido inspirada pelo espírito do ateísmo, do positivismo, do materialismo? Terá sido obra do ódio, do desprezo da Religião e do Cristianismo?
Muito arredio da verdade andaria quem assim o cuidasse.
Sem dúvida dá-se naquele país separação entre a Igreja e o Estado, mas este fato não é ali a expressão de ódio ou desprezo do princípio religioso. Muito ao contrário foi o meio único de garantir com eficácia o livre exercício do culto às diversas e multiplicadíssimas confissões religiosas em que se achava desde seu começo, e se acha ainda retalhado aquele país. Não tendo nenhuma dessas numerosíssimas confissões preeminência sobre as outras, fora um ato soberanamente impolítico, origem de graves perturbações, dar o governo preferência oficial a algumas delas.
Não há ali, pois, religião de Estado, nem poderia havê-la, estando a nação dividida em tantas seitas antagônicas. Mas erro fora capacitar-se alguém de que o governo americano, por não reconhecer um culto determinado, se desinteressa da Religião e a nenhuma respeita.
A constituição federal dos Estados Unidos tão fora está de ser indiferente em matéria religiosa, que está toda baseada no princípio que existe uma Religião verdadeira incumbida de dirigir todas as ações dos homens, e que essa Religião deve ser respeitada e mantida, como o primeiro elemento da ordem social. Washington, despedindo-se de seus concidadãos em 1796, disse essas memoráveis palavras:
“Religião e moralidade, eis aqui os esteios indispensáveis de qualquer Estado. Deixem de gabar-se de patriotas aqueles que querem abalar estas colunas fundamentais do edifício social. O verdadeiro patriota deve honrá-las e amá-las. Um livro volumoso não bastaria para mostrar quanto elas promovem a felicidade do povo e de cada indivíduo.”
Ora vede agora se a legislação dos Estados Unidos, inspiração do gênio potente de Washington, podia exalar o mau e pestilento espírito do ateísmo, do desprezo da Religião! De nenhum modo.
“A triste máxima de que a lei é atéia e não pode deixar de sê-lo, diz Claudio Janet, máxima que desde 1789 inspirou quase constantemente a legislação francesa, não se poderia articular na América do Norte sem suscitar unânime reprovação. O Cristianismo é ali verdadeiramente a religião nacional. Longe de ficar encantoado pela lei ou pelos preconceitos no domínio da consciência privada e do lar doméstico, tem permanecido, ao menos até nossos dias, como a primeira das instituições públicas.”
Ajuntemos aqui o grave testemunho de Story, sábio professor de direito da universidade de Harvard, em seu Comentário sobre a constituição federa dos Estados Unidos.
“O direito de uma sociedade ou de um governo de interferir em matérias que interessam à Religião, diz ele, não pode ser contestado por todos os que pensam que a piedade, a moral, a Religião estão intimamente ligadas ao bem do Estado. A propagação das grandes doutrinas da Religião, a existência, os atributos de um Deus onipotente, nossa responsabilidade para com Ele em todas as nossas ações, o estímulo das virtudes pessoais e sociais, todas essas coisas não podem ser objeto de indiferença para uma sociedade bem ordenada.
“Todo o homem que crê na origem divina do Cristianismo, considerará como um dever do governo mantê-lo e animá-lo entre os homens. É coisa inteiramente distinta da liberdade de juízo em assuntos religiosos e da liberdade de cultos segundo as inspirações da consciência... Provavelmente na época da adição da Constituição e das emendas pensava-se geralmente na América que o Cristianismo devia ser animado pelo Estado, tanto quanto se podia fazer sem ferir a liberdade de consciência e dos cultos.
“Toda tentativa para nivelar as religiões, ou para erigir em princípio de governo a mais completa indiferença a tal respeito teria levantado uma reprovação, talvez uma indignação geral:... O dever de animar a religião, maiormente a Religião Cristã, é todo diferente do dever de constranger a consciência dos homens, ou de os punir, porque adoram Deus de outra maneira.
Até aqui o douto escritor americano.
