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quinta-feira, 10 de junho de 2010

A sombria Lady Gaga

Lady Gaga continua dando o que falar! No seu novo clipe "Alejandro" a nova estrela da cultura pop encarna toda a bestialidade da bandeira que representa com tanta maestria; cenários horripilantes, cenas eróticas, profanação da cruz e de símbolos religiosos em doses dignas de um ritual satânico. Não obstante, gostaria de frisar que, diferentemente do que muitos pensam, a tal Lady não segue a linha de Madonna, me parece muito mais próxima ao estilo do grotesco Marylin Manson, conhecido pela sua androgenia, posições abertamente imorais, culto ao bizarro.

A atmosfera sombria do clipe é extremamente assustadora. Contando com alusões à morte, sadomasoquismo e dominação, a música, como disse a cantora, foi feita em homenagem aos gays e às mulheres que se apaixonam por eles (sic!!). Os soldados efeminados oprimidos são as vítimas da cultura machista e repressiva. Tudo pensado por aquela que é considerada o "novo fenômeno do pop", a "nova cara da década".

O que mais me impressiona na sua estética é o grotesco, o ambiente sombrio, bestial, decante, exalando erotismo sexual e putrefação moral. Lady Gaga aparecer engolindo um terço ou usando uma cruz invertida de forma sacrílega é consequência de algo muito maior, algo este que pode ser percebido em toda a contextualização musical e estética usada. A cantora sintetiza o espírito do mundo atual, a sua pequenez, irracionalidade, incapacidade de refletir e de discernir, a cultura de morte no seu sentido mais fidedigno e profundo.

A música de Lady Gaga, com toda a sua pobreza poética e excesso de compassos e ritmos, é sinal da mediocridade do homem moderno; um homem norteado pelas paixões, subjugado pela ignorância invencível, uma carcaça morta incapaz de raciocinar verdadeiramente. Não me espanta que em pleno séc. XXI uma porcaria como essa faça sucesso - estranho seria que o Santo Padre fosse aplaudido ao condenar o aborto, por exemplo. O espanto é saber que católicos e homens de reta intenção se deixam levar por toda essa experiência sensual que carrega no seu âmago um claro projeto revolucionário.

Lady Gaga não esconde que defende a cultura gay. Faço questão de frisar o termo "cultura" já que, infelizmente, os militantes homossexuais forjaram um estilo de vida próprio que, através de ferramentas variadas - em especial a música, filmes e novelas - foi divulgado e imposto como o estilo ordinário de qualquer ser humano na face da terra. Destarte, a globalização transporta em sua essência a crise da Civilização Ocidental a todos os cantos, assim, tanto um jovem americano, quanto um brasileiro da favela, como um rico japonês cibernético ou então um marroquino de Casablanca se vestem, se comportam, ouvem e apreciam quase as mesmas coisas, seguindo o mesmo padrão.

Se não tomarmos uma atitude concreta, eficaz e profunda veremos os nossos filhos e netos crescendo numa sociedade onde o anormal é ser homem e mulher!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Gandalf e as páginas rasgadas da Bíblia

(FAITH AND REASON) Quando o ator e gay assumido Sir Ian McKellen (Gandalf em O Senhor dos Anéis, entre outros papéis memoráveis) ficou em um hotel com a tradicional Bíblia na gaveta do criado-mudo, rasgou as páginas que contêm uma certa passagem de Levítico, de acordo com a entrevista dada por ele a revista Details.

(A passagem diz: "Do not lie with a man as one lies with a woman; that is detestable," ("Não se deite com um homem, como se fosse mulher. Isso é abominação"), como traduzido pela Nova Versão Internacional, a King James Version usa a palavra "abominável".)

