"Eu sou um liberal nas questões sociais e isso é difícil de admitir, mas o Papa está realmente certo. A maior evidência que mostramos é que camisinhas não funcionam como uma intervenção significativa para reduzir os índices de infecção por HIV na África."
Esta é a afirmação do médico e antropólogo Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Uma das instituições educacionais mais prestigiadas do mundo.
Na terça-feira, 17 de março, em entrevista concedida a jornalistas no avião papal rumo à África, Bento XVI afirmou que a AIDS não vai ser controlada somente com a distribuição de preservativos. Para o Pontífice, a solução é "humanizar a sexualidade com novos modos de comportamento". Por estas declarações, o Papa foi alvo de críticas.
Dr. Edward Green, com 30 anos de experiência na luta contra a AIDS, tratou do assunto no site National Review Online (NRO) e foi entrevistado no Ilsuodiario.net.
O estudioso aponta que a contaminação por HIV está em declínio em oito ou nove países africanos. E diz que em todos estes casos, as pessoas estão diminuindo a quantidade de parceiros sexuais. "Abstinência entre jovens é também um fator, obviamente. Se as pessoas começam a fazer sexo na idade adulta, elas terminam por ter menor número de parceiros durante a vida e diminuem as chances de infecção por HIV", explica
Green também aponta que quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, como os preservativos, corre mais riscos do que aquele que não a usa. "O que nós vemos, de fato, é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento dos índices de infecção. Não sabemos todas as razões para isto. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos 'risco compensação'
O médico também afirma que o chamado programa ABC (abstinência, fidelidade e camisinha – somente em último caso), que está em funcionamento em Uganda, mostra-se eficiente para diminuir a contaminação.
O governo de Uganda informa que conseguiu reduzir de 30% para 7% o percentual de contaminação por HIV com uma política de estímulo à abstinência sexual dos solteiros e à fidelidade entre os casados. O uso de camisinhas é defendido somente em último caso. No país, por exemplo, pôsteres incentivam os caminhoneiros - considerado um grupo de risco - a serem fiéis às suas esposas.
Um comentário:
Edward Green diz que a campanha dos preservativos provoca uma maior taxa de infecção "encobre a realidade dos interesses multinacionais, agências internacionais e governos".
Edward Green, o maior especialista em AIDS da Universidade de Harvard, afirma que existe "uma relação entre uma maior disponibilidade de preservativos e uma maior taxa de contágios de AIDS".Desta forma o cientista descreve as palavras de Bento XVI no avião que o levou aos Camarões que "afirmou a postura da Igreja de que o problema da AIDS não pode ser resolvido simplesmente com a distribuição de preservativos: ao contrário existe o risco de aumentar o problema".
O especialista alerta sobre a causa deste fenómeno o especialista alerta sobre a causa deste fenómeno com o conhecido "comportamento promiscuo": "Quando se usa alguma tecnologia, para reduzir um risco, como o preservativo, muitas vezes se perde os benefícios assumindo um maior risco do que se não usasse essa tecnologia".
As palavras de Green e portanto as palavras do Santo Papa remetem a obviedade sobre o contágio e a enfermidade do HIV. Sem embaraço porta vozes de governos como da Alemanha, França e Espanha criticaram a posição da Igreja e as palavras do Papa Bento XIV.
O programa da ONU sobre HIV e AIDS (ONUSIDA) admitiu em Janeiro passado ter inflado as cifras de infectados de AIDS no mundo depois que os doutores Edward Green, Daniel Halperin e James Chin apontaram evidencias cientificas.
Os pesquisadores tem confirmado que esta estratégia teria beneficiado a industria da AIDS que constantemente solicita mais fundos.
James Chin foi chefe do programa da AIDS da Organização Mundial da Saúde (OMS) entre 1987 e 1997 e os doutores Edward Green e Daniel Halperin são antigos membros da Agência Americana para o desenvolvimento internacional e para a Aids (USAID).
http://eucreiojesus.blogspot.com/2009/03/edward-green-harvard-especialista-em.html
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