segunda-feira, 21 de junho de 2010

A riqueza da Copa do Mundo

Em tempos de Copa do Mundo a mediocridade do homem moderno de tão atuante torna-se extracorpórea. Não sei o que é pior! Campanhas como "Cala Boca Galvão" e a movimentação de todo o país onde até mesmo médicos deixam de atender em dias do jogo do Brasil, ou a revolta cultural das "grandes" mentes pensantes que, em resposta à alienação futebolística, só faltam tocar fogo no mascote do evento esportivo.

Não vejo nenhuma grande diferença entre os dois comportamentos. Ambos são padrões e frutos de um processo de descontrução da essência do homem em sua riqueza singular. Seja o médico vidrado nos jogos ou o "marxiano" que em protesto desliga a televisão, os dois respondem a um modelo pré-concebido pela sociedade moderna, ambos encarnam uma vertente do mercado de consumo e da mentalidade reducionista da contemporaneidade.

Ademais, aqueles que pretendem realizar um Auto da Fé, queimando jabulanis, em resposta à paixão brasileira aos jogos da Copa do Mundo conseguem ser mais alienados quando, na tentativa de se distinguir da "massa" dominada, tendem para uma visão de mundo extremamente artificial quando fabricada e forjada pela sociedade moderna em sua vertente cult.

Enquanto isso eu assisto meus jogos tranqüilamente e me divirto enxergando as duas reações...

terça-feira, 15 de junho de 2010

O senso comum tradicionalista e o Concílio Vaticano II

O Concílio Vaticano II.
O Concílio Vaticano II talvez seja um dos temas mais debatidos no cenário eclesiástico atual. De fato, a realidade espiritual que vivemos é fruto, direta ou indiretamente, desse grande acontecimento. Não obstante, o Concílio é alvo de severas críticas por parte de alas radicais-tradicionalistas que enxergam nele o rompimento formal com 1960 anos de Igreja, de doutrina, de Tradição. Destarte, vale pontuar desde já que tradicionais e progressistas vivem uma relação de mútua dependência; os primeiros necessitam das teorias dos liberais para respaldar o seu radicalismo enquanto os segundos urgem pela mentalidade obscurantista dos “medievais” para justificar a mudança de postura por parte da Igreja.

Dentro desse cenário falar que a virtude está no meio não é clichê. Certamente, as duas posições têm um certo sentido, não obstante erram na forma e no meio. Os radicais-tradicionalistas tomam uma atitude legítima ao defender a Tradição da Igreja e os legados milenares que sempre subsistiram no seio da Esposa de Cristo. Por outro lado, os progressistas acertam quando destacam a importância de modernizar a ação pastoral e a linguagem. Entretanto, tanto uns como os outros se perdem na radicalidade das posições que abraçam com tanta paixão.
Tipo de argumento visual usado pelos "radicais-tradicionalistas"; terrivelmente falacioso e simplista.
No meio desse verdadeiro caos surge a sólida e coesa postura do Santo Padre Bento XVI que enxergando a realidade de forma universal, não pontual como fazem muitos católicos, leva em consideração as reivindicações dos radicais-tradicionalistas e dos progressistas enquanto atesta, categoricamente, que o Concílio Vaticano II jamais aderiu às heresias apontadas pelos “rad-trads” e defendidas pelos modernistas. Assim, o Sumo Pontífice destaca a relevância crucial da “hermenêutica” no entendimento pleno dos documentos conciliares. Trazendo à tona a questão da interpretação do Vaticano II o Papa põe em discussão os anseios do homem capaz, até mesmo, de deformar a sã doutrina exposta no Concílio visando, apenas, a realização dos próprios devaneios teológicos em claro rompimento com o espírito de fidelidade e obediência.