A lei dos Estados Unidos não só não professa o ateísmo, como nem permite a propagação desta infame doutrina. Citemos um exemplo bem frisante. Formara-se, não há muitos anos, uma sociedade de ateus no estado da Pensilvânia, e um membro desta associação legou-lhe, ao falecer, todos os seus haveres, que eram avultados, com a obrigação de estabelecer ela uma escola pública de incredulidade. Houve quem impugnasse este legado, e foi levada a questão dos tribunais. Ora bem! Ouvi como dirimiu tal demanda a Corte Suprema, proferindo a seguinte luminosa sentença:
“A lei da Pensilvânia não reconhece sociedade de ateus: permite somente a formação de sociedades literárias, religiosas e de beneficência, mas não permite que se escarneça publicamente e se insulte a religião revelada da Bíblia. Uma escola, onde se ensine o ateísmo, serve para tal fim e põe os meninos no caminho das galés e as meninas no da prostituição.”
Mas não basta dizer que a Confederação da América do Norte não é um Estado ateu e repele com horror o ateísmo. Vai além e faz profissão pública do Cristianismo.
Analisando e resumindo uma interessante conferência do Sr. Claudio Janet acerca da separação da Igreja do Estado nos Estados Unidos do Norte, eis como se exprime um egrégio escritor:
“Longe de ser ateu (o Estado norte-americano ), é religioso, cristão até, porque toma por base as crenças e prescrições fundamentais do Cristianismo no que toca à ordem social. As legislações proclamam o respeito que se deve a Jesus Cristo como divino fundador do Cristianismo e os tribunais punem a blasfêmia pública. Nos dias de crise e de perigo, prescreve o Presidente um dia de jejum e de humilhações; cada ano um dia solene é consagrado a dar graças à Providência pelos seus benefícios. A lei do domingo é rigorosamente respeitada; a unidade do matrimônio rigorosamente mantida, e, se é permitido o divórcio, é isto antes obra do protestantismo do que da legislação civil, que se preocupa de torná-la mais dificultoso. O casamento conservou o seu caráter exclusivamente religioso: lá não existe ato civil. Não assalaria o Estado culto algum, mas respeita os legados feitos em favor das Igrejas. Os membros do clero, em razão das suas funções estão isentos da milícia. O poder repressivo de cada Igreja é reconhecido pelos tribunais, que recusam aos excomungados toda ação em justiça contra aqueles que os fulminaram de censura, pela razão de que nenhum tribunal sobre a terra pode fiscalizar a jurisdição eclesiástica (Relação do Kentucky, 1873; Relação de Nova York).”
Mas nos atos soleníssimos da vida nacional intervém oficialmente o Cristianismo. Os congressos, tanto federais como particulares, não abrem vez alguma as suas sessões sem preces públicas presididas por ministros, ora de um, ora de outro culto, não sendo raro chamarem-se para esse ministério até Sacerdotes Católicos. Conhecida é a severidade da lei que manda guardar o dia do Senhor em todo o território da república: suspendem-se os trabalhos, calam-se as oficinas, fecham-se as lojas, permitindo-se apenas as obras de necessidade e caridade. E tal é o rigor da observância dominical que coincidindo o domingo com o aniversário natalício de Washington, ou o da declaração da independência, dias de grande solenidade para os povos da União, cede o Estado à Igreja, e se transfere para o dia seguinte a festa civil.
Em relação especialmente ao Catolicismo cumpre notar que o Estado reconhece a Igreja Católica para a defesa dos interesses dela, o direito de representação legal, o qual é exercido pelo Bispo, Vigário geral, Pároco e dois leigos. Reconhece-lhe o pleno direito de propriedade, mesmo sobre fundos estáveis, e o direito de instrução pública, não só em escolas primárias, senão também em colégios superiores, onde podem os católicos educar a mocidade segundo os princípios de nossa Religião. Ainda há pouco fundou-se com a autoridade da Santa Sé uma grande Universidade católica em Washington, e o Presidente da república federal não julgou afrontar as crenças das outras comunidades religiosas, comparecendo oficialmente e com pompa às festas solenes da inauguração. Do mesmo modo, não se dedigna o Presidente de manifestar, com caráter público, o seu respeito pelo Chefe supremo do Catolicismo, como se viu por ocasião do recente jubileu sacerdotal de Leão XIII.
