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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Curtas do Dia: Obama, Nobel da Paz, Dilma e Religião

- Dilma continua a sua saga religiosa: A presidenciável do PT persiste na manutenção da imagem de senhora religiosa e defensora da moral e dos valores cristãos. Qualquer pessoa de bom senso enxerga nessa empreitada petista a confirmação da hipocrisia e da falta de honestidade, atributos intrínsecos à bandeira vermelha do partido do Presidente Lula. Tem que ser muito cara-de-pau para defender o aborto, o "casamento" homossexual, e abrir a boca para dizer que "O governo Lula defende os valores cristãos e as crenças morais dos brasileiros." Dilma já participou das Missas de Pe. Marcelo e até fez leituras numa Celebração da Canção Nova (bons tempos eram aqueles quando a CN defendia Alckmin). Não duvidem se em breve ela aparecer de véu e rezando o terço em público. A Ministra e o Governador da Bahia foram juntos à Missa na Igreja do Bonfim, em Salvador. Realmente, uma abortista marxista e um judeu socialista, quanta piedade católica!

- Obama ganha o Prêmio Nobel da Paz: A febre Obama ainda arrebata corações, mesmo o governo democrata enfrentando nada mais que centenas de milhares de manifestantes contrários aos projetos de estatização do sistema de saúde nacional. O Presidente Obama foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, premiação conhecida pelo seu forte viés ideológico. Dos cinco membros do Comitê Nobel, escolhidos pelo Parlamento da Noruega, dois são do Partido Trabalhista, inclusive o Chairman, e um do Partido Socialista. Alegaram que a vitória de Obama se deu "por seus esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos". Convenhamos, em menos de um ano de mandato o Presidente americano colheu frutos tão generosos a ponto de ser convertido em arauto da paz mundial? Seria mais honesto dizer que a escolha de Obama se deu por um voto passional e ideológico, nada factual.

Pedro Ravazzano

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Alguém se importa com Honduras?

Chega a ser nauseante ver que muitos Bispos latino-americanos andam se pronunciando em defesa do chavista e anti-democrático ex-presidente Manuel Zelaya. O Bispo de El Alto, na Bolívia, Dom Jesús Júarez, disse que "que toda interrupção de um processo democrático é lamentável, e a democracia é o que caracteriza a pessoa humana, porque, ainda que com seus defeitos, se concebe que é o melhor sistema para a convivência humana". Já Dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales e Presidente da Cáritas brasileira, disse que prestava solidariedade "a todos os que querem uma Honduras democrática, livre das consequências de golpes contra a ordem constitucional". Dom Pedro Casaldáliga, expressando seu anseio por uma América Latina "livre e unida", alertou que respeitar "a democracia ... é respeitar a vontade do povo".

Claro que esses Bispos desconhecem a realidade eclesiástica hondurenha e, obviamente, comungam das mais tresloucadas heresias da teologia da libertação. Vale lembrar, antes de qualquer coisa, que o dito golpe não passou de uma ação constitucionalmente legal. O Presidente Manuel Zelaya, um aspirante a Hugo Chavez sem petróleo, no ápice de sua prepotência ideológica projetou uma reforma constitucional visando a releição ad infinitum - o velho bê-a-bá da cartilha esquerdista latino-americana -, entretanto, "conforme ao contemplado no Artigo 239 da Constituição da República ‘Quem propõe a reforma’ deste Artigo, ‘cessa imediatamente no desempenho de seu cargo e fica inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública’." - assim lembrado pela Conferência Episcopal de Honduras. O Congresso e a Suprema Corte, fazendo valer o documento maior do país, impediu a consulta pública nos moldes planejados pelo Presidente, não obstante, fiel ao estilo bolivariano de governo, quis iniciar um jogo de poder com as instituições da nação, levantando a população e tentando fazer na marra um plebiscito.

