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quarta-feira, 4 de março de 2009

Menina de 4 anos que vivia com “casal” gay é violentada

Julio Severo

O cabeleireiro Orani Fogari Redondo, de 28 anos, foi preso na noite de 31 de outubro de 2008, em Araraquara, interior de São Paulo, suspeito de estuprar uma menina de 4 anos. A criança morava com ele e com o tio, um homossexual de 54 anos.

Redondo e o tio da menina moravam juntos há quase 10 anos e, há cerca de um ano e meio, o tio ficou com a guarda definitiva da garota porque os pais dela foram presos, condenados por tráfico de drogas.

Uma denúncia anônima levou a polícia até o cabeleireiro. Em sua defesa, o tio, que é enfermeiro aposentado, disse que deixou a sobrinha com o parceiro para ir ao médico e quando voltou viu sangue escorrendo pelas pernas da menina.

Segundo o noticiário da Record de 1 de novembro de 2008, a menininha precisou passar por uma cirurgia por causa da gravidade da agressão e continuará sob acompanhamento médico.
Pressionado pela polícia, o tio confessou que não foi a primeira vez que seu parceiro havia abusado da menina. Em entrevista, a polícia destacou que o rapaz tem outras passagens pela polícia pelo mesmo crime de abuso sexual de crianças.

Pelo fato de que o tio é portador do vírus HIV, existe agora a suspeita de que seu amante mais jovem possa também estar infectado, o que aumenta a probabilidade de a menina ter sido contaminada.

A pedido do tio, a imprensa ocultou seu nome. Aliás, ocultou muito mais — em nenhuma das notícias sobre o caso a palavra “homossexual” ou “homossexualidade” foi utilizada para se referir ao tio e seu relacionamento com um homem mais jovem. Um código “moral” anti-discriminação politicamente correto está pressionando a mídia brasileira a não expor o homossexualismo em notícias desfavoráveis aos interesses da agenda gay, porém dando-lhe tratamento totalmente inverso quando as notícias lhe são favoráveis.

A meta parece ser incomodar o menos possível os homossexuais e seu comportamento, e esse pode ser o motivo por que nenhum assistente social estatal — que são notoriamente xeretas e intrometidos — se interessou em “xeretar” a ficha suja do amante do tio durante o processo de transferência da guarda da menininha. Mas é ao custo da saúde e vida dos inocentes que o homossexualismo recebe tal acobertamento.

As perguntas que não querem calar são:

Qual foi o órgão estatal que entregou a guarda da menininha a um homossexual vivendo com outro homem durante vários anos?

Se o estuprador já tinha passagens pela polícia por crimes sexuais contra crianças, o que ele estava fazendo solto?

O caso está cheirando a um horrendo escândalo de negligência estatal…

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Considerações sobre o caso do sequestro e assassinato no ABC

Mudei o assunto do artigo que ia publicar hoje: as circunstâncias podem maximizar o desejo de abordar tal ou qual tema, e o artigo que eu vinha escrevendo, que não é o que eu queria redigir agora, ficará para depois, apesar de ser relacionado não apenas a idéias, mas também a um fato, que inclusive antecede os que abordo agora. Mas me marcou bastante o desfecho do seqüestro das meninas Eloá Cristina e Nayara; a primeira ficou 101 horas nas mãos de um louco imbecil, Lindenberg Alves, que, conforme ameaçava, disparou contra a garota, que morreu no hospital e cujos órgãos estão, se não me engano, sendo retirados nesse momento para doação.

Confesso que não andei acompanhando muito o caso durante os dias de seqüestro e, embora tenha ficado apreensivo com o que acontecia – ou melhor, com o que não acontecia, que era a tão desejada libertação das reféns – apenas aguardava o desfecho para ficar aliviado, pois este haveria de ser bom. Que infortúnio... pois terminou em final triste.

