Madrid - O Grupo Editorial SM, propriedade dos marianistas, poderá enfrentar uma "auditoria doutrinal" que levaria inclusive a Conferência Episcopal Espanhola (CEE) a declarar "que a editora não pode ser considerada católica". Assim expõe o documento interno aprovado pela Comissão para a Doutrina da Fé da CEE que teve acesso LA RAZÓN. Tanto os Bispos como o Vaticano analisam com preocupação a mudança doutrinal adotada pela editora faz tempo, dirigida pelo religioso Javier Cortés, e asseguram que "a gravidade do que está ocorrendo no Grupo Editorial SM é de tal magnitude que não se resolve com a censura de alguma obra. A solução passa por uma reorientação da linha editorial". A CEE considera que muitos livros se chocam com o Magistério eclesial.
Os Bispos espanhóis lamentam o "dissenso consciente e ativo" que promovem os numerosos títulos da editora.
Álex Navajas
A raiz do livro sobre o islã
O próprio Vaticano, através do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal William Levada, solicitou a CEE "um informe que responda ao juízo que merere a publicação por parte da editora SM sobre os manuais de ensino do islã na escola", que apresentou SM em outubro de 2006. A resposta que a Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé expõe no documento é contundente: "Que uma editora católica tenha publicado um manual destinado a formação de muçulmanos constitui um feito insólito na história da Igreja".
Porém não é o único caso. "Nos últimos anos tem chegado a Comissão para a Doutrina da Fé da CEE consultas sobre publicações do grupo editorial SM. Em todos os casos surgem dúvidas produzidas nos pais de famílias ou professores", revela o texto. Entre elas se destacam vários livros escolares da SM que "oferecem uma explicação de métodos contraceptivos nos quais cada um possa realizar seu planejamento familiar", onde também se afirma que "não tem nada de mal ser homossexual ou bissexual".
No plano doutrinal, o informe se refere a "conhecida revista "Vida Nueva", que pertence ao mesmo grupo editorial, cujas expressões de dissenso são tão numerosas quanto conhecidas". Ademais, frisa que a coleção "Cátedra Chaminade" "fornece sustentenção aos erros teológicos".
O documento propõe "pedir a colaboração da Congregação vaticana" para levar a cabo "uma revisão a fundo das publicações da SM". "No caso dor Grupo Editorial SM não aceita a "audiotoria", a CEE se veria obrigada a declarar que a editora enquanto tal não pode ser considerada católica e que, em consequência, suas publicações não oferecem garantias a transmissão da fé", conclui o texto.

2 comentários:
Hei, Vaticano, e os milhares de padres de passeata do nosso país? E as tais pastorais disso e daquilo? E os bispos comunistas? E as tais católicas pelo direito de decidir?
Vaticano, ajuda a gente também, "nóis" também é de Deus
Depois quando o Olavo diz que tem gente infiltrada na Igreja, tem gente que fala que é doido.
Tá tudo dominado.
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