A paixão ocidental pela democracia e a deformação do ideal do poder popular chegaram a níveis altíssimos. A crise atual em Honduras teve como estopim os atos de um Presidente, democraticamente eleito, mas que, desonrando a constituição que jurou seguir, pretendeu destruir as leis nacionais. O projeto de Zelaya não só sofreu com a oposição do Congresso e da Suprema Corte como sequer tinha respaldo constitucional. Assim, deposto pelas forças armadas, que convocadas pela justiça para fazer cumprir a ordem retiraram do poder o presidente - em Honduras não há impeachment. Em seguida o país viu empossado o presidente da câmara; não há um regime militar como a mídia quer pintar.

Pobre Honduras! Agora nem mesmo a sua constituição serve como lei para ordenar a nação! A OEA e os Bispos da Teologia da Libertação pressionam o país para que Manuel Zelaya volte para a presidência. Ora essa, reconduzir o pupilo chavista ao poder é rasgar a constituição nacional. Quer dizer que um presidente eleito democraticamente tem liberdade suficiente para destruir o equilíbrio entre as forças institucionais e reformar as leis do país no braço? Então podemos ser democraticamente anti-democráticos?

Um dos melhores frutos dessa história - além da própria derrubada do aspirante a ditador - foi descobrir que a Igreja de Honduras é séria e fiel ao verdadeiro espírito cristão. A Conferência Episcopal de Honduras, presidida pelo Cardeal Oscar Rodríguez Madariaga, se mostrou aliada do novo governo e contrária aos projetos anti-constitucionais de Zelaya. Inclusive pediu a OEA que prestasse "atenção a tudo o que vinha ocorrendo fora da legalidade na Honduras, e não somente ao acontecido a partir de 28 de junho recém passado." afirmando categoricamente que "os três poderes do Estado, Executivo, Legislativo e Judiciário, estão em vigor legal e democrático, de acordo com a Constituição da República de Honduras".

Mas não estranhemos a posição dos Bispos da Teologia da Libertação! O que esperar de pastores que incensam Hugo Chávez, Evo Morales e Lula mas que abrem a boca para condenar uma legítima deposição de um presidente traidor da constituição? O mais irônico é que, quase sempre, os países que vivem sob a cartilha bolivariana nutrem uma aberta oposição à Igreja; vide a situação do clero boliviano e venezuelano.

Honduras sofreu com um Presidente que queria deformar a constituição nacional e agora padece com uma comunidade internacional pouco interessada no parecer das legítimas instituições do país; o Congresso e a Suprema Corte. Os arautos do politicamente correto – com destaque para a ONU que censura o novo governo de Honduras enquanto se abstém de condenar o genocídio no Sudão – querem impedir a correta aplicação das leis constitucionais de uma nação! Isso é a soma do devaneio democrático – a democracia não como um meio, mas como um fim – com a ascensão de um governo mundial!

Se o Congresso e a Suprema Corte de Honduras não sabem e não podem interpretar e aplicar a constituição do país é melhor rasgá-la e deixar que o poder seja aplicado pela Nova Ordem Mundial!

domingo, 5 de julho de 2009

Honduras e o Paroxismo da Democracia

(Artigo publicado no Jornal Bahia Hoje, edição nº 07, em 04 de julho de 2009)
Por Edgard Freitas

*'*
Na manhã do último dia 28, tropas das forças armadas de Honduras, pequeno país da América Central, invadiram a residência do então presidente da República, prendendo-o e enviando-o em seguida para a Costa Rica. Mais uma quartelada numa república bananeira? Não. Por incrível que pareça.

Façamos um breve retrospecto. O ex-presidente Zelaya iniciou em Honduras o mesmo modus operandi bolivariano. Suscitou uma consulta popular de caráter plebiscitário para, declaradamente, mudar a Constituição, abrindo o espaço para reeleições sucessivas. Ocorre que as leis Hondurenhas não permitem tal procedimento na forma e no tempo, e com os objetivos, que Zelaya pretendia. O Congresso disse não. A Suprema Corte disse : “Pare”. Que fez Zelaya? Pregou abertamente a desobediência da ordem judicial, e tocou para frente o seu projeto.