Antes que alguém alegue que a dita “hermenêutica da continuidade” é invenção de S.S Bento XVI se faz mister destacar que, mesmo que não houvesse uma unidade em torno dessa questão, já havia por parte de muitos teólogos, Cardeais, Bispos, a clara noção da problemática pós-conciliar fundamentada na indevida interpretação do Concílio. Nesse sentido, friso a obra do Mons. Francisco Bastos “Abusos e Erros sobre a fé à sombra do Vaticano II” a qual o ilustre sacerdote paulistano de feliz memória aborda toda a complexidade das discussões conciliares, destacando, com sabedoria, a ação orquestrada de ala progressista, centralizada na “Aliança Européia”, na sua apaixonada tentativa de fazer aprovar as insanidades pensadas nas mentes modernistas dos teológicos que a dava assistência. Além do relato histórico de grande valor – Mons. Francisco Bastos participou como observador do Concílio a pedido do Cardeal Motta – é interessante como o autor jamais coloca em questão a legitimidade do Vaticano II e a autoridade do Beato João XXIII e de S.S Paulo VI ao longo das sessões. Concretamente, ao presenciar cenas lamentáveis e deprimentes, como a do Cardeal Ottaviani, o mais poderoso Cardeal da Cúria romana, ser boicotado ao ter o seu microfone desligado pelo Cardeal Alfrink, a pedido do Cardeal Tisserant, deão dos presidentes do Concílio, debaixo dos aplausos e gargalhadas de muitos dos Padres Conciliares, depois de intervir em oposição às propostas de total descaracterização do rito romano, Mons. Francisco Bastos teria todos os motivos e razões para desacreditar no Concílio e nas suas definições.
O que foi o Concílio para os progressistas.
Não obstante, em oposição a atitude “esperada” o autor mostra o espírito de amor à Igreja e obediência ao Sumo Pontífice. Ademais, destaca que, mesmo com as mais ferozes iniciativas modernistas, os documentos do Concílio, ainda que deixando algumas janelas abertas, jamais romperam com a doutrina da Igreja e nem sancionaram as teorias progressistas com a autoridade conciliar. O autor, assim, pontua a sapiência dos Papas – João XXIII e Paulo VI – ao longo das sessões e das aulas conciliares.

Além de Mons. Francisco Bastos recordo-me da posição do grande salesiano Cardeal Stickler, de feliz memória, que mesmo fazendo críticas à reforma litúrgica pós-conciliar, de S.S Paulo VI, defendia o Concílio Vaticano II alegando que este não rompeu com a Tradição milenar da Igreja; “O Concílio solicitou repetidas vezes que a reforma aderisse à tradição.”

As duas atitudes citadas nos são modelos de amor filial à Igreja e de respeito ao Vigário de Cristo. Infelizmente, muitos são os católicos – leigos, consagrados, seminaristas, sacerdotes etc – que embriagados com o discurso envolvente do radical-tradicionalismo incidem numa desobediência formal, quando não num sedevacantismo prático. Não podemos cair em leituras simplistas da realidade, quase sempre norteadas pela paixão. Dessa ação surgem os casos esdrúxulos de católicos que pretendem viver a “verdadeira” catolicidade no fundo de seus quartos, nos blogues, orkuts da vida, no máximo em algum grupo que se considera mais fiel e tradicional do que a Santa Sé, com líderes que alegam amar o Santo Padre mas rasgam o seu Magistério sempre que se recusam a obedecê-lo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A sombria Lady Gaga

Lady Gaga continua dando o que falar! No seu novo clipe "Alejandro" a nova estrela da cultura pop encarna toda a bestialidade da bandeira que representa com tanta maestria; cenários horripilantes, cenas eróticas, profanação da cruz e de símbolos religiosos em doses dignas de um ritual satânico. Não obstante, gostaria de frisar que, diferentemente do que muitos pensam, a tal Lady não segue a linha de Madonna, me parece muito mais próxima ao estilo do grotesco Marylin Manson, conhecido pela sua androgenia, posições abertamente imorais, culto ao bizarro.

A atmosfera sombria do clipe é extremamente assustadora. Contando com alusões à morte, sadomasoquismo e dominação, a música, como disse a cantora, foi feita em homenagem aos gays e às mulheres que se apaixonam por eles (sic!!). Os soldados efeminados oprimidos são as vítimas da cultura machista e repressiva. Tudo pensado por aquela que é considerada o "novo fenômeno do pop", a "nova cara da década".

