sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Quando defender a Canção Nova é conveniente

Os acontecimentos relacionados com a Canção Nova e sua atuação nas eleições têm dado forma a um cenário, no mínimo, peculiar. Os que antes se levantavam em total aposição ao apostolado da CN hoje transformam Pe. José Augusto no grande herói da nação brasileira e Mons. Jonas no santo sacerdote boicotado pela atual administração da Associação.

De fato, Pe. José Augusto foi de destacada coragem e bravura ao proferir uma homilia tão contundente e impactante, tratando com realismo e objetividade o perigo do crepúsculo da cultura da vida no Brasil. Entretanto, a árvore má pode dar bons frutos? De onde Pe. José Augusto saiu? Da própria Canção Nova! É o mesmo Sacerdote que sempre pregou nos encontros do PHN, nas Missas “animadas” e que louvava os carismas. Concordo, partindo de uma leitura equilibrada, que reflexões sensatas - brotadas não do anseio diabólico de destruir - em relação a algumas particularidades excessivas perpetradas por certos grupos carismáticos sejam até bem vindas. Entretanto, é de se refletir; os que antes consideravam a Canção Nova um “câncer” na Igreja do Brasil hoje se colocam como preocupados telespectadores dos problemas internos desta Associação de Direito Pontifício.

As atitudes do Sr. Wellington Jardim, Cofundador/Administrador, são, objetivamente, estranhas e até contraditórias; desautoriza o Pe. José Augusto e afirma que este não fala pela instituição sendo que o próprio mandara cartas pedindo votos para seus candidatos supostamente escolhidos, como afirma, pela Igreja. Não há como negar que tal contexto é penoso e triste, perceber que uma obra de Deus tão pujante, ainda que por força das circunstâncias, fora colocada no centro de uma discussão política terrivelmente mundana. Considero agravante, sem dúvida alguma, o fato de haver certa tendência de apoio ao Partido dos Trabalhadores por parte de alguns nomes da CN, como o Sr. Wellington e o Sr. Gabriel Chalita, que pode ser percebida seja nos pronunciamentos explícitos do apresentador-deputado como nas cartas emitidas pelo atual Administrador. A desautorização do Pe. José Augusto fortalece ainda mais esse entendimento.

Entretanto, dentro desse cenário, os que outrora acusavam a Canção Nova de heresia e modernismo hoje se levantam como os defensores do Sacerdote boicotado e do Monsenhor silenciado. Até onde encontramos uma verdadeira preocupação com o destino desta Associação? Ou será que não passa de oportunismo a usurpação de tão lamentável acontecimento para expor as mazelas humanas que se fazem presentes em todos os lugares onde estão os pecadores?

Não quero, de forma alguma, criticar um extremo caindo na outra ponta. Se por um lado não devemos “jogar o bebê com a água da bacia”, ou pior, lançar mão da falsa comoção hipócrita, não é sensato pender para uma leitura extremamente açucarada e passional que não enxerga problemas, dificuldades ou divisões; tudo está perfeito e nada pode ser criticado.

Considero esse momento muito oportuno não só para o crescimento da Canção Nova como para o entendimento da sua importância na Igreja do Brasil!

Rezemos e atuemos para que a Canção Nova cresça na fé e seja um instrumento cada vez mais ardoroso em defesa da cultura da vida!

7 comentários:

escapei do aborto disse...

foi o comentario mais honesto que já vi a respeito do ocorrido,cheguei perceber essa conveniencia nos foruns do orkut.parabens, muito boa reflexão!!!

Ricardo disse...

Em Cachoeira Paulista, cidade do interior de São Paulo onde fica a sede da Canção Nova, Dilma venceu Serra no primeiro turno: 6.673 voto contra 6.242. Note-se: Serra saiu vitorioso na esmagadora maioria dos municípios paulistas. Desde já podemos eleger essa cidade como a capital nacional do aborto e erguer lá um templo para Herodes. Sacerdotes não faltarão, vítimas sacrificiais tampouco. Parece que os "católicos" da Canção Nova e o sacerdote Challita (com nova grafia...)trabalharam bem para a candidata.

Junior Soares disse...

Boa colocação. Muita honesta mesmo.
Eu reparei também no animo de muitos eleitores do Serra que esquecem que ele é apenas mau menor com relação a Dilma e ao PT e não bem.

De fato, muitos estão no fundo mais preocupados em angariar votos pra Serra do que defender os valores da Vida e da Igreja.

Anônimo disse...

Caríssimo irmão Pedro, não entendi muito bem o comentário sobre o "Monsenhor silenciado". Não tenho acompanhado todos os detalhes dessa estória e por isso pergunto se o vosso comentário foi apenas devido ao fato de o Sr. Wellingon ter falado em nome da Canção Nova e não o Monsenhor Jonas, ou teria algo mais?

Taiana Froes disse...

Acho muito contraditorio que a Cn Desautorize o Padre José Augusto, ainda por cima por ter dito a verdade! Nós católicos somos a favor da vida, pq a CN esta se posicionando contra um padre que defede a vida? Os interesses políticos dentro da comunidade pesam mais do que a doutrina católica de respeitar a vida desde a sua concepção? O pronunciamento da CN foi infeliz, e a situação actual (divisao dentro da propria comunidade) não é nada favorável a Canção Nova!

Anônimo disse...

caríssimos. A CN com certeza é projeto de Deus. E se é de Deus todos deveriam "ouvir" a voz de deus em seu corações. Foi o que fez o Pe jose Augusto, que com coragem e determinação cristâ, se fez voz de Deus contra os que querem uma nova ordem mundial e também contra os que querem uma "NOVA CANÇÃO NOVA". Não tenhamos medo, pois se até em os discípulos escolhidos de Jesus tinha um traidor, imaginem neste mundo de pecadores. A paz, de Deus, para todos.
também não entendi a posição de Pedro.

Anônimo disse...

Amigos

Quanta decepção!!!Era assídua no programa do Chalita e o admirava demais Vibrei com o comentário do padre Zé Augusto-a quem continuo admirando muito-porém, ele serviu de "BOI DE PIRANHA",Todos se emudeceram, com covardia e medo!Que falta faz um padre Léo!!Meu profundo pesar pela atitude dos demais membros da Canção Nova que sempre amei e de onde sou socia!