terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Grupo homossexual da Bahia tenta atrapalhar caravana católica, mas não consegue…


Em passagem por Salvador, a caravana Terra de Santa Cruz fez uma bela campanha na Praça da Sé recolhendo assinaturas contra o PNDH-3 que visa, entre outras coisas, descriminalizar o aborto e legalizar o "casamento" homossexual.

Logo no inicio, o GGB (Grupo Gay da Bahia) com a presença de seu presidente e fundador Luiz Mott - mentor e articulador do PL 122/2006 (a "lei da homofobia") - que fazia uma manifestação na mesma praça, se posicionou em frente aos jovens para contrarrestar a campanha, mas sem sucesso, como mostra o vídeo abaixo.

Minutos depois, chegou um carro do jornal A Tarde que tirou fotos da campanha, mas apenas entrevistou alguns dos homossexuais. No outro dia, o diário soteropolitano noticiava a manifestação dos homossexuais e nenhuma única menção a ordeira campanha do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Depois do vídeo, transcreverei a carta que enviei ao jornal A Tarde em protesto pela parcialidade ridícula.



[Carta ao jornal A Tarde, não publicada)

Salvador, 29 de Janeiro de 2011


Prezado Sr. Editor,

Há tempos eu temia uma das metas do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) que visava controlar a imprensa em nossa pátria, mas agora vejo que minha preocupação é em vão, pois parece que a mesma já se encontra controlada. Ontem na Praça da Sé havia uma manifestação de jovens com faixas e bandeiras protestando contra o PNDH-3. Havia também estacionado na rua o carro de A Tarde e um fotógrafo de vocês registrando o evento, mas hoje ao ler vosso jornal, nada encontro sobre isso, somente uma matéria a respeito da manifestação do GGB onde nem sequer há uma menção aos jovens contrários ao PNDH-3. O que é isso? Censura? A imprensa já se encontra controlada?

Cordialmente,
Edson Carlos de Oliveira

O confuso filme "Caça às Bruxas"

Eu assisti "Caça às Bruxas", com Nicolas Cage, e foi uma grande frustração. Claro que não esperava um épico, mas sempre gostei da ação inteligente nas produções estreladas por Cage. Entretanto, nessa nova obra o que mais aparece é um ator envelhecido, cansado e nada convincente.

A sinopse do filme é extremamente simplória. Tudo gira ao redor de possíveis bruxas que seriam, também possivelmente, responsáveis pela peste negra. A única faceta interessante da obra é a excelente construção da trama que faz com que o espectador constantemente duvide do óbvio: a culpabilidade, ou não, da garota. Não obstante, o filme tem cenas toscas e atuações fracas, além de um forte e desnecessário apelo visual.

Se faz mister frisar que o filme cria, não sei até que ponto propositalmente, um aparente paradoxo. Toda a produção, até o desfecho, centraliza-se na percepção infundada e preconceituosa do período medieval. Apresenta-se uma Europa sob as trevas, com uma estética suja, uso de falácias históricas e exageros do que teria sido a ação eclesiástica. Ainda que o filme tenha se redimido com a conclusão, é muito ingênuo acreditar que o espectador médio - que de fato crê nas ideologizadas críticas iluministas à Idade Média - atinou para a mudança radical de perspectiva. Ademais, o público alvo de uma produção de ação/aventura não vai ao cinema para confrontar-se e refletir acerca da história, mas sim para se entreter.

A Igreja, que ao longo do filme é constantemente atacada, com direito a frases de efeito e apelos emocionais, é apresentada, quando da descoberta da verdadeira face da garota - não era uma bruxa, mas sim uma possessa -, como a única naturalmente certa em toda a trama. Desde a cena inicial, onde o aparente vilão, o sacerdote, é assassinado pela também aparente inocente bruxa, até o final, a Igreja, como tratada na obra, vive numa pressão dialética muito confusa!

Obviamente é difícil fazer qualquer análise que vá além do caráter lúdico e banal da produção. O mais acertado é dizer que "Caça às bruxas" não pretende alçar vôos altos, mas também é acertado afirmar que o saldo do filme é negativo ao usar do apelo visual para apresentar uma Igreja medieval em contradição.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O fabuloso mito sueco

No sonho paternalista e/ou social-democrata o estado é o grande promotor do desenvolvimento e farol da economia nacional. A Suécia, durante décadas, levou esse axioma verdadeiramente como fundamento de toda a estrutura econômica sobre a qual construiu o prédio do famoso país escandinavo.

