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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Lênin por Stálin ou Lula por Dilma

Eu assisti pela televisão a cerimônia de posse da Presidente Dilma Roussef. O interesse era duplo; prestigiar a minha nação e presenciar as "excentricidades" que, inevitavelmente, iriam ocorrer. Não posso negar que a solenidade, teoricamente, é pujante e feita com a clara intenção de ostentar o poderio da República. Entretanto, desde o despontar da estrela vermelha na Terra de Santa Cruz tudo tomou uma feição um tanto, digamos, informal.

A posse de Dilma foi a síntese do Brasil. Ainda que tivesse vocação para grandiosidade, não passou de um rascunho do que, de fato, poderia ser. A cerimônia foi caótica, desordenada, bagunçada e com pouca seriedade. Claro que não esperava muito de uma Presidente petista e de um Congresso majoritariamente composto por parlamentares aliados ao governo. O analfabetismo simbólico, a perda de sentido dos símbolos republicanos, "sagrados" se levarmos em consideração a apropriação, desde a Revolução Francesa, da mística cristã para o Estado, tornavam patente o desconhecimento do ethos intrínseco aos festejos.

No momento mais importante, quando da tomada de posse no Congresso, os parlamentares gritavam "Dilma", aplaudiam, assobiavam, parecia reunião de estudantes da UFBA. Os diversos atrasos ao longo da solenidade foram prova do desleixo, direto ou indireto, e da desorganização do cerimonial. Ademais, como bem foi frisado por uma amiga, Dilma, no momento da revista das tropas, mostrou pouca seriedade e comprometimento, mais interessada em abrir os braços para os populares.

A Presidente Dilma, não satisfeita, fez questão de "homenagear" os companheiros que "tombaram" na "luta pela liberdade" num "momento de sombras e escuridão". Vejamos! Isso é uma mentira óbvia, lógica, histórica. A VAR-Palmares, grupo guerrilheiro no qual militava a nossa Presidente, de inspiração leninista, pretendia instaurar um regime como o soviético, que assassinara 20 milhões de pessoas! Esplendor da liberdade. Ademais, além da hipocrisia ideológica a Sra. Dilma fez questão de escancarar o seu arraigado espírito revanchista - lembrando que a radical ministra Maria do Rosário - o que não falta é ministério para a patrulha ideológica petista, diga-se de passagem como prêmio de consolação para os companheiros derrotados nas urnas - já apareceu defendendo a comissão da verdade pela ditadura. Isso sem contar da Sra. Iriny Lopes, da Secretaria de Política para as Mulheres - que também tem status de ministério - que num malabarismo retórico invejável defendeu o aborto mas sem defendê-lo.

O que será do Brasil de Dilma Roussef? Não tenho grandes expectativas. Como a URSS tão reverenciada pela então terrorista (interessante que na hora de chorar os 356 mortos pelo regime militar a Sra. Roussef é muito humanista, já os milhões assassinados pelos kamaradas russos - e cubanos - são convenientemente esquecidos) trocamos Lênin por Stálin.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um Bispo incomoda muita gente, dois Bispos incomodam muito mais...

Por Pedro Ravazzano

O brasileiro tem total liberdade para exercer a cidadania na forma que mais convém, entretanto, essas eleições têm mostrado o maniqueísmo caricatural da política nacional e se faz necessária uma breve reflexão. As polêmicas acerca do aborto e das posições religiosas da Sra. Dilma foram formadas no âmago da Igreja, preocupada, isto sim, com a crescente ascensão do espírito da cultura de morte no nosso país. Essa observação é crucial para o correto entendimento de todo o cenário. Entretanto, é fato que o forte discurso ideológico, polarizado das eleições quer acusar a Igreja de ser um simples instrumento de manipulação que, no caso, estaria ligado às lideranças tucanas.


