Por Sem. Diego Ferracini
Jeanne Paule-Marie, nasceu em 17 de outubro, de 1933, na Bélgica. Entrou para as monjas dominicanas no ano de 1959, ficou conhecida mundialmente por uma de suas músicas, “Dominique”, sendo interpretada nas mais diversas línguas. Soeur Luc-Dominique (seu nome religioso) ficou popular em capas de revistas e canais de televisão, era o ano de 1963.
O codinome e a imagem de Soeur Sourire encantaram o mundo pela inocência e simplicidade demonstrada. Aquele violão e sua voz atingiram campos jamais desbravados por uma monja dominicana, mas o caminho de Soeur Sourire logo mostrou-se trágico e, até mesmo, tenebroso.
O seu grande sucesso, uma homenagem ao fundador da Ordem Dominicana, atingiu pessoas das mais diversas idades e culturas. Qual a surpresa ao ver na televisão aquela religiosa com um sorriso no rosto cercada por algumas outras irmãs fazendo coro, cantando as virtudes de São Domingos para pessoas que nem mesmo o Cristo conheciam.
A “monja cantora” ficou semanas em primeiro lugar na Billbord Magazine. Após o grande sucesso retomou aos estudos na Universidade Católica de Louvain, onde, em 1966, após uma crise vocacional, “descobriu” ser o convento e a vida religiosa anacrônicos ao mundo moderno, desistindo da vida religiosa, pedindo a exclaustração.
Em 1967, ainda com o nome de religiosa com o qual fez carreira, lançou músicas fazendo apologias aos contraceptivos. Motivada, segundo ela própria, pelo Vaticano II, tentou encontrar novas formas de “igreja”; rebelou-se contra o “machismo opressor”, contra a Igreja Católica e seus “conservadores” terminando, assim, por assumir a sua homossexualidade.
Sua vida conturbada é ladeada por graves crises financeiras. Em uma tentativa desesperada lançou em 1982 o seu antigo sucesso “Dominique” em uma versão disco, corrente na época. As autoridades fiscais belgas perseguiam Jeanne que não possuia mais como sobreviver diante das dívidas que contraiu e, em uma última cartada, pediu ajuda da antiga congregação da qual fez parte. As religiosas ajudaram de imediato somente com a condição de que Jeanne não acusasse mais publicamente a congregação de seus desastres.
No dia 29 de março de 1985, Jeanne Paule-Marie cometeu suicídio com sua companheira Annie Pécher, após um período intenso sobre efeito de álcool e entorpecentes.
A história de Jeanne (Soeur Sourire) é um exemplo claro e triste, de como a vida religiosa aliada inadequadamente a atividades que não lhe são características pode ser prejudicada e terminar de forma trágica. Quantos não sentiram-se chamados à vida religiosa vendo a alegria de Soeur Sourire cantando e ainda assim sendo religiosa? Os estágios do declínio de Jeanne são perceptíveis, passam do abandono da vida religiosa ao mais extremo desespero humano. Alguns podem alegar que a mudança radical da dominicana foi fruto do “aggiornamento” conciliar, mas não vejo sentido em alegar que arrancar o hábito, defender o aborto, o vício e a pederastia seja viver santamente a fé cristã no mundo moderno.
Pelas fotos percebemos aquilo que, na história da religiosa, é muito nítido; a transformação ocorrida quando da retirada do hábito. A veste dominicana representava a identidade própria de Ir. Sorriso, aquilo que acreditava, seguia e se fiava. Servia como uma verdadeira identidade. Interessante que, quanto a isso, o hábito não serve apenas como testemunho para o próximo, mas também como um constante aviso a quem usa acerca da missão e incumbência recebida quando da vestimenta do traje religioso. Que o hábito não faz o monge, é um tanto óbvio, mas ele lembra ao monge quem ele é!
Seria a Soeur Sourire uma infeliz moça presa em um hábito medieval e cercada por outras mais infelizes religiosas? Sabemos que os casos de suicídio e exclaustração na época imediatamente pós-conciliar são grandes e sérios. O que a motivou nesta derrocada? Um desejo, como ela afirma, de encontrar uma nova “igreja”? Onde ela enterrou aquela singela monja cantora?
A crise pós-conciliar foi sofrida e relatada por muitos religiosos e religiosas que ainda estão entre nós. Se tais exemplos que estavam embebidos de uma mentalidade religiosa profunda sofreram, imaginemos Jeanne que estava cercada pelo mais puro pensamento profano (no sentido tétrico da palavra) e que sem querer abandonou o convento para jogar-se nos braços do mundo que a acolheu e lançou pela estrada da fama.
A glória de Nosso Senhor Jesus Cristo deve ser o fim último da vida religiosa, todas as demais atividades surgem como meios para atingir tal nobre e santificante fim. Deveríamos nos perguntar em qual momento Jeanne esqueceu a Cristo e passou a olhar para si própria, e olhando para si descobriu as mais tristes realidades humanas e, sem o apoio da Santa Igreja e de sua comunidade, caiu no profundo abismo presente no coração humano, sem Deus.
