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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Grupo homossexual da Bahia tenta atrapalhar caravana católica, mas não consegue…


Em passagem por Salvador, a caravana Terra de Santa Cruz fez uma bela campanha na Praça da Sé recolhendo assinaturas contra o PNDH-3 que visa, entre outras coisas, descriminalizar o aborto e legalizar o "casamento" homossexual.

Logo no inicio, o GGB (Grupo Gay da Bahia) com a presença de seu presidente e fundador Luiz Mott - mentor e articulador do PL 122/2006 (a "lei da homofobia") - que fazia uma manifestação na mesma praça, se posicionou em frente aos jovens para contrarrestar a campanha, mas sem sucesso, como mostra o vídeo abaixo.

Minutos depois, chegou um carro do jornal A Tarde que tirou fotos da campanha, mas apenas entrevistou alguns dos homossexuais. No outro dia, o diário soteropolitano noticiava a manifestação dos homossexuais e nenhuma única menção a ordeira campanha do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Depois do vídeo, transcreverei a carta que enviei ao jornal A Tarde em protesto pela parcialidade ridícula.



[Carta ao jornal A Tarde, não publicada)

Salvador, 29 de Janeiro de 2011


Prezado Sr. Editor,

Há tempos eu temia uma das metas do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) que visava controlar a imprensa em nossa pátria, mas agora vejo que minha preocupação é em vão, pois parece que a mesma já se encontra controlada. Ontem na Praça da Sé havia uma manifestação de jovens com faixas e bandeiras protestando contra o PNDH-3. Havia também estacionado na rua o carro de A Tarde e um fotógrafo de vocês registrando o evento, mas hoje ao ler vosso jornal, nada encontro sobre isso, somente uma matéria a respeito da manifestação do GGB onde nem sequer há uma menção aos jovens contrários ao PNDH-3. O que é isso? Censura? A imprensa já se encontra controlada?

Cordialmente,
Edson Carlos de Oliveira

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Moral católica e combate à Aids


Nas últimas semanas, a mídia deu grande destaque a repercussões das palavras de Bento XVI, em seu livro-entrevista Luz do Mundo, sobre o uso de preservativos em determinadas circunstâncias.

A interpretação geral da mídia foi de que a Igreja mudou sua posição e agora permite o uso desses pseudo-profiláticos, em certos casos. Alguns teólogos e dignitários eclesiásticos de alto nível adotaram a mesma posição, causando confusão entre os católicos.

Obviamente, tais posições são injustificáveis do ponto de vista da Moral natural e da doutrina católica.

Baseado nos princípios tradicionais da Moral católica e da Lei natural, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO) formulou algumas considerações a respeito das implicações morais do uso do preservativo, levando previamente em conta o que dizem a ciência e a experiência quanto aos resultados de tal uso.

Clique aqui e leia o texto no site do IPCO

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quando a despenalização vira direito – O caso da Colômbia: caça aos anti-abortistas

A Corte Constitucional da Colômbia, em 2006, despenalizou a prática do aborto em casos de estupro, riscos à saúde da mulher e de crianças com anencefalia. Para gestantes menores de idade, ficou apenas como obstáculo a necessidade de uma “permissão judicial”.

Tal despenalização foi logo entendida como um direito. E a corte passou a exigir, em 2009, que os Ministérios da Educação e Proteção Social promovessem programas educacionais para expor os assim chamados “direitos sexuais e reprodutivos”.

A sentença solicitou que se assegurasse que todas as entidades prestadoras de serviços de saúde “respeitem o direito das mulheres a abortar”. E aboliram a necessidade da “permissão judicial” para a prática do aborto em menores devido ao de fato de vários juízes, alegando o direito à objeção de consciência, se negarem outorgá-lo.

A Corte também buscou cercear o direito à objeção de Consciência nos centros médicos ao mandar o Tribunal Nacional de Ética Médica abrir investigações nos casos em que a realização do aborto seja negada.

Tais medidas foram tomadas por pressão da ONU que em 2007 pediu à representação colombiana para que liberalize ainda mais o aborto e desenvolva campanhas favoráveis a tal prática; enfim, uma maior aplicação do protocolo da “Convenção para a Eliminação de toda forma de Discriminação contra a Mulher” (CEDAW). (Cfr. Rádio Vaticano, 3/2/2007).

