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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Moral católica e combate à Aids


Nas últimas semanas, a mídia deu grande destaque a repercussões das palavras de Bento XVI, em seu livro-entrevista Luz do Mundo, sobre o uso de preservativos em determinadas circunstâncias.

A interpretação geral da mídia foi de que a Igreja mudou sua posição e agora permite o uso desses pseudo-profiláticos, em certos casos. Alguns teólogos e dignitários eclesiásticos de alto nível adotaram a mesma posição, causando confusão entre os católicos.

Obviamente, tais posições são injustificáveis do ponto de vista da Moral natural e da doutrina católica.

Baseado nos princípios tradicionais da Moral católica e da Lei natural, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO) formulou algumas considerações a respeito das implicações morais do uso do preservativo, levando previamente em conta o que dizem a ciência e a experiência quanto aos resultados de tal uso.

Clique aqui e leia o texto no site do IPCO

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O mundo moderno e seus valores "ad aeternum"

Há uma mania da mentalidade do homem dos nossos dias de transformar em valores eternos invenções recentissimas, estabelecendo com estas invenções uma relação de necessidade forçosa, como se não fosse possível conceber uma humanidade, uma idéia de mundo, em que não houvessem tais coisas. Itens completamente desconhecidos por mais de vinte séculos de ocidente, são tomados como realidades que não só se aplicam aos dias correntes, mas servem para explicar porque nas épocas anteriores as pessoas se comportavam de determinada maneira. Um exemplo muito claro disto se dá com a televisão: item de primeira necessidade na maior parte dos lares brasileiros, ao qual se ainda não se prestam cultos públicos, parece não está muito distante o dia em que irá acontecer. Certos comentários, que costumamos encarar levianamente demonstram este vício do "ad aeternum".
Por certo, a maioria de nós já ouviu a explicação de que antes, as pessoas tinham muitos filhos por que não havia televisão para distraí-las; na falta do que fazer, elas procriavam... Sim, a explicação pode ser encarada como uma brincadeirinha, um dito que se repete para distender os animos; mas, não se pode deixar de notar a presença da tendência que descrevemos acima. Há uma projeção exagerada de uma realidade que não chega a ter nem 100 anos e que acaba sendo estendida para uma interpretação das realidades familiares de mais de 2000 anos. A singela análise sociológica que deveria ser utilizada num sentido inverso, é utilizada para absolutizar aquilo que é efêmero: no caso, a televisão. Ou seja, a explicação poderia relacionar o fato da brusca diminuição da prole com o fenômeno recente da televisão, e não o contrário: dizer que pela falta dele, as famílias eram numerosas. E mesmo esta relação entre tv e diminuição do número de filhos não poderia explicar-se simplesmente pela idéia de que surgiu uma "distração", como se a união dos conjuges só se desse como forma de entretenimento, idéia esta também que só ganha corpo nos nossos tempos - de onde se vê mais uma vez esta tendência de "ad aeternum" do homem moderno.

Outra reivindicação moderna nos leva ao assunto da moral e Igreja: o uso de preservativo. É costumeiro ouvir protestos do tipo: "É absurdo que a Igreja queira impor seus valores morais para o mundo, ainda mais impedindo que as pessoas usem preservativo, como se vivessemos no séc. XIX!". E o argumento se repete. O mundo desconheceu o preservativo por séculos e séculos; a Igreja nunca precisou condenar tal uso pois ele nem sequer existia. Ela limitou-se a condenar uma invenção que também não chega aos 100 anos, provando que o mundo passou muito bem sem os preservativos por um longo período. O que, para os indignados com a postura da Igreja, é absurdo ser imposto, na verdade é o que sempre existiu. Eles pensam: "é impossível viver sem eles (os preservativos)!", voltando a eternizar aquilo que só é caro e afeito à sua própria mentalidade.

É este homem moderno que não se apega a dogmas, é ele que não tem preconceitos, é ele que grita aos quatro cantos que não se pode impor nenhuma regra moral, cultura e religião; este homem não consegue entender a moral, cultura e religião que forjou a ele mesmo; não consegue respeitar a tradição da qual ele é fruto (maldito, mas não deixa de ser fruto). Pedindo para os outros (índios, africanos, etc.), tirando de si mesmo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um tratado anti-puritano...


Esse vídeo dos Simpsons é ótimo! Ele mostra, com descontração e bom humor, uma realidade existente de fato; enquanto os protestantes vivem submersos numa mentalidade puritana, os católicos, que inclusive são alvos de brincadeiras nos EUA pelo forte caráter penitencial presente na Igreja, estão longe da condenação veemente do mundo e dos seus frutos. Protestantes criam guetos e sociedades alternativas dentro do orbe, católicos santificam a sociedade com as armas do mundo, inclusive com a alegria e o espírito de regozijo tão frisados no desenho.

(E Jesus ainda estava conosco!)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

La marcha de 2 millones de españoles en defensa de la vida



Uma breve reflexão; o projeto do governo Zapatero ainda permite que adolescentes de 16 anos realizem o aborto sem a necessidade de consentimento familiar. Entretanto, no mesmo país, adolescentes de 16 anos não podem fazer tatuagem, piercing ou até mesmo comprar cigarros, sem a autorização da família. Na mentalidade revolucionária uma tatuagem é levada mais a sério do que a vida.

sábado, 10 de outubro de 2009

Pais responsáveis e crianças piedosas*


*Obviamente esse título é uma ironia!

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Até me envergonho de colocar esse vídeo aqui, mas é necessário. Que o mundo olhe os frutos da decadência moral e espiritual da Civilização Ocidental. (O vídeo havia sido retirado do ar, como muita gente me cobrou, aí está)

As crianças estão dançando "reggaeton", um ritmo comum na América Latina hispânica que mistura músicas típicas latinas com o hip hop americano. O "estilo" da dança se chama "perreo" e imita a posição sexual dos cachorros.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pais responsáveis e crianças piedosas*


*Obviamente esse título é uma ironia!

