quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Eugenia: fetos anencéfalos são subumanos "por excelência", afirma antropóloga
Conhecida militante pró-aborto, a antropóloga Debora Diniz (foto acima) escreveu um artigo em defesa da "interrupção seletiva da gravidez" (ISG) - tradução: assassinato de bebês por possuírem deficiências graves - no qual nos fornece as sinistras razões que há por detrás da luta pela descriminalização desse tipo de aborto.
No texto pedante e cheio de neologismos com ar pretensamente acadêmico, Debora Diniz afirma:
"Primeiramente, a anencefalia sustenta seu reinado dentre as patologias por seu caráter clínico extremo: a ausência dos hemisférios cerebrais. Mas esta, no meu entender, não é a razão suficiente para fazer dos fetos portadores de anencefalia a metáfora do movimento em prol da legitimação do aborto seletivo."
Por quê? Porque o assim chamado "aborto seletivo" visa não somente bebês com essa deficiência, mas a todos aqueles que forem caracterizados pelos abortistas como sendo subumanos. Leiam:
"A ausência dos hemisférios cerebrais, ou no linguajar comum 'a ausência de cérebro', torna o feto anencéfalo a representação do subumano por excelência."
O anencéfalo seria, então, o subumano "por excelência", deixando claro que haveria outras formas "não tão excelentes" de "subumanidade". O que seriam esses subumanos? Aqueles que logo morreriam depois de nascer ou mesmo antes do parto? Não.
"Os subumanos são aqueles que, segundo o sentido dicionarizado do termo, se encontram aquém do nível do humano. Ou, como prefere Jacquard, aqueles não aptos a compartilharem da "humanitude", a cultura dos seres humanos. Os fetos anencéfalos são, assim, alguns dentre os subumanos - os que não atingiram o patamar mínimo de desenvolvimento biológico exigido para a entrada na humanitude (...)".
Debora Diniz cita a seu favor o padre progressista "Fernando Altemeyer Junior, vigário coadjutor da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, em artigo publicado no Jornal do Brasil, em 1 de abril de 1996, que dizia o seguinte sobre o aborto seletivo em casos de anencefalia: '...Muitos moralistas católicos de renome têm se posicionado em favor desta operação cirúrgica no caso específico da anencefalia, pois não são seres humanos os frutos desta gestação e portanto não se poderia exigir desta mãe o sacrifício de uma gravidez que não pudesse oferecer vida humana a uma criança destinada a sobreviver...'." (Altemeyer F. A única exceção. Jornal do Brasil 1996, Abril 1.)
Continua a antropóloga:
"Os subumanos são aqueles para quem a vida é fadada ao "fracasso" - como considera Dworkin, um jurista liberal norte-americano estudioso do aborto - ou para quem, no mínimo, o conceito de vida não se adequa. Os subumanos são a alteridade humana extrema, aqueles não esperados pelo milagre da procriação."
Mesmo os aleijados não escapariam do "aborto seletivo":
"... Existe uma expectativa de vida muito mais ampla e é exatamente isto o que une um feto anencéfalo a um feto portador de trissomia do cromossomo vinte e um e até a fetos com ausências de membros distais como potenciais alvos da ISG. É uma idéia social de vida, respaldada, é claro, pela plenitude biológica, o que justifica grande parte das solicitações de aborto seletivo."
Como não pensar em eugenia - favorecida e "justificada" como na ditadura nazista, embora, de momento, ainda não obrigatória - lendo as afirmações acima?
Com a crescente paganização da sociedade, pululam idéias destoantes das virtudes excelsas da justiça e da caridade para com o próximo deficiente e aos poucos somos encaminhados para uma ditadura pseudo-científica e darwinista onde só aqueles que o Estado considerar como "perfeitos" terão direito à vida.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Quando a despenalização vira direito – O caso da Colômbia: caça aos anti-abortistas
A Corte Constitucional da Colômbia, em 2006, despenalizou a prática do aborto em casos de estupro, riscos à saúde da mulher e de crianças com anencefalia. Para gestantes menores de idade, ficou apenas como obstáculo a necessidade de uma “permissão judicial”.Tal despenalização foi logo entendida como um direito. E a corte passou a exigir, em 2009, que os Ministérios da Educação e Proteção Social promovessem programas educacionais para expor os assim chamados “direitos sexuais e reprodutivos”.
