
Coloco a seguir um trecho muito interessante do livro "El atractivo de Jesucristo", de Dom Luigi Giussani, que transcrevi e traduzi:
Os dois pilares humanos de qualquer relação são, por um lado e antes de tudo, a admiração e, por outro, o sacrifico.
A admiração sempre remete a uma presença, mas uma presença que é algo excepcional. A admiração te remete não à presença da pessoa como tal é, senão a algo excepcional que há nela, que vibra no ar dessa pessoa. Essa pessoa, de fato, há sido e é “criada”, se fez Outro, te manda a Outro, há algo que está antes dela.
Este “algo que está antes dela” se há feito homem e você já conhece a história: por ela tem fé e amor a Ele. Mas essa Presença que é anterior à presença que te impressionou tem que fazer com que entre nela. A memória dAquele que a fez, dAquele que a faz, de Cristo, deve penetrar na presença que te há impressionado.
E isto implica um sacrifício contra tudo o que quereria te deter na surpresa, que ficasse na admiração. Portanto, é mediante a admiração e o sacrifício como se afirma a Deus, perdão, como se afirma a Cristo, porque Deus se há feito Cristo.
Em resumo, podemos identificar três momentos:
- A você algo te impressiona. Mas algo te impressionou verdadeiramente quando diz: “Que grande é Deus” Como minha mãe com as estrelas do céu: “Deus, que grande és!”
- Então o assombro que experimento se deve a algo que está “antes” que essa estrela. Agora bem, isso que é anterior a essa estrela se fez homem. Esta é a graça, a graça que foi dada, a fonte da graça: a fé.
- Mas é então quando começa a tua tarefa: você deve fazer passar a isso que vimos antes, que está antes, a Deus que fez essa estrela, que se fez homem; tem que deixar entrar a este homem dentro do aspecto que te impressiona. Então esse aspecto se volta verdadeiro, mais verdadeiro, cada vez mais verdadeiro, e te completa cada vez mais, porque é o Eterno quem penetra nele. Mas para que deixe entrar ao “que está antes” do que te impressionou e que Ele há feito, requer-se a cruz, o sacrifício: o sacrifício e a cruz, quer dizer, separar-se de tudo o que faria deter-se na simples admiração. Se você para nela não dará espaço a tudo o que a coisa tem; se para na admiração à estrela não verá todo o espaço a que pertence, todo o espaço que a estrela te sugere, não verá todo o céu, todas as outras estrelas. É mais verdadeiro separar-se disto e dizer, como disse minha mãe: “Que grande é Deus!”: faz com que a estrela resulte mais verdadeira. Já não a pode perder. Depois de 50 anos, que vá, depois de 60 anos, já não a perderei.
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