Por muitas décadas a Igreja Católica no Brasil esteve amordaçada pelas alas progressistas da Teologia da Libertação que, numa perspectiva totalmente horizontal da fé, embebida na concepção materialista do marxismo, boicotavam qualquer ação que não fosse as diretrizes “sociais”. Infelizmente, a comprovação da ineficiência de tal modelo é perceptível na incapacidade dessa visão de movimentar a juventude rumo à vocação religiosa. Com a inversão das prioridades da fé e a adesão a uma ótica extremamente distante da experiência pessoal e interior com Cristo obstrui-se a via do sagrado.

A preocupação da Igreja é no tocante à ascensão da cultura de morte claramente presente nos programas do PT. A omissão também configura uma ofensa grave, portanto os católicos têm a obrigação de anunciar os ensinamentos do Evangelho, ainda que seja motivo de revolta e contenda. Ademais, a leitura de que exista alguma relação partidária da ação clerical é muito impertinente e temerária. Durante anos Bispos defenderam o Partido dos Trabalhadores e respaldaram as ações intransigentes de células esquerdistas. Agora que o progressismo "libertador" vive o seu crepúsculo querem taxar de “politicagem” a movimentação da Igreja em defesa não do partido A ou B, mas da vida e da moralidade. Muito irônico! A Igreja, como Mãe e Mestra, tem o dever de se levantar quando a verdade é alvo de ataques pelos arautos da cultura de morte. Vale frisar que "cultura de morte" é um termo cunhado por S.S João Paulo II – muito citado, mas pouco seguido - representando todos os anti-valores da modernidade encarnados no aborto, eutanásia, "casamento" homossexual etc. Sem dúvida alguma o aborto é o tema fundamental, pois a sua defesa representa uma deformação em toda a consciência e quem o defende já coloca a premissa que sanciona, indiretamente, todas as aberrações morais.

Não podemos incidir numa visão maniqueísta da política. Serra não representa o bem e nem Dilma o mal em si. Ademais, é leviano afirmar e acreditar que ao se posicionar contra as objetivas relações do PT com a cultura de morte a Igreja esteja aliando-se aos tucanos. Recomendar aos católicos a não votarem em partidos contra a vida faz parte da missão de educadora da Igreja. Se faz mister pontuar que tal posicionamento se baseia na realidade concreta e factual de que o PT legitima em seu programa oficial posições abertamente opostas aos princípios e valores cristãos. Resumidamente, a Igreja Católica, diferente de certas seitas protestantes, não declara apoio a políticos - ainda que outrora, não tão outrora assim, as alas libertadoras defendessem publicamente o PT sem qualquer receio e agora acusam, temerariamente, irmãos no episcopado de uma aliança com o PSDB - mas tem o dever de combater as ideologias que carregam um projeto na clara oposição aos valores e virtudes.

Enquanto os petistas pedem “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público", como definido pelo último Congresso do PT, a Igreja ensina que "§ 2270 A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida." e que " "Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae" "pelo próprio fato de cometer o delito" e nas condições previstas pelo Direito. Com isso, a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao 'inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade."

Os católicos não negociam a vida! Como acreditar em políticos que ostentam bandeiras de programas sociais enquanto buscam sorrateiramente legitimar leis que autorizam o aborto? Quais os princípios que norteiam uma consciência tão relaxada? Quem luta pela vida luta em todas as esferas e em todos os campos, tendo apenas em vista a construção de uma sociedade onde o ser humano é respeitado desde a sua concepção até a morte natural. A vida no sertão da Bahia que o programa social “do PT” salva é a vida no útero da mãe que o mesmo PT quer assassinar. Ademais, por mais que a Sra. Dilma se esforce para não parecer aliada da cultura de morte – e de forma totalmente caricatural – o fato é que o seu partido não apenas se engaja nessa bandeira como nutre uma concepção totalmente totalitária no que se refere a tais temas. Além disso, o PT não criou a corrupção, de fato, mas vivendo plenamente as diretrizes definidas por Antonio Gramsci, utilizou-a como instrumento para a consolidação do seu projeto de poder, vide o mensalão. Vale frisar, outrossim, que em Dilma nada é original; seu discurso, sua defesa da “vida” e da “família”, nem sua aparência é original.

