segunda-feira, 12 de abril de 2010

O mundo moderno e seus valores "ad aeternum"

Há uma mania da mentalidade do homem dos nossos dias de transformar em valores eternos invenções recentissimas, estabelecendo com estas invenções uma relação de necessidade forçosa, como se não fosse possível conceber uma humanidade, uma idéia de mundo, em que não houvessem tais coisas. Itens completamente desconhecidos por mais de vinte séculos de ocidente, são tomados como realidades que não só se aplicam aos dias correntes, mas servem para explicar porque nas épocas anteriores as pessoas se comportavam de determinada maneira. Um exemplo muito claro disto se dá com a televisão: item de primeira necessidade na maior parte dos lares brasileiros, ao qual se ainda não se prestam cultos públicos, parece não está muito distante o dia em que irá acontecer. Certos comentários, que costumamos encarar levianamente demonstram este vício do "ad aeternum".
Por certo, a maioria de nós já ouviu a explicação de que antes, as pessoas tinham muitos filhos por que não havia televisão para distraí-las; na falta do que fazer, elas procriavam... Sim, a explicação pode ser encarada como uma brincadeirinha, um dito que se repete para distender os animos; mas, não se pode deixar de notar a presença da tendência que descrevemos acima. Há uma projeção exagerada de uma realidade que não chega a ter nem 100 anos e que acaba sendo estendida para uma interpretação das realidades familiares de mais de 2000 anos. A singela análise sociológica que deveria ser utilizada num sentido inverso, é utilizada para absolutizar aquilo que é efêmero: no caso, a televisão. Ou seja, a explicação poderia relacionar o fato da brusca diminuição da prole com o fenômeno recente da televisão, e não o contrário: dizer que pela falta dele, as famílias eram numerosas. E mesmo esta relação entre tv e diminuição do número de filhos não poderia explicar-se simplesmente pela idéia de que surgiu uma "distração", como se a união dos conjuges só se desse como forma de entretenimento, idéia esta também que só ganha corpo nos nossos tempos - de onde se vê mais uma vez esta tendência de "ad aeternum" do homem moderno.

Outra reivindicação moderna nos leva ao assunto da moral e Igreja: o uso de preservativo. É costumeiro ouvir protestos do tipo: "É absurdo que a Igreja queira impor seus valores morais para o mundo, ainda mais impedindo que as pessoas usem preservativo, como se vivessemos no séc. XIX!". E o argumento se repete. O mundo desconheceu o preservativo por séculos e séculos; a Igreja nunca precisou condenar tal uso pois ele nem sequer existia. Ela limitou-se a condenar uma invenção que também não chega aos 100 anos, provando que o mundo passou muito bem sem os preservativos por um longo período. O que, para os indignados com a postura da Igreja, é absurdo ser imposto, na verdade é o que sempre existiu. Eles pensam: "é impossível viver sem eles (os preservativos)!", voltando a eternizar aquilo que só é caro e afeito à sua própria mentalidade.

É este homem moderno que não se apega a dogmas, é ele que não tem preconceitos, é ele que grita aos quatro cantos que não se pode impor nenhuma regra moral, cultura e religião; este homem não consegue entender a moral, cultura e religião que forjou a ele mesmo; não consegue respeitar a tradição da qual ele é fruto (maldito, mas não deixa de ser fruto). Pedindo para os outros (índios, africanos, etc.), tirando de si mesmo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sabe por que a Bolsa de Valores de Paris não abre na Sexta-Feira Santa?

(O Beijo de Judas, Giotto)

"Tradicionalmente hoje [Sexta-Feira Santa] a Bolsa [de Paris] esta fechada, em desaprovação da vergonhosa tratação de Judas, o qual vendeu seu Mestre por 30 moedas".