Se é que é necessário justificar o porquê de se comentar esse episódio neste blog, eu explico: ele é revelador de ânimos e tendências de nossas épocas, e os fatos diretamente ligados a ele são muito relevantes por este mesmo motivo. Analisarei diversas reações observadas no suceder da última sexta-feira em diante. Referirei ao que ocorreu, e ao que se fez, se diz, se pensou e se sentiu em relação a isso.

Ontem, na TV - estive ouvindo trechos de programas que falavam sobre o seqüestro, bastava eu perceber sobre o que se tratava que eu ia para frente da televisão – um psicólogo dizia o seguinte sobre o assunto: em casos como esse, o sujeito rejeitado é tomado de um grande impulso, um sentimento que o tornava imediatista e incapaz de pensar no futuro de suas ações, e ele age sob arrebatamento. Embora ele possa ter lido isso nos manuais de psicologia, não me parece de forma alguma uma observação inteligente sobre o que aconteceu. Embora seja evidente que um indivíduo que cometeu um crime destes esteve sob efeito de paixões – no sentido negativo, conforme o uso por filósofos e religiosos – há outros aspectos fundamentais que precisam ser considerados. Durante o longo tempo em que se desenrolou a ação, Lindenberg alternou entre momentos de frieza e de aparente descontrole; levou um ou dois revólveres e um saco de mun
ição, demonstrando sua preparação para o que fazia; procurou em vários momentos demonstrar controle da situação, e fez questão de desmentir explicitamente a idéia de que ele estava nervoso; sim, podia estar também, mas sabia bem o que fazia. A sua ação não se deveu apenas a um estado anormal de sua mente, como dão a entender certas explicações psicológicas que parecem servir apenas para “aliviar o lado” do criminoso estúpido, sugerindo que ele estava “confuso” ou coisa parecida; e, nesse ponto, ponho em questão um mito que aparece nos depoimentos de entrevistados que conheciam o rapaz, e que se repete a todo o momento na TV quando se fala sobre o “adolescente” assassino de 22 anos: o de que ele “era uma boa pessoa” que nunca teve antecedente criminal antes e que, portanto, não dava a menor pinta de que chegaria a fazer algo como o que fez, tão surpreendente em se tratando de alguém como ele, um jovem que trabalhava. Não: ao ver alguém fazer o que ele fez nos mais de quatro dias, pode procurar conhecer a sua vida pregressa que você vai encontrar sinais de seu mau-caráter.

Depoimentos de amigas da vítima – não o Lindenberg, dessa vez me refiro a Eloá, (não se assuste se você for uma pessoa normal, é que hoje há pessoas que aparentam não saber distinguir entre criminoso e vítima)– falaram que ele era um ciumento possessivo e que BATIA NA GAROTA. Isso, o cretino era um machista demente, que se sentia o proprietário da menina e não suportou que sua propriedade o desapropriasse, julgando a propriedade pertencer a si mesma e não a seu verdadeiro dono, o ex-namorado sete anos mais velho que ela. O idiota que batia na ex-namorada refém – pois é, ela apanhou lá dentro nos seus últimos dias (http://oglobo.globo.com/sp/mat/2008/10/19/em_depoimento_policia_nayara_conta_que_lindemberg_bateu_em_eloa-586017124.asp ) - batera nela tempos antes. Mas, disseram as amigas, a família de Eloá não acreditou quando esta contou que apanhava de Lindenberg. Aí vemos porque o vagabundo era tido como um bom sujeito! Porque estava rodeado por cegos, e por surdos que não escutavam a própria filha. Sei que nesse momento a dor da família é enorme, e não tenho o desejo de ficar fustigando ninguém ( a não ser o próprio Lindenberg, que eu gostaria de humilhar e espancar), mas é preciso chamar a atenção para certas coisas, para que certos comportamentos sejam corrigidos. Eu tive uma amargura que não vou conseguir esquecer por não ter conseguido, em casa, dar a minha versão sobre o que professores e outros “profissionais da educação” falaram sobre mim em reuniões de pais e professores. Para poder proteger alguém, é preciso prestar atenção. Sim, prestar atenção no que ela tenta dizer, e prestar atenção nas pessoas que nos rodeiam, que podem não ser as pessoas que muitos dizem ser. No caso de Lindenberg, a violência era um traço mesmo da sua personalidade, e foi muito lindo acontecer um fato inusitado: o seu advogado o abandonou. Isso porque o delinqüente não cumpriu com o que prometeu, não fez sua parte para que tudo terminasse bem. Perfeito seria ver esse cara ser abandonado por todos os que tem qualquer coisa a ver com ele. Ele tem de terminar sozinho: é um louco homicida, uma ameaça às outras pessoas, à sociedade.

