por Marcelo Coelho
http://cooperadordaverdade.wordpress.com/
Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, escreveu uma carta aberta ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Para os mais desavisados, Lugo era bispo e foi reduzido ao estado laical após ser eleito presidente do Paraguai (embora tenha se candidatado em desobediência ao Vaticano, que não permite que sacerdotes sejam políticos). Nas últimas semanas assumiu a paternidade de um filho concebido quando ainda era bispo e mais duas mulheres alegam que Lugo também é o pai de seus filhos.
Tanto Dom Balduíno como o presidente Lugo são exponentes da Teologia da Libertação e não é outro o motivo pelo qual o bispo brasileiro escreve uma carta em apoio a Lugo. A carta mostra muito bem um dos males da Teologia da Libertação: a politização de tudo.
Dom Balduíno já começa argumentando que a imprensa brasileira repercutiu o fato fazendo coro ao Partido Colorado (oposição a Lugo), como se o fato de noticiar tal absurdo fosse um ato oposicionista ao presidente paraguaio. Talvez criticar o presidente de uma das nações mais auspiciosas no processo de libertação, nas palavras do bispo, seja pecado…
Absurdo é o bispo brasileiro congratular o presidente paraguaio pelo ato de valentia e sinceridade. Que valentia? Que sinceridade? Valentia em violar o celibato clerical? Sinceridade em ter relações sexuais fora do matrimônio? Valentia em assumir o filho só depois que o caso foi parar na imprensa? Com efeito, Fernando Lugo violou não apenas suas obrigações de bispo, mas também de simples católico.
Dom Tomás Balduíno critica, ainda, os bispos paraguaios por terem pedido perdão pelos pecados da Igreja paraguaia, numa referência implícita ao caso de Lugo. Segundo Dom Balduíno, a Igreja não teria perdido perdão por suas supostas omissões aos anos de tirania dos governos paraguaios (anteriores a Lugo, é claro) e essa declaração pode ser usada pela oposição para desestabilizar o governo por meio de um moralismo hipócrita.
O pressuposto implícito desses argumentos é que muito mais importante que os pecados pessoais que cometemos são os pecados sociais, as estruturas de injustiça que oprimem o povo. E a redenção não se alcança buscando a santidade (ao menos como ela é entendida ordinariamente), mas lutando pela revolução. Proselitismo socialista puro. Ou defender o cumprimento de um mandamento virou moralismo hipócrita?
Infelizmente, não posso dizer que estou surpreso com a carta de Dom Tomás Balduíno. Na luta pelo socialismo vale tudo e todos os erros são desculpados em favor da causa.
Santo Cura D´Ars, padroeiro do clero, rogai por nós!
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Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, escreveu uma carta aberta ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Para os mais desavisados, Lugo era bispo e foi reduzido ao estado laical após ser eleito presidente do Paraguai (embora tenha se candidatado em desobediência ao Vaticano, que não permite que sacerdotes sejam políticos). Nas últimas semanas assumiu a paternidade de um filho concebido quando ainda era bispo e mais duas mulheres alegam que Lugo também é o pai de seus filhos.
Tanto Dom Balduíno como o presidente Lugo são exponentes da Teologia da Libertação e não é outro o motivo pelo qual o bispo brasileiro escreve uma carta em apoio a Lugo. A carta mostra muito bem um dos males da Teologia da Libertação: a politização de tudo.
Dom Balduíno já começa argumentando que a imprensa brasileira repercutiu o fato fazendo coro ao Partido Colorado (oposição a Lugo), como se o fato de noticiar tal absurdo fosse um ato oposicionista ao presidente paraguaio. Talvez criticar o presidente de uma das nações mais auspiciosas no processo de libertação, nas palavras do bispo, seja pecado…
Absurdo é o bispo brasileiro congratular o presidente paraguaio pelo ato de valentia e sinceridade. Que valentia? Que sinceridade? Valentia em violar o celibato clerical? Sinceridade em ter relações sexuais fora do matrimônio? Valentia em assumir o filho só depois que o caso foi parar na imprensa? Com efeito, Fernando Lugo violou não apenas suas obrigações de bispo, mas também de simples católico.
Dom Tomás Balduíno critica, ainda, os bispos paraguaios por terem pedido perdão pelos pecados da Igreja paraguaia, numa referência implícita ao caso de Lugo. Segundo Dom Balduíno, a Igreja não teria perdido perdão por suas supostas omissões aos anos de tirania dos governos paraguaios (anteriores a Lugo, é claro) e essa declaração pode ser usada pela oposição para desestabilizar o governo por meio de um moralismo hipócrita.
O pressuposto implícito desses argumentos é que muito mais importante que os pecados pessoais que cometemos são os pecados sociais, as estruturas de injustiça que oprimem o povo. E a redenção não se alcança buscando a santidade (ao menos como ela é entendida ordinariamente), mas lutando pela revolução. Proselitismo socialista puro. Ou defender o cumprimento de um mandamento virou moralismo hipócrita?
Infelizmente, não posso dizer que estou surpreso com a carta de Dom Tomás Balduíno. Na luta pelo socialismo vale tudo e todos os erros são desculpados em favor da causa.
Santo Cura D´Ars, padroeiro do clero, rogai por nós!
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