A ONG ASSOCIAÇÃO ANIMAL, uma organização não-governamental de “defesa dos direitos fundamentais dos animais não-humanos”, está chocada com o bom senso.
Em uma entrevista ao semanário Sol, o deputado português Paulo Rangel (PSD) criticou o direito dos animais e a tentativa de os igualarem aos seres-humanos.
No blog da ONG, está escrito que o parlamentar revelou uma visão “medieval” e “um assustador trogloditismo pré-científico, racionalmente oco, socialmente atávico e politicamente irresponsável”.
Até mesmo a afirmação de que há uma separação ontológica entre os animais e as pessoas não deixou de receber os protestos caducos da tal ONG.
Segue algumas frases de Paulo Rangel, tão conexas com a realidade, que escandalizaram a ONG:
Após apresentada esta relação dos depoimentos “chocantes” do deputado, a ONG pergunta: “Como é possível alguém poder pensar desta maneira nos dias de hoje?”
O Blog oficial da Associação Animal conclama seus aderentes a enviarem e-mails de protestos para o deputado.
Já o Blog “O Povo”, em oposição à ONG, pede “a todos os humanos que se reconhecem ontologicamente diferentes dos outros animais, que também se manifestem, enviando um e-mail de apoio ao bom senso de Paulo Rangel para os seguintes endereços: psd@psd.pt e gp_psd@psd.parlamento.pt"
Em uma entrevista ao semanário Sol, o deputado português Paulo Rangel (PSD) criticou o direito dos animais e a tentativa de os igualarem aos seres-humanos.
No blog da ONG, está escrito que o parlamentar revelou uma visão “medieval” e “um assustador trogloditismo pré-científico, racionalmente oco, socialmente atávico e politicamente irresponsável”.
Até mesmo a afirmação de que há uma separação ontológica entre os animais e as pessoas não deixou de receber os protestos caducos da tal ONG.
Segue algumas frases de Paulo Rangel, tão conexas com a realidade, que escandalizaram a ONG:
- “Não faz sentido haver um Dia do Cão.”
- “Também não [faz sentido haver um Dia dos Animais]”.
- “Um cão nunca deixa de ser um cão. Trocaria a vida do meu cão pela vida de qualquer pessoa em qualquer lado do mundo, mesmo não a conhecendo. Uma pessoa vale sempre mais do que um animal.”
- “Os animais merecem protecção mas não são titulares de direitos.”
- “Não são eles que têm esse direito [de ser bem tratados e protegidos]. Nós é que temos essa obrigação.”
- “Para mim essa é uma concepção errada [a de que os animais devem ter direitos]. Acho que só as pessoas devem ser titulares de direitos.”
- “Os animais [também sofrem], mas não sofrem como nós.”
- “A caça ou as touradas, enquanto tradições com determinadas características e determinados limites, são toleráveis. Fazem parte da Cultura.”
- “Muitas tradições não acabaram e estas [caça e touradas] são daquelas que para mim não devem acabar.”
- “Faço uma separação ontológica entre as pessoas e os animais.”
- “Num contexto cultural devidamente integrado, certas tradições [como a caça e as touradas] – ainda que possam chocar algumas pessoas – são admissíveis. É a minha posição.”
- “Não sou contra [a exibição de touradas na RTP].”
- “Desde que devidamente contextualizado [a transmissão de touradas pela RTP, televisão do Estado, expondo as crianças à violência contra os animais], não vejo nisso qualquer problema.”
- “A menos que esteja em causa a extinção de espécies, não acho mal [utilização de peles para confecção de vestuário].”
- “A dignidade humana é um valor superior ao da dignidade dos animais. O Homem é ontologicamente diferente dos restantes animais.”
Após apresentada esta relação dos depoimentos “chocantes” do deputado, a ONG pergunta: “Como é possível alguém poder pensar desta maneira nos dias de hoje?”
O Blog oficial da Associação Animal conclama seus aderentes a enviarem e-mails de protestos para o deputado.
Já o Blog “O Povo”, em oposição à ONG, pede “a todos os humanos que se reconhecem ontologicamente diferentes dos outros animais, que também se manifestem, enviando um e-mail de apoio ao bom senso de Paulo Rangel para os seguintes endereços: psd@psd.pt e gp_psd@psd.parlamento.pt"
9 comentários:
Essa gentinha progressista, falsos humanistas, esquerdinhas desmiolados, esses sim, são bem parecidos com animais. Me lembram macacos.