O suicídio, para um religioso, é a negação completa de sua identidade! Aquela que dedicou sua vida plenamente ao Senhor Ressuscitado entrega-se aos vícios e termina com a própria vida nos braços de sua amante. Soeur Sourire é um exemplo real aos atuais padres cantores que pipocam pelos canais de televisão, que já deixaram o hábito talar (lembremos que foi uma das primeiras atitudes de Soeur Sourire) e agora até mesmo o ministério sacerdotal que lhes foi conferido é colocado em segundo plano.
A vida religiosa de Jeanne atrelou-se de forma negativa ao seu sucesso e à sua carreira; quando uma terminou a outra acabou por consequência. Estimados padres, quando vossas músicas deixarem as paradas de sucesso, onde colocarão as vossas estolas?
Ou Jeanne jamais teve vocação ou no final de sua vida a atitude de assumir uma homossexualidade não foi fruto, isto sim, de uma imposição cultural e até mesmo midiática? Que bonito seria para os jornais e revistas estampar a nova forma da “igreja” na ex-freira lésbica. A negação total de valores cristãos e o “assumir” de uma postura completamente estranha à sua antiga vida. De fato, Jeanne se tornou numa mártir do modernismo, afinal a sua morte foi paga com o alto preço da crise da civilização ocidental. Que a sua vida seja exemplo do triste fim daqueles que abraçam com vigor os males do mundo atual, dando as mãos para os inimigos da fé que apenas incitam o pecado e a destruição da Igreja de Cristo.
O codinome e a imagem de Soeur Sourire encantaram o mundo pela inocência e simplicidade demonstrada. Aquele violão e sua voz atingiram campos jamais desbravados por uma monja dominicana, mas o caminho de Soeur Sourire logo mostrou-se trágico e, até mesmo, tenebroso.
O seu grande sucesso, uma homenagem ao fundador da Ordem Dominicana, atingiu pessoas das mais diversas idades e culturas. Qual a surpresa ao ver na televisão aquela religiosa com um sorriso no rosto cercada por algumas outras irmãs fazendo coro, cantando as virtudes de São Domingos para pessoas que nem mesmo o Cristo conheciam.
A “monja cantora” ficou semanas em primeiro lugar na Billbord Magazine. Após o grande sucesso retomou aos estudos na Universidade Católica de Louvain, onde, em 1966, após uma crise vocacional, “descobriu” ser o convento e a vida religiosa anacrônicos ao mundo moderno, desistindo da vida religiosa, pedindo a exclaustração.Em 1967, ainda com o nome de religiosa com o qual fez carreira, lançou músicas fazendo apologias aos contraceptivos. Motivada, segundo ela própria, pelo Vaticano II, tentou encontrar novas formas de “igreja”; rebelou-se contra o “machismo opressor”, contra a Igreja Católica e seus “conservadores” terminando, assim, por assumir a sua homossexualidade.
Sua vida conturbada é ladeada por graves crises financeiras. Em uma tentativa desesperada lançou em 1982 o seu antigo sucesso “Dominique” em uma versão disco, corrente na época. As autoridades fiscais belgas perseguiam Jeanne que não possuia mais como sobreviver diante das dívidas que contraiu e, em uma última cartada, pediu ajuda da antiga congregação da qual fez parte. As religiosas ajudaram de imediato somente com a condição de que Jeanne não acusasse mais publicamente a congregação de seus desastres.
No dia 29 de março de 1985, Jeanne Paule-Marie cometeu suicídio com sua companheira Annie Pécher, após um período intenso sobre efeito de álcool e entorpecentes.A história de Jeanne (Soeur Sourire) é um exemplo claro e triste, de como a vida religiosa aliada inadequadamente a atividades que não lhe são características pode ser prejudicada e terminar de forma trágica. Quantos não sentiram-se chamados à vida religiosa vendo a alegria de Soeur Sourire cantando e ainda assim sendo religiosa? Os estágios do declínio de Jeanne são perceptíveis, passam do abandono da vida religiosa ao mais extremo desespero humano. Alguns podem alegar que a mudança radical da dominicana foi fruto do “aggiornamento” conciliar, mas não vejo sentido em alegar que arrancar o hábito, defender o aborto, o vício e a pederastia seja viver santamente a fé cristã no mundo moderno.
Pelas fotos percebemos aquilo que, na história da religiosa, é muito nítido; a transformação ocorrida quando da retirada do hábito. A veste dominicana representava a identidade própria de Ir. Sorriso, aquilo que acreditava, seguia e se fiava. Servia como uma verdadeira identidade. Interessante que, quanto a isso, o hábito não serve apenas como testemunho para o próximo, mas também como um constante aviso a quem usa acerca da missão e incumbência recebida quando da vestimenta do traje religioso. Que o hábito não faz o monge, é um tanto óbvio, mas ele lembra ao monge quem ele é!