A sentença solicitou que se assegurasse que todas as entidades prestadoras de serviços de saúde “respeitem o direito das mulheres a abortar”. E aboliram a necessidade da “permissão judicial” para a prática do aborto em menores devido ao de fato de vários juízes, alegando o direito à objeção de consciência, se negarem outorgá-lo.
A Corte também buscou cercear o direito à objeção de Consciência nos centros médicos ao mandar o Tribunal Nacional de Ética Médica abrir investigações nos casos em que a realização do aborto seja negada.
Tais medidas foram tomadas por pressão da ONU que em 2007 pediu à representação colombiana para que liberalize ainda mais o aborto e desenvolva campanhas favoráveis a tal prática; enfim, uma maior aplicação do protocolo da “Convenção para a Eliminação de toda forma de Discriminação contra a Mulher” (CEDAW). (Cfr. Rádio Vaticano, 3/2/2007).
Despenalização e direito
Como bem observou Justo Aznar, diretor do Observatório de Bioética da Universidade Católica de Valência San Vicente Mártir, em entrevista à Zenit, “não é a mesma coisa descriminalizar um delito e exercer um direito”, pois, “tudo que é legal também é moral”. E a conseqüência disso, alerta Aznar, é que “certamente será ampliada no nosso país a ideia de que o aborto é um ato moralmente aceitável”.
Transformar tal prática em um direito é a meta do movimento pró-aborto. Primeiro os abortistas costumam sensibilizar as pessoas dizendo que também são contra o aborto, mas que a penalidade legislativa imposta não ajuda em nada, apenas coloca as mulheres na ilegalidade e dificulta qualquer possível ajuda às mesmas. “Ninguém é favorável ao aborto”, dizem eles.
Mas é só despenalizar o aborto que o discurso muda, passando, então, a ser abordado como um direito da mulher. Como se bastasse o roubo de carteiras ser despenalizado para se transformar em um direito dos trombadinhas.
Aquilo que era defendido como um mal menor, transforma-se em uma necessidade ontológica feminina de direito natural que deve ser reconhecida por todas as constituições e, muito além disso, por todas as consciências.
Considerando o aborto um “direito sexual e reprodutivo” que uma mulher pode praticar livremente sem coerção externa em nenhum sentido, compreende-se a guerra que o movimento pró-aborto desenvolve no mundo inteiro contra a objeção de consciência.
É o caso do Dr. Germán Arango Rojas que perdeu, em 2008, o direito de exercer a medicina após se negar a realizar um aborto em uma menor de idade, a pedido dos pais. A penalidade foi imposta pelo Tribunal de Ética Médica Nacional ao médico colombiano que, sem direito à defesa, foi ainda obrigado a indenizar a menor.
Liberdade para o homem enquanto "revolucionário"
E assim a inversão de valores do mundo atual chega ao seu extremo colocando na ilegalidade os que lutam pela vida indefesa.
Em seu livro Revolução e Contra-Revolução, o professor Plinio Corrêa de Oliveira expõe com precisão essa característica do liberalismo moral mais exacerbado:
“Percebe-se que o liberalismo pouco se importa com a liberdade para o bem. Só lhe interessa a liberdade para o mal. Quando no poder, ele facilmente, e até alegremente, tolhe ao bem a liberdade, em toda a medida do possível. Mas protege, favorece, prestigia, de muitas maneiras, a liberdade para o mal. No que se mostra oposto à civilização católica, que dá ao bem todo o apoio e toda a liberdade, e cerceia quanto possível o mal.
“Ora, essa liberdade para o mal é precisamente a liberdade para o homem enquanto ‘revolucionário’ em seu interior.” (Parte I, Cap VII, pág 68, Art Press, 1998)
sexta-feira, 26 de março de 2010
Outdoor na Polônia relaciona aborto com Hitler
O PNDH 3 do governo Lula apoia a legalização total do aborto no Brasil como se isso fosse "moderno", sinal de "progresso", mas assim não pensam os poloneses, cuja temática é bem velha e lembra sistemas autoritários e antinaturais.
A associação Fundacja Pro publicou, no início deste mês, na cidade de Poznan, um outdoor com a foto de Hitler ao lado de fetos abortados
Cumpre lembrar que depois da Rússia, em 1924, subjugada pelo regime comunista, a Alemanha, sob o nazismo, em 1935, foi o segundo país do mundo a legalizar o aborto. Tal prática foi imposta na Polônia em 1943 a mando de Hitler.
