
A experiência das eleições é sempre algo enigmático para mim. O maior problema da política brasileira é a concepção estatólatra que permeia e fundamenta o discurso e a práxis. Aqui na Bahia a realidade é muito peculiar. A eleição em Salvador será, sem dúvida, uma amostra do poder fetichista do estado. Enquanto tudo parece ruir, com serviços públicos em total decomposição, um linha de metrô que vive eternamente em obras, greves e protestos, os candidatos oferecem como solução...mais estado!
Os professores estaduais estão em greve há cerca de dois meses. Hoje mesmo vi uma das suas passeatas. Curiosamente procurei alguma bandeira com a estrela vermelha. Não fiquei surpreso ao perceber que não havia uma mísera bandeira do PT tremulando. Se hoje, porém, os professores grevistas repudiam o governo de Jaques Wagner e lutam contra a candidatura de Pelegrino no município é importante destacar, todavia, as décadas e décadas de total estreitamento entre os sindicatos e o PT baiano. Ora, a questão é muito mais complexa do que considerar legítima ou não a greve. Obviamente é um protesto válido, porém em total sintonia ideológica com o que de pior há na mentalidade governista.
Entretanto, além do fetichismo estatista brasileiro há entre nós um resquício da febre romântica petista. Diante do "carlismo" e seus sequazes alguns companheiros soteropolitanos parecem defender orgulhosamente o brio moral do partido. Foi-se o tempo em que votar em ACM - seja neto, filho ou avô - era motivo de anátema dentro de uma família de classe média baiana. Ora, quem vota no PT de Lula pode reclamar do DEM de Antonio Carlos?! O lamentável é saber que alguns petistas ainda se arrogam moralidade e eficiência para reclamar dos eleitores carlistas que parecem que estão saindo do ostracismo.
Triste Bahia! O estado parece que desponta como a saída para a resolução dos problemas que o próprio criara. Salvador, portanto, se encontra entre a ineficiente e danosa ideologia petista e o dinossauro carlista. Que venha o Rex! Salve Antonio Carlos!
Os professores estaduais estão em greve há cerca de dois meses. Hoje mesmo vi uma das suas passeatas. Curiosamente procurei alguma bandeira com a estrela vermelha. Não fiquei surpreso ao perceber que não havia uma mísera bandeira do PT tremulando. Se hoje, porém, os professores grevistas repudiam o governo de Jaques Wagner e lutam contra a candidatura de Pelegrino no município é importante destacar, todavia, as décadas e décadas de total estreitamento entre os sindicatos e o PT baiano. Ora, a questão é muito mais complexa do que considerar legítima ou não a greve. Obviamente é um protesto válido, porém em total sintonia ideológica com o que de pior há na mentalidade governista.
Entretanto, além do fetichismo estatista brasileiro há entre nós um resquício da febre romântica petista. Diante do "carlismo" e seus sequazes alguns companheiros soteropolitanos parecem defender orgulhosamente o brio moral do partido. Foi-se o tempo em que votar em ACM - seja neto, filho ou avô - era motivo de anátema dentro de uma família de classe média baiana. Ora, quem vota no PT de Lula pode reclamar do DEM de Antonio Carlos?! O lamentável é saber que alguns petistas ainda se arrogam moralidade e eficiência para reclamar dos eleitores carlistas que parecem que estão saindo do ostracismo.
Triste Bahia! O estado parece que desponta como a saída para a resolução dos problemas que o próprio criara. Salvador, portanto, se encontra entre a ineficiente e danosa ideologia petista e o dinossauro carlista. Que venha o Rex! Salve Antonio Carlos!
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