segunda-feira, 7 de outubro de 2013

As viúvas-da-libertação da década de 70

Estava lendo um desses artigos que parece que foi escrito na empolgação da década de 70, mas que deve ter sido digitado num moderníssimo MacBook. Nele o autor descrevia o catolicismo do séc. XXI, tratando do papel singular que terá a Igreja na América-Latina nesse novo cenário. Entretanto, o mais interessante nem é aquele delírio já recorrente, mas, isto sim, a incapacidade de enxergar o fracasso colossal do discurso e da prática da Teologia da Libertação.

Um dos fatores mais marcantes em tais artigos é o modo como forjam uma nova realidade. Eric Voegelin não se impressiona! Toda a esquerda, seja onde for, necessita da vitimização como fator de propulsão do seu discurso. Talvez lá na década de 70, quando vivíamos sob o regime militar e ainda havia uma ampla compreensão do caráter sacramental e salvífico da missão da Igreja, talvez aí, nesse contexto, o discurso da Teologia da Libertação, fazendo um uso abundante daquilo que depois se tornaram seus chavões vazios e sua linguagem truncada, empolgassem um sem número de jovens tropicalizados. O tempo passou, essa mesma linguagem se tornou ordinária, o regime militar caiu e a esquerda, finalmente, conquistou o poder e adquiriu o controle em amplas frentes sociais. 

Tudo mudou, menos a própria Teologia da Libertação! É sintomático o fato de que grande parte dos seus adeptos, quando fazem aquelas análises conjunturais que só são lidas por militantes octogenários, ainda acreditam que vivem sob um regime autoritário e que pululam pelas paróquias do Brasil padres de batina que passam o dia opressivamente pensando na salvação das almas! Vejam só! O cenário que pintam é uma tentativa desesperada de negar o óbvio: eles se disseminaram como praga e deixaram por onde passaram a terra devastada. Agora querem apresentar a doença como o remédio, colocando na conta da Igreja "reacionária" a responsabilidade pelo buraco que deixaram.

Qual é, então, o catolicismo do séc. XXI? Aquele onde as igrejas estão vazias, os conventos mendigam vocações e os mosteiros são colocados à venda? Durante trinta anos a Teologia da Libertação foi hegemônica no Brasil e só deixou como herança a derrocada solene do catolicismo. Até mesmo os seus pobres, alvos de tantas reflexões, debates, textos, livros, mas que foram poucas vezes contemplados como a face do Cristo sofredor, debandaram para o protestantismo evangélico. Entretanto, os adeptos das mais estapafúrdias teologias progressistas insistem em cantar vitória, em louvar os seus projetos e subsídios como luzes em meio às trevas.

Resumidamente, tudo cheira a mofo. Quando me deparo com análises de conjuntura e textos que proclamam a "construção do Reino" automaticamente penso em costeletas, calças boca-de-sino e Saturday Night Fever. Ou há uma mudança de cosmovisão, buscando uma verdadeira atualização do discurso - retomando aquelas verdades eternas que foram esquecidas e que estão sendo sistematicamente redescobertas pelos jovens - ou a cúpula de uma certa instituição conferencial vai continuar falando apenas para um grupo de senhores de idade que ainda choram pela queda do muro de Berlim.

Um comentário:

Anônimo disse...

"TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO" E UMA CAMBADA DE BURGUESES ESQUERDOPATAS E PEDERASTAS!! PARASITAS NÃO GOSTAM DE REGIME MILITAR!!!