Nas conversas de bar, de elevador, nos “debates” das “universidades”, nas reuniões de igrejas, etc, sempre há aquela conversa na qual se expõe a “condição brasileira”, mazelas que geralmente são finalizadas por um discurso pretensamente desmistificador no qual se apresentam vantagens, qualidades, dotes de pessoas e ou instituições brasileiras.
O desmistificador - do tipo “eu sou brasileiro e não desisto nunca”- apresenta fatos, casos, ou seja lá o que for, com o objetivo de demonstrar a capacidade, a potência da majestosa, mas republicana nação brasileira.
O que para mim é curioso é que na maioria das vezes, não digo sempre, tais alocuções não passam de elogios à ilusão.
No ano passado o Brasil inteiro viu pela televisão a publicidade em torno do petróleo. Trata-se do “petróleo auto sustentável”. Muitos estatolatras vibraram com a empresa pública que garantiu a independência brasileira em relação ao petróleo estrangeiro.
O que a maioria deles não sabe é que o Brasil alcançou tal “triunfo” pelo simples fato de que a economia brasileira não cresceu. Na verdade não cresceu o quanto poderia, e como conseqüência consumiu menos energia. Enfim, estavam a comemorar a falta de crescimento da economia brasileira
Outro exemplo clássico é o dos acadêmicos: cientistas, sociólogos entre outros que estudaram ou estudam em grandes universidades: Oxford, Harvard, Sorbonne e etc. Para eles deve ser ótimo, mas o fato é que não se pode considerar tais exemplos como símbolos da arrancada tupiniquim rumo ao primeiro mundo.
Em primeiro lugar o fato de alguns acadêmicos estudarem nas maiores universidades do mundo revela que as “melhores” universidades do mundo, como é óbvio, não situam-se no Brasil. Em segundo lugar: a presença destes no mundo acadêmico da elite internacional é prova de que nos EUA, na Europa Ocidental, no Japão se estuda o Brasil, a América Latina; se estuda o Terceiro Mundo e seus problemas, por isso aquelas pessoas são peças indispensáveis. Enquanto no Brasil nós estudamos o que?
Não quero dizer que só temos problemas, mas quando elogiarmos algo, que elogiemos uma coisa que mereça sê-lo. Não devemos criar odes às ilusões.
Vinícius Mascarenhas
O desmistificador - do tipo “eu sou brasileiro e não desisto nunca”- apresenta fatos, casos, ou seja lá o que for, com o objetivo de demonstrar a capacidade, a potência da majestosa, mas republicana nação brasileira.
O que para mim é curioso é que na maioria das vezes, não digo sempre, tais alocuções não passam de elogios à ilusão.
No ano passado o Brasil inteiro viu pela televisão a publicidade em torno do petróleo. Trata-se do “petróleo auto sustentável”. Muitos estatolatras vibraram com a empresa pública que garantiu a independência brasileira em relação ao petróleo estrangeiro.
O que a maioria deles não sabe é que o Brasil alcançou tal “triunfo” pelo simples fato de que a economia brasileira não cresceu. Na verdade não cresceu o quanto poderia, e como conseqüência consumiu menos energia. Enfim, estavam a comemorar a falta de crescimento da economia brasileira
Outro exemplo clássico é o dos acadêmicos: cientistas, sociólogos entre outros que estudaram ou estudam em grandes universidades: Oxford, Harvard, Sorbonne e etc. Para eles deve ser ótimo, mas o fato é que não se pode considerar tais exemplos como símbolos da arrancada tupiniquim rumo ao primeiro mundo.
Em primeiro lugar o fato de alguns acadêmicos estudarem nas maiores universidades do mundo revela que as “melhores” universidades do mundo, como é óbvio, não situam-se no Brasil. Em segundo lugar: a presença destes no mundo acadêmico da elite internacional é prova de que nos EUA, na Europa Ocidental, no Japão se estuda o Brasil, a América Latina; se estuda o Terceiro Mundo e seus problemas, por isso aquelas pessoas são peças indispensáveis. Enquanto no Brasil nós estudamos o que?
Não quero dizer que só temos problemas, mas quando elogiarmos algo, que elogiemos uma coisa que mereça sê-lo. Não devemos criar odes às ilusões.
Vinícius Mascarenhas
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