Em francês:
"Traditionnellement aujourd'hui la Bourse est fermée, réprouvant la honteuse tractation de Judas qui vend son Maître pour 30 deniers"
Fonte: In "Saint du Jour" Direct Matin n° 651 - 2 avril 2010

domingo, 28 de março de 2010

O politicamente incorreto BBB

Ao entrar no site da Globo.com "descobri" que Marcelo Dourado, do BBB10, se encontra na grande final do programa global. Continuo afirmando categoricamente que o Big Brother Brasil reproduz a decadência da sociedade e contém um alto nível de imoralidade. De fato, o programa é a nossa "Holanda", ou seja, laboratório de novas "tendências" e modismos.

Ademais, o BBB10 foi feito para os homossexuais; três membros eram "homoafetivos"(sic!!) declarados; uma mulher masculinizada, um travesti e um rapaz afeminado ao extremo. O que era para ser a concretização da cultura "gay" na televisão brasileira na verdade fez o trabalho inverso; o tiro saiu pela culatra. Marcelo Dourado, visto como politicamente incorreto pela sua objetividade e posturas "heterossexuais", conseguiu retirar do programa todas os representantes da bandeira rosa. Além disso, os telespectadores mostraram proximidade com o participante e com suas posições "inadequadas" para o programa que tinha como pretensão acabar com as mentalidades "preconceituosas" do homem comum do Brasil.

A Globo quer transformar o Brasil numa "moderna" e "progressista" Europa!

Rezemos para que possamos continuar, então, "atrasados"!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Outdoor na Polônia relaciona aborto com Hitler


O PNDH 3 do governo Lula apoia a legalização total do aborto no Brasil como se isso fosse "moderno", sinal de "progresso", mas assim não pensam os poloneses, cuja temática é bem velha e lembra sistemas autoritários e antinaturais.

A associação Fundacja Pro publicou, no início deste mês, na cidade de Poznan, um outdoor com a foto de Hitler ao lado de fetos abortados

Cumpre lembrar que depois da Rússia, em 1924, subjugada pelo regime comunista, a Alemanha, sob o nazismo, em 1935, foi o segundo país do mundo a legalizar o aborto. Tal prática foi imposta na Polônia em 1943 a mando de Hitler.

Os militantes pró-aborto não gostaram nada da campanha, pois os movimentos feministas – como inclusive eu ouvi em nosso [será mesmo nosso?] Congresso Nacional em uma audiência pública sobre o aborto – usavam o termo “nazista” para caracterizar quem fosse contrário ao assassinato de inocentes.

Agora que o argumento mudou de lado, Dr. Pawel Lukow, por exemplo, segundo informa Gazeta Wyborcza (8/3/2010), acha que essa campanha “é uma provocação”, “não é um argumento que faz os outros pensarem”, “um insulto contra o inimigo ideológico ou a pessoas que têm opinião diferente”.

O jornal polonês menciona ainda que o Procurador Distrital não recebeu nenhuma reclamação e que os organizadores pensam em continuar com a manifestação.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Novamente a Legião é atacada...

Eu tenho fico "admirado" com o esforço e o tempo que certas pessoas vem gastando para afrontar moralmente e espiritualmente a Legião de Cristo e os seus apostolados. De fato, é triste e penoso os escândalos que envolvem o nome de Pe. Maciel, o Fundador. Entretanto, também é inegável o esplendoroso benefício oriundo dessa fundação. Sigamos o método deixado por Nosso Senhor para conhecer a essência de um iniciativa; a qualidade dos frutos.

Ora, a Legião e o Regnum Christi não têm atuado, justamente, na defesa de Cristo, da Sua Igreja, de todas as riquezas doutrinárias ensinadas e protegidas pelo Magistério? Toda a ação desta fundação se centra num belíssimo espírito de fidelidade e piedade, com vida de oração e forjando no peito de cada irmão um coração eucarístico. Do mesmo modo, os leigos formados pelos Legionários se destacam na defesa da Igreja, atuando no mundo como sementes que multiplicam o poder do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quase sempre os ataques à Legião partem de dois lados diametralmente opostos; primeiro nós temos aqueles que, embebidos na mais liberal das teologias, acusam os Legionários de farisaísmo e hipocrisia; defendiam a ortodoxia doutrinária mas eram pecadores inveterados. Ora essa, os erros de Pe. Maciel incidem sobre seus filhos? Ademais, muitos desses acusadores, defensores públicos de posicionamentos heréticos, se dão ao direito de apelar para um autoridade que nem mesmo eles seguem. Por outro lado, existem as afrontas vindas das alas radicais-tradicionalistas. A origem dessa violência é muito clara; a Legião de Cristo encarna, com fidelidade, o espírito do Concílio Vaticano II; são "pós-conciliares de carteirinha". Logo, de certa forma, atacar os Legionários é diminuir estes que são arautos na defesa do Concílio e fidelíssimos aos documentos conciliares.

