sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O estranho caso da Rubéola

Dom Aloísio Roque Oppermann, scj - Arcebispo de Uberaba/MG.

Quando se trata do atual ministro da saúde do governo Lula, qualquer iniciativa, por mais normal que aparente ser, nos deixa desconfiados.

Suas falas públicas contra a Igreja já encheram muitas páginas de jornal. Entre os atuais homens de confiança do governo federal, que não simpatizam com as posições da Igreja, - embora o doutor seja provindo de família cristã - ele está imbatível, na linha de frente.

Estão aí suas falas contundentes a favor do aborto; sua propugnação pelos preservativos sexuais, disponíveis para o uso livre dos alunos das escolas públicas.

Isso significa que a escola se declara incapaz de educar a nova geração. Não consegue mais levá-la à prática dos "bons costumes". Para haver menos despesas para o poder público, se lança mão desse artifício, para coibir os gastos com tratamentos anti-HIV, e complicações com as adolescentes gestantes.

E o mais incrível disso tudo, é que a maioria das mães (querem salvaguardar suas filhas), acha isso muito certo. É o estímulo para a devassidão. Não há mais tentativa de procurar educar.

Nessa questão da vacinação contra a rubéola, há fatos estranhos. Existem atualmente, 17 casos por ano. Mas isso justifica aplicar 70 milhões de vacinas, mesmo em pessoas que já tiveram a rubéola, e em quem já foi vacinado?

Nunca se viu tanto zelo. O desconfiômetro acende a luz vermelha, porque na Argentina, nas Filipinas e na Nigéria foi detectado, em outros tipos de vacina, a presença do hormônio "gonadotrofina coriônica", conhecido artifício para controle da natalidade, distribuído por certas ONGs.

A vacina será aplicada em povos indígenas e em outros grupos, de preferência, selecionados. Diante dessas dúvidas, o ministro da saúde é instado a se pronunciar em público, com afirmações bem categóricas, de que o procedimento nada tem a ver com essa iniciativa de duplo efeito: querer evitar um surto de rubéola (que pode prejudicar o nascituro), e de presente, ainda diminuir mais o índice do crescimento populacional.

Este já empata com países destinados a zerar, no futuro, os nascimentos. Essa tranqüilidade o ministro deve conceder à população. E caso a suspeita seja verdadeira, deve dizê-lo em público.

Publicação autorizada para o site - www.mosteiroimaculadaconceicao.org.br
Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa - Uberaba/MG

Pedro Ravazzano

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