segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Civilização do Amor

Artigo baseado na palestra dada por Pe. Patrick de Laubier sobre a “Escatologia” no SMME

Pedro Ravazzano

O mundo ateu e secularizado, partindo de uma visão distorcida do saber racional, é incapaz de, mediante uma abertura à transcendência, compreender a realidade do homem enquanto um ser fundamentado em Deus. Obviamente, e cabe a análise feita por Pe. Leonel Franca, a crise do mundo moderno é uma crise metafísica. A realidade atual é entendida como o tempo do progresso, da ciência e da técnica. Entretanto, apenas em Cristo é possível erigir a Civilização do Amor.

A técnica e a ciência são como a magia da modernidade, isto é, a gnose, portanto pseudo-teológica, que se coloca não apenas na antípoda da religião como em sua substituição. O homem científico é aquele que faz e, assim, opõem-se ao homem religioso, aquele que recebe. Não obstante, mediante o saber filosófico, uma conversação baseada na reflexão racional a respeito da realidade, faz-se possível o combate a esta gnose.

A cidade humana, onde há o constante combate entre a Jerusalém e a Babilônia, é justamente a complexa e dinâmica relação do homem moderno que, preso a uma realidade imanente, encontra-se impossibilitado de contemplar a transcendência ainda que, por meio do seu próprio ser, busque algo que se encontra além dos limites impostos.

Entretanto, o cristianismo ao romper com toda a tradição hinduísta, grega, egípcia, do tempo cíclico, do constante retorno ao tempo mítico – in illo tempore – permite ao homem, na Igreja, encontrar a Cristo no hoje. O kronós – Χρόνος -, o tempo ordinário, é completado pelo tempo profético, o kairós - καιρό, que extrapola as restrições e que abarca a totalidade do real. Nesse tocante, a Igreja na história deve ser entendida como uma analogia perfeita à vida de Jesus. A perseguição do Rei Herodes e o massacre dos santos inocentes e os primeiros mártires da nascente comunidade cristã; o jovem Jesus pregando no templo e os Padres da Igreja até o séc. IV; a vida pública e a expansão do cristianismo por todo o orbe, etc.

Quando Cristo entra glorioso em Jerusalém, onde a sua humanidade é exaltada – “Hosana ao Filho de David” – ao mesmo tempo em que reconhecem a sua divindade – “no mais alto dos céus” – inicia-se a caminhada que terá como fim a redentora crucifixão - trinta anos de vida íntima, três anos de vida pública, três horas de via crucis, três dias para a Ressurreição! A Eucaristia, também no mesmo sentido, pode ser entendida como analogia ao tempo de Cristo: Kyrie e Santos Inocentes, Glória e Nascimento, Liturgia da Palavra e Vida Pública, Santo e Entrada de Cristo em Jerusalém, Consagração e Paixão, Presença de Cristo e Ressurreição.

Ora, se a Igreja na história caminha com os passos de Nosso Senhor, em qual altura da estrada nós estamos? Como disse Pe. Patrick de Laubier a resposta é pessoal, tendo em vista que a hora, como a Sagrada Escritura coloca, não fora determinada. Não obstante os sinais se fazem presentes. Vemos a apostasia e os precursores do anticristo. Vale destacar, outrossim, que o anticristo não pode ser entendido como um líder de batalha, mas sim um líder espiritual. Como colocara o destacado sacerdote francês “Uma heresia é pior do que uma invasão militar”. Destarte, as duas bestas do Apocalipse – da terra e do mar – são a força da febre ideológica que se forma a partir de uma reflexão pretensiosamente racional – Marx e Lênin, Nietzsche e Hitler, por exemplo.