Os militantes pró-aborto não gostaram nada da campanha, pois os movimentos feministas – como inclusive eu ouvi em nosso [será mesmo nosso?] Congresso Nacional em uma audiência pública sobre o aborto – usavam o termo “nazista” para caracterizar quem fosse contrário ao assassinato de inocentes.
Agora que o argumento mudou de lado, Dr. Pawel Lukow, por exemplo, segundo informa Gazeta Wyborcza (8/3/2010), acha que essa campanha “é uma provocação”, “não é um argumento que faz os outros pensarem”, “um insulto contra o inimigo ideológico ou a pessoas que têm opinião diferente”.
O jornal polonês menciona ainda que o Procurador Distrital não recebeu nenhuma reclamação e que os organizadores pensam em continuar com a manifestação.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Não acredito em bruxas...
Em outubro, realizou-se na cidade de Tucumán, Argentina, o 24º Encuentro Nacional de Mujeres que, como aconteceu em suas versões anteriores, terminou com uma marcha pacífica pela cidade - sim, estou sendo irônico.
No texto de convocação encontra-se entre as bandeiras defendidas pelas feministas, como não podia deixar de ser, " los derechos sexuales y reproductivos" e "la despenalización y legalización del aborto".
Ainda na redação, elas afirmam que uma das notas desses encontros é a democracia. Bem entendido, democracia é aceitar o que elas querem, qualquer oposição é sinal de ditadura. Não aceitam nem mesmo a oposição daqueles que heroicamente rezam o terço e se interpõe entre a marcha e a Igreja para evitar pichações e atos de vandalismos contra o templo.
Veja o vídeo (até mesmo para entender o título do artigo) e algumas fotos da pacífica marcha:
Foi tão pacífica a manifestação que este opositor dormiu durante marcha, seu sono continuou no Hospital: Em nenhum momento houve qualquer provocação por parte das manifestantes: Elas roubaram um rosário dos opositores e, depois de fazerem coisas indescritíveis, o destroçaram num sinal de respeito a opinião alheia: Nem os policiais escaparam das consequências pacíficas da marcha democrática: Abaixo vê-se qual é a maneira democrática com que as participantes da marcha trataram quem a elas se opuseram: cuspiram no rosto. Outra manifestação democrática e pacífica: pichar nas roupas dos opositores e desenhar bigodes no rosto deles: |
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Margaret Sanger, modelo das abortistas
À direita: personagem de Mariana Ximenes que reproduz a última tendência da feminista andrógina magérrima. Você conhece alguém assim?
Margaret Sanger: modelo das abortistas
Luciana Lachance
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Margaret Sanger é a típica personalidade que é dificilmente citada diretamente – a maioria das pessoas que continua o seu trabalho finge ignorá-la ou alega que é perfeitamente possível dissociá-la do ativismo abortista de hoje, ou ainda mais incrivelmente, desconhece quem ela seja. Neste artigo, mostraremos que não apenas a possibilidade de apagá-la da causa pró-choice está fadada ao fracasso, como os argumentos de Sanger continuam sendo utilizados pela massa abortista, que atualmente chama a si mesma de “movimento pela despenalização do aborto”.
Quem foi Margareth Sanger
Para entender quem foi Margaret Sanger, voltemos nossa atenção para um dos principais argumentos das femi-abortistas de hoje: “É necessário que a mulher pobre, que não tem condição de dar uma vida digna a seu filho, tenha direito a fazer o aborto, pois isso é uma opressão da mulher, etc, etc.” De onde vem esse famoso argumento que procura, com tanto afinco, assegurar o aborto a essa mulher – pobre, como dizem? Ora, deixemos que Margaret Sanger responda essa pergunta, com suas próprias palavras, antes de traçarmos uma brevíssima biografia:
“[os habitantes dos bairros pobres] que, devido a sua natureza animal, reproduzem-se como coelhos e logo poderiam ultrapassar os limites de seus bairros ou de seus territórios, e contaminar então os melhores elementos da sociedade com doenças e genes inferiores" (Margaret Sanger, The Pivot of Civilization, pág.80 & 179.
