O Movimento Regnum Christi celebrará, nos dias 13, 14 e 15 de agosto de 2010, na cidade do Rio de Janeiro, o V Encontro de Juventude e Família. Um momento de formação, diversão, oração, adoração, que tem como fim o fortalecimento do amor a Cristo junto aos jovens e no seio familiar.
Segue abaixo o vídeo do IV Encontro de Juventude e Família, que ocorreu em Brasília, no ano de 2008.
8 comentários:
Tudo bem que o Regnum Christi está passando por um momento difícil devido aos escândalos que podem até levar ao fim do grupo, mas daí a querer avacalhar assim com eles, já acho demais. Esse vídeo está CLARAMENTE com cenas da revonação carismática para fazer essa montagem. Ou vai dizer que essa música é do regnum christi? Ou esses jovenzinhos batendo palmas, pulando e dançando também?
Luciana,
1. O MOVIMENTO Regnum Christi não sofre nenhum perigo de deixar de existir, a começar pelo fato de que foi aprovado solenemente pelo Santo Padre. Ademais, o Papa, em sua carta aos Legionários, frisou que estará ao lado dos membros nesse momento tão difícil e doloroso.
2. Quer dizer que quem bate palmas, quem pula e dança é da RCC?! Que silogismo tão, digamos, peculiar. O Movimento Regnum Christi é simplesmente equilibrado; Missas bem celebradas, cânticos tradicionais, inclusive em latim, e momentos apropriados de louvor, show, animação, nada que se afaste da correta e sensata postura diante da modernidade. O Regnum Christi não é arqueológico!
Em Cristo,
Pedro
Pedro,
e quem disse que eu falei se o Papa ia estar ou não ao lado do RC? Isso não quer dizer que não haja mesmo um perigo do grupo se desfazer. Que o grupo sobreviva, aliás, seria o melhor, uma vez que não tem culpa se o fundador foi o que foi. Agora, eu realmente não sabia que o RC era assim, porque depois dos escãndalos tenho visto coisas muito negativas, e achei que você poderia estar desavisado. Mas se isso aí é o RC mesmo, retiro o que disse. E é claro que quem bate palmas, dança e pula não é necessariamente da RCC, esse seria um silogismo mesmo peculiar, tendo em vista que não foi a RCC que inventou isso, foram os protestantes.
Luciana,
Se o Papa está ao lado do Movimento e se as vocações só aumentam, não vejo de onde você tira a possibilidade do Regnum Christi se "desfazer".
Hmm, não sabia que a origem da dança, das palmas e dos pulos está na Reforma Protestante. Quer dizer que em festas de aniversário estamos fazendo uma apologia clara do protestantismo?! Palmas, danças e pulos não são males em si, portadores do pecado e da revolução, ainda mais quando são totalmente distintos dos momentos litúrgicos, de adoração e contemplaçã, não havendo qualquer perigo na dessacralização e secularização dos ritos.
Pedro,
Você e eu sabemos de que tipo de palmas estamos falando - não precisamos de um estudo antropológico do costume - e isso basta.
A origem da dança, das palmas, dos pulos, dentro da missa, e também como manifestação de grupos que querem "expressar" a fé (seja em encontros, seminários, etc) surgiu depois da reforma protestante, e começou primeiro com eles - a menos que você tenha alguma documentação provando que foram na verdade os católicos que começaram com este espírito de irreverência - muito longe de ser arqueologia - nos seus econtros com "Cristo".
Se ser jovem e atual passa necessariamente por ter que pular e dançar de forma constrangedora nos encontros e seminários da vida, é apenas para quem infelizmente não conhece outra espécie de juventude, devido a decadência em que vivemos. Pois ver "jovens" de 20 anos, que bem poderiam estar constituindo família, pulando nesse encontro do RC não é e nem poderia ser a continuidade do que sempre foi o espírito (o ethos, se você preferir) católico de todos os tempos.
A menos que eu esteja enganada, pelo tempo que nos conhecemos, desconheço que você próprio tenha participado de momentos de "louvor" e "adoração" em que tenha pulado e dançado ao som de música gospel, o que o torna também a prova viva de que é sim possível ser católico e jovem sem fazer isso. Agora, se você considera a si mesmo como arqueológico por causa disso, não precisa estender para a pluralidade de católicos aí fora, que não dançam e não pulam por inúmeras razões, impossíveis de serem reduzidas à um mero adjetivo.
Luciana,
O RC é divido em sessões de moças e rapazes, senhores e senhoras, por idade e sexo. Além disso, tem iniciativas próprias para as crianças e adolescentes. Músicas, palmas, danças, são inimagináveis na Missa ou num momento de adoração, como na exposição do Santíssimo. Não obstante, em horas adequadas, trabalhando com os mais novos, existe recreação e diversão com tudo isso. Estes momentos não tem nenhuma conotação sacral e ritualística, como fazem alguns grupos dentro da Igreja.
Até entendo a tua "preocupação", mas o RC incita o amadurecimento dos seus membros, o florescimento de homens íntegros, viris e completos.
Pedro
Luciana,
Talvez você deva participar de algum evento do nosso Movimento antes de falar do que não conhece.
Sugiro que participe de uma Mega Missão, por exemplo. Ocorrem na Semana Santa, em Corpus Christi e no dia da Virgem Aparecida. Nestes eventos diversos jovens e famílias vão a casas dos lugares mais distantes, convidando as famílias para irem à Igreja.
Ou talvez um retiro de exercícios espirituais? Poderias conhecer um pouco dos exercícios inacianos.
Somos equilibrados. O católico do Regnum Christi é um católica equilibrado. As missas dos Legionários são Missas piedosas, e os membros do RC a assistem com a maior devoção. Procure assistir uma Missa da Legião sentada ao lado de um membro do RC para entender o que digo.
Cantamos? Dançamos? Batemos palmas? Sim. Mas não na Missa. Nunca na liturgia. Dançamos e cantamos entre nós, com os amigos, nos momentos adequados para isso, porque não somos mórbidos, não somos um bando de católicos zumbis.
E preciso acabar com essa visão de que o católico tradicional, o genuinamente católico, deva ser um letárgico, um cataléptico. Se o Beato Pier Giorgio Frassati ria, brincava e pulava, não vejo porque não possamos seguir o exemplo dos Santos.
Taiguara,
penso que esta argumentação de que "só se deve criticar aquilo que se conhece" - no sentido de que conhecer seja experimentar a coisa -, vai exatamente na mesma linha do que os modernistas sempre defenderam. As "vivências". Ora, isto não é absolutamente necessário para que possamos analisar se determinada coisa é boa ou não, afinal somos católicos, vivemos de acordo com princípios (muito lógicos, aliás), e não de acordo com sentimentos e impressões.
Portanto, o fato de que determinado grupo se sente bem vivenciando a fé de uma certa maneira não implica que esta maneria de vivê-la esteja de acordo com os principios desta mesma fé.
Me espanta o fato de que os católicos equilibrados recorrentemente acusam os católicos extremados de serem puritanos, zumbis, letárgicos, catalépticos, etc., ou que seguem a gurus gnósticos, ou participam de grupos militarizados... mas, quando nós, católicos extremados, dizemos o obvio: "o fundador de seu grupo era um monstro e para mim este grupo deveria acabar" ou "o modo como vocês vivem a fé não está de acordo com os principios católicos, ao menos até onde estudei", ficam tão ofendidos.
E, para ilustrar o que estou dizendo, basta ver que toda essa discussão começou simplesmente por causa de uma crítica bem humorada de minha noiva.
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