No exército, na armada, nas prisões achareis capelães católicos exercendo o seu sagrado ministério com a máxima liberdade, sem que ninguém veja nisto lesão ao princípio da separação dos dois poderes. Os missionários católicos, ocupados na civilizadora obra da catequese dos índios, recebem diretamente do Estado subsídios pecuniários para a sua subsistência pessoal e custeio de suas respectivas missões. Além disto, as ordens religiosas e demais estabelecimentos católicos gozam da mais ampla liberdade, e são até positivamente favorecidos por legislações particulares que de muito bom grado lhes concedem a personalidade jurídica. Enfim, o Natal nos Estados Unidos é uma festa nacional!
Ah! Quem nos dera ver os estadistas nossos, muitos dos quais se desvanecem de católicos, tratar o Catolicismo com o mesmo respeito, acatamento e deferência como é tratado pelos estadistas protestantes da União norte-americana!
Portanto, já que todos convém que não podemos escolher melhor, nem mais acabado, nem mais conveniente modelo do que a grande Confederação norte-americana, aprendamos ao menos dela como se assentam as bases de uma nação sobre os sólidos fundamentos da mais ampla e respeitosa liberdade. Aprendamos ao menos dela a fazer caminhar sempre a ação social do Estado de acordo com os princípios fundamentais do Cristianismo. Aprendamos ao menos dela a não considerar como o ideal do progresso e da civilização o subtrair-se sistematicamente a parte dirigente de um Estado a todo influxo da idéia religiosa.
Deixando de lado o que lá dá-se de mau, imitemos o bom, imitemos o modo largo de encarar as coisas, a confiança no progresso do país pela Religião, pela Justiça, pela liberdade, pelo respeito da lei, pela fecunda iniciativa de cada cidadão na grande obra do progresso social. Lá vivem hoje dez milhões de católicos, de cem mil apenas que eram há um século, com 62 Bispos, 13 Arcebispos, entre eles um Cardeal, e com Clero numerosíssimo mas com o governo americano – e basta ser americano para assim proceder – não se arreceia de tão espantoso progresso. Ele sabe que os Bispos, os Padres, os Católicos, são os melhores cidadãos, os melhores amigos da república.
Deixemos os acanhamentos miseráveis da nossa raça, os mesquinhos ciúmes e desconfianças, a atrofiante mania de querer o governo regular tudo, até a Religião, e deixemo-la livre e facilitemo-lhe os aumentos, que com isso só terá que lucrar o Estado.
Imitemos o respeito ao Cristianismo, de que aquele estupendo povo tem oferecido nobilíssimo exemplo à admiração dos outros povos.
Imitemo-lo neste ponto, que não é a menor de suas glórias e grandezas.
(...)
Há porém, uma forma de que quiséramos ver-nos revestir hoje mais particularmente o vosso amor para com a Igreja; quiséramos ver-vos todos empenhados na difusão da imprensa católica, como um meio de atalhar quanto possível os estragos da imprensa ímpia.
Ouçamos a este respeito o episcopado dos Estados Unidos. – Reunidos em Concílio plenário na cidade de Baltimore, tendo à sua frente o eminente e doutíssimo Cardeal Gibbon, Arcebispo daquela cidade e Primaz de toda União norte-americana, dirigiram há pouco aqueles venerandos Prelados a todo o clero e fiéis da grande República uma Carta coletivo resumindo as deliberações do Concílio, e por ocasião do assunto de que falamos se exprimiram por estas memoráveis palavras, que fazemos nossas:
“Pais católicos, escrevem eles, deixai-nos chamar a vossa atenção para esta importante verdade, que de vós única e individualmente deve depender na prática a solução do importante argumento, se deve, sim ou não, realizar a imprensa católica a grande obra que dela esperam a Providência e a Igreja nos presentes tempos.
“A missão providencial da imprensa foi tão frequente e altamente tratada pelos Papas, Bispos e escritores católicos de distinção; as suas palavras foram tão assiduamente citadas por toda a aparte, que de certo ninguém mais precisa de argumentos para ficar convencido desta verdade.
“Tudo isto, porém, não passará de vozes no ar, enquanto os pais de família não assentarem bem naquele princípio e não o possuem em prática em suas casas. Se o chefe de cada família católica quer reconhecer como privilégio seu, e também como seu dever contribuir para sustentar a imprensa católica, assinando uma folha católica ou mais, e pondo-se à par com as informações que ela publica, então a imprensa católica atingirá seguramente o seu legítimo desenvolvimento e exercerá a missão a que é destinada.
