
Com spoilers
Depois de escutar bons comentários a respeito do filme "Branca de Neve e o Caçador" resolvi assisti-lo. Não vou ao cinema buscando reflexões filosóficas ou existenciais, muitas vezes um bom e simples entretenimento é necessário e oportuno para viver equilibradamente. De fato, no quesito aventura o filme é animador. Entretanto, consegui perceber, não sei até que ponto colocado ali de forma explícita, uma referência clara ao imaginário moral cristão.
No aspecto externo são claras as manifestações cristãs do filme. Não havia nenhuma necessidade, por exemplo, em ambientar a produção num aparente reino medieval. O conto, em sua versão original, tanto na tradição oral alemã como fora consolidado pelos Irmãos Grimm, se passa num cenário fantástico, povoado por anões, fadas e monstros. Não obstante, "Branca de Neve e o Caçador" faz uso de certo realismo e constrói uma história com traços que remetem à história do Medievo. Também não havia nenhuma razão fundamental em colocar "Snow White" rezando o Pai-Nosso ou Bispos celebrando o casamento e coroando a bela Rainha ao final, cenas irrelevantes no que se referem ao entendimento da obra. Assim, pois, é sim lícito pensar que estes sinais foram plantados propositadamente, tendo como finalidade atingir o imaginário cristão. É importante lembrar que uma vez li em algum lugar o dado estatístico de que os filmes que mais arrecadavam em Hollywood tinham temáticas conservadoras.
Além de tais referências claras ao cristianismo, o filme consegue abordar as virtudes sem cair em certo maniqueísmo tão recorrente. Obviamente há uma distinção entre bem e mal, verdade e mentira, beleza e feiura. Entretanto, a própria Branca de Neve, ao matar a Rainha Má, a contempla com o olhar da bondade, isto é, da compaixão. A personagem principal, num diálogo com o Caçador, comentara que o ódio que nutria pela madrasta havia se transformado em pena, piedade.
Ainda é possível pensar no bosque das fadas como uma simbolismo da realidade sem pecado original, com homens e criaturas vivendo em perfeita harmonia e em ordem. Ademais, a presença majestosa da árvore, mesma árvore que aparece no escudo real, possibilita a reflexão a respeito. Interessante, contudo, a forma como o filme entende o triunfo do mal na proporção em que o bem se enfraquece. A própria força da floresta negra vinha do medo daqueles que nela entravam. Do mesmo modo a frágil resistência contra a bruxa era incapaz de se organizar porque incapaz de reconhecer a grandeza dos seus valores.
Todavia, mais importante do que procurar referências diretas ou indiretas ao cristianismo, é entender como a nossa imaginação moral é rica em sua diversidade e extensão. A Civilização nos formou de tal modo que anões, fadas, bruxas e princesas nos falam de virtudes e princípios universais, ensinamentos e contos que antecedem ao cristianismo, mas que encontraram a sua plenitude na mensagem evangélica.
Depois de escutar bons comentários a respeito do filme "Branca de Neve e o Caçador" resolvi assisti-lo. Não vou ao cinema buscando reflexões filosóficas ou existenciais, muitas vezes um bom e simples entretenimento é necessário e oportuno para viver equilibradamente. De fato, no quesito aventura o filme é animador. Entretanto, consegui perceber, não sei até que ponto colocado ali de forma explícita, uma referência clara ao imaginário moral cristão.
No aspecto externo são claras as manifestações cristãs do filme. Não havia nenhuma necessidade, por exemplo, em ambientar a produção num aparente reino medieval. O conto, em sua versão original, tanto na tradição oral alemã como fora consolidado pelos Irmãos Grimm, se passa num cenário fantástico, povoado por anões, fadas e monstros. Não obstante, "Branca de Neve e o Caçador" faz uso de certo realismo e constrói uma história com traços que remetem à história do Medievo. Também não havia nenhuma razão fundamental em colocar "Snow White" rezando o Pai-Nosso ou Bispos celebrando o casamento e coroando a bela Rainha ao final, cenas irrelevantes no que se referem ao entendimento da obra. Assim, pois, é sim lícito pensar que estes sinais foram plantados propositadamente, tendo como finalidade atingir o imaginário cristão. É importante lembrar que uma vez li em algum lugar o dado estatístico de que os filmes que mais arrecadavam em Hollywood tinham temáticas conservadoras.
Além de tais referências claras ao cristianismo, o filme consegue abordar as virtudes sem cair em certo maniqueísmo tão recorrente. Obviamente há uma distinção entre bem e mal, verdade e mentira, beleza e feiura. Entretanto, a própria Branca de Neve, ao matar a Rainha Má, a contempla com o olhar da bondade, isto é, da compaixão. A personagem principal, num diálogo com o Caçador, comentara que o ódio que nutria pela madrasta havia se transformado em pena, piedade.