Ambos os ultrajes partem de uma percepção apaixonada e distante dos fatos, movidas por interesses que vão muito além do amor a Cristo e à Sua Igreja. É triste perceber que logo quando a Esposa de Nosso Senhor é mais violentada pela ação de maçons, anticlericais, laicistas etc, os católicos se separam insuflados por discórdia e conflitos originados na luta de ego e interesses pessoais.

Do que adianta perceber que a Igreja é alvo da ira do mundo moderno se nós, que somos irmãos, enfraquecemos as suas fileiras quando caímos em brigas sem propósito?

sábado, 20 de março de 2010

Bancoop - "Uma organização criminosa", diz Promotor

Obs: O texto abaixo foi traduzido para esquerdioguês com auxílio do Dicionário Etimológico da Esquerda. Ao ler Carta Capital, Paulo Henrique Amorim, Caros Amigos, Portal Vermelho e congêneres, não deixe de ter seu exemplar sempre em mãos.

PNDH 3 Neles!!!

Camaradas, companheiros de luta. Vejam nos vídeos abaixo a nova tentativa da mídia golpista para prejudicar o ParTidão, sempre interpretando os fatos com seu viés burguês.

No auxílio dela, o Promotor de Justiça José Carlos Blat, um instrumento de opressão da estrutura imperialista, ainda diz que a Bancoop é "uma organização criminosa".

Os inimigos do povo querem julgar nossas atitudes com os parâmetros da moral burguesa que eles usaram para dominar a classe trabalhadora.

Ricardo Berzoini, na época fundador da Bancoop e atual presidente do PT, seguindo o método defensivo de Lula, afirma que nada sabe. Mas é isso mesmo, companheiro, não temos que dizer nada para esses marionetes dos EUA.

Precisamos apoiar o novo PNDH 3 para por fim a essa liberdade da imprensa burguesa:



A Ação Revolucionária e a Igreja

Por Sem. Pedro Ravazzano
O marxismo tem como uma das características mais marcantes a sua práxis. De fato, dentro dos paradigmas propostos por Karl Marx, a prática revolucionária é o fundamento basilar da sociedade comunista. Os princípios econômicos desta doutrina refletem a perspectiva materialista da história e da existência. Assim, para o pensador alemão, toda a evolução social parte do desenvolvimento de forças produtivas, causadoras, portanto, da opressão e da alienação. Em concreto, a religião é, observando esses princípios, mais um instrumento de dominação do proletariado e, como consequência, o combate ao sagrado é parte integral do processo revolucionário.

A religião, segundo o materialismo histórico, se relaciona com a opressão; do mesmo modo que o bem produzido pelo trabalhador torna-se estranho a ele, graças à exploração do trabalho e da mais-valia, gozando de vida própria independente do seu criador, Deus, uma criação também humana, se volta contra o indivíduo de forma hostil. A religião transforma-se, então, num fator de esvaziamento do homem, o distanciando da sua essência. Assim como a alienação econômica, a religiosa cria um produto com identidade estabelecida; Deus, que sacrifica o próprio homem. A fé, enquanto tal, é mais uma peça fundamental do que Marx denomina “superestrutura” que, por sua vez, é responsável pela manutenção e perpetuação do sistema opressivo e dialético. A alienação religiosa é originada na classe burguesa que, na perpetuação de crenças, legitima o seu poder, justifica a dominação e impede o despertar revolucionário entre o proletariado.

