
O presente é o tempo que nos foi dado por Deus para nos fazer. A realização do próprio eu só é possível no tempo presente, esse tempo que deve ser redimido através do reconhecimento do homem da sua dependência a um Outro. Entretanto, a grande tentação do homem atual consciente da gravidade da crise da modernidade é a busca quase romântica, porque ideológica, do passado mítico. Existem, portanto, duas saídas certas, ou a identificação da imaginação moral, isto é, do passado que se faz presente mediante a extensão dos ensinamentos transmitidos, afinal o passado ainda não passou, diria Faulkner, ou, então, a tristeza tediosa daqueles que se lamentam pelas eras passadas e não vividas.
O mundo está em crise, o homem não mais produz arte, a cultura se encontra em ruínas, a literatura se encontra em frangalhos. O que fazer? Retornar ao medievo? Louvar as obras renascentistas? Ou quiçá definir a fronteira segura entre a Civilização saudável e enferma? Tal intento, além de aparentemente impregnado de concepções gnósticas, desconhece a profundidade da crise. A salvação do homem se encontra no tempo presente e se tudo parece em desconstrução é porque as bases fundamentais do homem ocidental, esta razão sobrenatural que englobava desde a profundidade espiritual dos místicos até a angústia existencial de poetas do início do século XX, foi sistematicamente minada.
As razões da crise são diversas e complexas. Reduzi-las com a objetividade de um gráfico é desmerecer a gravidade dos eventos. Ademais, a simplicidade na crítica reflete, quase sempre, o simplismo da hermenêutica. Assim, pois, ao invés de olharmos para as tristes mazelas que impulsionam a nossa decadente Civilização, que nunca saberemos até que ponto é mais decadente do que outros períodos civilizatórios, vamos realizar, pintar, escrever, ler, compor, viver com a profundidade que apenas um homem completo é capaz de viver. Não é o ativismo moderno e totalmente desprovido de sentido, de espírito. O que necessitamos é um movimento genuíno porque movido, isto é, impulsionado por algo, por Alguém. Só assim poderemos sair de discursos políticos ou, então, cheios de rancor, e produzir a cultura que perpetuará o legado do passado, as heranças dos nossos antepassados, desde a minha bisavó, passando pelos escritos de Santa Teresinha e chegando até as poesias de T.S Eliot, herança que também é minha, nossa, e renovar o mundo mediante o tempo redimido.
O mundo está em crise, o homem não mais produz arte, a cultura se encontra em ruínas, a literatura se encontra em frangalhos. O que fazer? Retornar ao medievo? Louvar as obras renascentistas? Ou quiçá definir a fronteira segura entre a Civilização saudável e enferma? Tal intento, além de aparentemente impregnado de concepções gnósticas, desconhece a profundidade da crise. A salvação do homem se encontra no tempo presente e se tudo parece em desconstrução é porque as bases fundamentais do homem ocidental, esta razão sobrenatural que englobava desde a profundidade espiritual dos místicos até a angústia existencial de poetas do início do século XX, foi sistematicamente minada.
As razões da crise são diversas e complexas. Reduzi-las com a objetividade de um gráfico é desmerecer a gravidade dos eventos. Ademais, a simplicidade na crítica reflete, quase sempre, o simplismo da hermenêutica. Assim, pois, ao invés de olharmos para as tristes mazelas que impulsionam a nossa decadente Civilização, que nunca saberemos até que ponto é mais decadente do que outros períodos civilizatórios, vamos realizar, pintar, escrever, ler, compor, viver com a profundidade que apenas um homem completo é capaz de viver. Não é o ativismo moderno e totalmente desprovido de sentido, de espírito. O que necessitamos é um movimento genuíno porque movido, isto é, impulsionado por algo, por Alguém. Só assim poderemos sair de discursos políticos ou, então, cheios de rancor, e produzir a cultura que perpetuará o legado do passado, as heranças dos nossos antepassados, desde a minha bisavó, passando pelos escritos de Santa Teresinha e chegando até as poesias de T.S Eliot, herança que também é minha, nossa, e renovar o mundo mediante o tempo redimido.
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