Acusam a Igreja de estar aliada ao PSDB, de que a gráfica na qual a Diocese de Garulhos encomendou os polêmicos panfletos seja de um tucano – ainda que o mesmo estabelecimento tenha imprimido material de campanha de candidatos petistas e de revistas de organizações trabalhistas pró-PT -, de que o posicionamento do Regional Sul 1 da CNBB foi intransigente – apenas os sindicatos podem fazer apologia à candidatura da Sra. Dilma, usando verba do Estado, sem qualquer crítica por parte dos petistas – e de que o nosso país é uma nação laica – todos podem se pronunciar; do MST até a CUT, menos a Igreja, por mais que a religião seja fator determinante em um dos sistemas que sustenta a sociedade; ético-moral-cultural – e por isso a moralidade deveria estar fora da agenda das eleições.

De fato, a Boa Nova sempre será motivo de escândalo! A Igreja não mudou seu posicionamento em 2000 anos e não mudará. É preferível morrer sendo taxado de alienado e discriminatório do que abdicar de uma vírgula dos ensinamentos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo como anunciado pela Sua Esposa. Vivemos o que o Papa Bento XVI anunciou em sua visita à Inglaterra: "Em nosso tempo, o preço a ser pago pela fidelidade ao Evangelho pode não ser o enforcamento, afogamento ou esquartejamento, mas muitas vezes implica ser considerado irrelevante, ridículo ou ridicularizado. No entanto, a Igreja não pode se esquivar do dever de proclamar Cristo e o seu Evangelho como a verdade salvífica, fonte de nossa felicidade definitiva como indivíduos e base para uma sociedade justa e humana".

A caridade jamais deve tolher a verdade! O contrário, deformar a verdade tendo em vista a caridade, é contra-testemunhar a Misericórdia!

domingo, 10 de outubro de 2010

Arcebispo da Paraíba denuncia metas do PT: "Não podemos ficar calados"

Em vídeo, Dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba, denuncia o programa político do Partido dos Trabalhadores.

Ao se referir sobre a tentativa petista de desmentir os pronunciamentos de Dilma apoiando a legalização do aborto, Dom Pagotto comenta: "Não posso como pastor compactuar com esse trabalho de desinformação e de manipulação das consciências (...) Quando os representantes do governo se expressam, em caso pensado, dessa maneira, não existe mais credibilidade para suas afirmações. A experiência política e a História advertem que quando a democracia se converte nesse tipo de demagogia para ganhar voto já é a ditadura que está no horizonte. (...)

"Não podemos ficar calados! (...) Estamos diante de um partido que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura do morte em nosso país, que proíbem seus membros de seguirem suas próprias consciências, que se utiliza calculadamente da mentira para enganar eleitores sobre seus verdadeiros projetos para a nação. (...) Não podemos nos calar!"

Assista na íntegra o pronunciamento de Dom Aldo Pagotto:

terça-feira, 20 de julho de 2010

A coerência dos incoerentes

Estamos em ano de eleição, um momento muito importante, quiçá crucial, para a definição do que será a sociedade brasileira nos próximos anos. Nós católicos temos não só o dever mas a obrigação de fundamentar o nosso voto na mais profunda consciência da fé que professamos. Não cabe a paixão ideológica ou o romantismo partidário entre aqueles que confessam a divindade de Nosso Senhor e que vivem na Igreja edificada por Ele.

O Brasil conta com três candidatos com maior destaque ao Palácio da Alvorada– Serra, Dilma e Marina. A senadora do PV, ainda que seja protestante e pessoalmente contrário ao aborto, adota uma posição muito escorregadia e diplomática, pouco enfática diria. Este posicionamento é, de certa forma, natural, afinal se formou nas bases esquerdistas do PT, das CEBs etc, e tem na militância socialista a sua origem política.