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Ele pode até rasgar as páginas, mas não pode mudar a Lei Natural, a ordem divina!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

La marcha de 2 millones de españoles en defensa de la vida



Uma breve reflexão; o projeto do governo Zapatero ainda permite que adolescentes de 16 anos realizem o aborto sem a necessidade de consentimento familiar. Entretanto, no mesmo país, adolescentes de 16 anos não podem fazer tatuagem, piercing ou até mesmo comprar cigarros, sem a autorização da família. Na mentalidade revolucionária uma tatuagem é levada mais a sério do que a vida.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pais responsáveis e crianças piedosas*


*Obviamente esse título é uma ironia!

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Até me envergonho de colocar esse vídeo aqui, mas é necessário. Que o mundo olhe os frutos da decadência moral e espiritual da Civilização Ocidental.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Feitiço contra o feiticeiro

Por Edgard Freitas
O Blog do Noblat transcreve parte de uma reportagem que meio que denuncia que verbas públicas estão sendo usadas para financiar um evento anti-aborto em Brasília. As verbas foram conseguidas por meio de uma emenda parlamentar do Deputado Luis Bassuma (PT-BA).

Uma advogada da ong abortista IPAS esperneou:
Utilizar verba pública em evento que tem fins religiosos não faz sentido, sendo o Brasil um país laico
A Folha noticia que o Ministério da Cultura também não gostou:

O Ministério da Cultura disse que o projeto que garantiu recursos para a 3ª Marcha Nacional da Cidadania Pela Vida não mencionava o termo aborto. "O projeto previsto na emenda parlamentar tem o nome de "Cultura, Cidadania e Vida". A palavra aborto não aparece", afirmou o ministério.

Após o evento, a ONG Estação da Luz, responsável pelo projeto, terá de fazer uma prestação de contas em que o ministério avaliará se o objeto proposto foi realizado.

Bem, como liberal eu não aceito o financiamento público de nenhum tipo de evento de massa. Quem quiser organizar um evento qualquer que vá passando o chapéu entre seus membros e a iniciativa privada, arregimente seus militantes per fas et nefas e vá fazer seu evento.

Essa reação ao evento, entretanto, é hipócrita. Basta relembrar que o Ministério da Saúde bancou R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) da realização de um filme que defende o aborto, produzido pela Ong "Interreligiosa" autodenominada "Católicas pelo Direito de Decidir".

O MinC reclama que a palavra "aborto" não consta do projeto. Mas tá lá no próprio site do Ministério que o projeto prevê a promoção da cultura da vida. Só um analfabeto funcional acha que existe diferença fundamental entre promover a cultura da vida e fazer militância contra o aborto.

"Locupletemo-nos todos ou restaure-se a moralidade", disse Stanislaw Ponte-Preta. Em princípio, ninguém deveria receber verba pública para a promoção de qualquer causa. Mas se a causa de um crime contra a vida pode ser promovida com dinheiro estatal, por que a causa da vida não?

PS.: Bassuma, apesar de petista, tem minha admiração desde 2007, quando enfrentou a possibilidade de expulsão do PT por defender a vida. Defendi-o como um "petista não petralha" aqui e aqui

quinta-feira, 26 de março de 2009

"O Papa está certo", diz autoridade mundial no combate à AIDS

do Blog da Canção Nova

"Eu sou um liberal nas questões sociais e isso é difícil de admitir, mas o Papa está realmente certo. A maior evidência que mostramos é que camisinhas não funcionam como uma intervenção significativa para reduzir os índices de infecção por HIV na África."

Esta é a afirmação do médico e antropólogo Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Uma das instituições educacionais mais prestigiadas do mundo.

Na terça-feira, 17 de março, em entrevista concedida a jornalistas no avião papal rumo à África, Bento XVI afirmou que a AIDS não vai ser controlada somente com a distribuição de preservativos. Para o Pontífice, a solução é "humanizar a sexualidade com novos modos de comportamento". Por estas declarações, o Papa foi alvo de críticas.

Dr. Edward Green, com 30 anos de experiência na luta contra a AIDS, tratou do assunto no site National Review Online (NRO) e foi entrevistado no Ilsuodiario.net.