Uma democracia de verdade se revela não somente pelo poder conferido à maioria, como pelas garantias conferidas à minoria, e, principalmente, o equilíbrio dos freios e contrapesos entre os poderes executivo, legislativo e judiciário. Os Bolivarianos, seguindo o exemplo de Hugo Chávez e a dica dada por Antônio Gramsci, descobriram que a melhor maneira de solapar a “democracia burguesa” é utilizando os seus próprios instrumentos, e testando, a todo momento, a tolerância dos freios e contrapesos. Por isso Zelaya ignorou o Congresso e a Justiça: Para afrontá-los, humilhá-los, e controlá-los. Ocorre que os hondurenhos, sabendo como termina esse filme (vide Venezuela, Bolívia, Equador...) não “comeram reggae” do presidente. E aí começa toda a diferença.


A ação dos militares, por incrível que pareça, ocorreu dentro da lei e da ordem, respaldados por uma ordem judicial. O poder não ficou, nem por um segundo, entregue a uma junta militar, passado para o segundo na linha sucessória, o presidente da câmara. O ponto de estranheza para a maior parte das nações civilizadas é o fato de o ex-presidente não ter sido processado. Mas não existe
impeachment nas leis hondurenhas. Presidente que avacalha é tratado como traidor, e existe como direito constitucional o direito de rebelião contra um presidente que usurpa o mandato recebido.
O mundo, entretanto, não se deu conta deste fato, e pressiona Honduras, quase à unanimidade, para que Zelaya seja reempossado, ignorando o fato de que a alternativa legal ao exílio é a prisão e o processo criminal. A menos, é claro, que eles acreditem piamente que o simples fato de o presidente ter sido eleito democraticamente lhe dá carta branca para fazer o que queira. Aparentemente, neste, todos passaram a acreditar na teoria “The president can do no wrong” (assistam, sobre isso, o filme Frost/Nixon, disponível em DVD).

E a reação internacional é risível. Hugo Chávez, que iniciou sua carreira num golpe de estado em 1992, que persegue opositores, enfeixa o poder em suas mãos e condena o intervencionismo nos assuntos internos da Venezuela, disse que o golpe é obra de “gorilas”, e que vai derrubá-lo; Cuba, uma cinqüentenária ditadura, cuja lista de mortes e torturas faria nossos milicos parecerem freiras carmelitas descalças, afirmou,
porca misera, que “a época das ditaduras militares na América Latina já passou”; A OEA, que recentemente abanou o rabinho para o reingresso de Cuba nos seus quadros, segrega Honduras; A ONU, que deixou de intervir no genocídio no Sudão por questões semânticas, idem. Até os EUA, demonstrando que Obama não aprendeu a lição de Carter no Irã em 1979, surge agora patrocinando, indiretamente, o projeto chavista.

A diplomacia brasileira, pra variar, também ficou do lado errado. Abraçado com o ditador e terrorista líbio Kaddafi, com o genocida sudanês Omar al-Bashir, com o teocrata maluquete iraniano Ahmadinejad, o nosso presidente condenou a suposta ruptura democrática em Honduras.

Honduras está numa crise, no sentido exato da palavra. Decidiu, num primeiro momento, que o presidente não pode fazer o que lhe der na telha, e que está sujeito às leis como qualquer outro. Resta agora decidir se vai transigir nesta conquista. Rezo pela vitória do Império da Lei em Honduras. Enquanto isso (ainda) não ocorre, entretanto, sigo com a divisa do filósofo Ortega y Gasset: “Em toda luta de idéias, sempre que vires que de um lado combatem muitos, e de outro poucos, suspeitai que a razão se encontra com os últimos, e nobremente lhes preste auxílio”.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Perguntas que permanecem

"Eu descobri que mesmo entre aqueles que não vão para a Catedral de Notre Dame, mesmo entre aqueles que não partilham a fé católica, existe uma expectativa, uma esperança, do que Notre Dame pode realizar no mundo. (Reverendo John Jenkins, C.S.C., 17 de maio de 2009)"