Outro aspecto muito importante relacionado ao ocorrido é a questão da “cobertura da imprensa”, criticada por Reinaldo Azevedo no seu blog, no post “A TRAGÉDIA DE SANTO ANDRÉ: E NÓS COM ISSO?”. O jornalista questiona sobre que postura a imprensa deve adotar nessas ocasiões, que seja mais séria que a atual. Ele escreve: “Será que não é hora de a imprensa rever o seu papel em casos como este? Não sou especialista em comportamento — nada além de algum bom senso. Mas indago: o que será que alguém como Lindebergue pretende? Durante cinco dias, este rapaz ligou a televisão e se viu como a estrela de um filme longuíssimo, de um drama que mobilizou o país, que levou especialistas em comportamento à televisão para aquelas digressões entre irresponsáveis e irrelevantes sobre o comportamento humano. Um rapaz pobre, da periferia, que decide se vingar da ex-namorada, vê-se, subitamente, no centro de uma verdadeira comoção nacional.” Interessantíssimo notar que, de sexta para sábado, mais dois casos de seqüestros por motivos passionais aconteceram, um em Mato Grosso do Sul (http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=346500 ) e outro em São Paulo, noticiado na TV. Contento-me em apenas mencionar esse relevante debate aqui, pois se nem o “Tio Rei” tem idéias bem definidas de como se pode resolver esse problema, não sou eu quem o fará. Mas faço questão de subscrever a crítica à Sonia Abrão por seu programa, da rede TV, ter entrevistado o seqüestrador. Que competência ela se atribui para fazer isso? Ninguém de cabeça no lugar poderia se intrometer sem consultar o GATE, que cuidava da operação. O pior é que, segunda Datena, um homem da polícia falou que essa interferência atrapalhou o trabalho policial. Procurem os vídeos relacionados a essa confusão no youtube e vejam. Que coisa...

Quanto aos erros e acertos da polícia, as perícias, investigações e, sobretudo, o depoimento de Nayara, que estava na cena do crime quando tudo terminou, vão trazer esclarecimentos que nos permitirão ter uma visão mais consistente sobre a ação da polícia. Não pretendo comentar essa questão aqui, sobre a qual muito se está sendo pronunciado – espero que não por causa de um certo sentimento anti-policial que existe no Brasil, difundido por pessoas de mentalidade “progressista”. Reinaldo Azevedo demonstra bastante esse temor, e vale citar o seu post “O NOME DO CRIMINOSO”

para que se lembre bem de algo: o bandido é Lindenberg. Outros podem ter errado, mas ele é o delinqüente. O que eu quero avisar a vocês, para concluir esse artigo, é um certo aspecto relativo à repercussão do caso, que não poderia ser pequena. Sim, muita gente está abalada com o que aconteceu, e a tristeza e a revolta são os sentimentos normais que as pessoas podem ter em circunstâncias como essa. Não é sobre isso que eu queria escrever: quero registrar a lamentável atitude de pessoas sociopáticas que procuram calcar a dor, a tristeza e a revolta daqueles que são seres humanos e por isso estão chocados com tudo o que houve.