Despenalização e direito

Como bem observou Justo Aznar, diretor do Observatório de Bioética da Universidade Católica de Valência San Vicente Mártir, em entrevista à Zenit, “não é a mesma coisa descriminalizar um delito e exercer um direito”, pois, “tudo que é legal também é moral”. E a conseqüência disso, alerta Aznar, é que “certamente será ampliada no nosso país a ideia de que o aborto é um ato moralmente aceitável”.

Transformar tal prática em um direito é a meta do movimento pró-aborto. Primeiro os abortistas costumam sensibilizar as pessoas dizendo que também são contra o aborto, mas que a penalidade legislativa imposta não ajuda em nada, apenas coloca as mulheres na ilegalidade e dificulta qualquer possível ajuda às mesmas. “Ninguém é favorável ao aborto”, dizem eles.

Mas é só despenalizar o aborto que o discurso muda, passando, então, a ser abordado como um direito da mulher. Como se bastasse o roubo de carteiras ser despenalizado para se transformar em um direito dos trombadinhas.

Aquilo que era defendido como um mal menor, transforma-se em uma necessidade ontológica feminina de direito natural que deve ser reconhecida por todas as constituições e, muito além disso, por todas as consciências.

Considerando o aborto um “direito sexual e reprodutivo” que uma mulher pode praticar livremente sem coerção externa em nenhum sentido, compreende-se a guerra que o movimento pró-aborto desenvolve no mundo inteiro contra a objeção de consciência.

É o caso do Dr. Germán Arango Rojas que perdeu, em 2008, o direito de exercer a medicina após se negar a realizar um aborto em uma menor de idade, a pedido dos pais. A penalidade foi imposta pelo Tribunal de Ética Médica Nacional ao médico colombiano que, sem direito à defesa, foi ainda obrigado a indenizar a menor.

Liberdade para o homem enquanto "revolucionário"

E assim a inversão de valores do mundo atual chega ao seu extremo colocando na ilegalidade os que lutam pela vida indefesa.

Em seu livro Revolução e Contra-Revolução, o professor Plinio Corrêa de Oliveira expõe com precisão essa característica do liberalismo moral mais exacerbado:

“Percebe-se que o liberalismo pouco se importa com a liberdade para o bem. Só lhe interessa a liberdade para o mal. Quando no poder, ele facilmente, e até alegremente, tolhe ao bem a liberdade, em toda a medida do possível. Mas protege, favorece, prestigia, de muitas maneiras, a liberdade para o mal. No que se mostra oposto à civilização católica, que dá ao bem todo o apoio e toda a liberdade, e cerceia quanto possível o mal.

“Ora, essa liberdade para o mal é precisamente a liberdade para o homem enquanto ‘revolucionário’ em seu interior.” (Parte I, Cap VII, pág 68, Art Press, 1998)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Governador mexicano é multado em 2 mil dólares por haver mencionado nome de Deus em campanha eleitoral

No passado, considerava-se delito blasfemar contra o nome de Deus, agora é crime mencioná-lo. Esse foi o caso do atual governador de Sinaloa, México, Mario López Valdez (foto acima) que venceu as recentes eleições para o governador e foi multado por ter, durante sua campanha eleitoral, pronunciado o nome de Deus.

O Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação, órgão máximo na matéria no México, alegou a laicidade do estado e a proibição constitucional que proíbe o uso de expressões religiosas em disputa eleitoral, para justificar a punição.

Os Partidos derrotados ainda se acharam no dever de denunciar ao tribunal que Mario López invocou a proteção de Deus em outras ocasiões.

Como bem alertou o Professor Plinio Corrêa de Oliveira, em seu livro Revolução e Contra-Revolução, “o laicismo é uma forma de ateísmo. (...) Ele afirma a impossibilidade de se ter certeza da existência de Deus. De onde, na esfera temporal, o homem deve agir como se Deus não existisse. Ou seja, como pessoa que destronou a Deus.” (Parte I, Cap VII, pág 63, Art Press, 1998)

sábado, 24 de julho de 2010

Causas religiosas da Revolução Francesa

[Abaixo se encontra a introdução do trabalho apresentado por mim e pelo Sem. Cleyton Torres Reis, diocese de Anápolis - GO, na matéria de História do Prof. Valter de Oliveira, no Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil. O trabalho é relativamente extenso, portanto a sua publicação será dividida. Todos os artigos tocavam em algum ponto da Reforma Protestante. Já o nosso tema introduzia o espírito reformado no alvorecer do terror revolucionário; "Causas religiosas da Revolução Francesa; o Galicanismo e o Jansenismo"]

A Revolução Francesa reflete em sua essência mais profunda o novo espírito e o novo paradigma proposto pela Reforma Protestante. De fato, o acontecido de 1789 “foi senão a transposição, para o âmbito do Estado, da ‘Reforma’ que as seitas protestantes mais radicais adotaram em matéria de organização eclesiástica” (DE OLIVEIRA, 1998). O ethos reformista fomentou em terras francesas o contexto que propiciou a explosão de um movimento revolucionário, anticlerical e totalitário. O jansenismo e o galicanismo, frutos desta árvore, sancionaram, mesmo que indiretamente, a ascensão do horror e da utopia.