“Mais nascimentos entre as pessoas aptas e menos entre as não aptas, esse é o principal objetivo do controle da natalidade” (Birth Control Review, 1919)
Agora que deixamos os fatos falarem por si mesmos, podemos apresentar esta mulher: criadora da American Birth Control League, que tornou-se a famosa Planned Parenthood, Margaret foi uma eugenista e ativista feminista atuante sobretudo a partir dos anos de 1910, até a sua morte, em 1966, que dedicou sua existência a promover o controle da natalidade, uso de contraceptivos, propagar a promiscuidade (sendo ela mesma grande exemplo disso) e criar toda a indústria responsável pela propagação do aborto hoje no mundo, incluindo o mérito de conseguir os principais financiadores dessa máquina da morte: Ford, Rockeffeler e Mellon. Racista, Margaret também foi co-responsável pelo programa de purificação racial da Alemanha Nazista, que incluía esterilização (para pessoas consideradas “reprodutores inferiores”), eutanásia e seleção artificial. Sabemos que é justamente a norte-americana Planned Parenthood a maior responsável por abortos no mundo, graças ao rico financiamento que recebe todos os anos das mesmas indústrias citadas, além de uma série de outras. Isto é particularmente interessante, se pensarmos que num país como os Estados Unidos, com média de população negra em torno de 11%, temos o percentual de quase 40% de abortos realizados por mulheres negras, de todos os lá cometidos. Como vimos, não é mera coincidência. Margaret Sanger, desde o início, por sua ideologia feminista/eugenista, sempre propagou o aborto para a população negra – que considerava incapacitada e burra – resultando no que conhecemos hoje como o sentimentalismo do discurso da mulher pobre, que “não pode criar o filho por falta de recursos”. Obviamente não se trata disso. O discurso, que já não pode ser propagado com a mesma clareza de Sanger, foi gradativamente suavizado, não mais declaradamente eugenista aos moldes da época, mas certamente eugenista por sua segregação: aborto para mulheres que supostamente não tem condições de criar seus filhos (fatalmente atingindo sempre a população negra de cada país, imigrantes, etc), aborto para crianças deficientes (sempre o ideal eugenista), aborto em todos os casos.
Por fim, demos uma última olhada na foto que abriu este artigo, e notemos como a feminista de nossos dias em tudo tem a ver com tipos como Margaret Sanger: elas não mudam, nem por fora, nem por dentro; há apenas uma atualização de imagem e de discurso, conforme a moda. Elas são iguais, e atualmente conservam-se andróginas, geralmente envolvidas em causas ambientalistas ridículas como veganismo e cultura animal (afinal, é preciso ter uma religião, e o ecologismo é a nova religião dos revolucionários, como outrora foi a Teosofia de Sanger), defendem o homossexualismo e toda espécie de causa do momento. São assim há anos, e julgam sempre ser as diferentes do seu meio.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
PRÓ-CHOICE: Falsa 3ª Via na Era do Eufemismo
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Numa época em que o aluno deficiente é chamado de “portador de necessidades especiais”, o negro de “afro-descendente” e o gay de “homo afetivo”, o termo “pró-choice” serve como eufemismo para suavizar posicionamentos tidos como violentos ou que apresentam resistência para serem assimilados. Tomemos como exemplo a questão do aborto. Embora seja óbvio que existam apenas dois posicionamentos – ou se é contra ou a favor dessa prática – os pró-choice se apresentam como uma terceira via na discussão, uma espécie de caminho conciliador entre as duas posições tradicionais. Reivindicam que cabe apenas às mulheres decidirem se abortam ou não – e embora para muitos a questão se encerre em descriminalizar o aborto, este é apenas o primeiro impulso discursivo – para os países, como o Brasil, em que o aborto é crime. Como a maior parte desse tipo de organização pró-choice abortista se encontra em países em que a prática é legalizada, o grande trabalho dessas pessoas consiste em exportar a ideologia para países de terceiro mundo (onde o argumento da mulher-pobre é sensibilizante e interessa à sociedade que vê na família numerosa das pessoas de baixa renda a maior causa das mazelas sociais) e em oferecer “suporte” para que mulheres de seus países se libertem da culpa ou do trauma que o aborto, invariavelmente, traz consigo.