O estudioso aponta que a contaminação por HIV está em declínio em oito ou nove países africanos. E diz que em todos estes casos, as pessoas estão diminuindo a quantidade de parceiros sexuais. "Abstinência entre jovens é também um fator, obviamente. Se as pessoas começam a fazer sexo na idade adulta, elas terminam por ter menor número de parceiros durante a vida e diminuem as chances de infecção por HIV", explica

Green também aponta que quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, como os preservativos, corre mais riscos do que aquele que não a usa. "O que nós vemos, de fato, é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento dos índices de infecção. Não sabemos todas as razões para isto. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos 'risco compensação'

O médico também afirma que o chamado programa ABC (abstinência, fidelidade e camisinha – somente em último caso), que está em funcionamento em Uganda, mostra-se eficiente para diminuir a contaminação.

O governo de Uganda informa que conseguiu reduzir de 30% para 7% o percentual de contaminação por HIV com uma política de estímulo à abstinência sexual dos solteiros e à fidelidade entre os casados. O uso de camisinhas é defendido somente em último caso. No país, por exemplo, pôsteres incentivam os caminhoneiros - considerado um grupo de risco - a serem fiéis às suas esposas.

sábado, 21 de março de 2009

Protege minha vida!

A Conferência Episcopal Espanhola, que cada vez mais se consolida como uma das mais ortodoxas e piedosas Conferências de Bispos de todo o mundo, lançou uma nova campanha em defesa da vida. Ironizando o politicamente correto com sua radical defesa de animais, a Igreja na Espanha procura alertar para a necessidade de proteger a vida das crianças, combatendo o aborto. Enquanto o lince é resguardado com leis que proíbem a caça o bebê carregado no ventre é assassinado com o aval da própria mãe. A mesma coisa ocorre no Brasil; muitos dos esquerdistas que defendem penas severas para os caçadores de tartarugas são os mesmos que lutam pela legalização do infanticídio. A humanidade e sua decadência; matamos a nossa espécie!

terça-feira, 10 de março de 2009

D. José contra todos...os imorais!

É com grande prazer que apresento essa maravilhosa charge feita pelo meu irmão de apostolado - no Veritatis Splendor - Emerson de Oliveira:

domingo, 8 de março de 2009

O aborto, os aplausos da mídia e o corajoso D. José

Pedro Ravazzano
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O caso do assassinato de duas crianças em Pernambuco tem gerado discussões por todo o país. D. José Sobrinho OCarm, com grande sensibilidade e fiel ao seu episcopado, levantou a voz em defesa da vida, da vida em abundância. Se o fato ocorresse em outras dioceses não poucos seriam os Bispos que iriam se calar e assistir de camarote a cerimônia de imolação dos bebês unicamente por não terem a coragem de clamar ao mundo a necessidade de respeitar e reverenciar o bem mais valioso que o Senhor nos deu; a vida!

As reações ao acontecido foram diversas, mas assumo, com um certo humor, que tenho ficado perplexo com o levante midiático contra as excomunhões. Pois bem, a mídia sabe o que é a pena de excomunhão? Muito provavelmente não. É uma pena espiritual que priva o indivíduo (católico, de no mínimo 16 anos de idade) de participar da comunhão da Igreja (visível), ele se encontra fora por conta de atos definidos no Direito Canônico com tal rigor - o aborto causa excomunhão automática, ou seja, o Arcebispo de Recife apenas ratificou a pena que já havia incorrido, de maneira mais clara; a mãe e os médicos se excomungaram quando realizaram e defenderam o aborto. (A mulher submetida ao aborto não raramente não incorrerá na excomunhão por encontrar-se dentro de circunstâncias atenuantes do cân. 1324 § 1, 3 e 5. O irônico de tudo isso é que a mídia que alarda a excomunhão é a mesma que critica a Igreja, adota um discurso anti-clerical, alfineta o Papa, enfim, em nada se aproxima dos princípios católicos, em nada! Agora vejamos, o que essa mesma mídia, que influencia todo o povo, quer reclamando da pena de excomunhão? Quem ouve e presencia tanto protesto até acredita que os meios de comunicação se sensibilizam enormemente com o fato de a mãe e os médicos estarem privados dos Sacramentos. Quanta solidariedade cristã?! Que nada, esse escândalo histérico é mais uma forma, dentre várias, de fazer oposição à Igreja e medir forças com o Clero, no caso em questão com o valoroso D. José.