O candidato tucano, José Serra, governador do estado de São Paulo, cresceu politicamente dentro de uma perspectiva socializante, nos ambientes acadêmicos e intelectuais da esquerda das décadas de 60 e 70. Atualmente, ainda que carregue certo ranço estatólatra e progressista – defesa da união homossexual, por exemplo -, procura adotar bandeiras mais próximas à desejada tanto pelos conservadores morais quanto pelos liberais econômicos. Declarou-se publicamente contrário ao aborto; "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa", comparando a sua legalização a uma “carnificina”. Partidos como PSDB, DEM e PP são considerados baluartes da direita reacionária pelos esquerdistas e sua patrulha. Essas categóricas afirmações fundamentam-se ou nas origens históricas das siglas ou na polarização política entre tucanos e petistas. De fato, nenhuma dessas bandeiras se destacava pela coerência no discurso, na defesa de valores e paradigmas “direitistas”. Nessa eleição, ao que me parece, surge em certos ambientes dos três partidos um alvorecer conservador, com a candidatura de nomes firmes e convictos das posições adotadas.

Ademais, se faz mister pontuar que o Partido dos Trabalhadores, além de ter um claro projeto revolucionário e subversivo, com a participação no Foro de São Paulo e no financiamento de grupos socialistas por toda a América Latina, reconhece a importância da promulgação da permissividade imoral como forma de instaurar a desconstrução da ordem cultural. Em sintonia com a mentalidade socialista, o PT sempre se destacou na defesa do aborto. Em 1989, por exemplo, a Prefeita petista Luiza Erudina, na cidade de São Paulo, instalou no município o primeiro “serviço” de aborto financiado com dinheiro público do país. A liderança do partido nessa questão sempre foi “admirável”. Em 2002, dos oito projetos de lei que tramitavam no Congresso que objetivavam ou a legalização do aborto ou o favorecimento de sua prática, seis eram de autoria de petistas. Com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva a ação dos adeptos da cultura de morte tomou maiores proporções; além da publicação de cartilhas abortistas pelo Ministério da Saúde, foi entregue, em 2005, pela secretária especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, um anteprojeto que reivindicava a “total liberação” do aborto por ser este “um direito inalienável de toda mulher”, e que mais tarde virou projeto de lei.Outro dado interessante é o número dos deputados que assinaram o recurso pela deliberação da PL 1.135/91 (descriminalização do aborto) em 2008; 49,20% dos parlamentares eram do PT, enquanto os outros 50% estavam divididos entre doze partidos, sendo que o segundo lugar, o PCdoB, encontrava-se muito distante dos petistas com apenas 11,11%.

Já em 2006, no 13º Encontro Nacional, o Partido dos Trabalhadores outorgou as “Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores” que incluía a descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia” (item 35). O Presidente Lula, então, acrescentou ao seu programa de governo a seguinte proposta; “criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade e contribuir na revisão da legislação” (Programa Setorial de Mulheres, p. 19). Com a eficaz ação dos deputados pró-vida e das ONGs contrárias à cultura de morte, o governo petista iniciou a repetição do mantra de que a legalização do aborto trata-se apenas de questão de saúde pública.

Ademais, no 3º Congresso do Partido dos Trabalhadores - instância máxima do PT -, em 2007, foi legitimada como parte integral do programa a seguinte definição; “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”. Interessante pontuar que esta resolução teve 70% de votos favoráveis. A minoria que se opunha, que alegava a liberdade de consciência, foi vaiada. Com razão a Dep. Fed. Iriny Lopes, do Espírito Santo, que juntamente com a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, liderava a investida abortista, afirmou; "somos um partido socialista e laico”. Tão válida era esta definição que em 2008, no 10º Encontro Nacional das Mulheres do PT, foi aprovada a instalação da Comissão de Ética para investigar os parlamentares antiabortistas, tendo em vista a “orientação para expulsão daqueles que não acatarem e não respeitarem as resoluções partidárias relativas aos direitos e à autonomia das mulheres”. Os deputados Luís Bassuma, da Bahia, e Henrique Afonso, do Acre, foram punidos por infringirem “a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto.”