A Revolução não pode ser compreendida como um evento a parte da sua história precedente. Sem dúvida alguma, a compreensão sincera e genuína das consequências civilizacionais do Renascimento e da Reforma são partes fundamentais no estudo deste marco do mundo contemporâneo. Todo o processo revolucionário abarca em seu âmago o homem, por isso se faz mister levar em consideração a desconstrução do paradigma medieval, movimento este iniciado pelo humanismo renascentista e consolidado na coroação do homem absoluto com os princípios protestantes.

O homem moderno, com as aspirações revolucionárias, distante da compreensão cristã da realidade – entenda-se cristã não como a percepção religiosa, mas como a visão profunda e completa do mundo –, deu início a um processo de absolutização de si mesmo, com o triunfalismo das suas capacidades e a vanglória dos seus ponteciais. A Revolução Francesa concretiza e inaugura, com a sua prática, uma época de rompimento formal com a mentalidade do medievo.
A Reforma foi a primeira explosão do individualismo destruidor e da sentimentalidade republicana, as grandes questões intelectuais e sociais, em vez de serem resolvidas em comum e pelas vias tradicionais, começaram a ser interpretadas no segredo dos corações e no isolamento das consciências. As incertas aspirações de cada indivíduo tornaram-se, para ele, uma verdade e um deus. A atividade harmônica dos agrupamentos naturais, os seus hábitos de disciplina religiosa e estética desvaneceram-se perante as iniciativas particulares de cada um dos seus membros. E chamou-se a isto ‘libertação’. Por toda a parte onde a Reforma triunfou sob a sua forma pura, a forma luterana, não houve, na realidade, senão anarquia e, quando findou o período da fermentação ficou a existir um fracionamento territorial quase infinito e uma desagregação moral quase irremediável. A unidade francesa foi salva e o rei salvou-se com ela. Triunfando o classicismo, Pascal, Descartes, Bousuet e La Bruyère vão buscar à monarquia a sua concepção do direito e do governo. Parece que nada virá perturbar este equilíbrio e este acordo. No entanto, a mística revolucionária não está morta. É ela que inspira as tiradas dos libertinos contra a memória e contra a razão, tiradas essas que corromperam a natureza e tiraram ao homem o gosto e a arte do prazer puro. (GAXOTE, 1945)
Em concreto, “a característica da idade moderna da Igreja é a desintegração do universalismo e o trânsito ao particularismo” (LABOA, 2001). A Europa, então, se vê afetada pelos reflexos da Reforma Protestante; não só uma crise espiritual, mas sim, como consequência desta, a derrocada da unidade relativamente estável; “a Reforma engendra como fruto maduro as igrejas nacionais” (LABOA, 2001). O galicanismo e, em seu pé, o jansenismo surgem, na França, na esteira dessa mentalidade. Nesse sentido, “a revolução é filha legítima da Reforma.” (FRANCA, 1958).

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Qual a ligação entre o movimento homossexual e o MST?



Quer saber que ligação há entre o movimento homossexual e o MST?

Então pergunte para a presidente do conselho do movimento homossexual de Ribeirão Preto. Pois foi a ajuda deles que ela clamou - quando percebeu a insuficiência numérica de seus colegas sodomitas - para fazer "uma revolução" contra a caravana Terra de Santa Cruz que estava no centro da cidade alertando a população contra os malefícios do PNDH 3.

Clique aqui e veja a foto que o site da UOL divulgou sobre o ocorrido, na frente, aparecem três homossexuais que atrapalharam a campanha. Na verdade, ajudaram, pois o radicalismo e a intolerância deles despertaram os transeuntes para a verdadeira perseguição que haverá no Brasil com a aprovação de leis que favoreçam essa minoria.

Nota-se que o site da UOL destacou na foto os homossexuais, como se eles tivessem prevalecido perante a campanha dos jovens caravanistas.

Mas bem outra foi a realidade.