O relativismo atual não é tão relativo como pretende. Pululam aqueles discursos açucarados de amor e fraternidade, entretanto, por sua vez, quando surge uma argumentação que busca a fidelidade ao crido e a honestidade com o que se crê aí o relativismo e sua máquina se levantam. Tudo é relativo, tudo é verdadeiro e aceitável menos, é claro, uma postura que se fundamenta verdadeiramente na Verdade e procura honrá-La e segui-La com sinceridade. Em suma, D. José ao erguer sua voz contra esse assassinato, sendo fiel aos ensinamentos de Cristo, fazendo valer as normas e códigos estabelecidos pela Igreja – pensada e construída por Nosso Senhor – faz uma afronta ao princípio de mentira e confusão tão incentivado pelos relativistas de plantão. Por isso a postura excessivamente..fundamentalista da mídia, logo ela que pinta de cor de rosa o mundo e incentiva o comportamento letárgico e frouxo nos homens e mulheres desse pais.

Indo ao caso em si. A Igreja é contra o aborto induzido, o assassinato, não o aborto natural, ou seja, quando é reflexo da casualidade, de fatores que não foram artificialmente criados pelos homens para que a criança fosse assassinada. A teologia moral católica ainda nos ensina sobre a “ação de duplo efeito”; quando uma ação boa pode gerar efeitos bons, indiferentes e maus. Esse princípio parte de alguns raciocínios; a ação visada deve ser boa em si e o efeito pretendido deve ser, obviamente, o bom, mesmo que o mau esteja entre as conseqüências naturais da ação. No caso da garotinha de Pernambuco muito provavelmente os (éticos) médicos teriam que fazer uma intervenção cirúrgica no útero para que ela pudesse comportar a gestação de duas crianças. Ou seja, se trataria de uma operação com um claro objetivo: fazer com que a menina tivesse capacidade física de manter seus filhos para que eles nascessem com saúde, entretanto, se tratando de uma cirurgia de alto risco, o perigo do aborto sempre seria iminente. Se com essa operação, por acaso, os bebês fossem (naturalmente) abortados, não haveria choro e ranger de dentes.

O mundo já presenciou casos de gravidez onde a medicina foi de crucial importância para o nascimento dos filhos. No Peru houve Lina Medina, mãe com apenas cinco anos em 1939! Nos Estados Unidos todo mundo acompanhou a orgulhosa matriarca que teve oito filhos. Outra peruana, com nove anos de idade, deu à luz a uma criança prematura que após o parto foi imediatamente tratada pelos médicos. Aqui mesmo no Brasil uma garotinha da mesma idade pariu no meio da Amazônia. Ou seja, a medicina tem plena capacidade e tecnologia para acompanhar uma criança grávida de gêmeos e fazer com que tenha seus filhos com saúde e sem risco imediato de vida. A família, que era contra o aborto – o pai continuou sendo -, mudou de opinião depois de ser influenciada por ONGs abortistas que convenceram a mãe a autorizar o aborto da criança. Tudo isso pode ser confirmado no relato do Pe. Edson Rodrigues, pároco de Alagoinha, que acompanhou o Conselho Tutelar no desenrolar da história. [http://acarajeconservador.blogspot.com/2009/03/gravida-de-gemeos-em-alagoinha-o-lado.html]