A terra de Sua Majestade, Carlos XVI, tem o crescimento de empregos do setor privado praticamente estagnado desde 1950. Entre o período de 1950-2005 - um intervalo de 55 anos - não houve novos empregos criados na inciativa privada. Em meados da década de 80 a Suécia teve um grande incremento da população basicamente causado pela imigração - os índices de natalidade do país eram baixíssimos. Logicamente, se não há o aumento da oferta de emprego na mesma proporção do crescimento populacional haverá uma onda de desemprego que, se agravada, consolidará uma crise profunda de produção. Não obstante, esse cenário nunca chegou a concretizar-se na Suécia porque entre 1950-1990, por exemplo, o país gerou mais de um milhão de novos postos de trabalho "líquidos", ou seja, o saldo da diferença entre o desemprego e emprego criado.

Entretanto, a aparente bonança sueca foi financiada com a fanfarronice do estado. Todos os novos empregos criados desde 1950 até a década de 1990 se deram exclusivamente pela expansão do setor público. Desde Ernst Wigforss jamais houve, por parte do governo, a mentalidade de priorizar o desenvolvimento de médias e pequenas empresas, até porque o sucesso do empreendedorismo depende quase inversamente do estado, ou seja, da liberalização das estruturas trabalhistas e dos encargos tributários, duas bandeiras que sempre foram assustadoras para o Sveriges Socialdemokratiska Arbetarparti - Partido Operário Social-Democrata da Suécia, que governou o país por quase 70 anos. Assim, em 55 anos o crescimento do emprego no setor privado foi praticamente nulo. Empregos no setor público são custeados pelos impostos "arrecadados". Mais empregos na esfera estatal equivalem a dizer aumento de custos para o estado e, logicamente, maior burocratização estatista das relações econômicas.
A linha vermelha é a população; a linha marrom os empregos do setor público; a linha azul os empregos do setor privado

A crise da década de 90 destruiu o mito da fraternal Suécia keynesiana. Ora, sendo o estado o maior patrão do país e sendo ele o grande afetado pelas intempéries econômicas, naturalmente houve a queda acentuada dos índices de emprego em aproximadamente cerca de meio milhão. Ainda que o setor privado tenha sofrido do mesmo modo, a esfera pública padeceu com extrema severidade o rigor da crise. Após vinte anos os postos de trabalho de outrora foram recuperados, mas o aumento da população tornou esse desenvolvimento lento e incapacitado de acompanhar o crescimento.

A Suécia tem um alto custo com gastos sociais que representaram 29% da renda nacional em 2001, que já são mais baixos do que os 37% na Suécia de 1993. A tributação total foi de 51% do PIB. Além das altas taxas prejudicarem o crescimento criativo e empreendedor, a semana de trabalho do sueco médio é uma das menores do mundo. Os impostos elevados levam uma parte significativa da renda e estimulam a informalidade "do it-yourself"

A solução foi o estado? Não, em 1991 Carl Bildt, do Partido Moderado - Moderata Samlingspartiet, foi eleito e, ainda com dois mandados do Partido Social-Democrata, em 2006 Fredrik Reinfeldt, numa aliança de "centro-direita", não só ganhou com uma vitória acachapante como conseguiu a proeza de, em 2010, levar uma aliança não-esquerdista ao segundo mandado no país.

É amigos, havia algo de podre no reino da...Suécia!

Eugenia: fetos anencéfalos são subumanos "por excelência", afirma antropóloga


Conhecida militante pró-aborto, a antropóloga Debora Diniz (foto acima) escreveu um artigo em defesa da "interrupção seletiva da gravidez" (ISG) - tradução: assassinato de bebês por possuírem deficiências graves - no qual nos fornece as sinistras razões que há por detrás da luta pela descriminalização desse tipo de aborto.

No texto pedante e cheio de neologismos com ar pretensamente acadêmico, Debora Diniz afirma:

"Primeiramente, a anencefalia sustenta seu reinado dentre as patologias por seu caráter clínico extremo: a ausência dos hemisférios cerebrais. Mas esta, no meu entender, não é a razão suficiente para fazer dos fetos portadores de anencefalia a metáfora do movimento em prol da legitimação do aborto seletivo."

