O Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, esteve no Brasil, numa viagem oficial. Os membros do governo defenderam a visita como sinal da relevante posição do nosso país na diplomacia internacional. Já a oposição criticou a vinda do polêmico líder iraniano que ainda foi recebido com todos os salamaleques do cerimonial.
O que achei mais pertinente não foi nem a criticada visita de Ahmadinejad, mas os dois pesos e duas medidas da mídia e dos políticos brasileiros. Chávez, quando vem ao Brasil, não é alvo de 1/3 dos protestos dirigidos ao kamarada iraniano. Claro que todos os regimes ditatoriais são atrozes, mas é fato que o bolivarianismo da Venezuela, se comparado ao regime islâmico no Irã, é muito mais chocante ao Brasil.
Ora, no Irã a fé bahai é perseguida, homossexuais encarcerados e o Holocausto negado - o judaísmo não é tolhido, inclusive, constitucionalmente, o parlamento iraniano deve ter representantes judeus, zoroastrianos, católicos, cristãos armênios e assírios. Enquanto isso, na Venezuela, a Igreja Católica é perseguida, venezuelanos de ascendência espanhola apontados como herdeiros dos opressores europeus (sic) e a classe média vista como a encarnação do Capeta. Não estou aqui diminuindo a violência cometida pelo regime do Irã às minorias, mas não posso negar que em terras chavistas a identidade da maioria é perseguida pelas políticas ditatoriais do bolivarianismo. Boa parte dessas realidades culturais também são comuns ao Brasil, por isso, para o brasileiro médio, perseguir a Igreja Católica, por exemplo, diz mais do que a perseguição a fé bahai, desconhecida no nosso país e com um número insignificante de seguidores.
Tolher a liberdade religiosa, restringindo o bahaísmo, desperta a ira adormecida dos deputados e senadores brasileiros, mas tolher a mesma liberdade religiosa, atormentando a Igreja Católica, que congrega 85% dos venezuelanos e 75% dos brasileiros, não é tão escandaloso. Encarcerar e punir homossexuais, como ocorre no Irã, vale o tempo gasto em protestos, mas aborrecer brancos, heterossexuais e a classe média, que compõe a esmagadora maioria da população, não merece nenhuma insurgência.
O que achei mais pertinente não foi nem a criticada visita de Ahmadinejad, mas os dois pesos e duas medidas da mídia e dos políticos brasileiros. Chávez, quando vem ao Brasil, não é alvo de 1/3 dos protestos dirigidos ao kamarada iraniano. Claro que todos os regimes ditatoriais são atrozes, mas é fato que o bolivarianismo da Venezuela, se comparado ao regime islâmico no Irã, é muito mais chocante ao Brasil.
Ora, no Irã a fé bahai é perseguida, homossexuais encarcerados e o Holocausto negado - o judaísmo não é tolhido, inclusive, constitucionalmente, o parlamento iraniano deve ter representantes judeus, zoroastrianos, católicos, cristãos armênios e assírios. Enquanto isso, na Venezuela, a Igreja Católica é perseguida, venezuelanos de ascendência espanhola apontados como herdeiros dos opressores europeus (sic) e a classe média vista como a encarnação do Capeta. Não estou aqui diminuindo a violência cometida pelo regime do Irã às minorias, mas não posso negar que em terras chavistas a identidade da maioria é perseguida pelas políticas ditatoriais do bolivarianismo. Boa parte dessas realidades culturais também são comuns ao Brasil, por isso, para o brasileiro médio, perseguir a Igreja Católica, por exemplo, diz mais do que a perseguição a fé bahai, desconhecida no nosso país e com um número insignificante de seguidores.
Tolher a liberdade religiosa, restringindo o bahaísmo, desperta a ira adormecida dos deputados e senadores brasileiros, mas tolher a mesma liberdade religiosa, atormentando a Igreja Católica, que congrega 85% dos venezuelanos e 75% dos brasileiros, não é tão escandaloso. Encarcerar e punir homossexuais, como ocorre no Irã, vale o tempo gasto em protestos, mas aborrecer brancos, heterossexuais e a classe média, que compõe a esmagadora maioria da população, não merece nenhuma insurgência.
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