“Mas escolhei uma folha que seja inteiramente católica, instrutiva e edificante; e não uma folha que, com nome e pretensões a católica, não o seria nem pelo seu tom nem pelo seu espírito, irreverente à autoridade constituída, ou mordaz e sem caridade para com seus irmãos católicos.”
(...)
Mas para refutar plenamente a imputação que nos fazem os inimigos da Igreja, aqui vamos trasladar um passo na notável Pastoral Coletiva já citada, em que aqueles insignes Prelados exprimem francamente o que pensam de sua pátria, e o que a sua pátria pensa deles.
Oh! Dignos Cooperadores e Filhos muito amados, e vós todos, homens políticos que não quereis de propósito fechar os olhos à evidência dos fatos, ouvi o testemunho solene que dá o respeitável corpo Episcopal dos Estados Unidos à verdade que aqui estamos enunciando.
“Em nosso próprio país, dizem os respeitáveis Prelados, escritores e oradores, que só conhecem a Igreja sob disfarces dos preconceitos, têm, de tempos em tempos, feito eco às mesmas acusações. Mas apesar de excitações locais e passageiras, o bom senso do povo americano prevaleceu sempre contra a calúnia.
“Parece-nos poder falar de cadeira das leis, das instituições e do espírito da Igreja Católica, bem como das leis, instituições e espírito de nossa pátria, ora, nós declaramos solenemente que não há entre eles antagonismo algum. Um católico está como em sua casa nos Estados Unidos porque a influência de sua Igreja sempre se exerceu em proveito dos direitos individuais e das liberdades populares. E o Americano de espírito reto em nenhuma parte se acha tanto em sua casa como na Igreja Católica, pois em nenhuma outra parte pode respirar essa atmosfera de verdade divina, que, só, nos pode fazer livre.
“Nós repudiamos com igual força o afiançar-se que devemos sacrificar alguma coisa do amor à nossa pátria para sermos católicos fiéis. Dizer que a Igreja católica é hostil à nossa grande república, porque ensina que todo o poder vem de Deus, porque, em consequência, atrás das leis vê a autoridade de Deus, como sanção delas, é acusação a tal ponto ilógica e contraditória, que ficamos assombrados de vê-la sustentada por pessoas de uma inteligência ordinária...
“Não seria menos ilógico sustentar que há no livre espírito de nossas instituições americanas alguma coisa de incompatível com uma docilidade perfeita para com a Igreja de Jesus Cristo. O espírito da liberdade americana não é um espírito de anarquia ou de licença. Inclui essencialmente o amor da ordem, o respeito da autoridade legítima e a obediência às justas leis.
“Não há no caráter americano mais amoroso da liberdade que possa vexar sua submissão respeitosa à autoridade divina do Nosso Senhor, ou à autoridade por ele delegada aos seus Apóstolos e à sua Igreja. Não há no mundo mais delicados aderentes à Igreja Católica, a Sé de Pedro e ao Vigário de Cristo, do que os católicos dos Estados Unidos.
“Idéias, ciúmes acanhados, insulares ou nacionais, contra a autoridade eclesiástica e a organização da Igreja puderam outrora irromper naturalmente na política egoísta de certos chefes de nações. Mas essas idéias e esses ciúmes não encontram simpatia alguma na educação religiosa, impedi-lo-iam de submeter-se, em matéria de fé, às pretensões do Estado ou de outra autoridade humana. Aceita a Religião e a Igreja que vem de Deus, e que ele bem sabe são universais – não nacionais ou locais – para todos os filhos dos homens, não para uma tribo ou raça particular.
“Não nos gloriamos de ser – e mercê de Deus de ser para sempre – não a Igreja americana, ou a Igreja dos Estados Unidos, ou toda outra Igreja, em sentido limitado ou exclusivo, mas uma parte integrante da Igreja, Uma, Santa, Católica e Apostólica de Jesus Cristo, na qual não há distinção de classes ou de nacionalidade, na qual todos são um em Jesus Cristo!”
Ouvis, dignos Cooperadores e Filhos diletíssimos?
Estas vozes, estes protestos do ínclito Episcopado e de todo o povo católico da poderosa república da América do Norte ressoam alto e vem achar um eco fiel cá na América do Sul, no nosso caro Brasil, por entre as balizas dos dois Oceanos. Estes protestos exprimem os nossos sentimentos.