O que mais me impressiona na sua estética é o grotesco, o ambiente sombrio, bestial, decante, exalando erotismo sexual e putrefação moral. Lady Gaga aparecer engolindo um terço ou usando uma cruz invertida de forma sacrílega é consequência de algo muito maior, algo este que pode ser percebido em toda a contextualização musical e estética usada. A cantora sintetiza o espírito do mundo atual, a sua pequenez, irracionalidade, incapacidade de refletir e de discernir, a cultura de morte no seu sentido mais fidedigno e profundo.

A música de Lady Gaga, com toda a sua pobreza poética e excesso de compassos e ritmos, é sinal da mediocridade do homem moderno; um homem norteado pelas paixões, subjugado pela ignorância invencível, uma carcaça morta incapaz de raciocinar verdadeiramente. Não me espanta que em pleno séc. XXI uma porcaria como essa faça sucesso - estranho seria que o Santo Padre fosse aplaudido ao condenar o aborto, por exemplo. O espanto é saber que católicos e homens de reta intenção se deixam levar por toda essa experiência sensual que carrega no seu âmago um claro projeto revolucionário.

Lady Gaga não esconde que defende a cultura gay. Faço questão de frisar o termo "cultura" já que, infelizmente, os militantes homossexuais forjaram um estilo de vida próprio que, através de ferramentas variadas - em especial a música, filmes e novelas - foi divulgado e imposto como o estilo ordinário de qualquer ser humano na face da terra. Destarte, a globalização transporta em sua essência a crise da Civilização Ocidental a todos os cantos, assim, tanto um jovem americano, quanto um brasileiro da favela, como um rico japonês cibernético ou então um marroquino de Casablanca se vestem, se comportam, ouvem e apreciam quase as mesmas coisas, seguindo o mesmo padrão.

Se não tomarmos uma atitude concreta, eficaz e profunda veremos os nossos filhos e netos crescendo numa sociedade onde o anormal é ser homem e mulher!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Los kamaradas del Padre

Aproveito o início do período de provas para arejar a cabeça respondendo a um comentário tão, digamos, edificante. Não é que Pe. Fábio até hoje faz sucesso nesse blog? Que coisa boa! Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

O comentário a ser refletido foi feito num dos textos que escrevi a respeito de certas atitudes estranhas e exóticas a um Sacerdote. Como bem pontuei no artigo, a consciência de Pe. Fábio não deve - e não pode - ser julgada, não obstante, os seus atos concretos, assim como os de qualquer pessoa, são passíveis de análise, até porque, como o ex-dehoniano bem sabe, tudo que diz torna-se assunto midiático.

O nosso leitor kamarada comentou; "Olha só, Pe Fábio é pecador com qualquer pessoa no mundo incluindo aí até o Papa!" De certo! Somos indignos filhos da Cruz, pecadores, carregamos a conseqüência da ofensa dos primeiros pais ao Deus Altíssimo. A Virgem Santíssima foi a única criatura sem mancha pensada pelo Senhor. Ademais, esse tipo de argumentação parte de um princípio apaixonado e sentimental de retórica, como se criticar as atitudes do Sacerdote fosse anatemizá-lo, reflexo obrigatório de um ultamontanismo exagerado, como quis dar a entender ao citar o Papa.

Em seguida continua; "Ele vai pregar junto aos pecadores como fez Jesus, e é perseguido por pessoas que se encaixam muito bem no papel de Fariseus" Vejamos! O kamarada alega que nós nos encaixamos no papel dos fariseus por "julgarmos" o Pe. Fábio, mas ora, quando ele nos coloca como fariseus não está justamente nos julgando farisaicamente?! Rasguem as vestes!! Julgar Pe. Fábio não pode, julgar católicos-reacionários-conservadores-opressores pode!