Por D. Charles Chaput, Arcebispo de Denver

Tradução de Pedro Ravazzano

A maioria dos discursos de formatura são uma mistura de piedade e de otimismo concebidos para facilitar os problemas dos alunos na vida real. Os melhores têm humor, alguns são genuinamente inspiradores, mas só uns poucos conseguem ser piedosos, otimistas, evasivos, tristes e atingindo a todos ao mesmo tempo. Padre John Jenkins, CSC, o presidente (reitor) de Notre Dame, é um homem de grande inteligência e habilidade. Isto torna o seu comentário introdutório ao discurso do Presidente Obama, no dia 17 de maio, mais embaraçoso.

Vamos lembrar que o debate sobre a visita do presidente Obama à Notre Dame não foi sobre se ele era um homem bom ou mau. O presidente é claramente um homem sincero e capaz. Em suas próprias palavras, a religião tem tido uma influência importante na sua vida. Devemos a ele o respeito que a Escritura nos pede a ter a todas as autoridades. Temos o dever de rezar para que ele tenha sabedoria e para o sucesso do seu serviço para o bem comum – na medida em que isso é guiado pelo correto raciocínio moral.

Temos também o dever de nos opor quando a autoridade se encontra errada sobre questões fundamentais como o aborto, pesquisas com células-tronco embrionárias e assuntos similares. Do mesmo modo, também temos o dever de evitar a prostituição da nossa identidade católica por conta dos apelos ao falso diálogo que mascara uma abdicação do nosso testemunho moral. A Universidade Notre Dame não apenas convidou o presidente para proferir um discurso, mas também conferiu um desnecessário e imerecido grau honorífico a um homem comprometido na defesa de uma das piores decisões da Suprema Corte na história da nossa nação: Roe v. Wade.

Ao convidar o presidente, a Universidade Notre Dame ignorou a orientação da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos na declaração Os Católicos na Vida Política, de 2004. Ainda ignorou as preocupações da embaixadora Mary Ann Glendon – indicada para a medalha Laetare da Universidade de Notre Dame em 2009 –, que, diferentemente do presidente, certamente merecia o prêmio, mas o recusou por conta da frustração pela ação da Universidade. A instituição ignorou os apelos do bispo local, do presidente da Conferência Episcopal, de mais de 70 outros bispos e de muitos milhares de alunos de Notre Dame e de centenas de milhares de outros americanos católicos. Mesmo aqui, no Colorado, tenho ouvido tantos apelos que nem posso contar.

Não havia nenhuma desculpa – nenhuma, excepto vaidade intelectual – para a universidade persistir em seu curso. Padre Jenkins agravou uma má decisão inicial com evasivas e dissimuladas explicações para justificá-la posteriormente.

Estas são palavras duras, mas são merecidas, precisamente por causa dos próprios comentários do Padre Jenkins em 17 de maio: até agora, os americanos tinham, realmente, “uma especial expectativa, uma especial esperança sobre o que a Notre Dame pode realizar no mundo.” Para muitos fiéis católicos – e não apenas um “pequeno, mas barulhento grupo”, descrito com tal indesculpável desdém e ignorância em revistas como Time – que mudaram domingo.

Os eventos de 17 de maio têm uma certa ironia, apesar de tudo. Quase exatamente 25 anos atrás, Notre Dame ofereceu o fórum para o governador Mario Cuomo delinear o “católico” caso de serviço público “pró-escolha”. Na época, o discurso de Cuomo foi aclamado na mídia como uma obra-prima do raciocínio católico legal e moral. Do mesmo modo é, claramente, um ilógico e intelectualmente miserável exercício da fabricação de desculpas. As explicações de padre Jenkins e a homenagem ao Presidente são um adequado encerramento em cadeia nacional para um quarto de século do amolecimento do testemunho católico no ensino superior católico. Juntos, eles deram à próxima geração de líderes católicos todas as desculpas de que eles precisam para “batizar” suas conveniências pessoais e ignorar o que é realmente necessário para ser católico na vida pública.