Para confirmar isto, assista ao vídeo em que coordenador da caravana, Daniel Martins, explica com detalhes e imagens a luta vitoriosa, pela Opinião Pública, dos caravanistas em Ribeirão Preto.


Leia a reportagem da Agência Bom Dia (Transcrita no Diário de São Paulo):

http://bomdiasorocaba.com.br/Noticias/Dia-a-dia/25315/Religiosos+contra+o+casamento+gay

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Esperança do Brasil – Juventude católica e atuante


Os jovens católicos dos Fundadores estão em Caravana agora contra o Aborto e o PNDH-3, percorrendo em três vans várias cidades desse Brasil, sacrificando as suas férias para lutar contra esses males!


Eles irão alertar a população de cada cidade, batendo de porta em porta, fazendo atos públicos nas ruas - tudo em suma para contribuir para a informação que todos precisam para se defender e enfrentar os projetos do nosso terrível governo, para que as medidas anti-católicas não sejam implantadas no nosso país.

Ajude-os a ir mais longe! Clique aqui e saiba o que você pode fazer!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Muro de Berlim caiu...

... lá na europa. Por aqui querem levantá-lo.




Segue discurso do Deputado Lael Varella pronunciado dia 11 de novembro na Câmara dos Deputados.

O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há 20 anos caía o Muro de Berlim, o tristemente celebra Muro da Vergonha ou Cortina de Ferro. As duas décadas de sua queda foram lembradas no último dia 9/11, com homenagens às vítimas do regime comunista e com agradecimentos aos líderes que ajudaram na sua derrubada, na reunificação do país e no fim da Guerra Fria.

Segundo o noticiário, cerca de 100 mil pessoas enfrentaram a chuva e o frio e se reuniram em frente ao Portão de Brandenburgo, numa noite de emoção e gratidão. A chanceler alemã, Ângela Merkel, homenageou os proibidos de sair do lado oriental durante anos, conforme notícia de Lourival Sant’Anna do jornal O Estado de São Paulo.

Construído pelo regime comunista na madrugada de 13 de agosto de 1961, o agourento Muro foi erguido com o pretexto de servir de 'barreira de proteção antifascista'. Na prática, servia para impedir a fuga em massa de cidadãos para o encrave capitalista de Berlim Ocidental.

No início era apenas uma cerca de arame farpado, mas depois chegou a ser uma imponente construção de 156 quilômetros, sob rígida vigilância de militares com ordens para alvejar quem tentasse escapar. Segundo um estudo publicado neste ano, pelo menos 136 pessoas morreram em tentativas de fuga entre 1961 e 1989.
Mas nem um único tiro foi disparado quando o Muro caiu e a noite se transformou em festa gigantesca, com os alemães orientais invadindo as ruas de Berlim ocidental em descrença, e moradores de ambos os lados do Muro se abraçando impulsivamente.

Sr. Presidente, essa festa pelo seu simbolismo precisaria ser comemorada no Brasil com toda a grandeza que ela merece.

Entretanto, nós estamos assistindo ao recuo da história com cenas trágicas de movimentos tentando implantar um regime semelhante ao muitas vezes fracassado socialismo.

Não bastasse a indignação levantada contra o MST pela destruição do laranjal da Cutrale, em São Paulo, agora no Pará, o MST continua derrubando, queimando, assaltando, roubando! Cem homens armados e encapuzados acabaram de derrubar e queimar casas, expulsar empregados e atear fogo em tratores, além de roubar gado em duas fazendas no sul do Pará. (OESP, 4/11/2009).

Mulheres, crianças e idosos tiveram de fugir para não ser espancados. O avião com três mulheres e três crianças, expulsas pelo MST, caiu logo depois de decolar de uma das fazendas. O comandante e o piloto ficaram feridos. A Delegacia de Conflitos Agrários abriu inquérito para apurar os atos de vandalismo. Os policiais e a imprensa tiveram dificuldades para chegar às propriedades.

O MST bloqueou a rodovia, afirmando que a ação foi um protesto contra a morosidade da Reforma Agrária no Estado. Os invasores chegaram de madrugada, gritando que todos deveriam sair imediatamente, e passaram a destruir as casas e os currais, usando tratores da fazenda, que em seguida foram incendiados por aquelas mãos criminosas.

A polícia constatou danos também na fazenda Rio Vermelho. Uma vila de casas, onde moravam 30 empregados, foi incendiada. Maria Raimunda, coordenadora do MST e da invasão, afirmou que a incursão foi apenas para 'protestar contra a presença de escolta armada' na área.

