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sexta-feira, 23 de julho de 2010

O demônio não deve gostar de cinema...

Não é de hoje que o catholic way of life exerce fascínio em Hollywood. De fato, é comum produções cinematográficas que tratam de temas referentes à Igreja, desde possessões demoníacas, passando por guerras celestiais e chegando até às fajutas conspirações eclesiásticas. Ironicamente, quase sempre os filmes enaltecem algumas das nossas belas tradições. Será muito difícil encontrar nas telas dos cinemas, por exemplo, Padres sem distintivo, pregando que o demônio é a alienação social, desconhecedores da mística cristã. O oposto é bem verdadeiro; Sacerdotes de batina, orações em latim, exorcismo, possessão demoníaca, rosário etc. Nesse sentido, os filmes frisam muito bem não só a identidade católica como a forma característica que dota de personalidade e singularidade, com seus símbolos, a Igreja.

Ao que tudo indica será lançado em 2011 um filme deveras interessante; The Rite: The Making of a Modern Day Exorcist. (mais link.) A produção contará com os atores Anthony Hopkins e Colin O'Donoghue. Aparentemente seria mais uma obra com demônios, gritos e rituais de exorcismo. Entretanto, o filme é uma adaptação do livro do jornalista Matt Baglio (pode ser comprado aqui), de mesmo título, que conta a história real de um Padre chamado Gary Thomas, do estado da Califórnia, que foi mandando para Roma, pelo seu Bispo, estudar o exorcismo num curso aberto pelos Legionários de Cristo no Ateneo Pontificio Regina Apostolorum. O autor teve livre acesso ao Sacerdote e o acompanhava. Assim, o livro destaca todo o processo de formação, a distinção entre possessão verdadeira e doença mental, contando com o relato de experiências que o próprio escritor vivenciou.

A obra por si só parece ser muito interessante, inclusive o autor deixou de ser um católico nominal para se tornar um praticante da fé. Além disso, contar com a sétima arte reproduzindo em larga escala uma história verídica e, ao que tudo indica, transmitida com honestidade, sem dúvida alguma é um importantíssimo serviço na demonstração da existência do demônio e suas obras num mundo descrente.

sábado, 8 de agosto de 2009

Catecismo Contra o Aborto - Porque devo defender a vida humana

Livro completo para todos os que querem defender o Sagrado Direito de Nascer!

Uma bomba na luta contra o aborto!

Analisa o problema sob o aspecto religioso, jurídico, moral e científico!

- Quando começa a vida humana?

- E se for um caso de estupro?

- O que dizer da anencefalia?

- Aborto não é um mero tema de saúde pública?

- Existe uma internacional do aborto?

Livro acessível, que todos os brasileiros podem adquirir, e todos os brasileiros devem ler!

Profundo, denso, mas de fácil leitura.

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Iniciativas contra o aborto

No dia 3 de Novembro de 2008, publiquei nesse blog um artigo intitulado "Apelo em favor da visibilidade do nascituro", no qual explico a artimanha que se usa para esmorecer nas pessoas a preocupação com o ser presente no ventre da gestante e aumentar a aceitação do aborto, e como essa tática pode ser obstaculizada, ou, ao menos, como isso me parece com muita clareza. Espero que, nas atuais circunstâncias de ofensiva pública contra clérigos que se levantaram contra o aborto de supostos gêmeos de uma garota de nove anos, estuprada pelo padrasto (poderia ser isso a parte trágica de um conto de fadas real, caso nesses contos os padrastos tivessem se consagrado também, como aconteceu com as madrastas, e caso o final tivesse sido feliz), apelos como o que eu fiz sejam ouvidos e cogitados, e, se possível, aplicados. Pois, embora os pró-vida nos vangloriemos de que "a maioria do povo brasileiro é contra o aborto", a última pesquisa que conheci mostrou que a maioria das pessoas são favoráveis ao aborto em casos de estupro e risco de vida para a gestante.[1]

Peço a alguém que providencie a tradução de dois importantes livros: "Aborted Women: Silent No More", de Julie Makimaa e Dave Readon, e "The Missing Piece", de Lee Ezeel. Julie e Ezeel foram concebidas por estupro e suas mães deixaram-nas viver; tornaram-se militantes, cada uma criou uma ong para persuadir as mulheres americanas estupradas a conceberem os filhos, mostrando a elas o porquê de tomar esta decisão. Essas obras mostram o resultado de anos de vivências, observações e acompanhamentos de mulheres. O caso delas foi divulgado num belíssimo artigo do Mídia Sem Máscara, “A criança “indesejada””, que eu até transcreveria aqui, mas o site atualmente está em manutenção. É preciso que os pró-vida tratem mais especificamente desse caso, pois é nesse ponto que muitos que se consideram contra o aborto vacilam.[2]

Não estou pedindo aos outros algo que eu mesmo posso fazer, ao menos fazer bem. Pessoas mais importantes e articuladas da Igreja e de movimentos pró-vida têm muito mais condições de fazer um evento como o que eu defendi em relação à visibilização do nascituro. E, quanto à tradução, eu leio inglês muito mal, e não vejo por quê caberia a mim tal trabalho. No entanto, tentei arranjar um tradutor e procurei o Pe. Lodi, do Pró-Vida Anápolis, mas que me informou estar muito ocupado em estudos de Bioética. Tentei também o bispo Dom Petrini, a quem tenho como amigo, mas por intermédio de nosso colega Vinícius M. de Oliveira, e ainda tenho de me informar sobre como foi a conversa. Se eu não conseguir alguém, ficará registrada aqui minha tentativa de fazer algo quanto a esse assunto tão delicado.

Espero não viver o mesmo que o dedicado mestre Olavo de Carvalho, que não conseguiu realizar coisas importantes pelo Brasil por não ter conseguido o apoio necessário. Presumo que tal não irá ocorrer, pois, ao menos no que tange a luta contra o aborto, tem muita gente mobilizada nesse país. Se acontecer, não deixará de ser surpreendentemente chocante.

Imagem: a bela Makimaa, que teve a oportunidade de nascer, em participação especial na March to life.

[1] Lembram da pesquisa anunciada quando a Folha de São Paulo publicou um dossiê sobre o jovem brasileiro? Se a estatística não se referia à população total, ao menos se referia a essa parcela, o que não é bom augúrio.

[2] Não direi que eu também não tenho meu recuo em certos casos sensíveis. Embora seja contrário ao aborto de indivíduo concebido por estupro, vacilo quando o objetivo é salvar a vida da mulher em quadros clínicos complicados (o que é muito raro devido à medicina, e que inclusive não foi o caso dessa garota de Alagoinha), quando a intenção dela é se proteger. É natural que alguém queira salvar a própria vida, e é por isso que num acidente de carro o motorista instintivamente joga o carro para a esquerda, de forma que o impacto maior acaba se concentrando no carona, que é quem geralmente morre. Não me sinto capaz de exigir da mulher que se sacrifique, pois não sei se eu teria coragem de me sacrificar; admito que esse meu pensamento talvez seja resultado da corrupção social que abordei no meu artigo precedente, que enfraquece a coragem e a moral das pessoas, fazendo com que estas não sejam capazes de fazer o que aparentemente seja o pior para si. Mas, independentemente das origens, essa é a minha atitude em relação a esses casos fatais que, felizmente, a medicina fez o favor de escassear e que, oxalá, irá reduzir quase ao ponto do risco de uma gravidez convencional, se já não o fez.













Nossa querida Julie M. Não é linda?