"Os animais estão sendo tratados de forma desumana" (sic)
É isso o que essa gente pensa! É rir para não chorar!
boa... vamos mandar e-mails em favor do blog O povo!
Discordo radicalmente do deputado quando ele diz "Trocaria a vida do meu cão pela vida de qualquer pessoa em qualquer lado do mundo", pois "Uma pessoa vale sempre mais do que um animal". Não, não e não! Totalmente errado. Animais em diversos momentos salvaram pessoas, como o dono que se afogava na piscina; não posso admitir que "Uma pessoa vale sempre mais do que um animal". Então um cão vale menos que um assassino?! Do que um estuprador, um torturador?! Eu não admito imposições naturais absolutas, que sugerem que um é melhor que outrem inevitavelmente, independentemente do que cada um faça. Foi a partir disso que se construiu a noção de superioridade racial entre os homens.
E o problema com as peles não se resume à extinção; às vezes se arranca a pele do animal vivo, e isso é intolerável e inadimissível.
E é absurda a idéia de que "Os animais [também sofrem], mas não sofrem como nós." Os animais têm cérebro e sistema nervoso, como nós; gemem desesperadamente de dor quando machucados. Por que abrir a barriga de um cachorro vivo doeria a este mais do que doeria em nós?!
A ONG não errou em tudo.
Fabrício, perdoe-me por parafraseá-lo, mas...
... concordo radicalmente com deputado quando ele diz "Trocaria a vida do meu cão pela vida de qualquer pessoa em qualquer lado do mundo", pois "Uma pessoa vale sempre mais do que um animal". Sim, sim e sim! Totalmente certo. Animais em diversos momentos salvaram pessoas, como o dono que se afogava na piscina; mas isso não diminui o valor da assertiva "Uma pessoa vale sempre mais do que um animal". Um cão intrinsecamente – não importando suas ações - vale menos que qualquer tipo de pessoa. A razão disto é que uma pessoa possui uma alma imortal e o cão – bem como outros animais - não. Podemos, é verdade, dizer que "fulano de tal vale menos que um cão", mas não passará de retórica, pois não possui fundamento filosófico - refiro-me à filosofia aristotélica-platônica-tomista.
É claro que essa regra não vale para distinções raciais entre pessoas, como sustentado em seu comentário - isso é concluir mais do que as premissas permitem -, e nem justifica atos de crueldade com animais.
A ONG errou em tudo.
Bom, Sr.Edson, nesse ponto, acho que nossas formas particulares de ver o mundo nos impedirá de acordarmos nesse assunto. Não consigo admitir que um ser será sempre inferior a outro independente do que cada um faça; não digo inferioridade intelectual, nesse caso um cão não pode superar o homem. Mas a cadela e a gata daqui de casa são moralmente superiores a muita gente. Mas o sr crê que o homem tem uma alma imortal, e os animais não; enquanto eu não acreditar nisso, não poderei concordar com as suas conclusões.
Abraço!
Independente da imortalidade da alma humana - que os apologétas católicos provam pela filosofia e não só pela Revelação Divina - há muitas diferenças entre as pessoas e os animais. Diferenças ontológicas, provenientes do ser de cada um, o que faz com que os animais sejam inferiores aos homens.
Os animais se movem (não me refiro ao verbo mover, mas as apetências, escolhas, atitudes, etc) pelo instinto, enquanto que as pessoas possuem Inteligência (onde conhecem a verdade) e Vontade (onde desejam o bem). Um ser que não tenha possibilidade ontológica de conhecer a verdade (saber da própria existência, por exemplo) não é capaz de praticar o bem. Pois a Vontade escolhe a partir do que a inteligência analisa.
Nesse caso, a cadela e a gata de sua casa não podem ser moralmente superiores a muita gente, pois elas estão incapacitadas de praticar atos morais, mesmo de saber que tais atos são bons ou maus, a "Vontade" deles é determinista e sem liberdade de escolha. Elas apenas agem de acordo com o próprio instinto.
É claro que um ser-humano pode se degradar e tomar atitudes como dos animais, mas isso é devido a uma debilidade de sua Inteligência ou de sua Vontade (por onde mesmo conhecendo o que é certo pode desejar fazer o contrário).
