Eu assisti pela televisão a cerimônia de posse da Presidente Dilma Roussef. O interesse era duplo; prestigiar a minha nação e presenciar as "excentricidades" que, inevitavelmente, iriam ocorrer. Não posso negar que a solenidade, teoricamente, é pujante e feita com a clara intenção de ostentar o poderio da República. Entretanto, desde o despontar da estrela vermelha na Terra de Santa Cruz tudo tomou uma feição um tanto, digamos, informal. A posse de Dilma foi a síntese do Brasil. Ainda que tivesse vocação para grandiosidade, não passou de um rascunho do que, de fato, poderia ser. A cerimônia foi caótica, desordenada, bagunçada e com pouca seriedade. Claro que não esperava muito de uma Presidente petista e de um Congresso majoritariamente composto por parlamentares aliados ao governo. O analfabetismo simbólico, a perda de sentido dos símbolos republicanos, "sagrados" se levarmos em consideração a apropriação, desde a Revolução Francesa, da mística cristã para o Estado, tornavam patente o desconhecimento do ethos intrínseco aos festejos.
No momento mais importante, quando da tomada de posse no Congresso, os parlamentares gritavam "Dilma", aplaudiam, assobiavam, parecia reunião de estudantes da UFBA. Os diversos atrasos ao longo da solenidade foram prova do desleixo, direto ou indireto, e da desorganização do cerimonial. Ademais, como bem foi frisado por uma amiga, Dilma, no momento da revista das tropas, mostrou pouca seriedade e comprometimento, mais interessada em abrir os braços para os populares.
A Presidente Dilma, não satisfeita, fez questão de "homenagear" os companheiros que "tombaram" na "luta pela liberdade" num "momento de sombras e escuridão". Vejamos! Isso é uma mentira óbvia, lógica, histórica. A VAR-Palmares, grupo guerrilheiro no qual militava a nossa Presidente, de inspiração leninista, pretendia instaurar um regime como o soviético, que assassinara 20 milhões de pessoas! Esplendor da liberdade. Ademais, além da hipocrisia ideológica a Sra. Dilma fez questão de escancarar o seu arraigado espírito revanchista - lembrando que a radical ministra Maria do Rosário - o que não falta é ministério para a patrulha ideológica petista, diga-se de passagem como prêmio de consolação para os companheiros derrotados nas urnas - já apareceu defendendo a comissão da verdade pela ditadura. Isso sem contar da Sra. Iriny Lopes, da Secretaria de Política para as Mulheres - que também tem status de ministério - que num malabarismo retórico invejável defendeu o aborto mas sem defendê-lo.
O que será do Brasil de Dilma Roussef? Não tenho grandes expectativas. Como a URSS tão reverenciada pela então terrorista (interessante que na hora de chorar os 356 mortos pelo regime militar a Sra. Roussef é muito humanista, já os milhões assassinados pelos kamaradas russos - e cubanos - são convenientemente esquecidos) trocamos Lênin por Stálin.







