Constatar a situação do mundo moderno é confirmar a sua vocação de cristão e arauto da Verdade. Um homem que busca vivenciar integralmente a mensagem de Nosso Senhor deve ter a obrigação de, ao enxergar a sociedade atual, constatar a decadência interna – que reflete na exterioridade – do homem. De fato, a crise atual é uma crise metafísica, espiritual, civilizacional.
Andar de metrô, ir ao sebo, comprar um remédio na farmácia, é uma verdadeira experiência antropológica. Não quero aqui parecer essencialmente pessimista – mesmo sabendo que o sou parcialmente. Concretamente, o homem é capaz de alçar vôos colossais e de, na sua grandiosidade, reduzir-se ao estado de animal. Nesse sentido, nós somos frutos das revoluções; o Renascimento absolutizou o homem, a Reforma deu a ele a autonomia espiritual e a “liberdade” definitiva e a Revolução Francesa - a Reforma no Estado, como dizia Dr. Plínio - exterminou as estruturas “medievais” e inaugurou, definitivamente, a nova sociedade do novo homem.
Lutero disse não à Igreja, Voltaire disse não a Cristo e Nietzsche, por fim, decretou a morte de Deus!
O homem está “livre”, mas na sua liberdade vive a mais profunda angústia! Inicia-se a sua auto-destruição!
Andar de metrô, ir ao sebo, comprar um remédio na farmácia, é uma verdadeira experiência antropológica. Não quero aqui parecer essencialmente pessimista – mesmo sabendo que o sou parcialmente. Concretamente, o homem é capaz de alçar vôos colossais e de, na sua grandiosidade, reduzir-se ao estado de animal. Nesse sentido, nós somos frutos das revoluções; o Renascimento absolutizou o homem, a Reforma deu a ele a autonomia espiritual e a “liberdade” definitiva e a Revolução Francesa - a Reforma no Estado, como dizia Dr. Plínio - exterminou as estruturas “medievais” e inaugurou, definitivamente, a nova sociedade do novo homem.
Lutero disse não à Igreja, Voltaire disse não a Cristo e Nietzsche, por fim, decretou a morte de Deus!
O homem está “livre”, mas na sua liberdade vive a mais profunda angústia! Inicia-se a sua auto-destruição!
4 comentários:
Oi, Pedro,
Você escreveu: "a Reforma deu a ele [ao homem] a autonomia espiritual e a “liberdade” definitiva".
Pelo contrário, a Reforma reinseriu no panorama teológico cristão a doutrina bíblica da salvação pela graça, e consequentemente a nossa completa dependência de Deus. Sabemos que não nos salvamos por nossos próprios méritos, nem vivemos por nós mesmos. Todo "fruto do Espírito" (bondade, mansidão etc.) é creditado ao trabalho maravilhoso de Deus em nós.
Não houve sequer autonomia institucional, já que consideramos que é na igreja que os "meios de graça" se manifestam (culto, ensino da Palavra, sacramentos), quando a Palavra é pregada fielmente.
A autonomia moderna está mais ligada ao ateísmo militante e ao apego desmesurado à razão, cujos processos germinaram filosoficamente no século XVII e dão seus frutos ainda hoje de arrogância (porque negam a Deus) e superficialidade (porque não enxergam seu próprio mal).
O protestantismo reformado e verdadeiramente bíblico não comunga da modernidade, de modo algum.
Abraços!
Por exemplo, na Enciclopédia do Protestantismo, lemos:
"Distinto do vétero-protestantismo, orientado de acordo com as formulações doutrinárias ligadas às confissões de fé da Reforma, o neoprotestantismo (ou “teologia liberal”) se vê originalmente como um modo histórico do protestantismo e, assim, do cristianismo em seu todo, um modo histórico articulado à modernidade."
Só que para nós, tradicionais, a "teologia liberal" é outra religião - ou, melhor dizendo, é secularismo e modernidade passando-se por religião "erudita" e antenada com os modismos da academia. É o tal "neoprotestantismo" que briga para ser considerado "O" protestantismo por excelência.
Abraços, novamente, e desculpe a insistência! :-)
"Aborto Não PT Não" é um site "pró-vida" para divulgação da política "pró-aborto" do PT.
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http://www.AbortoNaoPtNao.com
Obrigado!
Para resumir todos os argumentos que eu poderia usar, mas que não o faço por falta de espaço e tempo, apenas digo que: Lutero libertou-nos de uma visão misticista e obscurantista de Deus. Eliminou invenções humanas e restabeleceu a doutrina primitiva, vigente da Era Apostólica!
Apesar de conservador e respeitador dos católicos, não posso deixar de apontar tal falha.
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