O cardeal-arcebispo de Chicago, Francis George, tem sugerido que Notre Dame “não entendia” o que significava ser católica antes destes acontecimentos começarem. Ele está correto, e Notre Dame se encontra praticamente sozinha nessa sua confusão institucional. Esse é o cerne da questão. A liderança de Notre Dame tem feito um verdadeiro desserviço à Igreja, e agora tenta superar as críticas, tratando-a como uma expressão de raiva. Mas o dano permanece, e os críticos de Notre Dame têm razão. A coisa mais importante que os fiéis católicos podem fazer agora é insistir – com as suas palavras, ações e apoio financeiro – para que as instituições que afirmam ser “católicas” realmente vivam a fé com coragem e coerência. Se isso acontecer, a falha de Notre Dame pode causar alguns involuntários bens.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Obama em Notre Dame?

Pedro Ravazzano
***
Barack Hussein Obama já disse para que veio. Não é surpresa para ninguém que o novo presidente americano representa o mais decadente espírito liberal - aquele formado sobre o relativismo moderno e a crise civilizacional do Ocidente. Desse modo, naturalmente, Obama aparece como o expoente da modernização social dos EUA, afinal, querendo ou não, os Estados Unidos surgem como um dos poucos países onde existe uma cultura cristã e conservadora arraigada e bem estruturada, mesmo que esse conservadorismo esteja sendo tomado por visões simplistas e, cada vez mais, pobres na sua fundamentação.

Obama foi convidado pela Universidade “Católica” Notre Dame, de Indiana, para ser paraninfo e honrado com o título de doutor honoris causa. O assustador é que estamos falando de uma das mais prestigiosas instituições educacionais cristãs do país e, por outro lado, do presidente que com mais afinco defendeu – e defende – o aborto na história dos EUA. O que é obviamente incompatível e excludente não foi percebido pela reitoria da Universidade. Um dos grandes erros do catolicismo é entregar a sua fabulosa rede de ensino aos inimigos da Religião; nas nossas escolas e faculdades muitos são os professores que semeiam o anti-clericalismo, o ateísmo e o relativismo. Tamanha incongruência não foi vista pelo reitor Pe. John Jenkins que afirmou que “uma universidade católica é o local perfeito para um diálogo frutífero entre os ensinamentos da bíblia e a cultura de um povo.” Claro que uma Universidade é um templo do saber, deve reproduzir com fidelidade o mesmo espírito da Academia de Atenas, não obstante, o que houve em Notre Dame não foi um “diálogo frutífero” mas o triunfo do discurso abortista em sua plenitude; Obama teve todos os holofotes enquanto discursava e, para piorar, foi coroado com aplausos e elogios rasgados por parte dos professores e funcionários.

Pe. Richard McBrien, professor de Teologia de Notre Dame, disse, em entrevista à Fox News, que "Se pedíssemos 100% de acordo com as doutrinas oficiais da Igreja a cada pessoa que fala ou que recebe um título honorífico de uma universidade católica, não poderíamos contar com políticos de nenhum partido". Isso não passa de uma falácia. Primeiramente, é claro que uma instituição católica deve procurar prestigiar os homens e mulheres que comungam da mesma fé, entretanto, do mesmo modo – e aí entra a relevância do ecumenismo na defesa da moral – tem que buscar honrar, em seguida, os cidadãos de bem que se engajam na defesa dos princípios comuns aos cristãos, o arcabouço moral e ético da sociedade. Obama não apenas não é católico como sequer se aproxima da Igreja quando o assunto é moralidade. O fato de uma Universidade ser católica, protestante, liberal, comunista etc, quer dizer que é uma instituição erguida sobre uma base filosófica sólida. Exemplificando, vamos supor que no auge do regime soviético Friedrich Hayek tenha sido convidado para abrir o ano letivo da Universidade de Moscou. Isso quer dizer que, das duas uma; ou o teórico austríaco não era tão liberal como dizia ser ou, então, a Universidade moscovita não passava de uma falsa instituição educacional marxista. Trazendo esse exemplo para a realidade podemos fazer uma reflexão; Obama não estava ali defendendo a vida e a moralidade, ao contrário, fez um discurso ratificando o assassinato de crianças e, indiretamente, ainda chamou os anti-abortistas de fundamentalistas ao pedir “corações abertos, mentes abertas, palavras sem preconceitos”, e sendo aplaudido pelos que, aparentemente, combatem a cultura de morte.

