quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Julia Roberts, Freiras e a Felicidade


É cada história que nós ouvimos; Padre que larga o Sacerdócio e vira guerrilheiro das FARC, Padre que continua no Sacerdócio e se comporta como guerrilheiro das FARC, Freira militante abortista, monge que reza com mãe-de-santo, missa "afro" em Catedral, celebração "eucarística" com caldo de cana e rapadura etc.

Tudo isso é muito triste e lamentável, OBVIAMENTE! Mas fazendo uma breve reflexão eu me peguei pensando nos protagonistas de tais absurdos. De fato, devem ser pessoas "pesadas", pavorosas e melancólicas, afoitas por encontrar um objeto que dote de sentido a opção tão radical que fizeram. Eu, particularmente, não consigo entender de forma lógica o porque de alguém colocar-se tão violentamente contra aquilo que, teoricamente, deveria viver. Claro que se levarmos em consideração a mentalidade relativista que descontrói a consciência e qualquer percepção concreta do real tudo faz "sentido". Não obstante, por mais claro que seja o diagnóstico, continuo acreditando que os promotores da revolução são, por natureza, homens ansiosos por SER, por isso tendem ao hedonismo, materialismo - e aqui entra tanto o marxismo quanto o sexismo tão aberto à cultura homossexual - e às paixões ideológicas.

Ontem eu comecei a assistir um filme que estava aqui no computador mas desisti bem antes da metade; Comer, Rezar e Amar, com Julia Roberts. Até onde eu vi era uma total e completa porcaria. A história pode ser resumida em conceitos brevíssimos; individualismo e hedonismo. Uma senhora que, ligada a uma profecia feita por um guru cambojano, divorciou-se e que, na sua "infelicidade" pós-moderna, resolveu viajar para a Itália, Índia e Bali. O melhor dos personagens era o ex-marido que, gritando na audiência de separação, afirmou muito racionalmente que ela jamais reclamara da relação - o que mostra o caráter passional do divórcio - e que a sua escolha pessoal era optar por ela - claro que sem nenhum sucesso. O enredo por si só pode ser definido como "bizarro", mas o ethos que perpassava toda a produção era muito interessante justamente por ser o espírito de miserabilidade - crise metafísica - do mundo atual. Na Julia Roberts "infeliz" e divorciada, vivendo em busca de prazer, amor, alegria e todas as idéias do imaginário atual, eu consigo enxergar tanto o petista militante apaixonado como a freirinha ambientalista que abraça um tronco de Ipê.

3 comentários:

Anônimo disse...

Se vc não assistiu todo, como pôde fazer uma critica tão infeliz?

Rafael Kafka disse...

Eu infelizmente assisti inteiro e referencio a crítica.

A autora do livro, em que o filme se baseou, é uma maluca de extrema-esquerda que vive um "casamento" aberto e se enquadra em todo o estereótipo da novaiorquina esquerdopata e desequilibrada.

Flávio Villela (Zé) disse...

Para a cultura americana que se espalhou pelo Mundo a felicidade é sexo com maior número de pessoas possível e o prazer individual; rezar então só nos títulos dos filmes.
blog "O Cristão Comprometido"

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