Dessa forma, fica evidente que não existe um terceiro caminho, mas a adoção de um discurso gradual, que procura resolver por partes a resistência que as pessoas têm aos atos de violência propostos. Num primeiro momento, é primordial que se garanta à mulher o direito ao aborto, para retirá-la da “marginalidade”. No segundo, quando o Estado garante e toda a sociedade financia a prática, esta mulher é persuadida à interromper a gravidez - ou, nos países em que não há restrição alguma, a praticar o infanticídio e autorizar aos médicos que sufoquem ou estrangulem seus bebês (isto é bastante recorrente nos abortos praticados em gestações entre cinco e nove meses). Trata-se da mesma ideologia abortista desde o início - não existe qualquer movimento novo ou uma diferente perspectiva, embora o pró-choice possa ser visto em duas categorias: os moderados e os radicais. Os moderados defendem que a mulher possa escolher o aborto em casos de estupro, risco para a mãe ou para criança; os radicais defendem a escolha pelo aborto em qualquer situação. Uma vez cooptados, os moderados tendem ao radicalismo, pois todo e qualquer problema que a mulher alega torna-se relevante. A idéia não é fazer a sociedade aceitar que uma mulher aparentemente insensível e independente tire o filho por indisposição à maternidade, mas tornar qualquer indisposição à maternidade uma patologia amparada e solucionada pelo aborto.
O aborto, é claro, é apenas um dos pontos que interessam aos movimentos pró-choice dessa categoria. É o ponto principal, sem dúvida, pois é a violência extrema, quando dois corpos (o da mulher e da criança) são violentados; os restos fetais, o útero e o órgão sexual invadido resultam dessa escolha. A violência permitida ao outro – dada e oferecida ao outro como direito – se materializa e se transforma em cada feto abortado, em cada mulher mutilada, em cada criança entregue ao estupro nas discussões de teóricos queer sobre o consentimento do sexo para os inocentes, em cada momento onde o ser humano defeituoso é retirado do útero, com a desculpa de que se trata da saúde do feto. Os outros pontos de interesse envolvem a “saúde reprodutiva” da mulher – aulas de educação sexual para crianças, métodos contraceptivos – todos os que envolvem o controle de natalidade, que por definição é eugênico em sua natureza.
sábado, 7 de março de 2009
GRÁVIDA DE GÊMEOS EM ALAGOINHA - O lado que a imprensa deixou de contar
Por Pe. Edson
Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.
O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um “encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato”. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.
No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.
Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado “alguns papéis por lá”. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.
Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que “ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus”.
Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.
Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.
Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em “embriões” e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque “a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças”, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.
Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história. O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido. Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez.
Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina formos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança. Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas.
Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento “estava havendo troca de plantão de enfermagem”. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.
No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa. Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai?
Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha.
Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.
Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.
Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. “Vinde a mim as crianças”, disse Jesus. E é com a palavra desde mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo, 10,10). Nisso cremos, nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre. Acima de tudo, a Vida!
Pe. Edson Rodrigues
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Como a Fundação Ford criou os estudos da mulher
Como a Fundação Ford criou os estudos da mulher
por Kimberly Schuld em 08 de fevereiro de 2006
[Artigo originalmente publicado no FrontPage Magazine]
Susan M. Hartmann, professora de estudos da mulher e autora feminista, considera a FF como sendo uma força substancial que criou o movimento feminista. Na verdade, o apoio da FF a estudos da mulher e causas feministas é tão extenso que não pode ser resumido em um artigo dessa extensão. É seguro dizer que, sem a FF, o feminismo não teria tido sucesso em ganhar um apoio tão grande nas universidades e, por extensão, na política.
A FF não apenas apóia a esquerda e derrama dinheiro para os seus seguidores. Ela tem se engajado ativamente desde os anos de 1960 em criar inteiramente novas áreas de pesquisa e ativismo político. Quando perguntada como ela media o sucesso dos apoios, a presidente da FF, Susan Berresford, respondeu que há três medidas utilizadas por ela e “a principal é quando a FF auxilia pessoas a construir um campo inteiro do conhecimento – demografia no passado, estudos da mulher mais recentemente”.
Em 1971, um grupo de feministas abordou o então presidente da FF, McGeorge Bundy, pedindo que ele se envolvesse no movimento feminista da mesma maneira que havia se comprometido no movimento de direitos civis, de modo totalmente fictício. O resultado dessas discussões foi um projeto completo para financiar um pequeno número de organizações de advocacia para mulher, e também para criar um campo inteiramente novo dentro da academia conhecido com “Estudos da Mulher”. Em 1972, a FF anunciou o primeiro $1 milhão em um programa para “dissertação de pesquisa sobre o papel da mulher na sociedade e estudos da mulher em sentido amplo”. Um artigo de Heather MacDonald noticiou que esses programas receberam $36 milhões entre 1972-1992 da FF e de outras.