O PT e seus sequazes são militantes abortistas conscientes das consequências sociais do impacto de tamanha revolução. O Partido visa não a legitimação do direito das mulheres e todas aquelas falácias atuais, mas sim o rompimento com o padrão moral que considera reacionário e burguês. Assim, desfazendo as estruturas de dominação (sic) instala-se a perspectiva revolucionária que visa a total desconstrução da ordem cultural.

Quando um católico vota em Dilma Roussef ou até mesmo num candidato pró-vida filiado ao PT está compactuando diretamente com a cultura de morte. O Partido dos Trabalhadores carrega em sua essência um arraigado espírito na antípoda de qualquer princípio cristão. O processo contra o Dep. Bassuma é uma amostra da intransigência do Diretório Nacional quando se trata do não cumprimento das resoluções internas. De certa forma o PT é coerente com a sua bandeira ideológica! Incoerentes são os católicos defensores da vida que iludidos pelas falácias humanísticas e retóricas da esquerda votam numa sigla que busca a legitimação da morte.

A coerência com a ideologia está acima da coerência com a fé que professa?!


Forte pronunciamento do Dep. Bassuma explicando a sua situação no Partido dos Trabalhadores. Após ingressar com uma causa contra o PT no Supremo Tribunal Federal, com base no Artigo 5º, Inciso 8º, o deputado filiou-se ao Partido Verde e sairá candidato ao governo da Bahia.

sábado, 20 de março de 2010

Bancoop - "Uma organização criminosa", diz Promotor

Obs: O texto abaixo foi traduzido para esquerdioguês com auxílio do Dicionário Etimológico da Esquerda. Ao ler Carta Capital, Paulo Henrique Amorim, Caros Amigos, Portal Vermelho e congêneres, não deixe de ter seu exemplar sempre em mãos.

PNDH 3 Neles!!!

Camaradas, companheiros de luta. Vejam nos vídeos abaixo a nova tentativa da mídia golpista para prejudicar o ParTidão, sempre interpretando os fatos com seu viés burguês.

No auxílio dela, o Promotor de Justiça José Carlos Blat, um instrumento de opressão da estrutura imperialista, ainda diz que a Bancoop é "uma organização criminosa".

Os inimigos do povo querem julgar nossas atitudes com os parâmetros da moral burguesa que eles usaram para dominar a classe trabalhadora.

Ricardo Berzoini, na época fundador da Bancoop e atual presidente do PT, seguindo o método defensivo de Lula, afirma que nada sabe. Mas é isso mesmo, companheiro, não temos que dizer nada para esses marionetes dos EUA.

Precisamos apoiar o novo PNDH 3 para por fim a essa liberdade da imprensa burguesa:



sábado, 23 de janeiro de 2010

Estudantes profissionais, uma praga que ainda persiste

Estava vendo cenas do choque entre os policiais militares do Distrito Federal e os estudantes universitários esquerdistas (redundância?). Achei tudo muito engraçado! Qualquer pessoa que estuda numa Universidade Federal sabe como os nossos colegas são, coitadinhos, traumatizados pela opressão do regime militar. Não querem ver polícia nem pintada de vermelho. Recordo-me que quando houve o caso de estupro, na UFBA, a assembléia dos estudantes vetou a entrada dos PMs alegando que eram instrumentos-de-opressão-da-burguesia, aquele velho discurso foucaultiano de aparelhos de repressão do Estado.

A moral da classe estudantil ideologizada é partidária; no mensalão do PT não só se calaram como protestaram quando a classe média se organizou, chamando-a de burguesia alienada e golpista. Já no mensalão do DEM puderam vivenciar os seus melhores sonhos; confrontos com a polícia com direito a bomba, gás de pimenta, cavalaria. Com certeza esse povinho não dormiu de noite só lembrando da marcha dos cem mil versão séc. XXI.

