segunda-feira, 19 de julho de 2010

A guerra e os seus valores antimodernos

O mundo moderno nutre uma verdadeira ojeriza ao conflito armado, à guerra. Não quero com essa breve reflexão abordar o sentido da guerra justa, mas sim acerca da mentalidade progressista que fundamenta o pacifismo caricato e a romantização da realidade. Obviamente, nenhum ser humano busca a violência como meio ordinário de alcançar a paz e a justiça, não obstante, a força pode e deve ser aplicada na defesa da verdade e da ordem afrontada pelos inimigos da Civilização.

Entretanto, para haver guerra é necessário que exista lados bem definidos, convicções firmes e certeza na posição adotada. A modernidade repudia mortalmente tudo isso! A perspectiva liberal rechaça qualquer posição que se considere verdadeira e suficiente, assim como anatemiza a integridade e a plenitude da coerência com aquilo que se crê. Ora, como relativizar a guerra? Impossível! Alguém está certo e alguém está errado! O desespero dos liberais ao estruturar opiniões em relação aos conflitos armados - Iraque, Afeganistão etc - chega a ser engraçado; ao mesmo tempo em que se colocam na radical oposição às ações dos Estados Unidos da América - aqui não interessa saber se são incursões lícitas ou não - procuram enlouquecidamente ponderar as afirmações para que não estejam pendentes à defesa dos ataques inimigos. Vivem, assim, num murismo assustador.

Ademais, a guerra necessita de valores que o mundo atual não aprecia; virilidade, hombridade, honra, respeito, convicção, radicalidade, patriotismo. É impossível pensar num conflito armado com a participação dos molengas homens modernos. O liberalismo pretende pintar o mundo de cor de rosa, ou seja, romantizá-lo. Esse paradigma se forma na mais profunda essência da filosofia típica da modernidade; o gnosticismo! A crença de que a sociedade pode ser perfeita, de que tudo depende da iniciativa e da propensão humana, destrói o discernimento do homem, impede a compreensão do real e abre as portas para as ideologias. A guerra, como constatação dos males do mundo, é o sinal vermelho que pisca diante de todos os indivíduos mostrando que a sociedade é sustentada sobre diferenças e que essas diferenças mantém a ordem cultural. Não há nada mais reacionário do que a guerra!

Típico reducionismo progressista que busca escarnecer da guerra ao escarnecer da honra militar.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O povo argentino disse NÂO ao "casamento" homossexual

A mídia anunciou que a Argentina se tornou o primeiro país na América Latina a aprovar a união civil entre pessoas do mesmo sexo - mas esqueceu de esclarecer que esta decisão não foi de forma alguma aprovada pelo povo. Da maneira como é colocada, parece ser a Argentina um país mais liberal que os outros, como se por lá é que andasse a falsa maior parada gay do mundo, como se os torcedores brasileiros tivessem razão nas suas ofensas contra os hermanos. Mas ao contrário disso, o povo argentino foi apenas ignorado, enquanto uns poucos atropelam a democracia para fazer valer suas vontades, não respeitam sequer quem os elegeram.

Milhares de argentinos foram protestar na frente do Congresso, e dizer não à essa aprovação absurda, como se uma lei pudesse igualar o matrimônio (que só pode existir entre um homem e uma mulher) e a estéril união homossexual.


A união homossexual não pode ser reconhecida pela lei civil

Nada há de mais contraditório em aceitar a união homossexual: os militantes defendem que os casais gays podem levar uma vida estável, e por isso poderiam gozar dos mesmos direitos civis que os casais heterossexuais. Em primeiro lugar, não se pode acreditar nesta opinião do movimento gay, ao mesmo tempo que este mesmo movimento ridiculariza e destrói a instituição familiar, publicando toda espécie de cartilhas contra a "heteronormatividade" e o chamado "modelo patriarcal"´. Em segundo, não se pode chamar de união estável duas pessoas que praticam o amor livre, e dizem morar sobre o mesmo teto. A relação homossexual é transgressora de todos os padrões estabelecidos, e pela mesma razão não pode oferecer aos filhos da sociedade uma educação que continue a existência da mesma. O estado está legitimando a própria ruína quando reconhece que casais gays podem reclamar os direitos matrimoniais ou adotar crianças.

A sociedade deve a sua sobrevivência à família fundada sobre o matrimônio.¹ A união homossexual não produz fruto algum, pois é estéril por sua própria concepção, e como apontou o Pe.Paulo Ricardo na sua homilia contra o PNDH-3, só produz excrementos. Todo indivíduo homossexual deve sua existência à uma relação heterossexual - a existência gay no mundo é solitária, sem continuidade nas gerações vindouras, interrompe a árvore genealógica e não pode construir nada que sua própria descendência possa dar continuidade. Não se trata, portanto, de reclamar apenas a anti-naturalidade da relação homossexual, mas é preciso também chamar atenção para o fato de que toda a sociedade perde, em patrimônio, reconhecendo civilmente a união gay.

Quando o Estado se propõe a oferecer ao casal homossexual os mesmos direitos civis, está também se propondo a pagar muito caro por estes direitos. O divórcio já trouxe em si prejuízos irreparáveis para a sociedade, mas nada se compara a custear uma relação que já nasce fadada ao fracasso, que já anuncia que nenhum retorno será possível para a sociedade. Até mesmo os resultados de quaisquer esforços profissionais dos indíviduos homossexuais dependem dos frutos alheios, uma vez que sendo homossexual a pessoa nega a si mesma o direito de propagar a vida, e todo o investimento que por ventura tenha feito para os bens sociais, morre com ela. Se atualmente a sociedade pode contar com sólidos investimentos comerciais e empresariais, tudo isso depende e dependerá sempre da instituição familiar, que de geração em geração garante a continuidade dos mesmos. Reconhecer a união homossexual é uma atitude tipicamente esquerdista e liberal, pois sua ideologia busca justamente suprimir a família e o direito a propriedade privada - eles querem acabar definitivamente com estes valores porque sabem que somente assim poderão implantar a cruel ditadura comunista. Atualmente, a maneira mais rápida de acabar com a família é favorecer em tudo os interesses homossexuais e o aborto.

Nota

¹ Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais - Congregação para a doutrina da fé. 03 de junho de 2003

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Esperança do Brasil – Juventude católica e atuante


Os jovens católicos dos Fundadores estão em Caravana agora contra o Aborto e o PNDH-3, percorrendo em três vans várias cidades desse Brasil, sacrificando as suas férias para lutar contra esses males!


Eles irão alertar a população de cada cidade, batendo de porta em porta, fazendo atos públicos nas ruas - tudo em suma para contribuir para a informação que todos precisam para se defender e enfrentar os projetos do nosso terrível governo, para que as medidas anti-católicas não sejam implantadas no nosso país.

Ajude-os a ir mais longe! Clique aqui e saiba o que você pode fazer!

terça-feira, 13 de julho de 2010

E Kardec inventou a novela...

O "Nosso Lar" kardecista; "Prédio da Governadoria ao centro, e os seis (6) Ministérios; os Ministérios de Regeneração, Auxílio, Comunicação e Esclarecimento que estão ligadas às atividades da esfera terrestre e os Ministérios de União Divina e Elevação estão ligadas ás Hierarquias Planetárias Superiores."

A enxurrada espírita na televisão e no cinema brasileiro é assustadora! Não é de hoje que a Globo promove novelas que vão desde uma escancarada doutrinação espírita até a defesa implícita das doutrinas kardecistas. Ademais, propaga ou o anticlericalismo ou, como ocorre comumente, uma percepção relativista, adotando o discurso conciliatório que busca a "harmonia" entre o catolicismo e o espiritismo.

Além das novelas "A Viagem", "O Profeta", "Alma Gêmea", "Páginas da Vida", "Mulheres Apaixonadas", que tinham uma clara temática kardecista, contando com exposições doutrinais e apologia escancarada, diversos outros folhetins gozaram da presença de "fantasminhas kamaradas"; "Sinhá Moça", "Prova de Amor", "A Casa das Sete Mulheres" etc. Atualmente a Rede Globo transmite "Escrito nas Estrelas", que tem o mesmo enredo reencarnacionista, até mesmo com direito a núcleo totalmente fantasmagórico - buuu! Ademais, em breve estreará uma série tendo como corpo central a história de um médico que realiza cirurgias espirituais.

Entretanto, além dessa clara abordagem kardecista na televisão, convivemos com a doutrinação na tela dos Cinemas. Não satisfeitos com o filme "Bezerra de Menezes" e "Chico Xavier", ambos retratando a vida de médiuns, será lançado o filme "Nosso Lar", inspirado na obra do "psicografista" mineiro , que conta os dilemas espirituais dos espíritos - tão peculiar essa redundância - numa cidade mítica em que todos vivem fraternalmente esperando a reencarnação! Belíssimo!

Por muito menos em relação ao catolicismo tem protesto e acusações de favorecimento! O máximo que as novelas fazem em relação à Igreja é colocar um Padre bonachão e malandro. Não obstante, é muito mais fácil encontramos Sacerdotes escrupulosos, freiras complexadas, beatas rancorosas, católicos relativistas e que fazem apologia ao espiritismo.

A mass media faz a doutrinação espírita e o mundo cult aplaude as superstições e a "mística" kardecista - todo o esoterismo barato vem juntamente no pacote. Nós católicos devemos não só atuar no combate a essa influência em nossos meios - por isso a crucial importância da formação catequética, doutrinal e apologética - como agir no mundo para conquistar para Cristo os homens perdidos nas falsas doutrinas.

Se o gnosticismo é a filosofia do mundo moderno politicamente correto, o espiritismo, com toda a sua retórica açucarada e relativista, é a religião!

Carta de um Padre


Carta escrita pelo Padre Martín Lasarte, salesiano do Uruguai, em resposta aos ataques do The NY Times à Igreja.

Querido irmão e irmã jornalista: sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes atos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.

Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes...

Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio.

É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo!

Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no Moxico com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças...

Não é do interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino.

Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio.

Tampouco que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados.

Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiros ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a soropositivos... ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.

Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurelio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passa dos 40 anos.

Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.

Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura...

Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido.

Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza.

Isso o fará nobre em sua profissão.

Em Cristo,
Pe. Martín Lasarte, SDB

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Ideologia "Tradicional"


O espírito do mundo moderno é extremamente destrutivo e assola todas as instituições e o plano divino da existência. Assim, é o grande responsável pela desordem e pela crise espiritual que vivemos. Os seus arautos, aqueles que promovem o liberalismo/secularismo/progressismo nas mais diversas frentes, agem na desconstrução da Tradição e na imposição de um novo paradigma ideológico. O ardor revolucionário é extremamente eficiente por ter um motor romântico e ser norteado por concepções falseadas da realidade.

A primeira realidade, que só é compreendida através da reflexão racional, a partir do entendimento da realidade concreta, é totalmente tolhida em nome da segunda realidade, ou seja, a alternativa forjada pela ideologia, concebida nas mentes insanas de homens tomados pela febre da paixão. Assim, por exemplo, Karl Marx concebe a sua falácia comunista partindo da deformação dos pressupostos filosóficos, históricos e econômicos, ou seja, falseia a primeira realidade tendo em vista o alcance da segunda. A complexidade da questão inicia-se quando toda a sociedade é tomada pela doença espiritual, esmagada pelo choque entre as duas realidades, como foi o caso da Alemanha nazista.

Entretanto, o que quero pontuar nessa breve reflexão não é a postura dos modernistas e seus sequazes. Em relação a eles já temos um amadurecimento suficiente. O perigo, muitas vezes, forma-se na busca pela remediação drástica e rápida dos problemas civilizacionais. De fato, é louvável a ânsia de muitos que buscam, apressadamente, reconstruir aquilo que foi destruído pela sorrateira ação revolucionária. Não obstante, a eficácia e eficiência não podem ser confundidas com rapidez e brutalidade. Ao contrário, quanto mais conhecemos a realidade da crise - a sua amplitude e complexidade - mais percebemos como as soluções devem ser equilibradas, ponderadas e frias. Isso mesmo; frias no sentido de não-passionais, afinal, infelizmente, constata-se a forte presença de um espírito romântico nas atitudes tomadas pelos mais ardorosos defensores da "Contra-revolução."

O maior perigo se faz na construção de uma "ideologia" tradicional, contra-revolucionária, na ereção da segunda realidade utópica. Como qualquer ideologia, incidirá no erro de falsear a realidade, ou enxergá-la de modo parcial e pontual, galgando a adequação ao projeto tão ansiado. Enquanto Marx deformava as teorias históricas mirando o encaixe com as suas pretensões comunistas, alguns tradicionalistas ideologizados restringem o entendimento da realidade buscando o fácil solucionamento da crise do mundo moderno com o alvorecer da sociedade tradicional.

Essa simplificação cria soluções caricaturais que incidem no imediatismo e na brutalidade, além disso, não só transforma questões acidentais em essenciais como sanciona a dinâmica do bode expiatório ao acreditar na vítima sacrificial que, quando exterminada, apazigua toda a sociedade. Destarte, o fundamento é a ideologia, a crença apaixonada que busca, por meio da deformação do real, a realização dos anseios mais profundos e obscuros. Ainda que a iniciativa carregue uma positiva e inocente percepção, outrossim, é obtusa e inadequada, já que incorre na ridicularização da causa. Ademais, a crescente adesão de jovens no mundo virtual ao projeto contra-revolucionário favorece ao rompimento profundo com a realidade. Com isso, encontramos com facilidade soluções pueris aos problemas do mundo moderno, com remédios que passam desde a anulação do Concílio Vaticano II até a retomada da Santa Inquisição.
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Podemos iniciar a campanha: Pela não banalização tradicional - contra a banalização do cachimbo, do tabaco, das abotoaduras, de Shakespeare, Dostoiévski, Mozart, Hildegard von Bingen, do latim, da filosofia clássica, da história medieval, do gótico, de Santo Tomás, Camões, Chesterton, Dante etc.

sábado, 10 de julho de 2010

A politicamente incorreta Copa do Mundo


A Copa do Mundo tem como uma de suas mais importantes características o patriotismo, ainda que levemente caricatural. Dentro do mundo moderno, altamente globalizado, onde o politicamente correto incita a estruturação do governo mundial e da mentalidade internacionalista, esse ardor é altamente surreal. Com o torneio as nações se organizam, ostentam seus símbolos maiores, cantam seus hinos e exaltam o passado de glórias. Até mesmo a progressista Europa é assolada por essa onda; países que sofrem com a desconstrução da própria identidade tiram as poeiras de seus pavilhões e ostentam orgulhosamente a nacionalidade.
O laranja real defendido com devoção por todo o povo da liberal Holanda chega a ser engraçado, mas na Copa do Mundo torna-se natural