Em passagem por Salvador, a caravana Terra de Santa Cruz fez uma bela campanha na Praça da Sé recolhendo assinaturas contra o PNDH-3 que visa, entre outras coisas, descriminalizar o aborto e legalizar o "casamento" homossexual.
Logo no inicio, o GGB (Grupo Gay da Bahia) com a presença de seu presidente e fundador Luiz Mott - mentor e articulador do PL 122/2006 (a "lei da homofobia") - que fazia uma manifestação na mesma praça, se posicionou em frente aos jovens para contrarrestar a campanha, mas sem sucesso, como mostra o vídeo abaixo.
Minutos depois, chegou um carro do jornal A Tarde que tirou fotos da campanha, mas apenas entrevistou alguns dos homossexuais. No outro dia, o diário soteropolitano noticiava a manifestação dos homossexuais e nenhuma única menção a ordeira campanha do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.
Depois do vídeo, transcreverei a carta que enviei ao jornal A Tarde em protesto pela parcialidade ridícula.
[Carta ao jornal A Tarde, não publicada)
Salvador, 29 de Janeiro de 2011
Prezado Sr. Editor,
Há tempos eu temia uma das metas do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) que visava controlar a imprensa em nossa pátria, mas agora vejo que minha preocupação é em vão, pois parece que a mesma já se encontra controlada. Ontem na Praça da Sé havia uma manifestação de jovens com faixas e bandeiras protestando contra o PNDH-3. Havia também estacionado na rua o carro de A Tarde e um fotógrafo de vocês registrando o evento, mas hoje ao ler vosso jornal, nada encontro sobre isso, somente uma matéria a respeito da manifestação do GGB onde nem sequer há uma menção aos jovens contrários ao PNDH-3. O que é isso? Censura? A imprensa já se encontra controlada?
A mídia anunciou que a Argentina se tornou o primeiro país na América Latina a aprovar a união civil entre pessoas do mesmo sexo - mas esqueceu de esclarecer que esta decisão não foi de forma alguma aprovada pelo povo. Da maneira como é colocada, parece ser a Argentina um país mais liberal que os outros, como se por lá é que andasse a falsa maior parada gay do mundo, como se os torcedores brasileiros tivessem razão nas suas ofensas contra os hermanos. Mas ao contrário disso, o povo argentino foi apenas ignorado, enquanto uns poucos atropelam a democracia para fazer valer suas vontades, não respeitam sequer quem os elegeram.
Milhares de argentinos foram protestar na frente do Congresso, e dizer não à essa aprovação absurda, como se uma lei pudesse igualar o matrimônio (que só pode existir entre um homem e uma mulher) e a estéril união homossexual.
A união homossexual não pode ser reconhecida pela lei civil
Nada há de mais contraditório em aceitar a união homossexual: os militantes defendem que os casais gays podem levar uma vida estável, e por isso poderiam gozar dos mesmos direitos civis que os casais heterossexuais. Em primeiro lugar, não se pode acreditar nesta opinião do movimento gay, ao mesmo tempo que este mesmo movimento ridiculariza e destrói a instituição familiar, publicando toda espécie de cartilhas contra a "heteronormatividade" e o chamado "modelo patriarcal"´. Em segundo, não se pode chamar de união estável duas pessoas que praticam o amor livre, e dizem morar sobre o mesmo teto. A relação homossexual é transgressora de todos os padrões estabelecidos, e pela mesma razão não pode oferecer aos filhos da sociedade uma educação que continue a existência da mesma. O estado está legitimando a própria ruína quando reconhece que casais gays podem reclamar os direitos matrimoniais ou adotar crianças.
A sociedade deve a sua sobrevivência à família fundada sobre o matrimônio.¹ A união homossexual não produz fruto algum, pois é estéril por sua própria concepção, e como apontou o Pe.Paulo Ricardo na sua homilia contra o PNDH-3, só produz excrementos. Todo indivíduo homossexual deve sua existência à uma relação heterossexual - a existência gay no mundo é solitária, sem continuidade nas gerações vindouras, interrompe a árvore genealógica e não pode construir nada que sua própria descendência possa dar continuidade. Não se trata, portanto, de reclamar apenas a anti-naturalidade da relação homossexual, mas é preciso também chamar atenção para o fato de que toda a sociedade perde, em patrimônio, reconhecendo civilmente a união gay.
Quando o Estado se propõe a oferecer ao casal homossexual os mesmos direitos civis, está também se propondo a pagar muito caro por estes direitos. O divórcio já trouxe em si prejuízos irreparáveis para a sociedade, mas nada se compara a custear uma relação que já nasce fadada ao fracasso, que já anuncia que nenhum retorno será possível para a sociedade. Até mesmo os resultados de quaisquer esforços profissionais dos indíviduos homossexuais dependem dos frutos alheios, uma vez que sendo homossexual a pessoa nega a si mesma o direito de propagar a vida, e todo o investimento que por ventura tenha feito para os bens sociais, morre com ela. Se atualmente a sociedade pode contar com sólidos investimentos comerciais e empresariais, tudo isso depende e dependerá sempre da instituição familiar, que de geração em geração garante a continuidade dos mesmos. Reconhecer a união homossexual é uma atitude tipicamente esquerdista e liberal, pois sua ideologia busca justamente suprimir a família e o direito a propriedade privada - eles querem acabar definitivamente com estes valores porque sabem que somente assim poderão implantar a cruel ditadura comunista. Atualmente, a maneira mais rápida de acabar com a família é favorecer em tudo os interesses homossexuais e o aborto.
Nota
¹ Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais - Congregação para a doutrina da fé. 03 de junho de 2003
Os jovens católicos dos Fundadores estão em Caravana agora contra o Aborto e o PNDH-3, percorrendo em três vans várias cidades desse Brasil, sacrificando as suas férias para lutar contra esses males!
Eles irão alertar a população de cada cidade, batendo de porta em porta, fazendo atos públicos nas ruas - tudo em suma para contribuir para a informação que todos precisam para se defender e enfrentar os projetos do nosso terrível governo, para que as medidas anti-católicas não sejam implantadas no nosso país.
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O PNDH 3 do governo Lula apoia a legalização total do aborto no Brasil como se isso fosse "moderno", sinal de "progresso", mas assim não pensam os poloneses, cuja temática é bem velha e lembra sistemas autoritários e antinaturais.
A associação Fundacja Pro publicou, no início deste mês, na cidade de Poznan, um outdoor com a foto de Hitler ao lado de fetos abortados
Cumpre lembrar que depois da Rússia, em 1924, subjugada pelo regime comunista, a Alemanha, sob o nazismo, em 1935, foi o segundo país do mundo a legalizar o aborto. Tal prática foi imposta na Polônia em 1943 a mando de Hitler.
Os militantes pró-aborto não gostaram nada da campanha, pois os movimentos feministas – como inclusive eu ouvi em nosso [será mesmo nosso?] Congresso Nacional em uma audiência pública sobre o aborto – usavam o termo “nazista” para caracterizar quem fosse contrário ao assassinato de inocentes.
Agora que o argumento mudou de lado, Dr. Pawel Lukow, por exemplo, segundo informa Gazeta Wyborcza (8/3/2010), acha que essa campanha “é uma provocação”, “não é um argumento que faz os outros pensarem”, “um insulto contra o inimigo ideológico ou a pessoas que têm opinião diferente”.
O jornal polonês menciona ainda que o Procurador Distrital não recebeu nenhuma reclamação e que os organizadores pensam em continuar com a manifestação.