Que alguém que não considera a existência da vida desde a fecundação defenda o aborto no caso em questão não é de assustar, mas pessoas que dizem que acreditam que no encontro do espermatozóide com o óvulo há a partida do sentido existencial do ser humano, que o zigoto, depois o embrião, depois o feto, não são um mero zigoro, um mero embrião, um mero feto, mas um ser humano, uma pessoa humana, com todo o direito de ter a sua vida respeitada e reverenciada como qualquer indivíduo, enfim, que essas pessoas afirmem que o aborto foi necessário e oportuno, isso é de estarrecer. Como alguém que diz defender a "vida em abundância" pode concordar com o assassinato de um ser humano indefeso que vive em perfeita inocência, longe dessa corrupção dos homens? É impossível! Qualquer um que acredita piamente na existência da vida desde a fecundação, ou seja, que não enxerga no zigoto, no embrião, no feto apenas uma massa deformada, ou bolo de células, mas um bebê em formação, jamais concordaria em matá-lo pelos crimes da sociedade. Quem assim se comporta não entende que no ventre daquela menina pulsava um coração de um ser humano, tão vivo e cheio de esperanças quanto nós. Os ditos anti-abortistas que defenderam esse assassinato são mais repulsivos que aqueles que, ao menos de forma escancarada, levantam a bandeira da morte. Quiseram matar as crianças, as abortistas influenciaram e os coitados aplaudiram e defenderam. Alguém que ratifica esse assassinato não tem envergadura moral para se auto-intitular cristão, nem tampouco ser humano racional!

Os abortistas, na verdade, não estão lá muito incomodados com a viabilidade da gestação. Para eles qualquer gravidez, seja ela de risco ou não, deve ser interrompida, por meio do assassinato, se assim quiser a “mãe”. Esse argumento de que não havia condição física para que a garota pudesse ter seus filhos com saúde, foi apenas o subterfúgio que as defensoras da morte usaram para validar, perante a grande sociedade, o aborto. Afinal, como percebemos com clareza, o povo brasileiro é majoritariamente contra o infanticídio, o aborto. As abortistas tinham plena consciência que o caso em questão, ou seja, uma menina de nove anos estuprada pelo padrasto, dividiria opiniões e colocaria em discussão a legalização do aborto. Mesmo sendo filhos frutos de um ato bárbaro repulsivo entra a questão; o que duas crianças - afinal o que para eles não passa de um zigoto, um embrião, um feto ou um bolo de células sem vida, para nós é um ser humano indefeso tal como uma criança - têm a ver com os problemas dos homens? Então os bebês pagariam a pena do estuprador e da mãe da menina que alimentou um pervertido na sua casa? Obviamente não!

Outro argumento utilizado é que a garotinha ficaria extremamente desgastada psicologicamente, o que é óbvio. Mas como exterminar com a vida de duas crianças unicamente por conta de transtornos futuros? Quer dizer que os problemas existenciais da menina são mais valiosos que a vida de dois seres humanos? Isso é a total perversão da moralidade humana, uma subvalorização do direito mais sublime, o direito da vida. Ela iria sofrer, teria problemas de auto-aceitação, mas ao menos sua angústia não estaria sustentada sobre uma poça de sangue. A menina sofreu dois abusos: o do estuprador e dos que, aproveitando-se de sua baixa idade e de sua fragilidade emocional, a obrigaram sordidamente a consentir no crime do aborto. Com o passar dos anos, quando ela atingir a maioridade, trará em sua consciência o peso da culpa de ter consentido em matar os próprios filhos, mesmo que tenha se arrependido e recebido o perdão de Deus por intermédio do sacramento da reconciliação.