Por quê? Porque o assim chamado "aborto seletivo" visa não somente bebês com essa deficiência, mas a todos aqueles que forem caracterizados pelos abortistas como sendo subumanos. Leiam:

"A ausência dos hemisférios cerebrais, ou no linguajar comum 'a ausência de cérebro', torna o feto anencéfalo a representação do subumano por excelência."

O anencéfalo seria, então, o subumano "por excelência", deixando claro que haveria outras formas "não tão excelentes" de "subumanidade". O que seriam esses subumanos? Aqueles que logo morreriam depois de nascer ou mesmo antes do parto? Não.

"Os subumanos são aqueles que, segundo o sentido dicionarizado do termo, se encontram aquém do nível do humano. Ou, como prefere Jacquard, aqueles não aptos a compartilharem da "humanitude", a cultura dos seres humanos. Os fetos anencéfalos são, assim, alguns dentre os subumanos - os que não atingiram o patamar mínimo de desenvolvimento biológico exigido para a entrada na humanitude (...)".

Debora Diniz cita a seu favor o padre progressista "Fernando Altemeyer Junior, vigário coadjutor da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, em artigo publicado no Jornal do Brasil, em 1 de abril de 1996, que dizia o seguinte sobre o aborto seletivo em casos de anencefalia: '...Muitos moralistas católicos de renome têm se posicionado em favor desta operação cirúrgica no caso específico da anencefalia, pois não são seres humanos os frutos desta gestação e portanto não se poderia exigir desta mãe o sacrifício de uma gravidez que não pudesse oferecer vida humana a uma criança destinada a sobreviver...'." (Altemeyer F. A única exceção. Jornal do Brasil 1996, Abril 1.)

Continua a antropóloga:

"Os subumanos são aqueles para quem a vida é fadada ao "fracasso" - como considera Dworkin, um jurista liberal norte-americano estudioso do aborto - ou para quem, no mínimo, o conceito de vida não se adequa. Os subumanos são a alteridade humana extrema, aqueles não esperados pelo milagre da procriação."

Mesmo os aleijados não escapariam do "aborto seletivo":

"... Existe uma expectativa de vida muito mais ampla e é exatamente isto o que une um feto anencéfalo a um feto portador de trissomia do cromossomo vinte e um e até a fetos com ausências de membros distais como potenciais alvos da ISG. É uma idéia social de vida, respaldada, é claro, pela plenitude biológica, o que justifica grande parte das solicitações de aborto seletivo."

Como não pensar em eugenia - favorecida e "justificada" como na ditadura nazista, embora, de momento, ainda não obrigatória - lendo as afirmações acima?

Com a crescente paganização da sociedade, pululam idéias destoantes das virtudes excelsas da justiça e da caridade para com o próximo deficiente e aos poucos somos encaminhados para uma ditadura pseudo-científica e darwinista onde só aqueles que o Estado considerar como "perfeitos" terão direito à vida.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Falecimento de Dom Pestana

Soube hoje pela manhã do falecimento de Dom Pestana, Bispo Emérito de Anápolis-GO. Ele descansou no Senhor em Santos - SP, a sua cidade natal, mas o corpo será velado na Catedral de Bom Jesus, em Anápolis, e em seguida enterrado.

Eu posso dizer que tive a honra de conhecer um santo! Dom Pestana visitou o Seminário Maria Mater Ecclesiae na semana da comemoração dos dez anos de fundação. A sua presença - e não é exagero assim dizer - engrandeceu os festejos, os seminaristas não se cansavam de ouvi-lo nos encontros formativos, todos queriam estar com ele.

A figura de Dom Pestana já aparentava santidade; um senhor de baixa estatura, um pouco encurvado, de cabeça branca, usando uma batina preta e caminhando com lentidão enquanto segurava uma bengala. Mas quando abria a boca mostrava toda a sua vivacidade e a capacidade de lembrar de fatos com mais de décadas passados. Num desses dias um seminarista de Anápolis, sabendo da minha admiração pelo seu Bispo, pediu que o acompanhasse até o quarto. Ele se apoiou no meu braço e fomos caminhando, conversando por alguns breves minutos. Ao final agradeci e osculei a sua mão! Possivelmente para Dom Pestana não passou de mais um momento como muitos outros, mas para mim foi um encontro com um santo homem que na sua vida testemunhou plenamente a fé que defendia com tanta bravura!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pré-Conciliares mas bem ao estilo Pós-Concílio

Eu até entendo como "natural" a tendência que certas pessoas têm de abraçar com radicalidade posições quando sabem que esta é minoritária e polêmica - numa busca pela distinção - e quando se percebem confrontados. Entretanto, fico embasbacado sempre que me deparo com umas figuras escatológicas no mundo virtual.

Podemos considerar comum aos jovens a tendência a abraçar com paixão e ardor suas idéias. Ainda que seja uma fase, a empolgação inicial é importante na absorção de conhecimento e experiência. Porém, o que tenho visto é um número considerável de pessoas - e não tão jovens assim - que persistem no radicalismo quase ideológico e totalmente passional. Certos tradicionalistas, aqueles que rejeitam o Concílio Vaticano II mas que já gostam de um debate teológico tipicamente pós-conciliar, ao adotarem posturas pueris, como crianças chiliquentas, escancaram o teor sentimental da posição defendida. Criam sua própria lógica e não abrem mão da certeza, por mais balançada que esteja, já que é sobre esta que levantam a torre de marfim na qual apontam para o mundo e fazem afirmações debochadas e penosas. Nesse sentido parecem com meninos birrentos que por mais que reclamemos persistem propositalmente na pirraça.

Não estou aqui fazendo nenhuma reflexão sobre a essência da postura tradicionalista - isso é tema para outra postagem - mas sim a respeito do comportamento de certos seguidores que se arrogam o direito de fazer afirmações totalmente infundadas e absurdamente impensáveis, que entram numa esfera interna, espiritual e pessoal. Esse cenário cria uma figura caricatural que ao deparar-se com críticas ao Santo Ofício passa a reverenciar os instrumentos de tortura medievais, que tenta escrever num aparente português arcaico, que se veste como na década de 50 e chama metade dos amigos de hereges e a outra metade de apóstatas.

O engraçado é saber que esse "mundo mágico tradicionalista" se difunde em milhares de comunidades virtuais compostas por não sei quantos jovens com álbuns com não sei quantas fotos de tudo aquilo que se tornou o símbolo comum do mimetismo "tradicional".

Anônimo de estimação

Eu assumo que não tenho paciência com os arautos do mundo cor-de-rosa. Numa das minhas publicações aqui no Acarajé eu comentara a respeito da posição de Mãe Stella de Oxóssi contrária ao sincretismo. De fato, é uma postura muito equilibrada e justa. Ademais, o que fundamenta essa crítica da "iyalorixá" é o espírito relativista que nivela e iguala crenças LOGICAMENTE incongruentes. O fato de um protestante me considerar idólatra, de um judeu me chamar de goy ou de um muçulmano acreditar que sou infiel não interfere na certeza da minha fé. Não obstante, no mundo moderno, com todas as suas inseguranças e desesperos hedonistas, é muito mais conveniente criar uma ciranda sentimentalista por mais absurda que seja. Torna-se, então, deveras atrativo negociar a salvação entre todos do que considerar que a Verdade encontra-se numa só religião.

Um Anônimo emitiu um comentário, criticando a minha afirmação a respeito do candomblé - "falsidade essencial da crença afro-brasileira, que não só é mentirosa como de dimensão teológica diminuta"- dizendo:

VC ME DÁ PENA PEDRO...VÁ APRENDER A AMAR MENINO!!!!

Vejamos como se porta o homem moderno; não aceita uma crítica sustentada numa posição coerente e lógica em si. Obviamente, um adepto do candomblé não irá concordar com a minha afirmação, mas ele deve sim concordar com o meu direito em tê-la assim como ele tem o mesmo direito de considerar-me um incrédulo em relação a sua crença, por exemplo. Dizer que eu dou "pena" e que devo aprender a "amar" é o típico apelo sentimentalista que comumente encontramos por aí. Não importa a verdade, os argumentos, a coesão, nada disso, mas sim uma visão pueril da realidade.

É a geração Hello Kitty!