O kamarada diz, então; “Quanto as opiniões do Padre Fábio defendo todas, veja bem: não se trata de aceitar o homossexualismo, mas se continuarmos simplesmente os tratando como escória eles NUNCA vão aceitar Jesus como salvador. Temos que manter um diálogo!” Defende todas? Até quando o Sacerdote se coloca abertamente contrário aos ensinamentos da Igreja? Justamente a Igreja que legitima o sacerdócio que o respalda para ensinar? Se você opta pelos pareceres do Padre em detrimento daqueles do Magistério está vivendo uma crise relativista, afinal, é com e na Igreja, então negada, que o presbiterado é legitimado. Mas indo ao que interessa, Pe. Fábio disse, na tal entrevista, que se não tinha como mudar a forma como a Igreja interpretava os homossexuais, poderia mudar a forma como eram tratados. Ora, a Igreja, então, interpreta o homossexualismo de forma errada? A Igreja preciso rever seu posicionamento moral acerca dos desvios sexuais? E, ainda mais, Pe. Fábio fala publicamente de sua desavença a um ensinamento autorizado da Esposa de Cristo?! E o nosso kamarada concorda!

Entretanto, para melhorar o nível da discussão, eis que o companheiro do blog afirma; “Jesus socialista: O que Jesus quiz dizer com: "é mais fácil um camelo passar numa agulha do que um rico entrar no céu"? ou João Batista quanto disse: "quem tem duas túnicas dê a outra a teu irmão"? A campanha da fraternidade esse ano tem um tema socialista que está em Mateus:"não se pode servir a Deus e ao dinheiro" Até me arrepiei! Como eu não pensei nisso antes? Como a Igreja não enxergou algo tão claro contido nas Escrituras?! Ó céus! Ainda bem que existem leitores de blogue com sabedoria e conhecimento hermenêutica para abrir os olhos da Esposa de Cristo com 2000 mil anos de existência!

Por favor! Quanta presunção achar que uma leitura ideologizada, horizontal, materialista da Escritura, rompendo com a Tradição apostólica e com toda a herança espiritual cristã, tem mais autoridade para falar de paz, justiça, do que a Igreja instituída por Cristo. Nem vou repetir pela centésima vez as condenações do Magistério ao socialismo, só basta dizer que Pio IX, Leão XIII, Pio X, Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI condenaram o socialismo, alguns de forma direta, como nas encíclicas Rerum Novarum, Quadragesimo Anno etc, outros retomando a posição dos Pontífices antecessores.

Por fim, para fechar com chave de ouro, o kamarada afirma; “Quanto ao Padre ter saído da congregação: Acha melhor ele pregar pra beatos ou para pecadores?” Eu não vou entrar no âmbito da consciência do Sacerdote, mas o nosso leitor mostra a sua falta de entendimento a respeito de algo denominado Igreja! Primeiro, um religioso não prega para “beatos”, ainda mais aqueles que têm um carisma apostólico, como é o caso dos dehonianos. Segundo, se alguém é chamado a um carisma específico é porque o Senhor o quer trabalhando nessa espiritualidade e não será nenhum “libertador” que dirá que o importante é estar junto aos “pecadores” justamente em detrimento ao convite feito por Deus.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Breve reflexão

Constatar a situação do mundo moderno é confirmar a sua vocação de cristão e arauto da Verdade. Um homem que busca vivenciar integralmente a mensagem de Nosso Senhor deve ter a obrigação de, ao enxergar a sociedade atual, constatar a decadência interna – que reflete na exterioridade – do homem. De fato, a crise atual é uma crise metafísica, espiritual, civilizacional.

Andar de metrô, ir ao sebo, comprar um remédio na farmácia, é uma verdadeira experiência antropológica. Não quero aqui parecer essencialmente pessimista – mesmo sabendo que o sou parcialmente. Concretamente, o homem é capaz de alçar vôos colossais e de, na sua grandiosidade, reduzir-se ao estado de animal. Nesse sentido, nós somos frutos das revoluções; o Renascimento absolutizou o homem, a Reforma deu a ele a autonomia espiritual e a “liberdade” definitiva e a Revolução Francesa - a Reforma no Estado, como dizia Dr. Plínio - exterminou as estruturas “medievais” e inaugurou, definitivamente, a nova sociedade do novo homem.

Lutero disse não à Igreja, Voltaire disse não a Cristo e Nietzsche, por fim, decretou a morte de Deus!

O homem está “livre”, mas na sua liberdade vive a mais profunda angústia! Inicia-se a sua auto-destruição!

sábado, 1 de maio de 2010

Lágrimas de crocodilo

A Igreja vem passando por um momento conturbado e preocupante, de ataques ferozes à instituição voltados, principalmente, à figura do Santo Padre. Tamanha violência - que me parece muito bem orquestrada - parte de um dado real e verídico; os escândalos sexuais. Entretanto, a cruzada, em sua real intenção, levantada contra a Esposa de Cristo, se origina numa motivação essencialmente revolucionária e anticlerical.

Nesse sentido, o não-crente, teoricamente, seria o primeiro, numa atitude compatível com a postura adotado por este, a pouco se interessar pelos assuntos que envolvem a Igreja Católica e a realidade religiosa. Não obstante, o empenho e esforço despendidos nas afrontas à hierarquia eclesiástica, à doutrina e aos princípios morais, refletem uma compreensão muito clara das bases civilizacionais. Sem dúvida alguma, podemos afirmar que o ataque ao Sumo Pontífice tem, como claro objetivo, macular aquele que, por direito e por tradição, tem autoridade e envergadura para falar em nome da ética, da moral e dos valores. A ânsia pela descontrução do respeito gozado pelo Papado é atestado da vontade do homem moderno de libertar a consciência da "opressão" moral tão bem representada e defendida no Trono Petrino.

Infelizmente, toda essa triste realidade reflete uma problemática mais profunda. A ascensão do liberalismo teológico, com sua terrível condescendência aos erros e a postura relativista diante da moral, fomentou o contexto no qual tomou forma um espírito diametralmente oposto ao necessário. O secularismo progressista, relativizando as estruturas formativas, assolou os seminários e a educação católica.

Ademais, não só o liberalismo propiciou o problema instaurado como também o inadequado discernimento vocacional. Jovens sem grandes expectativas de ascensão social, com problemas de índole moral e sozinhos diante do devido tratamento, buscam, infelizmente, na vida religiosa, a escapatória e o destino conveniente para os seus anseios.

Oxalá, a Igreja trata o problema de frente e busca, com sabedoria e prudência, contornar os erros que sancionam, mesmo que indiretamente, os escândalos que hoje enfrentamos!

domingo, 18 de abril de 2010

Mudanças em Los Angeles

O sucessor de Cardeal Mahony, Arcebispo de Los Angeles, nos Estados Unidos, já foi definido; o então Arcebispo de San Antonio, no Texas, José Horacio Gómez. Ironicamente, mesmo depois de um episcopado turbulento, com queda esmagadora no número de vocações, proliferação de escândalos sexuais envolvendo Sacerdotes, o Cardeal se engajou para fazer triunfar um nome tão progressista quanto ele na sucessão. Ora, seria para colocar a última pá de terra na Igreja de Los Angeles terrivelmente doente?

José Horacio Gómez é um Bispo conhecido pela suas posições claras e coesas; combate o lobby homossexual no país, não permite que vozes rebeldes ganhem espaço junto ao povo de Deus - como na vez que proibiu uma freira de discursar em favor da ordenação feminina na St. Mary's University - e de extrema fidelidade ao Papa recebendo, por exemplo, com grande estima o Summorum Pontificum, afirmando que preserva uma "rica herança e legado da Igreja". Ademais, é ligado ao Opus Dei.

Cardeal Mahony se preocupa com o quê? A Igreja de Los Angeles vive uma verdadeira crise, com escândalos no clero, números irrisórios de vida sacramental, índices baixos de vocações, mas ainda defende o modelo que destinou a sua diocese ao fracasso espiritual?

A Catedral de Los Angeles, com um custo de 250 milhões de doláres, sintetiza esse espírito! Ao lado dela a Catedral de Brasília é uma igreja gótica.

A reação de Cardeal Mahony quando soube da sucessão:

http://www.youtube.com/watch?v=fCJPmvfU4Ow