Ainda é possível pensar no bosque das fadas como uma simbolismo da realidade sem pecado original, com homens e criaturas vivendo em perfeita harmonia e em ordem. Ademais, a presença majestosa da árvore, mesma árvore que aparece no escudo real, possibilita a reflexão a respeito. Interessante, contudo, a forma como o filme entende o triunfo do mal na proporção em que o bem se enfraquece. A própria força da floresta negra vinha do medo daqueles que nela entravam. Do mesmo modo a frágil resistência contra a bruxa era incapaz de se organizar porque incapaz de reconhecer a grandeza dos seus valores.
Todavia, mais importante do que procurar referências diretas ou indiretas ao cristianismo, é entender como a nossa imaginação moral é rica em sua diversidade e extensão. A Civilização nos formou de tal modo que anões, fadas, bruxas e princesas nos falam de virtudes e princípios universais, ensinamentos e contos que antecedem ao cristianismo, mas que encontraram a sua plenitude na mensagem evangélica.
Um comentário:
AS VÁRIAS FACES E DISFARCES DO ESPIRITISMO-ANIMISMO, OCULTISMO, MAGIA, NOVA ERA/NWO E CONEXÕES COM O SATANISMO
A Igreja Católica proíbe a idolatria, como: consultar advinhos, cartomantes, tarô, kardecistas, mães/pais-de-santos e horoscopistas; idem, tatuar-se de cobras, escorpiões lagartos, sinais externos de pertença ao demônio, portar amuletos, figas, patuás para evitar o mal e atrair o bem, recitar "orações fortes", correntes de oração, evocar mortos, frequentar umbanda, candomblé, vodu, ir a igrejas evangélicas quase todas - anúncios a rodo - adotantes de mesmas práticas espíritas, como expulsão de supostos maus espíritos e afastar malefícios, turbinar a vida financeira, admitir a herética teologia da prosperidade - a teologia do "ter", não do "ser" etc., tentam a Jesus como o diabo, querendo usá-lo por interesses, são práticas condenáveis pela Igreja, pois há sensível participação de forças ocultas.
Não é de duvidar também que muitas das supostas manifestações, comunicações mediúnicas de espiritismo são fraudes de mágicos, ocultismo ou sugestões hipnóticas de cura; aliás, não existe católico-espírita, apenas espírita que se diz católico, assim como os admitentes das teorias e práticas doutro ramo, o kardecismo, o qual ainda admite a teoria anticristã reencarnacionista, em confronto com o Evangelho, pelo qual após a morte a alma é levada a julgamento; veja Hb 9,27 etc.
Incluem-se sedutores filmes de aparências inocentes e ingênuas, estilo Harry Potter, Anime Naruto, envolvendo "diabinhos, monstrinhos", etc., revistas de "bruxinhos" etc, os mais diversos "seres cósmicos", sendo bem engendradas maquinações de Satanás, sutilmente envolvendo e atiçando a mente especialmente das crianças, aderindo às práticas esoteristas até à subversão total; o método do diabo é: apertar o cerco aos poucos, até chegar à captura definitiva da pessoa a ponto de quase obstruir uma reeducação cristã.
Idem, o mesmo conceito perverso se atribui às religiões orientais, também algo filosóficas como as práticas meditacionais da Yoga, Seicho-no-ye e outras "holísticas" de curas integrais em que há explícito panteísmo e deísmo subjetivo, em que a pessoa por práticas meditacionais pode integrar se a Deus.
Doutra forma, deixar-se submeter ao aparente inocente hipnotismo é perigoso, com riscos de dependência de mentes perversas e outros negativos; idem é o "setting" ou espiral de silêncio - a lavagem cerebral - adotado por igrejas evangélicas onde o pastor doutrina ideologias religiosas em amplificadores aos berros, gesticulando com interpelações ininterruptas e condenações às pessoas - em silêncio absoluto e concentradas nele - e nesse momento pedem dinheiro, cobram, insistem, ameaçam... São momentos em que há interferência no cérebro e a não seguidores do proposto pode causar submissão e dependência... Há de se tomar muito cuidado!
Ao Deus único e trino pertence o futuro e toda vez que, de alguma forma tentamos desvendá-lo ou conhecer o oculto para fazer ou não acontecer algo, somos tentados e consentimos no orgulho e soberba ao assim agirmos: o querermos ser como Deus, de forma implícita no mínimo; dominar o invisível à nossa volta, de forma a mantê-lo sob controle de nossos ideais e interesses.
Há várias referências bíblicas à condenação dessas atitudes idolátricas, no AT: em Dt 18,10, Jr 28,29 2 e Is 8,9 Rm, etc., e no NT como em Mt 6,24 e Lc 16,13: Ninguém pode servir a dois senhores... E em todos e a Igreja adverte de não prática dessas ações, graves desvios na fé cristã. Confira o Catecismo Católico: 2115- 2117.
Sem dúvida, é atestado público de desconfiança na pessoa e poder de Jesus de nos proteger e salvar plenamente, já que por duvidar ou achar que não nos protege ou atende o suficiente, recorremos a outras "forças ocultas" para suprir tal deficiência que julgamos existir de alguma forma de sua parte; quem assim procede e se mantém, está dominado; é desde já comparsa de Satanás para a eternidade afora...
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