terça-feira, 27 de julho de 2010

Sacerdotes segundo o Coração de Jesus

(ZENIT) A diocese de Roma emitiu uma nota comentando o artigo publicado no semanário italiano Panorama, chamado “As noites loucas dos padres homossexuais”. Como noticiado, o comunicado da Igreja foi duro e taxativo na condenação da "vida dupla", sem esquecer das motivações mais obscuras do interessa da mass media em tal temática; difamar o clero e enfraquecer a autoridade eclesiástica.

Entretanto, o que considero mais pertinente é o clamor da diocese de Roma para que os Sacerdotes com duplicidade - homossexualismo - abandonem o exercício de seu ministério. Sem dúvida alguma é um pedido forte e radical. Não obstante, devemos entender, ou ao menos questionar, o funcionamento da mentalidade de um homem com tamanha capacidade de manter uma mentira imensamente bizarra durante toda a vida. Trata-se de um tema digno de um estudo sociológico profundo.


A origem de todo o problema está na formação da consciência. Vamos imaginar o cenário ordinário; jovens que largam tudo para seguir apenas a Cristo, deixam o conforto de seus lares, a possibilidade da constituição familiar, para viver pela Igreja. As consciências mal formadas já dão os seus sintomas desde a maturação da caminhada sacerdotal; homens escolhem a vida presbiteral tendo em vista a projeção social, a ascensão, o poder, o dinheiro. Podemos regredir mais ainda e chegar em famílias desestruturadas, com problemas de relacionamento profundos e com pouca ou nenhuma probabilidade de mudança da realidade financeira. O sacerdócio, então, surge como a grande chance de transformação da própria história.


Entretanto, os casos mais aberrantes são aqueles de homens que procuram no seminário e no presbitério os locais oportunos para esconder os desvios sexuais que carregam. Claro que tal motivação tende, naturalmente, para a completa destruição da consciência. A vida dupla quebra todos os paradigmas morais. O sacerdócio é um chamado de Deus, é consagrar a sua existência ao serviço de Cristo. Viver de amor e pregar o amor! Se não existe esse ardor no peito inevitavelmente o homem consagrado destina-se para a total pertubação, numa vida falseada, hipócrita e mentirosa, surgindo, daí, os escândalos sexuais.


O homem moderno, de forma geral, tem um sério problema de consciência, com uma perspectiva relativista da realidade, fundamentado em opiniões e crente da fé sentimental típica da atualidade. Quando esse mesmo homem destina-se para a vida sacerdotal, quando não há o chamado que capacita e transforma o mais profundo da natureza decaída, a hipocrisia assola e torna-se extremamente sintomática. A vida dupla é apenas a conseqüência dessa incapacidade de enxergar tanto o sentido mais profundo do sacerdócio como do déficit de honestidade consigo mesmo.

3 comentários:

João Emiliano Martins Neto disse...

Muito boa postagem. É impressionante como a mentalidade homossexual é incapaz de ver que sexo ou melhor dizendo, no caso homossexual, a sodomia, pode ficar em segundo plano, terceiro, quarto quem sabe até quinto plano, perante compromissos tão excelsos quanto o de se ser um sacerdote de ninguém menos do que o Salvador Jesus Cristo!!

Homossexual só pode ser brasileiro, paraense, baiano, cearense, algo assim, para ser tão, tão, tão burro e não perceber o quanto a própria conduta de duplicidade e esquizofrenia, em nome de uma idolatria sensual e castradora da mais excelsa, alta e legítima pretensão humana que é a de pregar a Palavra de Deus e ser alguém espiritualizado, a referida idolatria é algo verdadeiramente tolo, burro e até mesmo insano...

Que Deus perdoe a humanidade decaída...

Anônimo disse...

Eu acho que o comentarista João Emiliano não entendeu a sua postagem. Que foi explicativa e de certa forma realista. Tratar o homossexualismo de forma grosseira e preconceituosa não é a melhor forma, e pior, atribuir essa condição sexual somente aos nordestino é degradante e limitado. Pessoas assim que se dizem pregadoras da Palavra, estão enganando a si mesmo, pois não consegue vê o ser humano sem antes julgá-lo. Jesus não julgou, e vcs que insistem em falar em Nome Dele, não poderia julgar tb. Só que é impossível o homem ser igual a Jesus, Ele foi único. Somos apenas pobres pecadores, tentando acertar nesta vida que é difícil e cheia de incertezas. Fico mto triste qdo vejo esses tipos de comentários e devido à isso não me prendo à religiões. Prefiro um post esclarecedor, explicativo, do que opiniões preconceituosas, com juízos de valores. João Emiliando, que Deus perdoe o seu comentário e lhe dê luz para tirar essa máscara que vc vive em sua infeliz vida.

Odilon Gomes - Katwanga Das disse...

Quanto ao fato de não podermos imitar o mestre jesus em QUALIDADES e não quantidade eu reflito nisso:João 5:30, "Não posso fazer nada de minha própria autoria: conforme ouço, eu julgo: e meu julgamento é justo, porque busco não na minha própria vontade, mas a vontade d'Aquele que me enviou. (Jesus Cristo)
Jesus claramente declara que está trabalhando em nome de seu pai. Ao considerar Jesus como Deus, os cristãos estão justificando a tendência humana de errar e minimizando a importância de tentar tornar-se como Jesus. Eles podem se desculpar dizendo, " Afinal, Jesus é Deus e eu sou um mero ser humano". Quanto a questão do homossexualismo - Muitas pessoas heterossexuais se apressam em colocar no mesmo "saco" todos os gays, o que é tão asurdo quanto ver todos os hetrossexuais como sendo iguais. Há muitos tipos de gays cuja a consciência pode variar desde a mais mundana até a mais al
tamente espiritual, assim como na comunidade heterossexual