Os estudantes profissionais são picaretas profissionais. Pousam de democráticos quando carregam a semente da revolução totalitária dentro do peito. Além de crias dos partidos políticos, os estudantes patrulham as Universidades e instituem a perseguição ideológica. Aqui mesmo na UFBA encontramos essa pérola:
"Art. 5° - São fins do DCE-UFBA:
(...)
V - defender o projeto histórico socialista de sociedade; "
Infelizmente esses estudantes não estão sozinhos. Além do crucial apoio que recebem dos partidos - PT, PC do B, PSOL, PCB, PSTU -, com brigas internas entre o fulano que é marxista ortodoxo e beltrano que é gramsciano etc, gozam da proteção da academia, dos professores que reproduzem os mesmos clichês revolucionários.

Por conta dessa triste realidade surgem situações "engraçadas", que hoje se tornaram comuns. O politicamente correto, de óbvio sabor esquerdista, impõe suas falácias para toda a sociedade. Por exemplo, nos Jogos Pan-Americanos, na música oficial, invocavam Iemanjá, a entidade de uma religião que não representa nem 1% dos brasileiros. Entretanto, se houvesse alguma referência a Nossa Senhora Aparecida, por exemplo, a esquerdalha iria alegar que a invocação afrontava a laicidade do Estado, que era uma ofensa aos não-católicos, mesmo estes sendo a maioria absoluta da nação - nação formada sobre a identidade católica, diga-se de passagem.

Os estudantes profissionais não prejudicam apenas as Universidades, mas toda a sociedade brasileira, ainda mais quando o nosso país é governado por um partido que os protege e difunde o mesmo espírito, vide, por exemplo, o programa "ProJovem Adolescente", que assiste milhões de jovens, pensado pelos intelectuais da USP e recheado dos clichês esquerdistas.

E o futuro do nosso país? Bem, prefiro nem pensar nisso...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Em defesa das Forças Armadas

O Reinaldo Azevedo fez uma análise muito sensata e equilibrada da atual crise militar. Entretanto, gostaria de reforçar dois pontos desse lastimoso evento; a safadeza da esquerda e a inocência - ou seria algum complexo de culpa? - dos militares. Dilma, Martins e Vanucchi têm em comum o passado e o presente; ex-terroristas e membros da alta cúpula republicana. De fato, a esquerda continua fazendo o seu papel revolucionário, inclusive na massificação da criminalização prática do período do regime militar.

Sinceramente, não entendo a inocência dos militares, negociar com a esquerda é como negociar com bandido; não segue os padrões morais mais básicos. Entretanto, a dita Comissão Nacional da Verdade - nessas horas adoram falar da "Verdade"- se formou já bem antes, desde o sucateamento e desmoralização das Forças Armadas. Quanto mais fracas e submissas as Forças Armadas forem mais fácil irão se colocar em estado de letargia em relação ao poderio do Executivo - leia-se PT. Dentro dessa perspectiva se encontra, obviamente, a supervalorização das ações terroristas, vistas então como democráticas e libertárias, e o repúdio a todo e qualquer bom fruto do regime militar - vejam que uma das propostas da dita Comissão é revogar todas as leis aprovadas entre
1964 e 1985.

Que o povo brasileiro, doutrinado pela cartilha do politicamente correto, tenha engolido esse papo, "tudo bem", mas até militares estão caindo na lábia da esquerda? Comandantes militares estão sofrendo do complexo de culpa forjado pelos ex-terroristas-hoje-ministros e por isso estão negociando e abrindo concessões aos petistas e socialistas?