Ora, ainda que os tempos modernos nos mostrem uma realidade de caos, de crescente ascensão do espírito do ateísmo, de forte secularização, a Igreja sempre se mostrou, ao longo da história, como radiante e vigorosa, ainda nas contrariedades. Isso me recorda o que Chesterton, analisando a história do cristianismo ao longo dos tempos, comentara: “Pelo menos cinco vezes, com os arianos e os albigenses, com os céticos humanistas, depois de Voltaire e depois de Darwin, a Fé ao que tudo indica foi atirada aos cães. Mas em cada um dos cinco casos os cães é que morreram”

A resposta do Cristianismo só é possível através do surgimento da Civilização do Amor, como colocou o Papa Paulo VI em 1975, no auge da crise pós-conciliar. A sua construção não ocorrerá baseada em idéias, ideais radiantes ou em ideologias, mas sim em Jesus Cristo, mediante a experiência íntima com Ele, a pessoa de Cristo! Assim, o problema do mundo moderno, por mais análises que sejam feitas, não se encontra no secularismo, no islamismo, no comunismo, etc, mas sim nos católicos, que, como dissera Pe. Patrick de Laubier, ainda que pareçam piedosos, não conhecem a pessoa de Jesus. Os cristãos não devem se fiar em pessimismos ou otimismos, mas na Fé! Apenas pelo conhecimento íntimo de Nosso Senhor será possível combater os erros do mundo moderno e construir a Civilização do Amor.

Por fim, o presbítero francês nos colocou uma imagem sublime. Nas quarenta horas passadas entre a morte na Cruz e a Ressurreição, o corpo morto de Cristo encontrou-se unido, agarrado, junto ao colo da Virgem Maria. O seu Imaculado Coração, nesse instante, bateu no lugar do Sagrado Coração de Seu Filho, que ali se encontrava em silêncio, por toda a Igreja nascente, para que desse modo, enquanto Jesus ia aos infernos, pudesse, em sua volta, bater para toda a eternidade.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A nossa irmã Dona Calça



Pedro Ravazzano

Hoje, infelizmente, vem ganhando força certo tradicionalismo de sabor ideológico, isto é, que idealiza a ‘segunda realidade’ e que, conseqüentemente, deforma o mundo real. Obviamente não entra na discussão a validade de algumas posições adotadas. O ‘arqueologismo’, outrossim, forma-se como reflexo dessa dinâmica confusa, abstrata e idealizada – quiçá gnóstica - do tempo passado.

O pacote do tradicionalismo-ideológico abarca a totalidade do homem que nele se insere. As posições políticas, religiosas, os gostos literários, artísticos e, inclusive, a forma de se vestir. Friso, e é sempre bom pontuar, que aqui não cabe a condenação de tais posições, até porque seria um verdadeiro contra-senso de minha parte tendo em vista que comungo de algumas dessas colocações. Sem embargo, o ponto fundamental da questão não é se esta visão de mundo é, em si mesma, maléfica. O problema é quando a adesão a esta é conseqüência não do resultado de uma reflexão pessoal ou do progressivo aprimoramento do espírito humano, mas sim da simples adesão a um grupo.

O tradicionalismo-ideológico não apenas idealiza os tempos passados, especificamente pré-conciliares, como advoga o retorno a este “in illo tempore”, mítico. Nesse sentido a forma de se vestir é parte essencial das ações em busca da revitalização da tradição – e aqui entra a confusão entre Tradição e tradição. De fato, mulheres que usam calças certamente não são boas pessoas ou, no mínimo, comungam dos ideais feministas! Isto é tão falso como acreditar que fenomenólogos não podem ser católicos praticantes ou que todo (neo)tomista é sempre um primor de fidelidade. A ideologia, isto sim, atrofia a acertada e equilibrada ótica. Constatar a crise do mundo moderno não é muito difícil; Heidegger, frankfurtianos, etc, também chegaram a este resultado. Entretanto, a diferença está na prática adotada para, no mundo real, combater essa época desligada ou, se preferirem, convocar a cruzada da contra-revolução.

Creio, realmente, que queimar calças na fogueira – com todas as desculpas à Inquisição pelo trocadilho – não irá ajudar na revitalização dos valores morais e espirituais da Civilização Ocidental. Ainda que a pobre calça jeans tenha um passado obscuro, nada nos impede de recebê-la no seio da Igreja como a prostituta arrependida. Ora, se é para retornar aos tempos áureos, eu me recuso a usar trajes modernos como terno e gravata! Quero o direito de sair pelas ruas usando trajes rococós – sim, o ideal seria uma honrosa armadura do medievo, mas gosto é gosto! Mas se eu reivindico o direito de vestir-me com tecidos contendo representações de paisagens, por que alguém não poderia clamar pela legitimidade do sonho de paramentar-se com a mais genuína toga romana?

