Os grandes mestres da espiritualidade nos ensinam que o verdadeiro mestre interior é o Espírito de Deus, que guia a alma para a contemplação mística, ou seja, para a visão de Deus face-a-face. Esta contemplação mística pode ser adquirida ou infusa, sempre de acordo com o grau de abertura que o crente deposita à ação da Graça Santificante que o habilita a participar da natureza divina.
A contemplação adquirida é resultante da leitura e do estudo da Palavra de Deus, bem como dos artigos da fé. O estudo da Palavra de Deus, que supõe todo o aparato conferido pelo Batismo como a graça santificante, as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo deve nos levar à contemplação daquele que É.
A contemplação infusa, diferentemente da contemplação adquirida, não supõe esmero de leitura e estudo, pois é um dom do Espírito Santo que por sua vez poderá conceder ao cristão que algumas verdades de fé se tornem patentes para a alma.
Os mesmos Mestres da espiritualidade Católica e os Padres da Igreja sempre nos exortaram da necessidade de unirmos à leitura, ou ao estudo sagrado o Espírito Santo, verdadeiro Mestre Interior. Existe sim, um perigo de cairmos numa contemplação intelectualizada, seca e sem frutos para a alma. Esta ausência de abertura à Graça Divina, do silêncio e da interiorização que antecedem o estudo das verdades da fé não levam o cristão à conversão sincera, mas o faz crescer intelectualmente acumulando conhecimentos, sem aquela reverência ao sagrado que toda alma piedosa deve conter.
Desta forma, dizia Santo Agostinho, “a exemplo do jardineiro que planta mas não é ele mesmo quem reveste os galhos com a sombra das plantas”, é o Espírito de Deus o responsável pela conversão interior daqueles que se deixam levar pelas exortações do Sagrado Magistério.
Continua Santo Agostinho:
Desta forma, atingiremos a contemplação adquirida, mediante a leitura contemplativa e abertura de coração à ação da Graça Santificante. Não permitamos que a recitação dos salmos, do Ofício Divino e tantas outras orações preciosas da Igreja de Deus não frutifiquem nos nossos corações por causa da dureza do nosso intelecto em se dobrar diante das inspirações do mestre interior. Sejamos dóceis e flexíveis.
A contemplação adquirida é resultante da leitura e do estudo da Palavra de Deus, bem como dos artigos da fé. O estudo da Palavra de Deus, que supõe todo o aparato conferido pelo Batismo como a graça santificante, as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo deve nos levar à contemplação daquele que É.
A contemplação infusa, diferentemente da contemplação adquirida, não supõe esmero de leitura e estudo, pois é um dom do Espírito Santo que por sua vez poderá conceder ao cristão que algumas verdades de fé se tornem patentes para a alma.
Os mesmos Mestres da espiritualidade Católica e os Padres da Igreja sempre nos exortaram da necessidade de unirmos à leitura, ou ao estudo sagrado o Espírito Santo, verdadeiro Mestre Interior. Existe sim, um perigo de cairmos numa contemplação intelectualizada, seca e sem frutos para a alma. Esta ausência de abertura à Graça Divina, do silêncio e da interiorização que antecedem o estudo das verdades da fé não levam o cristão à conversão sincera, mas o faz crescer intelectualmente acumulando conhecimentos, sem aquela reverência ao sagrado que toda alma piedosa deve conter.
Desta forma, dizia Santo Agostinho, “a exemplo do jardineiro que planta mas não é ele mesmo quem reveste os galhos com a sombra das plantas”, é o Espírito de Deus o responsável pela conversão interior daqueles que se deixam levar pelas exortações do Sagrado Magistério.
Continua Santo Agostinho:
“Não tendes necessidade de que alguém vos ensine: sua unção vos ensina sobre tudo” (1Jo 2,27).No entanto, há de se entender este mestre interior, o Espírito de Deus, como o verdadeiro responsável pela transformação da alma e não como argumento de que não há necessidade de uma autoridade para nos instruirmos na fé. Pensarmos assim, nos faria cair na heresia da Sola Escriptura que nega toda e qualquer autoridade religiosa para a verdadeira interpretação do texto sagrado.