Obviamente, a perspectiva materialista do marxismo se afasta radicalmente de qualquer princípio cristão, a começar pelo fato de submeter toda a existência a um dado econômico. O marxismo, concebe a revolução como uma verdadeira redenção, não só desconsiderando a única e real Redenção, a de Cristo, como alimentando a crença de que o resultado desta seria um novo homem, com uma nova filosofia e um novo paradigma existencial. Karl Marx acreditava, factualmente, no poder redentor do comunismo revolucionário, entretanto, desconsiderava um dado crucial e essencial no entendimento da complexa natureza humana; o pecado original.

Explicando o marxismo, na Quadragesimo Anno, S.S Pio XI diz que “a sociedade humana” para os comunistas “não é mais do que forma ou aparência da matéria, em evolução segundo as suas leis; por uma necessidade fatal, tende, por meio de um perpétuo conflito de forças, para a síntese final: uma sociedade sem classes (...) Insistindo no aspecto dialético do seu materialismo, pretendem os comunistas que o conflito, destinado a levar o mundo para a síntese final, pode ser precipitado, devido aos esforços humanos. Por isso procuram tornar mais agudos os antagonismos ressurgentes entre as diversas classes da sociedade. A luta de classes, com os seus ódios a as suas destruições, reveste o aspecto de uma cruzada do progresso da humanidade. Pelo contrário, todas as forças se opõem a estas violências sistemáticas, sejam de que natureza forem, devem ser aniquiladas, como inimigas do genêro humano.”

Nesse processo dialético, de luta de classes, a revolução toma forma como o fim dos anseios humanos por uma sociedade fundamentada na justiça e na concórdia. Entretanto, os princípios marxistas partem, em suas origens, de concepções relativistas que se chocam com a utopia imaginada pelos arautos do comunismo. O próprio Lênin, justificando a prática bolchevique, que em sua época já havia matado sete milhões de ucranianos de fome, dissera, no discurso ao Comitê Central do Partido Comunista, em Julho de 1928, que “É sofisma usar da palavra violência, quando referida à ação revolucionária. Isto não impede os socialistas de serem partidários duma guerra revolucionária” O que o revolucionário russo pretendera defender é que “qualquer guerra é justa, desde que sirva a Revolução Soviética (...) a violência é justificada, quando favorece a ação revolucionária. A violência é condenável quando contrária à revolução comunista”, como comentou o fabuloso Arcebispo de Nova Iorque Fulton Sheen.

Desde a queda do muro de Berlim o marxismo ortodoxo, de cunho tipicamente soviético, foi perdendo forças para ações baseadas em Gramsci, Lukács, frankfurtianos etc. Gramsci já era lido e debatido nas rodas revolucionárias, em especial com os crescentes problemas internos da URSS e a percepção de outros teóricos a respeito do papel crucial da cultura no processo da revolução. Entretanto, só com a derrocada da ortodoxia marxista, encarnada em Moscou, que se deu a devida relevância à sua cartilha. Antes disso, com o poder bolchevique exportando guerras, ainda se acreditava na redenção revolucionária através das armas. Dito isso, o processo revolucionário vivencia, atualmente, um novo paradigma de atuação. Aqueles que ainda crêem no poder místico de uma AK-47 perdem espaço para jovens que adotam como bandeira a ação cultural da revolução, com maior eficácia no mundo moderno. Dentro dessa linha, sem dúvida alguma, Gramsci se destaca. O comunista da “filosofia dela prassi” se opunha ao caráter dogmático do marxismo soviético; atrofiava a prática revolucionária e fechava a teoria. A cultura, para ele, tem uma função essencial, já que dentro da perspectiva gramsciana a união entre o pensamento e a ação se faz nas circunstâncias concretas, através de um processo interno que abarca a intelectualidade e tendo como fim a revolução. A “filosofia da práxis” se transforma numa verdadeira reforma revolucionária, levando em conta a liberdade cultural da sociedade e as variantes que não podem ser forçadas por meio de uma prática marxista pré-fabricada, como quiseram os russos.

