É fato que os consumidores exercem uma função muito mais relevante no Livre Mercado do que em qualquer outro sistema. Numa economia onde não há uma forte regulação e a estatolatria as escolhas dos indivíduos, a praxeologia, a ação humana, são artifícios determinantes no aprimoramento das estruturas do Mercado. Desse modo, as empresas melhoram, modificam seus princípios, se adaptam as condições impostas pelos consumidores. Não obstante, no nosso país, os consumidores não sabem agir como consumidores. Isso mesmo! Em terras brasileiras dois fatores atrapalham a construção de um pensamento liberal; em primeiro lugar a inércia dos indivíduos e, em segundo lugar, a falta de competitividade, um déficit no espírito concorrencial, principalmente devido as grandes empresas estatais e a monopolização do Estado em diversos setores.
Agora me lembro de uma história interessante! Enquanto todo o mundo fazia embargo aos produtos franceses, o motivo não me recordo, acho que era por causa da guerra na Argélia, no Brasil apenas um homem segurava um cartaz na porta da Embaixada da França. Esse caso é bastante interessante, ele exemplifica a incapacidade, dos consumidores brasileiros, de compreender que o poder da escolha, que a preferência individual é o fator determinante na saúde empresarial. Essa é a ferramenta que decreta falências e solidifica marcas e companhias; o melhor selo de qualidade.
Os consumidores brasileiros reclamam vigorosamente dos serviços, mas poucos são os que trocam de empresas. Ademais, esbarram em outro problema; as Estatais e setores monopolizados pelo Estado. O que irá fazer alguém que acha o serviço dos Correios terrível? Infelizmente as empresas privadas são super taxadas - isso quando não existe um total e completo controle estatal no setor que impede o desenvolvimento da iniciativa privada -, para que não haja concorrência. A mesma coisa em setores como luz, água, saneamento básico, em regiões onde não houve privatização. Nesses casos as críticas dos consumidores não conseguem ultrapassar a burocracia, a péssima qualidade de atendimento, a letargia e inércia estatal.
As escolhas dos consumidores guiam a lapidação mercadológica, servem como a base de sustentação de um darwinismo econômico onde apenas os mais fortes sobrevivem, e quem seriam esses? Aqueles que conseguem conquistar, seja por meio de uma publicidade bem feita ou através de produtos e serviços com qualidades insuperáveis, a confiança dos consumidores. Entretanto, enquanto as pessoas continuarem sem saber a força exercida pelas suas escolhas nas estruturas de Mercado, ou seja, o terrível vício da apatia, persistirá existindo empresas que prestam serviços de péssima qualidade e ofertam produtos duvidosos.
Pedro Ravazzano
Agora me lembro de uma história interessante! Enquanto todo o mundo fazia embargo aos produtos franceses, o motivo não me recordo, acho que era por causa da guerra na Argélia, no Brasil apenas um homem segurava um cartaz na porta da Embaixada da França. Esse caso é bastante interessante, ele exemplifica a incapacidade, dos consumidores brasileiros, de compreender que o poder da escolha, que a preferência individual é o fator determinante na saúde empresarial. Essa é a ferramenta que decreta falências e solidifica marcas e companhias; o melhor selo de qualidade.
Os consumidores brasileiros reclamam vigorosamente dos serviços, mas poucos são os que trocam de empresas. Ademais, esbarram em outro problema; as Estatais e setores monopolizados pelo Estado. O que irá fazer alguém que acha o serviço dos Correios terrível? Infelizmente as empresas privadas são super taxadas - isso quando não existe um total e completo controle estatal no setor que impede o desenvolvimento da iniciativa privada -, para que não haja concorrência. A mesma coisa em setores como luz, água, saneamento básico, em regiões onde não houve privatização. Nesses casos as críticas dos consumidores não conseguem ultrapassar a burocracia, a péssima qualidade de atendimento, a letargia e inércia estatal.
As escolhas dos consumidores guiam a lapidação mercadológica, servem como a base de sustentação de um darwinismo econômico onde apenas os mais fortes sobrevivem, e quem seriam esses? Aqueles que conseguem conquistar, seja por meio de uma publicidade bem feita ou através de produtos e serviços com qualidades insuperáveis, a confiança dos consumidores. Entretanto, enquanto as pessoas continuarem sem saber a força exercida pelas suas escolhas nas estruturas de Mercado, ou seja, o terrível vício da apatia, persistirá existindo empresas que prestam serviços de péssima qualidade e ofertam produtos duvidosos.
Pedro Ravazzano
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