Os tempos mudam! Sim, eu afirmei isso, mas peço a boa vontade para que não me entendam mal. Dentro da normalidade e da moralidade acompanhar os tempos não apenas é legítimo como aconselhável. Uma saia não é mais digna do que uma calça pelo simples fato de ser saia. A mente humana é tão potente que nós vamos da mini-saia até os “conservadores” trajes puritanos. Não é diferente com a pobre da calça!

No mundo real, esse mundo que se transformou quando da vinda do Verbo Encarnado, iniciar uma evangelização não pelas aulas de catecismo mas com um passeio pelas lojas para a elaboração de um novo ‘guarda-roupas’ não só é estranho como surreal. Ademais, colocar a forma de vestir – não vamos confundir gostos com moralidade. Uma coisa é uma calça/saia, outra é uma calça/saia imoral – como parte importante do processo de conversão é um total retrocesso. Vale destacar, além disso, que na visão ideológica a questão muitas vezes sequer entra na moralidade ou imoralidade da calça, mas se concentra no fato de ter uma origem revolucionária, feminista, antiestética, etc. Tudo isso pode ser verdade, mas não torna o uso desaconselhável simplesmente porque – tirando as horrorosas militantes feministas (redundância?) – ninguém usa uma calça como sinal de afronta aos valores cristãos e à Sagrada Tradição!

A coitada da calça busca um refúgio para se esconder de senhoritas que, com paus e pedras, querem linchá-la publicamente.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ser tolerante, ou não ser tolerante, eis a questão!

Pedro Ravazzano

Os “protestos” organizados quando da Jornada Mundial da Juventude trazem consigo uma pertinente reflexão sobre a mentalidade peculiar do militante das causas “modernas” e “arejadas”. Não só na Espanha, mas como também aqui no Brasil a lógica própria, que funda as ações ideológicas, destaca não apenas o caráter totalitário de tais movimentos como a sua essencial intransigência com tudo que, direta ou indiretamente, oponha-se ao objetivo ansiado.

O Movimento do Abecedário, isto é, LGBTT, impõe ao mundo a sua forma de pensar e orquestra um grande rede de poder que tem como fim tolher qualquer iniciativa que coloque-se na antípoda dos axiomas da modernidade. Anarquistas, socialistas cults, homossexuais engajados, ateus militantes, todos estes engrossam a fileira em prol da cartilha ideológica politicamente correta.

Por um lado, através do poder político governamental, fazem valer pela força leis que transgridem qualquer idéia de direito e criam verdadeiras constituições paralelas que privilegiam as minorias. Obviamente, e aqui não cabe nenhuma inocência, a causa dos grupos minoritários militantes concede ao estado poder de legislar sobre pontos cruciais da vida social; é o estado que define a vida, é o estado que distingue as raças, é o estado que marca a fronteira entre o moral e o imoral, é o estado que limita a religião etc. Sem embargo, o excesso poderio estatal, numa situação ordinária, cresce na proporção dos decibéis dos militantes que clamam pela proteção das leis contra a perversa e intolerante sociedade! Não sem propósito o governo brasileiro custeia e mantém um número invejável de ONGs ligadas às mais ricas e necessárias causas.

O pacto entre o governo - fortalecido pelas minorias – com as minorias - elevadas a um estado de tão grande prestígio que as leis para elas estão numa constante epokhé - finca as bases de toda a ação organizada contra a Igreja e a normalidade. O militante que se sente confortável para debochar de freiras e padres lançando vitupérios e os agredindo fisicamente, é o mesmo militante que, no dia seguinte, aparece com olhinhos tristes e lacrimosos no jornal da manhã alegando que neo-nazistas agrediram o seu companheiro. Qualquer indivíduo com bom senso consegue captar a barbaridade moral de ambos os atos. O militante, por sua vez, reclama quando é agredido mas na tarde seguinte já está liberando o seu trauma queimando retratos do Papa e ultrajando jovens de batina.

