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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Por que 2 bilhões de pessoas assistiram ao casamento do Príncipe William?


O fato de as mídias divulgarem escândalos cometidos por membros das famílias reais comprova que, conscientemente ou não, para a opinião pública a nobreza deve ser integra em sua apresentação e em suas ações e ser exemplo para as demais famílias do país.

Uma família real é, antes de tudo e simplesmente, uma família. Mas não qualquer família, é a família por excelência da Nação. Aquela que tem por vocação ser modelo e arquétipo do trato familiar em seu país. Os povos tendem a querer que, o que há de bom e saudável em seus lares, exista de maneira ainda mais excelente naquela residência que os representa: a casa real.

Uma nação é um conjunto de famílias, e, por isso, o modelo monárquico naturalmente o de todos os povos, desde que se tem notícia na História da Humanidade, até a Revolução Francesa de 1789. Antes disso houve algumas repúblicas, é certo, como entre os gregos da Antiguidade e, na Idade Média, as repúblicas aristocráticas, como as de Veneza e Gênova. Mas todas elas tinham por base a desigualdade de classes sociais. Entre os gregos antigos, essa desigualdade admitia até a escravidão. Na Idade Média, sob o maternal bafejo da Igreja Católica, o relacionamento entre as classes era de harmonia e cooperação. Seja como for, o fato é que a regra absolutamente generalizada era a monarquia.

A recente proliferação de repúblicas – estamos falando de séculos, portanto, é recente - foi algo imposto por minorias ideológicas fanatizadas pelo princípio da igualdade social, elevado à categoria de dogma absoluto. Surgiram então as repúblicas revolucionárias, nascidas das convulsões do final do século XVIII, sob o impulso das seitas iluministas na França, carbonárias na Itália e outras do gênero.

No Brasil, o golpe militar de Deodoro, que destituiu D. Pedro II e exilou a família imperial, não se deveu à aclamação do povo. O próprio Aristides Lobo, considerado um dos “pais” da República brasileira, confessou em suas memórias que “o povo assistiu bestificado a proclamação da República”.

Em uma república moderna revolucionária, o líder máximo é muitas vezes um simples qualquer – como eu, às vezes pior, acredite – que nada tem de representativo das das qualidades de um povo. Ele exerce legitimamente a Suprema Magistratura do país, mas não é representativo de suas qualidades, de seus sonhos, em suma de sua alma. É um simples gerente.

E é justamente essa ausência sistemática de representatividade familiar em numerosos governos do mundo moderno, um dos elementos - acredito eu - que fez com que 2.000.000.000 de pessoas voltassem ansiosas e comprazidas suas atenções para o casamento do herdeiro do trono da Inglaterra, país que ainda conserva algo dessa autenticidade monárquica, ao menos simbolicamente, independente de escândalos e decepções que membros da família real possam dar e que a mídia esquerdista habilmente explora.






sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Repúbrica - Moda de viola

(Este artigo foi atualizado em 1/12/2009 às 23:07)

Trata-se de uma música da campanha monarquista do plebiscito de 1993. Infelizmente não conheço o nome do autor da letra e de seus intérpretes.

Clique abaixo para ouvir:

Download

(Veja, no final, como colocar essa música em seu blog)

Por decreto-lei sou repubricano,
pois quem decretô foi o Floriano.
Voto obrigado uma vez por ano,
capricho nos voto e faço meus plano,
mas no fim das conta entro pelo cano, oiá.

Cada vez que eu voto, voto deferente,
é prá vereador, é prá presidente,
voto num pilantra muito eloqüente
ou num carcareco que me mostra os dentes,
só não abro mão do voto consciente. (Oh! Eleição danada!)

O meu candidato topa desafio,
e promete ponte onde não tem rio,
e promete escola pra educá meus filho
e enchê meus bolso que nasceu vazio,
mas depois de eleito fica no macio. (Candidato bão, sô!)

O meu candidato é muito preparado,
corre atrás de voto que nem cão danado.
Já foi bem vermeio tá esverdiado.
Sabe despistar o que fáiz de errado.
Mas tem rabo de palha prá todo lado, oiá.

Candidato gosta é de cambalacho,
ele lá em cima, nóis aqui embaixo.
Prá ganhá os voto banca o cabra macho,
mas deixa o povão com cara de tacho.
Quero gente boa, mas eu nunca acho, oiá.

Pago muito imposto e quero melhoria,
nunca tenho vez, sempre entro em fria.
Acabô a verba, a caixa tá vazia,
Mas sobra de monte pro trem da alegria.
E quem sai ganhando é mesmo a quadrilha. (hahá! verba marvada!)

Sobe o candidato e pára o que o outro fez.
Inaugura obra três ou quatro vez,
o preço de uma dá prá mais de três,
vou votar de novo porque sou freguês.
Mas se eu pudesse punha no xadrez, oiá.

Essa tar repúbrica não me tapeia,
encheu tanto a cara, que já cambaleia.
Anda capengando que nem vaca véia
toda remendada e cada vez mais feia,
Doente terminal não há quem remedeia. (Aí, republica danada sô!)

Já bancou repúbrica triunfalista,
Foi nova repúbrica e foi getulista,
repúbrica véia parlamentarista,
era Brasil novo e já baixou a crista.
Mas o que resorve é ser monarquista!

***

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