Nos anos de 1980, sob a direção do presidente Franklin Thomas, o foco de gênero foi colocado em todos os apoios e os analistas dos programas foram instruídos a examinar cada uma das propostas a partir de sua componente de gênero. Isso guiou o financiamento de estudos da mulher e outros empreendimentos feministas, partindo de uma categoria de apoio específica da mulher, para todas outras categorias de auxílio. Em 1985, a FF estabeleceu o Women’s Program Forum, um consórcio de doadores e executivos da FF com a tarefa de acompanhar de perto as decisões feitas mundialmente em benefício dos assuntos da mulher.
A criação da Campus Diversity Initiative em 1990 colocou a FF na direção da mudança curricular. Os financiamentos dados a essa categoria são direcionados a programas e departamentos sexualmente específicos em adição a outros grupos identificados como vítimas. Obviamente, “sexualmente específico” realmente significa estudos da mulher – nenhum executivo da FF jamais consideraria que estudantes homens brancos necessitem de algo além de “treinamento da sensibilidade”. A FF busca ativamente transformar os currículos para impor a ideologia feminista sobre todas as áreas de estudo, incluindo as hard sciences. Não somente a FF criou os estudos Afro-Americanos (inicialmente Black studies) e estudos da mulher, mas também liderou um movimento seguido por todas as fundações denominado “transformação curricular”. Este movimento busca injetar raça, gênero e consciência sexual em toda disciplina acadêmica e departamento. Ele deu origem a cursos que, por exemplo, estudaram a misoginia na Nona Sinfonia de Beethoven e os modos femininos de analisar o metabolismo celular. O conceito é de que toda disciplina, toda função administrativa e toda pedagogia foi projetada por um patriarcado opressivo e deve ser reformada.
É complicado o rastreamento dos financiamentos de estudos da mulher porque os cheques são direcionados às universidades e não aos programas individuais. A FF é a maior doadora da National Women’s Studies Association sediada na Universidade de Maryland; A Universidade de Rutgers é donatária freqüente do dinheiro da FF para estudos da mulher; O Smith College recebeu $259.000 em 2003 para preservação do arquivo dos trabalhos reunidos de Gloria Steinem e para um projeto de história oral sobre feminismo e posterior desenvolvimento de uma coleção sobre o assunto; Outras favoritas em estudos da mulher de 2003 foram a Universidade do Arizona, de Michigan, de Wisconsin em Madison, de Minnesota, Wellesley, Radcliffe (que possui três centros de estudos da mulher) e Harvard. Mais recentemente, a FF foi instrumental em estabelecer um programa desse tipo em universidades historicamente negras, Spelman e Edgar Mevers guiando o caminho. Combinar estudos da mulher com estudos étnicos é uma tentativa de solidificar sua posição no âmbito da diversidade. Em 1995, a FF doou $250.000 à Universidade de Maryland para um seminário de três anos abordando “Os significados e representações da mulher negra e o trabalho” que foi co-guiado pelo diretor do programa de estudos da mulher e diretor do programa de estudos Afro-Americanos.
Por que se preocupar?
“Chiliques e terapia coletiva são mais a regra do que exceção no feminismo acadêmico. No ano passado, em um encontro de diretores dos programas de estudos da mulher, todos se deram as mãos para formar um ‘círculo de cura’. Eles também assumem a pose de árvores experimentando enraizamento e tranqüilidade. Testemunhos de vítimas e rituais de cura New Age rotineiramente tumultuam as leituras de artigos acadêmicos nas conferências da NWSA. De aproximadamente 100 workshops e palestras nos encontros em Austin, contei não mais de 16 que podem muito generosamente serem chamados de eruditos”.
Cursos de estudos da mulher são projetados para compelir estudantes a adquirir novas revelações e colocá-las a serviço da política. Daphne Patai, outrora professora de assuntos da mulher, enfatizou a evidência convincente de que a batalha para retomar nossas universidades deve ser empenhada e vencida. Ela escreve em seu livro Heterophobia:
“minhas próprias observações de estudantes em aulas de estudos da mulher levaram-me a acreditar que anos de exposição às táticas de amedrontamento promovidas pelas feministas tiveram sucesso em imbuir muitas mulheres jovens do pressentimento de estar sob constante ameaça de homens predadores”.
A FF tem assim triturado não somente a Academia, mas vidas de mulheres jovens vítimas da esperteza de professoras feministas. Por causa de seus recursos imensos, não podemos contar com sua reforma ou mudanças nas direções políticas em resposta à opinião pública americana. O foco de luz deve ser apontado para ela de modo que todos os contribuintes que financiam as universidades públicas e pais que pagam instrução possam tomar decisões informados sobre a cultura a que eles querem que seus estudantes se submetam. O capitalismo que erigiu a fortuna da Ford e agora é tão desprezado por ela deveria ser utilizado para afastá-la de nossas escolas.
domingo, 16 de novembro de 2008
Eloá: feminicídio ou cultura de morte?
Tentarei tecer algumas reflexões sobre o assunto nas linhas que se seguem.
É incrível como as pessoas não conseguem reconhecer na realidade as consequências de suas próprias ações. Tratar o caso Eloá como feminicídio é uma postura no mínimo pouco reflexiva.
O que a televisão nos mostrou por 100 horas foi um resumo da cultura de morte instalada em nossa sociedade. Foi uma das faces da idade de trevas em que vivemos, como nos mostra o filme "A era da inocência" cujo nome original em francês é: L'Âge des ténèbres. E aqui não podemos deixar de dizer que a ideologia feminista tem uma colaboração considerável. Basta olharmos como elas defendem o infanticídio através da discriminalização do aborto, como elas se unem a Nietzche para decretarem a morte de Deus através da perseguição às religiões, sobretudo à Igreja Católica.
Este desastre que assistimos é a consequência de um mundo que se afasta Daquele que dá à vida um sentido e um destino. Como nos ensina Santo Irineu "A glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus". Qual seria então o destino daqueles que desejam ofuscar a glória de Deus, senão a morte?
O que vemos neste caso, mais do que vítimas e agressores, mais do que um "crime do patriarcado" é uma sociedade inteira vitimizada por uma cultura que quer matar os nascituros, os inválidos, os anencéfalos, os idosos. E porque este desprezo pela vida? A resposta não pode ser outra senão o fato de estarmos privando o homem daquilo que é próprio da sua natureza: a relação direta com Deus, a sede de infinito. Todas as vezes na história em que esta característica humana foi desprezada a consequência foi a morte. Só o comunismo matou em 80 anos 105 milhões, o nazismo matou 6 milhões.
Na Austrália, onde a ideologia feminista, usando da mentira, conseguiu discriminalizar o aborto, morrem por ano cerca de 100 mil crianças, 50% delas do sexo feminino, por conta da "free choice" (livre escolha) de suas mães. Isso sim é um feminicídio... Agora eu faço uma pergunta a Maria da Penha e Maria Dolores? Em uma sociedade que dá à mãe o direito de matar os seus filhos o que impediria um jovem de matar a namorada? O que impediria um pai e uma madrasta de jogarem uma criança pela janela?
Entretanto, não podemos nos conformar com o estado das coisas; como nos ensina São Paulo, cuja vida recordamos neste ano, não podemos nos conformar com este mundo, mas sim transformar-nos pela renovação do nosso espírito para podermos discernir o que é bom (cf. Rm 12,2). Existe um caminho a percorrer e é o AMOR. Só ele é capaz de vencer a morte.
domingo, 7 de setembro de 2008
A aberração dos outros
Depoimento do Dr. Bernard Nathanson, antigamente conhecido como “doutor-aborto”, que ajudou a implementar o aborto legal nos Eua e conta as mentiras e estratégias utilizadas pelos pró-abortistas:
http://www.providafamilia.org.br/site/secoes_detalhes.php?sc=52&id=308
Sobre os dados oficiais do DATASUS para morte materna no Brasil e a discrepância com os dados fornecidos pelos abortistas:
http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo583.shtml
Nesse Blog, veja alguns métodos de aborto:
http://acarajeconservador.blogspot.com/2008/08/querem-que-o-brasil-tenha-pena-de-morte.html
A ABERRAÇÃO DOS OUTROS
por Luciana Lachance
Ruth de Aquino, redatora-chefe da revista Época, é mais uma mulher interessada em propalar os absurdos números de abortos imaginários realizados no Brasil: exatos 1 milhão e 54 mil, segundo fonte nunca revelada, pois isso não passa de estatística fraudulenta, número sorteado à deriva com o intuito de impressionar as pessoas e induzi-las a acreditar que o país atravessa uma epidemia. Em artigo comentando o filme “O aborto dos outros” (Carla Gallo, 2007), Aquino lamenta que tantas mulheres sejam presas pela prática - e que estas, as detidas, “são todas pobres” (sic). A redatora coloca no texto que “cerca de 250 mil sofrem complicações em abortos clandestinos”(dados para o Brasil) e que, segundo ginecologista entrevistado no filme, “70 mil mulheres morrem por ano no mundo em decorrência de abortos inseguros”, o que totalizaria, ainda segundo ela, 1 mulher a cada 7 minutos. Todos os números de seu curto artigo entram em contradição – o interessante é vê-la fazendo um apelo em favor das “sobreviventes” que são injustamente detidas por terem infringido a lei e não mencionar os não-sobreviventes, ou seja, os fetos abortados. O ministro da saúde, José Gomes Temporão, divulga que cerca de 50 mil mulheres morrem por ano apenas no Brasil – e esse mesmo número é também usado pelas mesmas pessoas que defendem e atestam a estatística usada no documentário supracitado, o que, obviamente entra em conflito, do que decorre:
1) Se há 70 mil mortes por aborto no mundo e há 50 mil no Brasil, nós somos os responsáveis por cerca de 70% dessas mortes.