A soberba ideológica da noite e a vitimização da manhã são duas faces de uma mesma moeda; por um lado extravasam a sua ira totalitária e, por outro, apelam para o lado sensível que, quando maximizados pela grande mídia, atingem uma parte considerável da população.

Esse politicamente correto que abrange questões religiosas, raciais, sociais, afetivas, políticas, ainda alegando flexibilidade e tolerância, destaca-se pela intolerância contra tudo que, pelo simples fato de existir, já é visto como obstáculo vivo da própria intolerância. Um branco, heterossexual, católico, classe média e conservador, por ser branco, heterossexual, católico, classe média e conservador é um inimigo da causa e um potencial alvo das agressões dos militantes.

Ser tolerante, no axioma moderno, é ser delimitado pelas leis do estado e controlado pelos movimentos ideológicos que determinam onde começa e acaba o mundo cor-de-rosa paz e amor da tolerância que eles edificaram.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Enquete: Na Itália, desagregação familiar se soma a crise econômica

O portal de notícias IG reproduziu em 7 de agosto um artigo da agência EFE sobre o importante papel que a família, na Itália, teria neste momento de crise financeira, não fossem os fatores de decadência que nela penetraram.

"A família é o amortecedor secreto da crise social", disse Marco Ferraroti, sociólogo e professor da Universidade La Sapienza de Roma. Ferraroti observa que, pela influência da Igreja Católica, a Itália ainda "é muito mais familiar do que qualquer outro país da Europa” e que “a crise da sociedade enfatizou o papel da família”. “Quando nada funciona em uma sociedade, a família é que resolve os problemas", explicou.

Para Giussepe Roma, diretor-geral do Centro de Sociologia Censis, a família italiana "é o grande motor do país", mas constata que a instituição já não é mais como outrora. A baixa natalidade fez com que no país a metade da população seja constituída atualmente por idosos. Além disso, os divórcios e a falta de casamentos entre pessoas abaixo de 35 anos tornou a família menor e mais fraca. “Nos encontramos diante de uma forte crise de valores e, portanto, a família como pilar da sociedade corre sério risco”, afirmou Giussepe Roma.

Para o leitor, quais dos fatores abaixo contribuem mais para aumentar a crise e a decadência da família?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aprendendo a ser o que não é ou As ôtoridades no facebook

Pedro Ravazzano

O facebook vem se tornando no potencializador de todos os fracassos que, no mundo concreto, seriam levados pela correnteza. Tornou-se incrivelmente comum encontrar com doutores em todos os assuntos e temáticas. Depois que surgiu o Google e as redes sociais ninguém – eu disse ninguém – pode ser dar o direito de não ter a resposta na ponta da língua.

Entretanto, ainda que João, Maricota, Alfredo e Américo dêem pitacos sobre a política nacional, a crise no Egito ou as tensões entre Israel-Palestina, outros indivíduos se especializaram numa arte mais refinada e complexa. Não é um pitaco mundano, mas contextualizado, recheado de autoridade e embebido num tom pontifical que deixaria o Beato Pio IX tímido.

Quase sempre essas figuras seguem a mesma cartilha. Vejamos os passos. Normalmente escolhem um autor ou uma figura na qual vão se “especializar”. Pode ser alguma entidade do panteão tradicionalista, como algum Bispo desobediente, ou quem sabe um filósofo de renome, mas que seja de difícil compreensão ou menosprezado por grande parte do mainstream ordinário. O importante é a distinção – ah, Girard!

Depois de se “especializar”, ler alguma coisa no Google – mormente a Wikipédia – já pode iniciar as polêmicas com muito ar combativo nas redes sociais. Para ser mais verdadeiro, para encarnar melhor o personagem, é indicado uma caracterização fidedigna; um português arcaico sempre cai bem, gosto pelo exótico do “in illo tempore” está em alta e um grupo de amigos – isso é essencial – que não apenas acredita na sua farsa como alimente o seu ego intelectual é importante. Vale destacar que nesse grupo o papel de líder do indivíduo em questão é indiscutível. Junto aos iniciados ele tem a função de estipular os limites do "conhecimento", isto é, os chavões que vão ser repetidos. De certa forma é uma missão relevante, tendo em vista que tais seguidores não teriam outra forma de saber a não ser por meio do simplório conteúdo proferido pelo mestre.