Para tornar essa cerimônia mais absurda – sim, tem como ficar pior - alguns estudantes – esses sim corajosos – se levantaram em defesa da vida; vaiaram o presidente e gritaram palavras contra o aborto - “pare de matar bebés” e “aborto é assassino”. Rapidamente foram levados pela polícia, mas nem isso motivou os sacerdotes que ali estavam, continuaram na sua letargia, hipnotizados pela obamania, dançando a música tocada pela Dona Morte.

Do lado de fora da Universidade um grupo de pessoas protestava contra a visita do presidente abortista. Alguns jovens também boicotaram a festa, não tiveram o desprazer de ouvir os alunos compondo o coro que gritava “Yes, We Can” depois da expulsão dos estudantes pró-vida pela polícia. Essa cena é a síntese da Nova Ordem Mundial; garotos embriagados com a mística populista de um presidente “progressista”. Ademais, um digno herói apareceu nessa história, padre Norman Weslin, 78 anos. Ele foi preso porque protestava pacificamente, segurando um cruz, cantando hinos religiosos e distribuindo panfletos contra o aborto. Obama já deixou o que ele considera democracia; combater o aborto é democrático, lutar contra o aborto é anti-democrático, e tais eventos devem ser perseguidos e controlados coercitivamente pelo Estado. A tal liberdade de expressão é enviesada e usada como trunfo para o patrulhamento ideológico; suprimir um protesto católico contra o aborto é necessário para a manutenção do espírito democrático, agora, se por acaso fosse um protesto anti-clerical contra uma Universidade cristã o seu controle pela força policial seria mais uma forma de fundamentalismo religioso e impedimento da livre opinião dos cidadãos.

A coisa boa desses acontecimentos é que eles mostram Obama em sua essência; o que quer e o que pretende. A união dos americanos ao redor de Barack Hussein foi muito coesa para uma população tão dividida em questões morais e éticas. Através desses eventos, que revelam os planos presidenciais e as atitudes do seu governo frente à oposição, o povo dos EUA pode entender com mais segurança como funciona a mente de um presidente que em nome da democracia foi eleito, mas que em nome da mesma democracia suprime violentamente protestos contra seus projetos de governo.

Enquanto isso, na sala de injustiça de uma certa Universidade americana, Sacerdotes e religiosos ainda aplaudem o presidente abortista...
Notre Dame, priez pour nous!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Yes, We Can... We can? But what we can?

Agora entendo o que significa em concreto o famoso slogan publicitário da campanha de Obama: "Yes, We Can!". Sem esforço, vê-se que nessa expressão falta malandramente um complemento para indicar o que realmente we can. Pois quem can, can alguma coisa.

Então, We can o quê, Sr. Hussein Obama?

E para responder a pergunta acima, os acontecimentos desse final de semana, nos EUA, começam a indicar o que can o novo presidente.

O padre Norman Weslin, 78, foi preso na sexta-feira passada por entrar no campus da Universidade "Católica" de Notre Dame carregando uma cruz nas costas em protesto ao título Honoris Causa que Hussein Obama, o presidente mais pró-aborto da história dos Estados Unidos, receberia daquele centro acadêmico.

Além do padre foram presos Alan Keyes, ex-candidato à Presidência e outras 19 pessoas por tentar protestar dentro do campus universitário. Ao total compareceram 3.000 pessoas para mostrar ao Obama que No! We can't.

Vejam o vídeo abaixo: