terça-feira, 2 de setembro de 2008

Reflexão: Pedras portuguesas e Idiotas Úteis

“Enquanto em Dubai se constroe um prédio no formato do Pão de Açúcar, em Salvador se discute as pedras portuguesas da Barra.”
Patrick Laurent, meu colega

Essa frase resume com grande precisão um certo ethos, um espírito que norteia a mentalidade brasileira. Por essas bandas existe um simplismo tamanho, uma tentativa de estagnar o desenvolvimento e empacar o progresso. Na verdade a justiça me obriga a dizer que essa forma de agir não se resume ao nosso país, bom seria se fosse, mas tem sua influência presente em grande parte do globo.

Alguns marxistas não concordam com essa abordagem que fazem de Gramsci, mas de uma forma ou de outra o teórico italiano foi de extrema visão, quase profético, ao perceber a necessidade de uma mudança de método, uma transformação no modo de agir, uma modernização do discurso revolucionário adaptando-se às realidade ocidentais. O foco tornou-se a derrubada dos pilares que sustentavam a nossa civilização; a filosofia grega, o direito romano e a moral cristã. Posteriormente, de forma também brilhante, a Escola de Frankfurt, principalmente com Marcuse, selou uma das uniões mais frutíferas do séc. XX; o casamento de Marx com Freud. Pronto, estava sendimentada as novas estruturas do modo de ser do ocidental médio.

Os movimentos de esquerda adotaram um discurso muito mais conciliatório, não menos comunista, sendo que nas suas fileiras internas ainda se debatia com franqueza os projetos revolucionários e/ou a utilização de certos meios para conquistar certos fins. Desse modo, os partidos socialistas, e agora socializantes, aliaram-se, para não dizer aliciaram, àquelas tendências sociais marginalizadas, aderindo a um discurso reparatório, igualitarista, como fachada para a manobra das massas, fachada para o fortalecimento do Estado através dessas causas; homossexual, femina, negra, minorias étnicas, ambiental etc. Não mais se falava em pegar em armas, levantar barreiras e incendiar pneus de carros nas ruas, agora a palavra de ordem era se aliar ao lobby gayzista, feminista e por aí vai. Só uma observação, se engana, e se engana de verde-e-amarelo, quem acha que esse conluio se resumia aos países subdesenvolvidos, muitíssimo ao contrário, tudo isso começou no Velho Continente, na “vanguarda” da Europa, depois foi para os EUA onde ganhou o apoio de grandes Fundações, como a Ford e Rockfeller, e supercapitalistas como George Soros. Isso mesmo, quem financia o aborto, movimentos sociais rurais, esses como forte apoio da União Européia e Coroa Britânica, ecochatos, Forum Social Mundial (o encontro esquerdista que movimenta todo estudante que sonha com momentos idílicos de pura “consciência coletiva”) etc, são multimilionários “servos do capital”, não bons samaritanos que juntam um dinheirinho suado para financiar causas socias. Ainda vale lembrar das O(N)Gs, que de Não-Governamentais só tem o nome, que servem como braços do governo e de agitadores das massas, com o único fim de desestabilizar a sociedade (e gastar o dinheiro do povo, ou quem você acha que financia esse oba-oba?) abrindo as brechas para a instauração de políticas socializantes.

Como disse meu grande colega Patrick, nós nos preocupamos com pedras portuguesas (quem mandou ideologizar políticas culturais? Até pedra portuguesa fabricada em escala industrial virou causal social) porque somos doutrinados para isso, educados para pensar baixo, acatar e obedecer, não perceber o quanto estamos sendo ludibriados e vivendo um grande engodo, onde todos esses movimentos (ditos) sociais só servem como joguetes, idiotas úteis, para a restrição de liberdade e engrandecimento do Estado. A democracia caminha para virar uma farsa, uma grande mentira onde os atores já foram escolhidos.

Pedro Ravazzano

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