Na tarde do último domingo, uma cena que faz lembrar os traficantes do Rio de Janeiro, um helicóptero da fazenda teria sido alvo de disparos quando sobrevoava uma área de retiro de gado da Santa Bárbara com uma equipe de reportagem da Confederação Nacional da Agricultura — CNA. Os jornalistas filmavam as ações dos sem-terra a pedido da presidente da entidade, Senadora Kátia Abreu.
Escutamos quatro ou cinco estampidos de tiros de revólver e o piloto subiu para sair do alcance conta Oscar Boller, gerente da Fazenda Espírito Santo, em Xinguara, que também pertence ao grupo e foi invadida nos últimos dias. A câmera de vídeo registrou, em áudio, o estampido dos disparos e as imagens de sem-terra armados ateando fogo em pastagens e instalações.

Sr. Presidente, que os 20 anos da queda do Muro de Berlim sejam lembrados com todas as homenagens às vítimas do regime comunista com a esperança de que seja extirpado essa falsa ideologia, essa vergonha de nosso tempo assim designado pelo Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, não só na Europa, mas em todo o mundo. E também aqui no Brasil. Tenho dito.

Termino citando trechos da grande interpelação feita por Plinio Corrêa de Oliveira no dia 11 de fevereiro de 1990, Festa de Nossa Senhora de Lourdes.

IV – Interpelação aos dirigentes dos diversos PCs disseminados pelo mundo

– Nada viram?

Durante décadas a fio, os líderes comunistas dos diversos países mantiveram constante e multiforme contacto com Moscou, e ali estiveram, mais de uma vez, recebidos normalmente como comparsas e amigos.

– Nada contaram?

E sempre que chegavam de volta aos seus países tomavam imediato contato com os respectivos PCs, onde todos lhes perguntavam sofregamente o que haviam visto e ouvido nesta verdadeira Meca do comunismo internacional que é Moscou.

– Se conheciam o trágico fracasso do comunismo, por que o queriam para suas pátrias?

Se os chefes comunistas no mundo livre sabiam que o fruto do comunismo era o que agora o mundo inteiro vê, por que conspiravam para estender esse regime de miséria, escravidão e vergonha, a seus próprios países?

V – Por que combatiam implacavelmente os anticomunistas, os quais erguiam barreiras contra a penetração da desgraça soviética em seus países?

Entretanto, havia ainda mais grave. Por que esses líderes comunistas disseminados pelo mundo somaram à enganosa patranha do silêncio organizado sobre o 'paraíso' soviético, também a detração sistemática e infatigável, durante sete décadas a fio, contra todos os que – indivíduos, grupos ou correntes – se empenhavam dedicadamente em evitar para suas pátrias a desdita soviética, abrindo para esta os olhos da opinião pública?

– Interpelação? – Não: apelo fraterno

A vós, diletos irmãos na Fé, a cuja vigilância a falácia comunista transviou ou está em vias de transviar, não faremos uma só interpelação. De nosso coração sempre sereno parte, rumo a vós, um apelo repassado de ardoroso afeto in Christo Domino: diante do quadro terrível que nestes dias se esboça a vossos olhos, reconhecei, pelo menos hoje, que fostes ludibriados. Queimai o que ajudáveis a vencer. E combatei ao lado daqueles que ainda hoje ajudais a 'queimar'.

Sinceramente, categoricamente, sem ambiguidades tendenciosas, mas com a franqueza tão enormemente respeitável que é inerente à contrição humilde, voltai vossas costas para os que cruelmente vos têm enganado. E ponde em nós vosso olhar, serenado e fraterno, de irmãos na Fé.

domingo, 23 de agosto de 2009

A degeneração da música: um aspecto da crise do Ocidente

Vladimir Lachance
***
Uma imagem da crise que assola o mundo ocidental é a degeneração dos princípios da estrutura musical, crise instaurada, sobretudo, pela Revolução Rock.

Dizemos Revolução Rock, pois é exatamente esta a principal característica deste gênero musical, que cria tendências desordenadas e análogas em todas as almas a ele submetidas. Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, diz que “o processo revolucionário nas almas, (...), produziu nas gerações mais recentes, e especialmente nos adolescentes atuais que se hipnotizam com o “rock and roll”, um feitio de espírito que se caracteriza pela espontaneidade das reações primárias, sem o controle da inteligência nem a participação efetiva da vontade; pelo predomínio da fantasia e das “vivências” sobre a análise metódica da realidade: fruto, tudo, em larga medida, de uma pedagogia que reduz a quase nada o papel da lógica e da verdadeira formação da vontade”[1]. Desta afirmação podemos traçar um rápido perfil do jovem sob o domínio do rock: ele tende a uma maior liberalização nos costumes, num eterno estado de revolta, contestação, insubordinação. Mas, contra o quê? Contra a própria alma: é a luta pela inversão do papel da inteligência, da vontade, e da sensibilidade, sobre a alma do homem.

