sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Margaret Sanger, modelo das abortistas

À esquerda: Margaret Sanger e o corte de cabelo “lésbico” que inspirou as intelectuais feministas.
À direita: personagem de Mariana Ximenes que reproduz a última tendência da feminista andrógina magérrima. Você conhece alguém assim
?

Margaret Sanger: modelo das abortistas

Luciana Lachance

***

Margaret Sanger é a típica personalidade que é dificilmente citada diretamente – a maioria das pessoas que continua o seu trabalho finge ignorá-la ou alega que é perfeitamente possível dissociá-la do ativismo abortista de hoje, ou ainda mais incrivelmente, desconhece quem ela seja. Neste artigo, mostraremos que não apenas a possibilidade de apagá-la da causa pró-choice está fadada ao fracasso, como os argumentos de Sanger continuam sendo utilizados pela massa abortista, que atualmente chama a si mesma de “movimento pela despenalização do aborto”.

Quem foi Margareth Sanger

Para entender quem foi Margaret Sanger, voltemos nossa atenção para um dos principais argumentos das femi-abortistas de hoje: “É necessário que a mulher pobre, que não tem condição de dar uma vida digna a seu filho, tenha direito a fazer o aborto, pois isso é uma opressão da mulher, etc, etc.” De onde vem esse famoso argumento que procura, com tanto afinco, assegurar o aborto a essa mulher – pobre, como dizem? Ora, deixemos que Margaret Sanger responda essa pergunta, com suas próprias palavras, antes de traçarmos uma brevíssima biografia:

“[os habitantes dos bairros pobres] que, devido a sua natureza animal, reproduzem-se como coelhos e logo poderiam ultrapassar os limites de seus bairros ou de seus territórios, e contaminar então os melhores elementos da sociedade com doenças e genes inferiores" (Margaret Sanger, The Pivot of Civilization, pág.80 & 179.

Mais nascimentos entre as pessoas aptas e menos entre as não aptas, esse é o principal objetivo do controle da natalidade” (Birth Control Review, 1919)

Agora que deixamos os fatos falarem por si mesmos, podemos apresentar esta mulher: criadora da American Birth Control League, que tornou-se a famosa Planned Parenthood, Margaret foi uma eugenista e ativista feminista atuante sobretudo a partir dos anos de 1910, até a sua morte, em 1966, que dedicou sua existência a promover o controle da natalidade, uso de contraceptivos, propagar a promiscuidade (sendo ela mesma grande exemplo disso) e criar toda a indústria responsável pela propagação do aborto hoje no mundo, incluindo o mérito de conseguir os principais financiadores dessa máquina da morte: Ford, Rockeffeler e Mellon. Racista, Margaret também foi co-responsável pelo programa de purificação racial da Alemanha Nazista, que incluía esterilização (para pessoas consideradas “reprodutores inferiores”), eutanásia e seleção artificial. Sabemos que é justamente a norte-americana Planned Parenthood a maior responsável por abortos no mundo, graças ao rico financiamento que recebe todos os anos das mesmas indústrias citadas, além de uma série de outras. Isto é particularmente interessante, se pensarmos que num país como os Estados Unidos, com média de população negra em torno de 11%, temos o percentual de quase 40% de abortos realizados por mulheres negras, de todos os lá cometidos. Como vimos, não é mera coincidência. Margaret Sanger, desde o início, por sua ideologia feminista/eugenista, sempre propagou o aborto para a população negra – que considerava incapacitada e burra – resultando no que conhecemos hoje como o sentimentalismo do discurso da mulher pobre, que “não pode criar o filho por falta de recursos”. Obviamente não se trata disso. O discurso, que já não pode ser propagado com a mesma clareza de Sanger, foi gradativamente suavizado, não mais declaradamente eugenista aos moldes da época, mas certamente eugenista por sua segregação: aborto para mulheres que supostamente não tem condições de criar seus filhos (fatalmente atingindo sempre a população negra de cada país, imigrantes, etc), aborto para crianças deficientes (sempre o ideal eugenista), aborto em todos os casos.