Já um animal jamais pode ficar "humanizado", eles sempre serão e agirão da mesma maneira.
Você acha, por exemplo, que um animal pode ser julgado diante de um tribunal de justiça por ter cometido uma ação péssima?
Fabrício, há realmente um grande equívoco na sua argumentação, como deixou claro sr.Edson. Animais não podem ser moralmente superiores a nenhum ser humano porque não tem capacidade para escolher entre bem e mal. (Na verdade meu comentário é quase inútil depois do que disse sr.Edson, mas quero me posicionar sobre isto) Um ser humano, por pior que seja, tem a possibilidade de se salvar, de se arrepender por seus erros, sendo capaz de pedir perdão por um assassinato ou qualquero outro crime. Eu sei que é dificil para um pai que teve o filho assassinado perdoar o assassino, mas isso não quer dizer que o assassino não possa realmente mudar e trabalhar para viver honestamente. Temos que tomar cuidado com certos julgamentos precipitados. O ser humano sempre pode se arrepender, e não cabe a outro ser humano dizer se ele realmente se arrependeu ou não, ou se ele merece o perdão ou não. É até cena recorrente em filmes americanos: o vilão bem escroto segurando um galho na beira de um precipicio e o herói, por mais que saiba que esse cara não presta, vai lá e tenta salvá-lo. Quase sempre quando vejo esse tipo de cena percebo no olhar do heroi uma frase do tipo "se arrependa e aceite minha ajuda", mas normalmente o vilão solta a mão do mocinho e morre.
Todos tem direito a uma outra chance na vida.
Fiquei na dúvida se devia responder agora, pois devia tê-lo feito antes, mas não entrei na net depois da quarta-feira passada. Espero que a discussão não tenha envelhecido.
Olhe, eu não acho que um animal possa ser julgado porque eu penso de acordo com o Direito moderno e, de acordo com este, o acusado tem direito a defesa. Já um animal não pode se defender. Isso não quer dizer que não tenha havido julgamentos de animais, por exemplo, na Idade Média. Não creio que se trate de mais uma calúnia contra o período, pois o programa em que eu vi isso, na TV, se referia abudantemente a fatos, eles certamente tiveram um suporte profissional para fazê-lo. Não sei, sem pesquisa, dizer muito além disso, mas talvez isso signifique que para os medievais os animais não estivessem assim tão isentos de moralidade. Eu só me referi a isso porque sei do apreço do sr. Edson pela época medieval. Mas, voltando a nossa questão presente, eu acredito sim que há animais de caráter superior ao de seres humanos. Há perversos que não se arrependem nunca, Vladimir. Já sobre os animais, uma vez eu lia uma revista enquanto esperava ser atendido na Policlínica de Brotas e descobri que alguns cientistas haviam realizado descobertas que apontavam para a existência de um senso de moralidade primitivo entre os animais sociais e que eles observaram em alguns macacos, que seriam os animais mais próximos do ser humano. Numa experiência, macacos Rhesus deixaram de pegar bananas no alto de uma escada porque isso acionava um dispositivo que dava choque elétrico nos outros macacos. Agora, vejam só: quantas vezes o ser humano não hesita em prejudicar outros por egoísmo, ou pior, por sadismo puro, mesmo sem recompensa? Tenho mais amor por um macaco daqueles; evito matar formigas, podem até achar ridículo; mas se certas pessoas morressem... bom, deixa pra lá.
várias vezes, vemos manifestações de solidariedade entre animais.
Ah, e os animais sofrem SIM como os seres humanos; eles não têm dilemas existenciais, não têm certas angústias que os humanos têm, embora também sofram de depressão (e, neste caso, sofrem mais do que um humano que está apenas triste). Mas, do ponto de vista físico, qualquer mamífero, pelo menos, sofre a MESMA dor que um humano sofre; os berros de um cão atropelado são tão ou mais desesperados que o de uma pessoa atropelada, e digo porque vi. Os animais sentem dor e pânico. Bom, os humanos têm alma e eles não? Aí, não sei dizer, embora me pareça injusto e sem sentido. Mas não me vejo capacitado para responder às questões elevadas de moralidade e espiritualidade sobre o homem e os animais. No entanto, estes são meus sentimentos, digamos assim, sobre o assunto.
Abraços
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