Antes de Eloá morrer, foram criadas comunidades no orkut onde se manifestava solidariedade pelas vítimas, e se pedia a Deus por elas, e se escrevia coisas comovidas. A comunidade mais importante foi infestada por gente postando coisas odiosas e agressivas em relação à garota que morria, tornando o seu ambiente insuportável. É visível que os que freqüentam a comunidade em peso são os adolescentes, como aquelas garotas, e são sumamente desrespeitados. Visitar o perfil de Eloá e Nayara é impactante – principalmente quanto à primeira, por seu destino; vejo um estilo de se escrever, cheio de emoticons e apelidos, vejo expressões de carinho entre amigas (de amizade sincera, de quem não consegue deixar a amiga sozinha num momento desesperador), iguais a como se vê no orkut de qualquer menina adolescente; é a mesma coisa de se visitar o profile de uma colega de escola de minha irmã; vejo comunidades das quais minha irmã participa. É muito diferente de se ver a notícia na TV, onde também se transmite novelas, filmes, onde a realidade e a ficção parecem misturar-se; é sentir a própria realidade da tragédia junto a você, é ver que morreu uma menina como nossas irmãs. Aquelas atitudes doentias dos que substituem a reverência pelo deboche e pela ofensa são sinais onde vivemos. Onde vivemos? Onde as pessoas não se preocupam umas com as outras e não sofrem com o mal impingido ao próximo, não há sociedade, há um conjunto de pessoas que são obrigadas a morar em tal lugar, mas não uma sociedade verdadeira, coesa, unida por laços de comprometimento e de apoio mútuo; sociedade requer solidariedade.

Que sejamos capazes de existir como humanos!


Fotos: no alto, sendo levado pela polícia o egocêntrico assassino: "Eu sou o cara"; "Eu não tenho nada a perder"; depois, o monstro chora na cadeia: "Eu quero Eloá"

Na de baixo, as duas grandes amigas separadas por aquele degenerado: união até no perigo e nos maus-tratos impostos a ambas no cativeiro

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Pobreza e Violência

Rafael Oliveira

Existe um tipo de idéia bastante comum, principalmente nas faculdades de ciências humanas e na mídia de um modo geral, de que os crimes cometidos no Brasil decorrem da relação entre pobreza e violência (nas faculdades a explicação superficial ganha contornos bibliográficos). O pressuposto básico para fundamentar a relação pobreza e violência é o de que as pessoas que cometem crimes tiveram uma vida sofrida, sem oportunidades, sem perspectiva de futuro devido a uma sociedade injusta e opressora, restando a elas somente a única e compulsiva opção de se tornarem infratores da lei.

De nenhum ângulo que seja analisada essa hipótese se sustenta.

Quando comparamos países com os mesmos níveis sócio-econômicos do Brasil não encontramos a mesma taxa de violência, como é o caso da Índia e da Romênia que pelo contrário tem índices muito baixos. Outro dado interessante é que as regiões mais ricas como São Paulo e Rio de Janeiro são também as mais violentas, pela lógica as regiões Norte e Nordeste deveriam ser as campeãs em violência já que são as mais pobres.

Não é a pobreza que gera a violência no Brasil nem em lugar nenhum.

Antes de dizer que um sujeito merece ser perdoado porque roubou um pão para comer, devemos nos perguntar porque outros milhares de sujeitos não tem o que comer e nem por isso saem por ai matando e roubando.

O leitor mais distraído percebe as conseqüências imediatas dessa nefasta hipótese: uma atenuação, quando não, isenção da culpa dos criminosos pelos seus delitos e uma transferência da responsabilidade do crime para a “sociedade que o oprimiu”. As vítimas é que são culpadas pelos crimes de seus algozes. Os psicólogos já descobriram que culpar a vítima é o primeiro passo para desumanizá-la e para justificar qualquer violência cometida contra ela como aceitável. Ainda não chegamos a esse ponto, mas na medida em que a sociedade se tornar “responsável” pelos crimes cometidos contra ela, a violência sofrida por cada um de nós será cada vez mais tolerada.