Margaret Sanger, empenhada em fazer da promiscuidade, do sexo “sem compromisso” (e todo o acervo de que se valhe a ideologia da libertação sexual) o modelo de vida de todas as mulheres, foi considerada por Ted Flynn como a pessoa mais influente para a modernidade. Se olharmos para a situação atual, perceberemos que suas conquistas nesse sentido se tornaram regras para a mulher moderna, que usa contraceptivos abortivos e que, se não descamba para a total prostituição – da sua imagem, do seu corpo – com toda certeza incorporou com naturalidade a idéia do “planejamento familiar”, que basicamente termina em uma sucessão de abortos. São os frutos do chamado sexo livre, ou seja, aqueles que não provém da união monogâmica e indissolúvel do casamento, que são abortados em grande escala. A propaganda/educação sexual, o uso da camisinha e dos anticoncepcionais e a iniciação cada vez mais precoce deste sexo livre contribui a cada ano para o aumento no número de abortos. Isto cria, é claro, outra parte da propaganda abortista: a mulher tem “direito” de abortar o filho, pois este não era desejado para aquele momento. Foi fruto deste sexo casual, que é a principal causa de mortalidade na Europa, onde a cada 30 segundos, um bebê é assassinado, em qualquer período da gestação, nos países onde o crime é legalizado. Não são mulheres violentadas, não são situações de “risco”, mas apenas mulheres que desejam retirar da vida o fruto de suas relações sem compromisso, não querendo arcar com o “fardo” e com a responsabilidade de seus próprios atos. E é isto também que fazem as feministas (ao menos a extensa maioria do movimento feminista), quando pregam a liberação (mais?) sexual, alimentando a sua própria indústria do aborto. E, como não poderia deixar de ser, é também fruto da atuação de Margaret Sanger, que fez desses ideais o centro da sua vida. As organizações que criou e inspirou contaram com a ajuda de Fundações como a Playboy, que via nestas idéias a oportunidade de lucrar imensamente, sabendo que a propagação de tais valores fariam, por um lado, a mulher desejar ser esse objeto sexual liberado, como, por outro, o aborto e os métodos contraceptivos deixariam o homem a vontade para consumir as “fantasias” (para não usar outro termo) difundidas por publicações como esta. Como se vê, ainda tem feminista que reclama de ser vista de tal forma. Mas isto é uma outra história, e terá de ser contada em outra ocasião.

Por fim, demos uma última olhada na foto que abriu este artigo, e notemos como a feminista de nossos dias em tudo tem a ver com tipos como Margaret Sanger: elas não mudam, nem por fora, nem por dentro; há apenas uma atualização de imagem e de discurso, conforme a moda. Elas são iguais, e atualmente conservam-se andróginas, geralmente envolvidas em causas ambientalistas ridículas como veganismo e cultura animal (afinal, é preciso ter uma religião, e o ecologismo é a nova religião dos revolucionários, como outrora foi a Teosofia de Sanger), defendem o homossexualismo e toda espécie de causa do momento. São assim há anos, e julgam sempre ser as diferentes do seu meio.

11 comentários:

Eduardo Araújo disse...

Luciana, adorei o seu texto!

Há algum tempo, adquiri o livro de Edwin Black - A Guerra Contra os Fracos, um "tijolão", repleto de dados, mas de leitura necessária, eu diria.

Ainda mal comecei a ler e dei uma "pulada" para o capítulo sobre os nazistas, em que o autor menciona os financiamentos das fundações americanas ao programa eugenista alemão, com suas esterilizações em massa, eutanásias e abortos.

Incrível, como essas entidades continuam atuantes nos dias de hoje, passando à margem da grande imprensa, suscitando uma certa conivência desta (nada surpreendente, de fato).

Pergunta: Margaret Sanger teve algo a ver com as "Católicas" pelo Direito de Decidir?