Seria a Soeur Sourire uma infeliz moça presa em um hábito medieval e cercada por outras mais infelizes religiosas? Sabemos que os casos de suicídio e exclaustração na época imediatamente pós-conciliar são grandes e sérios. O que a motivou nesta derrocada? Um desejo, como ela afirma, de encontrar uma nova “igreja”? Onde ela enterrou aquela singela monja cantora?A crise pós-conciliar foi sofrida e relatada por muitos religiosos e religiosas que ainda estão entre nós. Se tais exemplos que estavam embebidos de uma mentalidade religiosa profunda sofreram, imaginemos Jeanne que estava cercada pelo mais puro pensamento profano (no sentido tétrico da palavra) e que sem querer abandonou o convento para jogar-se nos braços do mundo que a acolheu e lançou pela estrada da fama.
A glória de Nosso Senhor Jesus Cristo deve ser o fim último da vida religiosa, todas as demais atividades surgem como meios para atingir tal nobre e santificante fim. Deveríamos nos perguntar em qual momento Jeanne esqueceu a Cristo e passou a olhar para si própria, e olhando para si descobriu as mais tristes realidades humanas e, sem o apoio da Santa Igreja e de sua comunidade, caiu no profundo abismo presente no coração humano, sem Deus.
O suicídio, para um religioso, é a negação completa de sua identidade! Aquela que dedicou sua vida plenamente ao Senhor Ressuscitado entrega-se aos vícios e termina com a própria vida nos braços de sua amante. Soeur Sourire é um exemplo real aos atuais padres cantores que pipocam pelos canais de televisão, que já deixaram o hábito talar (lembremos que foi uma das primeiras atitudes de Soeur Sourire) e agora até mesmo o ministério sacerdotal que lhes foi conferido é colocado em segundo plano.
A vida religiosa de Jeanne atrelou-se de forma negativa ao seu sucesso e à sua carreira; quando uma terminou a outra acabou por consequência. Estimados padres, quando vossas músicas deixarem as paradas de sucesso, onde colocarão as vossas estolas?
Ou Jeanne jamais teve vocação ou no final de sua vida a atitude de assumir uma homossexualidade não foi fruto, isto sim, de uma imposição cultural e até mesmo midiática? Que bonito seria para os jornais e revistas estampar a nova forma da “igreja” na ex-freira lésbica. A negação total de valores cristãos e o “assumir” de uma postura completamente estranha à sua antiga vida. De fato, Jeanne se tornou numa mártir do modernismo, afinal a sua morte foi paga com o alto preço da crise da civilização ocidental. Que a sua vida seja exemplo do triste fim daqueles que abraçam com vigor os males do mundo atual, dando as mãos para os inimigos da fé que apenas incitam o pecado e a destruição da Igreja de Cristo.
3 comentários:
Que fim triste para uma história de vida que começou tão bela! Como é fácil se perder pelos caminhos fáceis e ilusórios do modernismo.
"Seguir Jesus enche o coração de alegria e dá sentido pleno à nossa existência, mas comporta dificuldades e renúncias, porque muito frequentemente é preciso ir contra a corrente" Papa Bento XVI durante a celebração do Angelus (23/08/2009).
Seria isso o que chamam de apostasia?
Sou vocacionada a monja dominicana e a história dessa moça me deixou triste e me deu um alerta: que eu peça insistentemente ao Senhor que me dê a graça da perseverança, pois sei que sou fraca e pecadora.
Eu já vi casos de seminaristas que depois de desistirem da vocação debandaram por uma vida nada condizente com a fé Católica. Confesso que tenho pavor que algo assim aconteça comigo.
A paz!
Hoje, decorridos vários anos da morte, torna-se difícil descobrir os verdadeiros motivos do suicídio duplo, que podem ser o consumo de bebidas, drogas, a perda da condição de famosa, o difícil caminho da opção sexual numa época em que a reprovação era muito maior, etc.
Todavia, acho que o maior problema em tais contextos não é a causa, mas, antes o resultado final encontrado por todos que se envolvem em situações como estas, qual seja, a infelicidade.
O grande mal do mundo moderno é que as pessoas não sao felizes. Esta é a verdade. Lutam, correm, trabalham, muito mais e por mais horas e nem assim conseguem ser felizes.
Precisamos olhar com mais carinho, mais atenção, para as pessoas ao nosso redor, independentemente de quem sejam ou daquilo que façam, pois as perdas humanas decorrentes da saegregação, da rejeição, da reprovação social, são um preço muito grande para a sociedade pagar.
Todos nascemos para a felicidade e precisamos trilhar o caminho, de forma que precisamos ajudar e aceitramos uns aos outros.
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