sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Flawless Victory do Estado!

Mais um capítulo da mais esdrúxula saga intervencionista tipicamente moderna e pós-milenar. Estou quase apelando para o surgimento de um John Galt! Excessos e obscenidades randianas à parte, o fato é que o mundo caminha, verdadeiramente, por uma estrada onde o fim último é a total subversão da ordem e desconstrução dos valores e virtudes mais basilares na existência do homem.

A mais recente novidade é a tal Junta de Classificação Australiana - convenhamos, parece com os nomes "fictícios" d'A Revolta de Atlas - que baniu das prateleiras o novo e esperado jogo Mortal Kombat - "Classificação Recusada". O órgão do governo descreveu de forma muito viva os malefícios visuais do game, tais como “violência explícita”, “sangue espirrando” e “desmembramentos sucessivos”. O centro da discussão não é a conveniência ou não do jogo, mas sim a total falta de fundamento de ter a mão do estado fazendo um discernimento que cabe exclusivamente ao homem e às famílias.

O jogo não será lançado na Austrália devido à oposição do estado ao que considera a perversidade do game. Tudo bem! Devemos ter certo cuidado nessa argumentação para não incidir num espírito liberal tresloucado. Não obstante, quando o homem parte de premissas morais que dotam de sentido pleno a própria existência consegue discernir entre a liberdade de empreender, quando essa explosão criativa não afronta os limites responsáveis da moralidade, e uma saga liberal secularizante que busca, por exemplo, a aprovação do aborto.

Essa empreitada estatista tem, no plano de fundo, uma aparente contradição; ao mesmo tempo em que o estado restringe a liberdade individual em várias esferas - jogos proibidos, fumo boicotado etc - tudo que compõe a cartilha do politicamente correto é radicalmente financiado, desde a promoção das drogas até a manutenção da agenda abortista, em nome da mesma Sra. Liberdade. Ora, esse curioso paradoxo forma-se, então, na total decadência do homem moderno, com uma consciência anestesiada e incapacitado, acidentalmente, de gerar reflexão. Sou quase tentado a acreditar numa alienação marxista inversa!

Se Mortal Kombat levasse predestinamente o homem ao desespero, bem, eu o joguei muito na minha juventude...

Parabéns, estado! Isso que é fatality!

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