[]'s
Eduardo

Julie Maria disse...

Belíssimo artigo. Irei colocar um link para cá. Faz tempo que quero escrever um artigo sobre esta senhora e nunca termino. Buscando o livro dela em português, graças a Deus vim parar aqui, neste texto tão real sobre esta mulher.

Obrigada!

Julie Maria

Julie Maria disse...

Eduardo, diretamente talvez não pois, como disse o autor, as feministas atuais não tem a Sanger como sua "fundadora", mas de fato ela é sim, com sua vida e escritos, a fundadora desta diábolica empresa entre outras.

Pax

Luciana Lachance disse...

Olá!
Obrigada pelos comentários.


De fato, a influência de Margaret Sanger para as CDD é indireta. Mas o que é importante notar é que estamos falando de uma "Rede de Abortos", ou seja, essa rede implica que há sempre uma ligação de uma entidade para outra, até pelo próprio histórico do Movimento Abortista no mundo, ao longo dos anos.
Notem que as CDD são financiadas pelas mesmas empresas (Ford, Rockefeller) que financiou os projetos de Margaret Sanger: na realidade, toda a indústria abortista conta com os mesmos financiadores.

João Soares disse...

Nossa!Que Excelente artigo! Parabéns a vocês pela denuncia e pelo compromisso e defesa dos valores Cristãos!
Pax Domini!

Julie Maria disse...

Oi Luciana!

Escrevi também um artigo sobre ela contrapondo-a à santa Gianna.

Está aqui:

http://www.slideshare.net/juliemaria/cultura-da-morte-vs-cultura-da-vida-1978600

Até mais!

Julie Maria

Julie Maria disse...

Ah Luciana! também queria te perguntar se não gostaria de entrar na nossa lista virtual de Moda e Modéstia (que entra temas como família, mulher, feminismo, etc).

Seja bem vinda!

pax

JM

Luciana Lachance disse...

Julie Maria

Desculpe a demora em responder, mas é que estou sem computador. Obrigada pelos comentários! Estou abrindo seu artigo agora, quando terminar de ler irei comentar. Quanto à lista virtual: gostaria de participar sim! É importante que criemos estes pequenos grupos de discussão para tentar disseminar um cultura da vida, que realmente se importe com as mulheres, com as crianças, em suma, disseminar uma cultura baseada na Fé Católica.

Mais uma vez, obrigada pelos comentários. E me passe o link da lista virtual de vocês.

Salve Maria!

Anônimo disse...

SIMPLESMENTE RIDICULO...NÃO TEM NEM COMO COMENTAR DIANTE DE TANTA ABOBRINHA E IGNORÂNCIA.

Élida Juliana disse...

Bom dia Luciana, recebi de um amigo um artigo sobre a modéstia no vestir, foi uma entrevista dada por Julie Maria e que acbaou me trazendo até aqui. Quero parabenizá-la pelo artigo e dizer o quanto pecamos por pura IGNORÂNCIA. O fato de não nos interessarmos por determinados tipos de assuntos nos fazem mulheres ignorantes e escravas do meio. Nunca tinha ouvido falar nessa criatura (Margaret Sanger), confesso que fiquei surpresa ao ver a influência dela sobre as mulheres da minha geração. Realmente as coisas foram acontecendo gradativamente, não acredito que possa haver um dia algum tipo retrocesso, pois conforme os acontecimentos a tendência é piorar. E para provar que não estou enganada ou até mesmo "desiludiada da vida" ou "frustrada", basta ler o comentário do visitante ANÔNIMO para termos a certeza da ignorância da massa. Mais uma vez, meus parabéns pelo artigo, sou catequista de crisma e procuro sempre ensinar coisas boas e que façam os jovens que convivem comigo avaliarem seus comportamentos. Se quiser e puder, visite meu blog!

Abraços,

Élida Juliana

Anônimo disse...

Que Deus abençoe seu blogue!
Paulo