As Forças Armadas precisam ser mais valorizadas, honradas e respeitadas por tudo o que fizeram e fazem pela nação!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Curtas do Dia: Obama, Nobel da Paz, Dilma e Religião

- Dilma continua a sua saga religiosa: A presidenciável do PT persiste na manutenção da imagem de senhora religiosa e defensora da moral e dos valores cristãos. Qualquer pessoa de bom senso enxerga nessa empreitada petista a confirmação da hipocrisia e da falta de honestidade, atributos intrínsecos à bandeira vermelha do partido do Presidente Lula. Tem que ser muito cara-de-pau para defender o aborto, o "casamento" homossexual, e abrir a boca para dizer que "O governo Lula defende os valores cristãos e as crenças morais dos brasileiros." Dilma já participou das Missas de Pe. Marcelo e até fez leituras numa Celebração da Canção Nova (bons tempos eram aqueles quando a CN defendia Alckmin). Não duvidem se em breve ela aparecer de véu e rezando o terço em público. A Ministra e o Governador da Bahia foram juntos à Missa na Igreja do Bonfim, em Salvador. Realmente, uma abortista marxista e um judeu socialista, quanta piedade católica!

- Obama ganha o Prêmio Nobel da Paz: A febre Obama ainda arrebata corações, mesmo o governo democrata enfrentando nada mais que centenas de milhares de manifestantes contrários aos projetos de estatização do sistema de saúde nacional. O Presidente Obama foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, premiação conhecida pelo seu forte viés ideológico. Dos cinco membros do Comitê Nobel, escolhidos pelo Parlamento da Noruega, dois são do Partido Trabalhista, inclusive o Chairman, e um do Partido Socialista. Alegaram que a vitória de Obama se deu "por seus esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos". Convenhamos, em menos de um ano de mandato o Presidente americano colheu frutos tão generosos a ponto de ser convertido em arauto da paz mundial? Seria mais honesto dizer que a escolha de Obama se deu por um voto passional e ideológico, nada factual.

Pedro Ravazzano

domingo, 27 de setembro de 2009

O que motiva o apoio de Lula a Zelaya?

Algum desavisado pode ficar sem entender a defesa tão apaixonada que o governo Lula faz de Zelaya. De fato, Lula sempre se mostrou morno e apático frente aos conflitos e crises mundiais. Tamanha inércia era justificada como defesa da soberania dos povos. A Venezuela de Chavez destruir a democracia e instaurar uma verdadeira ditadura, soberania dos povos, o Irã de Ahmadnejad incentivando a discussão anti-Holocausto e respondendo com violência aos protestos civis, soberania dos povos, a Suprema Corte e o Congresso de Honduras convocando as Forças Armadas para depor constitucionalmente o Presidente, opressão reacionária contrária aos anseios democráticos!

Lula nunca foi tão radical no posicionamento diplomático. Sequer dialoga com o governo interino de Michelleti - como segundo da hierarquia republicana hondurenha, presidente do Congresso, foi empossado depois da deposição de Zelaya. Presidente interino e Presidente deposto são do mesmo partido, Partido Liberal de Honduras.

Para entender o posicionamento do governo Lula é muito simples, só ler a Declaração Final do XV Encontro do Foro de São Paulo, realizado de 20 a 23 de agosto na Cidade do México.
"Décimo quinto. El XV Encuentro del Foro de Sao Paulo aprobó un plan de trabajo para el próximo año que se propone:

1. Acompañar los gobiernos progresistas y de izquierda, organizando un debate e intercambio permanente de información entre los dirigentes de los partidos del FSP sobre la evolución de la situación en América Latina y de los gobiernos de la región creando para ello un Observatorio de Gobiernos de Izquierda y Progresistas.

2. Apoyar decididamente a la izquierda hondureña en los términos de la resolución particular aprobada por este XV Encuentro.

3. Contribuir a fortalecer los movimientos sociales, así como la plena articulación de éstos con los pueblos indígenas y originarios en América Latina y el Caribe.

4. Forjar y consolidar, en cada uno de nuestros países, la unidad de las fuerzas políticas y sociales que están por el cambio por el progreso, la justicia y la democracia participativa

5. Fortalecer los partidos y movimientos sociales y políticos con mecanismos de efectiva democracia interna, formación de generaciones de recambio y firmes vínculos con los movimientos y dirigentes populares, desarrollando con éstos un trato horizontal e integrador. Promover la unidad de las fuerzas políticas y sociales que están por el cambio como base para la victoria, impulsando la lucha de ideas contra el capitalismo y espacios de unidad de acción que favorezcan la unidad.