O pensamento de Antonio Gramsci se revitaliza nos tempos atuais juntamente com a necessidade do marxismo de revisar os modelos falidos da URSS. O absolutismo da democracia desfavorece a “práxis” que não adota a roupagem democrática, mesmo que seja de forma nominal. O contexto atual lança ao ostracismo político aqueles que defendem, numa honestidade interna louvável, o processo revolucionário como ruptura violenta - vide, por exemplo, a imagem de partidos como PCO, PSTU e PCB. A relevância do teórico comunista italiano se faz, justamente, no novo modelo proposto; não mais uma revolução entendida como luta armada e motins sociais, mas sim que parte da cultura e da classe intelectual.

A “função orgânica” dos intelectuais, como diz Gramsci, torna-os peças relevantes em todas as etapas de reprodução social, refletindo, obviamente, o poder de liderança que têm junto ao homem comum. Nesse tocante, o comunista italiano afirma que a intelectualidade deve ser transformada em artífice de uma nova moral e uma nova cultura, combatendo a “hegemonia” e a opressão das classes capitalistas, gerindo a reflexão social que abarcaria toda e cultura e teria como fim, no devido momento histórico, o socialismo; “Admiro os revolucionários que se dão a tanto trabalho para explodir muralhas com dinamite, enquanto o molho de chaves das pessoas bem-pensantes lhes teria permitido entrar tranquilamente pela porte, sem acordar ninguém”, assim disse o magistral pároco do “Diário de um pároco de aldeia”, de Georges Bernanos.

A escola, “aparelho privado de hegemonia”, era, para Gramsci, do mesmo modo, peça relevante na edificação de um novo paradigma social. A juventude, formada nos colégios, absorve modos de raciocínio que bebem da cultura dominante, da ideologia da opressão. Logo, se faz mister romper com a subordinação intelectual, erigindo a nova sociedade, a começar pela desconstrução do discurso moralista, religioso.

Destarte, Antonio Gramsci destacava o papel relevante da Igreja na contra-revolução, por ser esta uma força essencialmente “reacionária”. Assim como as escolas deveriam ser tomadas por agentes da ideologia partidária, a destruição da Igreja, Mãe e Mestra da Verdade, se tornava parte determinante de qualquer projeto socialista de governo. O socialismo, para Gramsci, era a “a religião que” mataria “o cristianismo”. Ademais, dentro da ótica gramsciana, o Partido Comunista adota uma mística religiosa, sendo uma reprodução “vermelha” do Príncipe maquiavélico. A subordinação sem limites do militante à sigla reflete, em essência, a ânsia do ser humano por Deus. A dura disciplina interna, somada ao forte estudo intelectual-doutrinário, com uma destacada centralização, transforma o Partido sonhado por Gramsci quase como uma instituição religiosa de fundo transcendental, destinado ao misticismo revolucionário.

A ação comunista contra a Igreja Católica compreende, hoje em dia, uma diversidade de práticas, desde o ataque frontal, até às sórdidas arquitetações da grande mídia. O Cristianismo enfrenta uma violência interna e muito bem articulada. O relativismo moral e religioso da sociedade moderna, fruto, de certo modo, da decadência alimentada pela perspectiva coletivista, cria o habitat apropriado para o fortalecimento dos “chavões sociais” comumente repetidos nas sacristias e passeatas.

De todo o modo, nem mesmo o mais organizado dos ataques conseguirá derrubar aquela que é a Esposa de Cristo, a única instituição Divinamente pensada e sobrenaturalmente guardada. Como bem disse Fulton Sheen – oxalá seja uma profecia; “O martelo que tantas habitações e tantos lares destruíra, tantos santuários profanara, há-de um dia, em virtude de tantas preces e de tantos sacrifícios feitos por milhões de homens e mulheres, transformar-se numa cruz; a foice que os comunistas usaram para ceifar tanto caule verde, tanta vida incipiente, deixará o seu simbolismo e transformar-se-á numa lua de pureza sob os pés da Virgem Nossa Senhora.”