O rock procura agir diretamente sobre a sensibilidade, reduzindo o papel da vontade e da inteligência. O raciocínio lógico é execrado como limitador da espontaneidade, pois, de acordo com a juventude insurreta, a inteligência deve ser vista com olhos de desconfiança, pois crêem que esta é moldada por padrões autoritários e moralistas. Coisa incrível é esta unidade de pensamento entre os “roqueiros”, como que uma identificação quase instantânea com certos ideais e slogans. Mas isto não é gratuito, nem poderia ser: percebe-se certa uniformidade de idéia, de comportamento, até de gestual e de falar, entre estes jovens; diríamos uma tendência ao Tribalismo... um fã do Metallica que vive no Japão é idêntico ao fã que mora nos Estados Unidos.

O prof. Allan Bloom, em sua obra “O Declínio da Cultura Ocidental”, resumindo as idéias sobre música do filósofo grego, Platão, diz que o ritmo e a melodia, acompanhados pela dança, são a expressão bárbara do espírito. Embora não existisse no tempo em que o filósofo escreveu esta sentença, podemos afirmar que a música de que aí se fala, é o rock, a música bárbara por excelência. No rock quem dita as regras é o ritmo, e este, de tal modo atinge a alma do ouvinte comum, que é praticamente impossível imaginá-lo sem se mexer, requebrando ao som de uma melodia pobre, que ocupa praticamente o último lugar na composição. Uma boa composição clássica prima pela beleza da melodia, sendo a harmonia e o ritmo os seus acompanhamentos, funcionando como estruturas subjacentes. A harmonia funciona como a vestimenta da melodia, seu adorno, estando submetida a ela. O ritmo dá uma estrutura à melodia, impondo-lhe certos limites. Mas, enquanto um músico não cogita estrangular sua melodia por amor ao ritmo, com o artista do rock o processo se dá de maneira inversa: por amor ao ritmo, o artista molda a melodia para encaixar-se ao tempo dado pela bateria. O ritmo funciona como uma verdadeira camisa de força da melodia; daí a pobreza das músicas de rock: a melodia acaba se tornando uma infinita repetição (nas bandas de punk rock isto se percebe muito claramente: ouvir qualquer música do Ramones), a harmonia reduz-se a um conjunto de dois a quatro acordes, e o ritmo incessante vai atropelando tudo o que passa em sua frente. Uma ilustração do que isto venha a ser nos é dada pelo Pe. Bertrand Labouche: “É claro que um poema com um ritmo perfeito, mas composto por palavras quaisquer, sem uma idéia diretora, sem “melodia”, seria um poema medíocre ou nulo. Ao contrário, uma prosa rica pela profundidade, pela pertinácia, pelo poder, pela delicadeza de pensamento adornada por expressões bem pensadas seria um texto de valor apesar de não ter cadência.” [2]

A experiência mostra que é bastante improvável que alguém que ouça rock não seja adepto também do seu estilo de vida – e aqui vale a ressalva para o que estamos querendo dizer com “ouvir rock”, isto é, não a espécie de contaminação instantânea que certamente levaria nossos leitores a nos darem exemplos de pessoas razoáveis que escutam “More than words” e se orgulham de serem ecléticas (e que estão de fato contaminadas, mas de outro modo), mas sobretudo aqueles que consomem a Revolução Rock: as centenas e milhares de músicas, roupas, acessórios, a ideologia de seu artista ou grupo, a atitude, acima de tudo. As pessoas que ouvem essas bandas não se conformam com os discos e com as músicas, elas precisam dissecar o grupo, ver a imagem, ler o que eles fazem e o que comem (e, acredite, isso é uma das coisas que mais pesam), o que lhes define, qual seus valores e crenças. E são precisamente essas informações que fornecem ao ouvinte a participação naquele mundo: não o mundo de uma banda, mas antes um arremedo de muitas, diversos fragmentos de seus discursos – o que impede, sempre, a possibilidade do ouvinte definir a si mesmo. E nesse ponto, voltamos ao estado de revolta, que é sempre o mesmo para todos, muito embora eles reivindiquem ou o comunismo, ou a anarquia, ou a causa verde, etc. Essas causas realmente não importam, pois todas são as mesmas, e todas são a Revolução.