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Até me envergonho de colocar esse vídeo aqui, mas é necessário. Que o mundo olhe os frutos da decadência moral e espiritual da Civilização Ocidental.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Atriz defende personagem

"As pessoas estão desatualizadas. Sexo está na boca de todo mundo, como bala na boca de criança" (*)

 Assim afirmou Lúcia Berta, atriz que fez a personagem da avó-hippie-moderna que incentivou sua neta a fazer sexo quanto esta falou em casamento. (vide post: Propaganda dos chinelos Havaianas incentiva promiscuidade)

Um dos problemas dessa defesa é que "crianças com bala na boca" estavam vendo televisão quando a avó-hippie deu aquele conselho imoral. Nada mais constrangedor para qualquer pai de família.

Creio que não, mas apenas para tentar me exprimir, se no lar da atriz ou nos estudios de marketing  isso é dito com frequência perto de menores de idade, pelo menos não levem isso para os lares alheios.


(*) Censuraram a vovó do comercial de TV

***

Propaganda dos chinelos Havaianas incentiva promiscuidade


Observação: a análise abaixo diz respeito aos personagens da propaganda e não aos atores que desempenharam os papéis.

Recentemente ocorreu uma polêmica sobre a nova propaganda dos chinelos Havaianas onde uma avó incentiva sua jovem neta a ter uma vida promiscua.

Na cena, sob protesto da avó que vê sua neta usando chinelos dentro do restaurante, a jovem defende o uso da indumentária como um sinal de modernidade: “Deixa de ser atrasada, né, vó!”.

Até aí nada de extraordinário. Cena comum e típica. Abstraindo-se do chinelo, o argumento é conhecido. Ele foi utilizado em quase todo século XX e os maiores disparates ganharam direito de cidadania assim: acusando seus opositores de “anti-modernos”, “atrasados”, “caretas”, etc. A propaganda revolucionária não dispensava essa tática para fazer caminhar a sociedade no sentido da utopia marxista. Tudo quanto era obstáculos a eles logo ficava taxado como anti-moderno. E a mídia a isso tanto ajudou – e ajuda!

A Igreja, a moral, a ética, o papado, as monarquias, os reis, os nobres, os proprietários, as tradições, as elites, a aristocracia, até os sapatos, tudo entrou para o Index Anti-Modernorum Prohibitorum. Quem a isso defendesse estava excomungado pelas leis da modernidade que encaminha a sociedade para uma igualdade cada vez mais radical, uma liberdade total, mas numa fraternidade onde a liberdade não postule desigualdade. Ideal esse tão caro ao antigo morador da casa localizada na Brückenstrasse, nº 664, atualmente nº 10, em Trier, Alemanha.

Os jovens da década de 60, para satisfazer seus caprichos libertários, assim também taxavam seus pais e avós que se calavam envergonhados, como se estivessem diante de um forte argumento. Argumento vazio de idéia, mas cheio de ameaças.

Explico.

Aristóteles ensinou que o Homem é um ser sociável por natureza. A modernidade com suas doutrinas filosóficas loucas e gagás combate esse velho pensador, mas usa uma de suas máximas sociológicas como arma para fazer a sociedade aceitar suas bandeiras. Quando alguém é taxado de “atrasado” fica dito indiretamente algo assim: “Olha, tome cuidado, o mundo não é mais assim, você vai ficar isolado!”.

É a chantagem do isolamento social. E diante da ameaça de ter que cumprir essa pena dolorosa, aplicada a todos que comentem o crime hediondo de contrariar os ventos modernos, a reação do instinto de conservação sugere aos réus da modernidade o famoso “ceder para não perder”. Exemplo disso é o elogio que a velha faz ao chinelo depois que a neta a chama de atrasada. A avó muda até de aparência, desfaz a cara de carrancuda e passa para um sorriso amigável.

A novidade da propaganda vem agora.

Entra em cena um “menino da televisão”. Um jovem que aparenta ter a mesma idade da moça. A avó então diz que a neta “tinha que arrumar um rapaz assim”. Mas a neta contra-argumenta dizendo que devia ser muito ruim casar com alguém famoso. A velha avó que deve ter vivido sua terceira década de vida nos anos 60, pegando em cheio toda aquela revolta sexual, diz com uma voz desolada: “Mas quem falou em casamento, tô falando em sexo!”.

Ao contrário da reação que teria um hippie baderneiro da Woodstock, cujos cantores a avó-hippie deve ter vinis guardados, a neta sorriu desconcertada como quem não esperava tal atitude de uma senhora de idade. Então a velha-avó-hippie conclui o comercial: “Depois eu que sou atrasada?”

Não sei se foi intenção dos marqueteiros, mas ao menos o vídeo demonstra, salvo melhor juízo, certa realidade ao frisar que as gerações mais novas não acompanharam em certo sentido o ardor do prazer suíno da Revolução de 68, a qual a personagem avó-hippie pegou em cheio.

Aquela velha ameaça que um jovem libertário falaria para seus maiores tempos atrás, agora uma velha libertária fala para seus menores. O mundo gira mesmo! O pêndulo do velho relógio da História está voltando para o outro lado.

Em todo caso, o comercial passava durante o dia e inúmeras crianças assistiram ao convite da avó-hippie. Novamente a mídia acolitando a Revolução cultural.

Veja o comercial:



A propaganda, a contragosto dos produtores, não é mais transmitida pela TV por causa dos inúmeros protestos que recebeu. A prova do desgosto deles é a mensagem televisiva que eles colocaram no lugar: