
Eu assumo que não tenho paciência com os arautos do mundo cor-de-rosa. Numa das minhas publicações aqui no Acarajé eu comentara a respeito da posição de Mãe Stella de Oxóssi contrária ao sincretismo. De fato, é uma postura muito equilibrada e justa. Ademais, o que fundamenta essa crítica da "iyalorixá" é o espírito relativista que nivela e iguala crenças LOGICAMENTE incongruentes. O fato de um protestante me considerar idólatra, de um judeu me chamar de goy ou de um muçulmano acreditar que sou infiel não interfere na certeza da minha fé. Não obstante, no mundo moderno, com todas as suas inseguranças e desesperos hedonistas, é muito mais conveniente criar uma ciranda sentimentalista por mais absurda que seja. Torna-se, então, deveras atrativo negociar a salvação entre todos do que considerar que a Verdade encontra-se numa só religião.
Um Anônimo emitiu um comentário, criticando a minha afirmação a respeito do candomblé - "falsidade essencial da crença afro-brasileira, que não só é mentirosa como de dimensão teológica diminuta"- dizendo:
VC ME DÁ PENA PEDRO...VÁ APRENDER A AMAR MENINO!!!!
Vejamos como se porta o homem moderno; não aceita uma crítica sustentada numa posição coerente e lógica em si. Obviamente, um adepto do candomblé não irá concordar com a minha afirmação, mas ele deve sim concordar com o meu direito em tê-la assim como ele tem o mesmo direito de considerar-me um incrédulo em relação a sua crença, por exemplo. Dizer que eu dou "pena" e que devo aprender a "amar" é o típico apelo sentimentalista que comumente encontramos por aí. Não importa a verdade, os argumentos, a coesão, nada disso, mas sim uma visão pueril da realidade.
É a geração Hello Kitty!