As duas crianças foram mortas, isso é de chorar. O pior é saber que a mídia não só abraçou a causa das abortistas - que foram determinantes na decisão da mãe em permitir o aborto - como transformou o corajoso D. José no bode expiatório da causa. Querem induzir o povo a pensar que a atitude da Igreja foi retrógrada e ultrapassada para que assim, por meio de ataques frontais à moralidade cristã, o aborto entre em pauta e, desse modo, o povo brasileiro possa não só concordar com casos pontuais, mas ratificar todo e qualquer assassinato de crianças. A mídia e o governo - é sempre bom lembrar que o PT definiu o aborto como bandeira partidária, ou seja, todos os políticos da sua legenda são obrigados a concordar com o projeto de legalização, daí o processo de expulsão de Dep. Bassuma e Dep. Henrique Afonso. Ademais, frisando, as ONGs abortistas-feministas recebem amplo apoio do governo e, boa parte, é formada por militantes petistas - querem que o povo aprenda a ser povo, e o que é ser povo para eles? Simples, eles sonham com um país onde reina a "liberdade social" (aborto, drogas, união homossexual, eutanásia, tudo livre), mas que na verdade não passa de um sinônimo para o caos e destruição da família!

domingo, 16 de novembro de 2008

Eloá: feminicídio ou cultura de morte?

Esta semana recebi por email um texto escrito por duas militantes feministas, uma bem famosa: Maria da Penha, sobre o caso Eloá. Neste texto as autoras tratavam a trágica morte desta jovem como um feminicídio, uma consequência da cultura machista etc.

Tentarei tecer algumas reflexões sobre o assunto nas linhas que se seguem.

É incrível como as pessoas não conseguem reconhecer na realidade as consequências de suas próprias ações. Tratar o caso Eloá como feminicídio é uma postura no mínimo pouco reflexiva.

O que a televisão nos mostrou por 100 horas foi um resumo da cultura de morte instalada em nossa sociedade. Foi uma das faces da idade de trevas em que vivemos, como nos mostra o filme "A era da inocência" cujo nome original em francês é: L'Âge des ténèbres. E aqui não podemos deixar de dizer que a ideologia feminista tem uma colaboração considerável. Basta olharmos como elas defendem o infanticídio através da discriminalização do aborto, como elas se unem a Nietzche para decretarem a morte de Deus através da perseguição às religiões, sobretudo à Igreja Católica.

Este desastre que assistimos é a consequência de um mundo que se afasta Daquele que dá à vida um sentido e um destino. Como nos ensina Santo Irineu "A glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus". Qual seria então o destino daqueles que desejam ofuscar a glória de Deus, senão a morte?

O que vemos neste caso, mais do que vítimas e agressores, mais do que um "crime do patriarcado" é uma sociedade inteira vitimizada por uma cultura que quer matar os nascituros, os inválidos, os anencéfalos, os idosos. E porque este desprezo pela vida? A resposta não pode ser outra senão o fato de estarmos privando o homem daquilo que é próprio da sua natureza: a relação direta com Deus, a sede de infinito. Todas as vezes na história em que esta característica humana foi desprezada a consequência foi a morte. Só o comunismo matou em 80 anos 105 milhões, o nazismo matou 6 milhões.

Na Austrália, onde a ideologia feminista, usando da mentira, conseguiu discriminalizar o aborto, morrem por ano cerca de 100 mil crianças, 50% delas do sexo feminino, por conta da "free choice" (livre escolha) de suas mães. Isso sim é um feminicídio... Agora eu faço uma pergunta a Maria da Penha e Maria Dolores? Em uma sociedade que dá à mãe o direito de matar os seus filhos o que impediria um jovem de matar a namorada? O que impediria um pai e uma madrasta de jogarem uma criança pela janela?

Entretanto, não podemos nos conformar com o estado das coisas; como nos ensina São Paulo, cuja vida recordamos neste ano, não podemos nos conformar com este mundo, mas sim transformar-nos pela renovação do nosso espírito para podermos discernir o que é bom (cf. Rm 12,2). Existe um caminho a percorrer e é o AMOR. Só ele é capaz de vencer a morte.