6. Apoyar los procesos electorales de 2009 y 2010, con dos objetivos: no ceder ningún gobierno a la derecha y ampliar los espacios de la izquierda. Para ello, se ha resuelto enviar observadores electorales.

7. Poner especial atención a la situación de México, Colombia y Perú realizando a lo largo de 2010 una reunión del Grupo de Trabajo en cada uno de estos países, con el objetivo de debatir las respectivas situaciones nacionales y lo que puede hacer el Foro de São Paulo en términos de apoyo efectivo;

8. Convocar a un gran Encuentro Continental de los Movimientos Sociales y Partidos Políticos populares, progresistas y de Izquierda, integrantes del Foro y de las organizaciones de la sociedad civil, por la paz y contra la presencia militar imperialista en la región, especialmente la instalación de las bases militares de los Estados Unidos en Colombia y la IV Flota.

9. Celebrar un evento cumbre, de carácter continental, donde el tema central y único sea el problema del colonialismo en Nuestra América.

10. Articular la acción del Foro de São Paulo con la lucha de los inmigrantes latinoamericanos y caribeños en los Estados Unidos;

11. Reformar la Secretaría Ejecutiva del Foro de São Paulo, para que en adelante se componga de una Secretaría Ejecutiva indicada por el GT, y por tres secretarías adjuntas indicadas por las secretarías regionales (Cono Sur, Andino Amazónica, Mesoamericana y Caribeña), de acuerdo al resolutivo específico. "
Para ler na íntegra toda a declaração:

http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=81039&Itemid=195

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Feitiço contra o feiticeiro

Por Edgard Freitas
O Blog do Noblat transcreve parte de uma reportagem que meio que denuncia que verbas públicas estão sendo usadas para financiar um evento anti-aborto em Brasília. As verbas foram conseguidas por meio de uma emenda parlamentar do Deputado Luis Bassuma (PT-BA).

Uma advogada da ong abortista IPAS esperneou:
Utilizar verba pública em evento que tem fins religiosos não faz sentido, sendo o Brasil um país laico
A Folha noticia que o Ministério da Cultura também não gostou:

O Ministério da Cultura disse que o projeto que garantiu recursos para a 3ª Marcha Nacional da Cidadania Pela Vida não mencionava o termo aborto. "O projeto previsto na emenda parlamentar tem o nome de "Cultura, Cidadania e Vida". A palavra aborto não aparece", afirmou o ministério.

Após o evento, a ONG Estação da Luz, responsável pelo projeto, terá de fazer uma prestação de contas em que o ministério avaliará se o objeto proposto foi realizado.

Bem, como liberal eu não aceito o financiamento público de nenhum tipo de evento de massa. Quem quiser organizar um evento qualquer que vá passando o chapéu entre seus membros e a iniciativa privada, arregimente seus militantes per fas et nefas e vá fazer seu evento.

Essa reação ao evento, entretanto, é hipócrita. Basta relembrar que o Ministério da Saúde bancou R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) da realização de um filme que defende o aborto, produzido pela Ong "Interreligiosa" autodenominada "Católicas pelo Direito de Decidir".

O MinC reclama que a palavra "aborto" não consta do projeto. Mas tá lá no próprio site do Ministério que o projeto prevê a promoção da cultura da vida. Só um analfabeto funcional acha que existe diferença fundamental entre promover a cultura da vida e fazer militância contra o aborto.

"Locupletemo-nos todos ou restaure-se a moralidade", disse Stanislaw Ponte-Preta. Em princípio, ninguém deveria receber verba pública para a promoção de qualquer causa. Mas se a causa de um crime contra a vida pode ser promovida com dinheiro estatal, por que a causa da vida não?

PS.: Bassuma, apesar de petista, tem minha admiração desde 2007, quando enfrentou a possibilidade de expulsão do PT por defender a vida. Defendi-o como um "petista não petralha" aqui e aqui