Ora, chegará o momento em que você, verdadeiramente, acreditará que sabe o que não sabia e que acha que passou a saber. Talvez, quem sabe, você realmente se interesse por saber, mas o fato é que não sabe!

Obviamente, e tenho a clara intuição – intuição é coisa de fenomenólogo modernista, hein? - que alguém não vai entender, não estou dizendo que defender, gostar desses autores, apreciar um bom cachimbo, incentivar o uso do véu, interessar-se pelo estudo do latim, ser contra o endeusamento do estado etc, sejam sempre facetas dessas seqüestradores. Não, de forma alguma! Ao contrário! O maior perigo é, justamente, quando os expoentes do pensamento austríaco, do tomismo, dos [bons e equilibrados] defensores da Tradição etc, não são os que, de fato, o são, mas apenas essas figuras horrendas e montadas.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Enquete: O que pensa o leitor da atitude do juiz que anulou contrato de união estável entre homossexuais no Estado de Goiás?

Supremo Tribunal Federal reconheceu como “entidade familiar” o contrato de “união estável” de casais homossexuais. Mas, para o juiz da 1º Vara de Fazenda Pública de Goiânia, Jerônymo Pedro Villas Boas, “o Supremo mudou a Constituição”. “Apenas o Congresso tem competência para isso”, disse o magistrado ao portal de notícias G1 (Cfr.: “Juiz anula contrato de união estável entre homossexuais”, 19/6/2011).

Isso levou Villas Boas a anular o pedido de “união estável” de um casal homossexual e estendeu a proibição para todos os cartórios de Goiânia.

Para você, leitor, a atitude do juiz foi correta?

domingo, 26 de junho de 2011

A intolerância dos tolerantes


Pedro Ravazzano

Hoje a cidade de São Paulo vai além dos limites de uma Sodoma e Gomorra. Mais um ano de Parada Gay que comemora, em 2011, quinze anos. Muitas são as críticas, inclusive entre a militância LGBT - lembrando que o L, de lésbica, vem à frente por causa de uma questão de gênero, ainda que seja dentro de um movimento onde definir a fronteira entre gêneros seja extremamente complicada - que afirmam que o que era um """protesto""" tornou-se numa orgia em plena praça pública!

O mais interessante é a ação coercitiva e...intolerante dos homossexuais. Não só querem impor a sua a-moralidade goela abaixo pelo Brasil como definem até onde vai a liberdade e o exercício da livre opinião. Ironicamente, foi em nome dessa liberdade que iniciaram com a Parada, mas em nome da mesma liberdade amordaçam uma imagem do Dep. Jair Bolsonaro que fora taxado pela genérica e enigmática alcunha de homofóbico.

Hoje em dia todos que não batem palmas, reverenciam ou simplesmente dão de ombros para essa Babilônia são definidos como preconceituosos homofóbicos. Os intolorantes militantes homossexuais estão dispostos a criar uma complexa rede de informações com o fim de caçar todos os cidadãos que, de algum modo, seja de forma ativa ou não, discordam da cartilha LGBT...ABCDEFGHIJLMNOPQRSTUVXZ.

Ademais, não satisfeitos em criar um direito paralelo que deforma o sentido universal da lei em busca da proteção das minorias, apelam para a típica vitimização e invenção de estatísticas que amoleçam os corações frios da sociedade civil. Interessante que, dentro das diretrizes da esquerda brasileira, o apoio às minorias é ponto pacífico, afinal, mediante a orquestração e politização dessas bandeiras conseguem fortalecer o poder do estado.

Ora, não há nada melhor para um regime esquerdista-petista do que definir o que é a família, como se estrutura o casamento, recriar definição como "homem" e "mulher", o que é a moral, justiça e liberdade, até o conteúdo das pregações religiosas. Acaba-se com a lei natural para criar um direito positivo fundado nos anseios revolucionários do PT.