Este texto não pretende encerrar o assunto, nem responder a todas as objeções, mas com certeza voltaremos a ele, analisando-o a partir de outras perspectivas.
***
[1] Revolução e Contra-Revolução, Dr. Plinio Corrêa de Oliveira

[2] Bach e Pink Floyd - Breve Estudo Comparativo Entre a Música Clássica e o Rock, Pe. Bertrand Labouche

domingo, 4 de janeiro de 2009

Conferência de Roberto De Mattei sobre Plinio Corrêa de Oliveira

Por ocasião do centenário de nascimento de Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995), em 26 novembro 2008, em Roma, no Palazzo della Cancelleria, o professor Roberto De Mattei deu um conferência muito interessante sobre esse importante pensador e homem de ação:



Link para as outras partes

Parte II:
http://it.gloria.tv/?video=pzo6fx12rrkvls7ymogn

Final:
http://it.gloria.tv/?video=dlan98oqvk0sq2vshxe5

O século de Plinio Corrêa de Oliveira

O título deste post foi retirado do artigo de Marco Respinti que assim intitulou sua reportagem sobre o centenário de nascimento de Plinio Corrêa de Oliveira (1908 - 1995) publicada no semanário italiano, muito influente nesse país, "Il Dominicale".

(Figura acima: símbolo do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira)

O mesmo título serviu de inspiração para a publicação do artigo de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Princípe Imperial do Brasil, sobre o mesmo tema, na Folha de São Paulo (12/12/2008). (Clique aqui para ler)

O tema também foi abordado pelo deputado Lael Varella (DEM-MG) em discurso na Câmara dos Deputados (17/12/2008). (Clique aqui para ler)

Junto com essas ilustres homenagens, nos dias 11 a 14 de dezembro, ocorreram em São Paulo eventos promovidos pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira para comemorar os 100 anos de nascimento de, nas palavras do Dep. Lael Varella, "um dos maiores, senão o maior líder católico da Terra de Santa Cruz de todos os tempos".


(Foto acima: Jockey Club de São Paulo. Entre os participantes do envento, convém mencionar a presença do bispo lituano da cidade de Siauliai, D. Eugenius Bartulis, Mons. Gilles Wach, fundador e prior-geral do Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote, Príncipe D. Luiz e de Orleans e Bragança, chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Bertrand de Orleans e Bragança e do duque Paul von Oldenburg.)

Conforme a revista Catolicismo (Janeiro/2009):

O bispo lituano da cidade de Siauliai, D. Eugenius Bartulis, celebrou a solene Missa, em rito tradicional, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo (foto abaixo).

Atuou como presbítero assistente Mons. Gilles Wach, fundador e prior-geral do Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote, como diácono Frei Tiago de São José, e como subdiácono Pe. David Francisquini.

Diversos outros sacerdotes estiveram presentes.

No sermão, assim se expressou D. Bartulis:

“Hoje a Igreja celebra a solenidade de Santa Luzia. Devemos rezar e nos regozijar nesta magnífica data em que celebramos o centenário de nascimento de Dr. Plinio.

“Nesta maravilhosa igreja ele recebeu a primeira Comunhão, e nesta igreja rezou também sua mãe, que queria que seu filho fosse um bom homem no futuro. E quando Dr. Plínio tinha mais ou menos nove anos, foi nesta igreja, no altar de Nossa Senhora Auxiliadora, que ele rezou pelo seu futuro.

“No dia de hoje, nós todos agradecemos a Deus por Dr. Plinio e rezamos para que o apostolado dele esteja no coração de todos nós, para desenvolvê-lo cada vez mais. Eu rezo para que vossa organização dê muitos frutos no futuro. Deo gratias”.

Com a presença da imagem de Nossa Senhora de Fátima, peregrina internacional que chorou em Nova Orleans, em 1972, que veio a São Paulo para as cerimônias dos cem anos do nascimento de Plinio Corrêa de Oliveira, no dia 14 de dezembro, foram realizadas várias conferências no Hotel Renaissance como encerramento dos eventos.