2) Se há 70 mil mortes por aborto no mundo, e exclui-se os dados do ministro José Temporão, levando-se em conta que o planeta tem aproximadamente 200 países, a média puramente matemática, sem levar em conta o número de habitantes de cada local, é de 350 mortes maternas por país.
O documentário pretende “denunciar” a situação do aborto no Brasil, unicamente com o objetivo de legalizar essa prática por meio do sensacionalismo barato e de apelo sentimentalóide, mostrando o sofrimento das mulheres “no momento delicado em que elas decidem não ter o filho”. No mais apelativo deles, uma garota de 13 anos, grávida após sofrer um estupro, abre o filme entrecortado por depoimentos de juízes e médicos a favor da descriminalização do aborto – em caso de estupro, aliás, a legislação brasileira permite a interrupção, o que torna desnecessária a presença de um caso onde a mulher é violentada, num filme que pretende discutir “a hipocrisia” do aborto ser visto como um crime. A diretora do documentário afirma ser esta uma decisão feminina, uma vez que os homens são ausentes e não aparecem acompanhando as mulheres no momento do aborto. Os documentários em geral que mostram casos de mulheres que resolvem abortar sempre as mostram sozinhas – a extensa maioria delas não é casada e a gravidez foi fruto de um relacionamento que fracassou, de curta duração, extraconjugal, ou elas tiveram vários parceiros ao mesmo tempo, de modo que nem mesmo são capazes de afirmar a paternidade da criança. São mulheres que em sua maioria iniciaram a vida sexual muito cedo, e que, mesmo conscientes dos métodos anticoncepcionais, se descuidaram e terminaram com a gravidez indesejada. São garotas que, a exemplo de outro documentário, “Meninas”(Sandra Werneck, 2005), têm um comportamento anacrônico para a idade (a maioria entre 13 e 15 anos) e todas são exemplos de gravidez precoce, se relacionam com traficantes - duas delas grávidas do mesmo adolescente. Não é de se estranhar, se tratando de uma sociedade que incentiva cada vez mais o sexo, onde os valores são deturpados e a permissividade predomina no consciente coletivo.
Confesso que me interessei ao ver o título do documentário, “O aborto dos outros”. Achei que finalmente teríamos um documentário em que a realidade do Brasil - tão deturpada pelos pró-abortistas – fosse contrastada com a realidade do aborto no mundo, a exemplo da violência imposta às mulheres que vivem em países comunistas como a China e a Coréia do Norte, onde elas são obrigadas a abortar em massa; ou que o mesmo denunciasse a questão dos abortos feitos em crianças com síndrome de down no EUA, onde a prática é legalizada e quase não nascem mais crianças com esta deficiência; que também escancarasse o que ocorre na Índia, onde o número de bebês do sexo feminino nascidos é cada vez menor, assim como na China, pois são abortados. E que, ao final de tudo isso, proporcionasse uma reflexão sobre o que realmente significa a descriminalização do aborto, o que isto significou em outros países e fizesse, no mínimo, um breve histórico sobre essa prática execrável, sua investida de legalização relacionada com o comunismo da URSS e o nazismo, e principalmente desmascarasse a propaganda exacerbada do nosso governo interessado em passar por cima da opinião majoritária do país – contrária a legalização. A aberração dos outros não foi contada; a aberração é nossa.
Link para o artigo de Ruth de Aquino:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83020-9554-517,00-O+ABORTO+DOS+OUTROS.html







