quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ser tolerante, ou não ser tolerante, eis a questão!

Pedro Ravazzano

Os “protestos” organizados quando da Jornada Mundial da Juventude trazem consigo uma pertinente reflexão sobre a mentalidade peculiar do militante das causas “modernas” e “arejadas”. Não só na Espanha, mas como também aqui no Brasil a lógica própria, que funda as ações ideológicas, destaca não apenas o caráter totalitário de tais movimentos como a sua essencial intransigência com tudo que, direta ou indiretamente, oponha-se ao objetivo ansiado.

O Movimento do Abecedário, isto é, LGBTT, impõe ao mundo a sua forma de pensar e orquestra um grande rede de poder que tem como fim tolher qualquer iniciativa que coloque-se na antípoda dos axiomas da modernidade. Anarquistas, socialistas cults, homossexuais engajados, ateus militantes, todos estes engrossam a fileira em prol da cartilha ideológica politicamente correta.

Por um lado, através do poder político governamental, fazem valer pela força leis que transgridem qualquer idéia de direito e criam verdadeiras constituições paralelas que privilegiam as minorias. Obviamente, e aqui não cabe nenhuma inocência, a causa dos grupos minoritários militantes concede ao estado poder de legislar sobre pontos cruciais da vida social; é o estado que define a vida, é o estado que distingue as raças, é o estado que marca a fronteira entre o moral e o imoral, é o estado que limita a religião etc. Sem embargo, o excesso poderio estatal, numa situação ordinária, cresce na proporção dos decibéis dos militantes que clamam pela proteção das leis contra a perversa e intolerante sociedade! Não sem propósito o governo brasileiro custeia e mantém um número invejável de ONGs ligadas às mais ricas e necessárias causas.

O pacto entre o governo - fortalecido pelas minorias – com as minorias - elevadas a um estado de tão grande prestígio que as leis para elas estão numa constante epokhé - finca as bases de toda a ação organizada contra a Igreja e a normalidade. O militante que se sente confortável para debochar de freiras e padres lançando vitupérios e os agredindo fisicamente, é o mesmo militante que, no dia seguinte, aparece com olhinhos tristes e lacrimosos no jornal da manhã alegando que neo-nazistas agrediram o seu companheiro. Qualquer indivíduo com bom senso consegue captar a barbaridade moral de ambos os atos. O militante, por sua vez, reclama quando é agredido mas na tarde seguinte já está liberando o seu trauma queimando retratos do Papa e ultrajando jovens de batina.

A soberba ideológica da noite e a vitimização da manhã são duas faces de uma mesma moeda; por um lado extravasam a sua ira totalitária e, por outro, apelam para o lado sensível que, quando maximizados pela grande mídia, atingem uma parte considerável da população.

Esse politicamente correto que abrange questões religiosas, raciais, sociais, afetivas, políticas, ainda alegando flexibilidade e tolerância, destaca-se pela intolerância contra tudo que, pelo simples fato de existir, já é visto como obstáculo vivo da própria intolerância. Um branco, heterossexual, católico, classe média e conservador, por ser branco, heterossexual, católico, classe média e conservador é um inimigo da causa e um potencial alvo das agressões dos militantes.

Ser tolerante, no axioma moderno, é ser delimitado pelas leis do estado e controlado pelos movimentos ideológicos que determinam onde começa e acaba o mundo cor-de-rosa paz e amor da tolerância que eles edificaram.

Um comentário:

Aline Bessa disse...

Pedro Ravazzano, seu subversivo! Haha, brincadeira. Discordo profundamente de muitos dos seus argumentos, mas meu objetivo com esse comentário não é discorrer sobre eles. :-) Fico contente em vê-lo defendendo seus pontos de vista com tanta energia; acho isso fundamental em qualquer ser humano (em particular, em regimes democráticos como o nosso).

Que massa que você conhece o Luís Guilherme (aka Hanson)!!

Abs