A abertura desse último ato foi feita pelo Dr. Adolpho Lindenberg (Foto ao lado), presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Entre as excelentes conferências, menciono a que mais me chamou a atenção. Ela foi proferida pelo Prof. Roberto de Mattei, presidente da Fondazione Lepanto, professor de História Moderna naUniversidade de Cassino (Itália) e vice-presidente do Conselho Nacionalde Pesquisado governo italiano. Segue um trecho:

"Plinio Corrêa de Oliveira conheceu e amou a História da Igreja desde as suas origens. Se tivesse vivido nos primeiros séculos da Igreja, teria enfrentado, com coragem indômita, as feras nas arenas do circo. Se tivesse vivido na época de Constantino, teria ocupado um lugar de destaque no combate pela pureza da fé.

(Foto ao lado: discurso do Prof. Roberto de Mattei)

"Seu coração teria exultado de alegria na noite de Natal do ano 800, ocasião em que Carlos Magno foi coroado em Roma, dando origem ao Sacro Império Romano.

"Plinio Corrêa de Oliveira, que proclamou a Cruzada do século XX, teria sido um dos primeiros a responder ao apelo do Beato Urbano II e a levar a cruz. Na perda do espírito de cruzada, ele leu o início da decadência da Idade Média.

"Não teria tido nenhuma compaixão pelos revoltosos do espírito, teria combatido contra os protestantes. Ninguém estudou ou conheceu, como ele, a história da Revolução Francesa.

"Quis a Providência que ele não fosse nada disso, mas que fosse, mais até em sua pessoa que em suas obras, o eco fidelíssimo de todas essas posições no século XX. As palavras vir catholicus, totus apostolicus, plene romanus, que hoje lemos na lápide de seu túmulo em São Paulo, resumem a sua vocação.

"Roma, Itália e a Europa retomam a herança de Plinio Corrêa de Oliveira e renovam hoje, através das minhas palavras, o empenho de fazer de sua vida e de sua obra o nosso futuro.

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O autor deste post teve a honra de poder participar destas comemorações inesquecíveis. Para maiores detalhes, recomendo a leitura do relatório dos enventos publicado no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. (Clique aqui)

(Foto ao lado: Depois da sessão solene no auditório do Hotel Renaissance. Duque Paul von Oldenburg — descendente do Kaiser Guilherme II e da família dos czares da Rússia — membro da TFP alemã, portando a respectiva capa, e eu, tendo ao fundo o medalhão do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, com a efígie do homenageado.)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Leia "Tribalismo Indígena..." e entenda o que se passa com os índios




Há 30 anos, o Brasil tomava conhecimento da existência de uma corrente de missionários contrária à catequização e à civilização dos índios. Segundo sua doutrina, os silvícolas devem manter seu primitivismo, tipo humano ideal do III milênio.

Tal revelação foi feita por Plínio Corrêa de Oliveira em sua obra Tribalismo Indígena (1977) – matéria da Parte I da presente edição – que contou com sete edições, perfazendo 76 mil exemplares de tiragem.

Hoje, uma avalanche demarcatória de terras indígenas atropela o direito de propriedade através de decretos e portarias, aliás, sem nenhum amparo constitucional. O governo Lula anunciou mais 129 áreas a ser delimitadas até 2010.

Nelson Ramos Barretto e Paulo Henrique Chaves, autores da Parte II, visitaram a reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, e apontaram a ameaça à soberania nacional naquela região de fronteira.

A FUNAI, num afã demarcatório acaba de delimitar no Mato Grosso do Sul – região fronteiriça com o Paraguai – novas reservas que podem alcançar 12 milhões de hectares de terras férteis e produtivas.

Tais medidas vêm despertando reações indignadas por todo o Brasil. A questão indígena acrescida à Reforma Agrária, à Revolução Quilombola e às questões ambientais forma um quadro impressionante de coletivização das terras brasileiras.

Este livro entra no âmago da questão indígena!

Vejam no mapa o tamanho da encrenca!


Quem quer essa confusão toda para o Brasil?

Aliás, já estamos nela!

Terras indígenas = amarelo
Assentamentos = vermelho
Acampamentos da Reforma Agrária = verdes
Terras de quilombolas = azuis
Não se encontram no mapa as áreas de reservas ambientais...

Fonte do mapa: IBGE, MAPA, Conab, ABRAF, NCRA, MMA. CNA

O Conselho Indigenista Missionário, a CNBB, o governo federal, governos estrangeiros e ONGs querem fragmentar e coletivizar as terras do País. Para quê?

SOLICITE SEU EXEMPLAR AGORA. Editora Artpress, 255 páginas, ilustrado:
http://www.artpress.com.br/ De: R$ 28,70 por: R$ 25,00

(fonte: Blog GPS do Agronegócio)