Irmãos, então que estamos nós a fazer? Nós, que vos ensinamos? Se a sua unção é que vos ensina todas as coisas, nós com que trabalhamos sem necessidade! Para que havemos de falar tanto?...Pergunto, pois, a João, ele mesmo: tinham a unção aquelas pessoas a quem pregavas? Pois dizes: ‘A unção ensina sobre tudo’. Então, por que escreveste esta Epístola? Por qual razão? Por que edificas?
Vede aqui um grande mistério (magnum sacramentum). O som de nossas palavras chega a vossos ouvidos, mas o verdadeiro Mestre está dentro. Não penseis que alguém pode ser ensinado por outro homem. Podemos admoestar-vos pelo som de nossa voz, mas, se não está dentro de vós aquele que ensina, são vás as nossas palavras.
Quereis uma prova disso, irmãos? Não ouvistes todos vós este sermão? Quantos, contudo, vão sair daqui sem nada terem aprendido! Quanto dependeu de mim, dirigi-me a todos. Mas aqueles a quem esta unção não fala em seu interior, aqueles a quem o Espírito Santo não instrui no íntimo, esses retiram-se sem nada ter captado.
O ensino exterior é uma ajuda, uma exortação. Mas aquele que instruiu os corações esse possui sua cátedra no céu. E eis por que ele mesmo nos diz no Evangelho: ‘Quanto à vós, não permitais que vos chamem mestres, pois um só é o vosso Mestre, Cristo’(Mt 23, 8.9). Que ele fale pois, no interior.Lá onde nenhum homem penetra, pois, também se alguém está a teu lado ninguém está dentro de teu coração. Que cristo esteja no teu coração, ninguém mais. Que a sua unção esteja no teu coração, a fim de que esse seu coração não se encontre sedento no deserto, sem fonte onde possas saciar a sede. Está, portanto, no interior o Mestre que ensina. É Cristo que ensina. É a sua inspiração que ensina. A sua inspiração é a sua unção. É em vão que da parte de fora ressoam as palavras.
Assim, irmãos estas palavras que pronunciamos no exterior são o que o jardineiro é para a planta. Ele trabalha no exterior: rega, dedica-lhe todos os cuidados. Mas o que quer que faça no exterior, acaso é ele que reveste os galhos nus coma sombra das folhas? É ele que no interior faz algo de semelhante? Mas que o faz? Escutai o apostolo a se comparar a um jardineiro. Vede o que nós somos e ouvi o Mestre interior: ‘Eu plantei, Apolo regou; mas era Deu quem fazia crescer. Assim, pois, aquele que planta, nada é; aquele que rega, nada é; mas importa tão-somente Deus, que dá o crescimento’(1Cor 3,6.7)
Isso eu vos digo igualmente: quer plantemos, quer reguemos por nossas palavras, não somos nós que fazemos alguma coisa, mas aquele que dá o crescimento, Deus, isto é, a unção daquele que vos ensina todas as coisas.
Abandonai-vos à sua unção e ela vos ensinará”.
Desta forma, atingiremos a contemplação adquirida, mediante a leitura contemplativa e abertura de coração à ação da Graça Santificante. Não permitamos que a recitação dos salmos, do Ofício Divino e tantas outras orações preciosas da Igreja de Deus não frutifiquem nos nossos corações por causa da dureza do nosso intelecto em se dobrar diante das inspirações do mestre interior. Sejamos dóceis e flexíveis.
“Ninguém creia que lhe baste a leitura sem a unção, a especulação sema devoção, a investigação sema admiração, a atenção sem a alegria, a atividade sema piedade, a ciência sema caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sema graça divina, a pesquisa humana sem a sabedoria inspirada por Deus”(São Boaventura – Itinerário da Mente para Deus)
Um comentário:
Sra. Luciana Lachance
Uso esse ambiente de comentário para tirar uma duvida pois nao descobri no blo qual sera a melhor forma de entrar em contato com a senhora
A senhora tem uum texto no site Veritatis sobre o tema que busco informações
Hj na missa de Natal, aqui no RJ, o texto de S. João capítulo 1 foi transcrito com a expressão Verbo trocada por Palavra em todo o texto
Isso esta correto?
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