terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Anarquistas e comunistas: a autogestão integral

Anarquista (an, em grego privado de, e arché, governo) é um indivíduo que luta pelo fim de toda autoridade, mesmo quanto legítima, e para isso alguns se utilizam dos crimes praticados pelas ditaduras comunistas para suprimir toda e qualquer superioridade. Exemplo:

O erro desses anarquistas é supor que o marxismo não seja também tão tolo quanto eles anarquista.

Sim, é verdade, houve açougues humanos ditaduras comunistas onde a autoridade foi utilizada de forma completamente errada (Nuremberg para os comunistas, já!), mas os próprios marxistas consideravam esse período ditatorial como uma transição necessária para impor a igualdade. Quando a liberdade não mais gerasse desigualdades, então eles acabariam com uma das últimas desigualdades, o próprio Estado, pois a simples existência dele supõe que uns mandam e outros obedecem. Aí teríamos, dizem os comunistas, uma sociedade autogestionária.

Essa tal sociedade autogestionária "transportará toda a máquina do Estado para onde, desde então, o corresponde ter seu posto: o museu de antiguidades".(Cfr. Frederich ENGELS, Origem da Família - A propriedade e o Estado, pp. 217)

Um porta-voz dos grupos anarquista congregados na CNT - Confederação Nacional do Trabalho, fundado na Espanha por anarco-sindicalistas -, diz : "Por qual tipo de sociedade lutamos? Por uma sociedade sem classes, igualitária, onde necessáriamente os meios de produção estarão socializados (não estatizados), autogestionados pelos próprios trabalhadores (...). A isto é o que chamamos comunismo libertário: uma sociedade autogestionada federal e igualitária".

Na mesma declaração, acrescenta mais adiante: "Não pensamos que haja muitas diferenças entre a concepção da sociedade final a que aspiramos socialistas, comunistas e libertários. Haveriam diferenças nos meios e nas etapas precedentes" (Cfr. Sergio FANJUL, Modelos de transición ao socialismo, pp. 131-132 e 136).
 

Gorbachev, em seu livro “Perestroika – Novas idéias para o meu país e o mundo” (Ed. Best Seller, São Paulo, 1987, p. 35), escreve: “A finalidade desta reforma é garantir .... a transição de um sistema de direção excessivamente centralizado e dependente de ordens superiores para um sistema democrático baseado na combinação de centralismo democrático e autogestão”.

A autogestão era “o objetivo supremo do Estado soviético”, segundo estabelecia a própria Constituição da ex-URSS em seu Preâmbulo.

A diferença entre um mundo anarquista e um autogestionário é apenas o rótulo. Suas rivalidades dizem respeito somente aos métodos para atingir o mesmo fim.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Brasília reviveu guerra medieval

Não me canso de ver este vídeo, embora o fato seja antigo, vale a pena divulgá-lo.

No final da Marcha do MST, na casa da mãe Joana em Brasília, em maio de 2005, houve um confronto entre os baderneiros manifestantes e a Cavalaria da Polícia Militar do Distrito Federal.


Churchill se orgulha em suas memórias por ter participado da última carga de cavalaria da História, mas acho que as FARC´s o MST conseguiu tirar essa glória do estadista inglês.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Qual é a do Titãs?


Que as novelas são um grande instrumento para disseminar, e porque não, educar, e fomentar uma sociedade indiferente e cheia de contra-valores, isso não é novidade. Cada novela traz consigo as concepções ideológicas dos seus autores, portanto, basta fazer uma rápida e simples pesquisa biográfica para compreender o norte que certas novelas tomam durante sua exibição na televisão.

Lembremo-nos apenas de Benedito Rui Barbosa, que confessou, para o programa Roda Viva, ter tentado manipular a opinião pública acerca da questão agrária durante a exibição da novela O Rei do gado.

Mas por hora, não detenhamos nossos esforços por entender o poder persuasivo e imoral da novela. Quero apenas fazer uma pequena reflexão acerca do grupo musical Titãs.

Há alguns anos o Titãs gravou uma música cujo nome é Igreja. Desde então, por amar a Igreja incondicionalmente e saber que ela é a Coluna e Sustentáculo da Verdade, nutro um sentimento de desprezo por este grupo que numa atitude explicitamente rebelde, canta para os quatro cantos do mundo, não crêr na Graça de Deus. Note-se que existe na letra da música um certo ódio, ou melhor dizendo, um profundo ódio pela Igreja, e aqui entende-se Igreja Católica Apostólica Romana, pois conforme os elementos citados, não há o que duvidar disso. Segue:

IGREJA (Titãs)

Eu não gosto de padre
Eu não gosto de madre
Eu não gosto de frei.
Eu não gosto de bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não digo amém.
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
Nem da missa das seis.
Não! Não!
Eu não gosto do terço
Eu não gosto do berço
De Jesus de Belém.
Eu não gosto do papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus.
Eu não gosto da igreja
Eu não entro na igreja
Não tenho religião.
Não!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Não! Não gosto! Eu não gosto!

Como podemos observar, para cada frase da música, há um elemento explicitamente reprovado pelo grupo. Mas o que me intriga, é: afinal, por que tanto ódio contra a Igreja? Com quais objetivos se compõe a letra de uma música com um teor de repúdio tão explícito?

Mas o Titãs não para por aí. Recentemente, o grupo gravou mais uma música com um teor estranho, e explicitamente rebelde, (É esta a bandeira do rock?), tema de abertura da novela global Cama de Gato.

Segue:

PELO AVESSO – (Titãs)
Vamos deixar que entrem
Que invadam o seu lar
Pedir que quebrem
Que acabem com seu bem-estar
Vamos pedir que quebrem
O que eu construi pra mim
Que joguem lixo
Que destruam o meu jardim
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Vamos deixar que entrem
Que invadam o meu quintal
Que sujem a casa
E rasguem as roupas no varal
Vamos pedir que quebrem
Sua sala de jantar
Que quebrem os móveis
E queimem tudo o que restar
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero
Vamos deixar que entrem
Como uma interrogação
Até os inocentes
Aqui já não tem perdão
Vamos pedir que quebrem
Destruir qualquer certeza
Até o que é mesmo belo
Aqui já não tem beleza
Vamos deixar que entrem
E fiquem com o que você tem
Até o que é de todos
Já não é de ninguém
Pedir que quebrem
Mendigar pelas esquinas
Até o que é novo
Já esta em ruinas
Vamos deixar que entrem
Nada é como você pensa
Pedir que sentem
Aos que entraram sem licença
Pedir que quebrem
Que derrubem o meu muro
Atrás de tantas cercas
Quem é que pode estar seguro?
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero

Pelo visto, a música me parece ter um teor revolucionário e irônico. Ou haveria uma outra interpretação? Qual seria, afinal de contas, o objetivo da letra? Edificar? Bem, o que sei é que as palavras “tão edificantes da música” entram através da novela nos lares, minando gradativamente a fé de tantos. Lendo a letra desta música, me recordo das palavras de Eduardo Alves da Costa no poema “No Caminho, com Maiakóvski”:

...Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada..

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Sou contra o aborto, porém..."

A Revolução no mundo moderno age de maneira silenciosa e sorrateira. Se antes nós víamos revolucionários pegando em armas e ostentando bandeiras com a foice-e-martelo, hoje estes mesmos revolucionários atuam nos gabinetes políticos, nas salas de aula e na Academia.

O processo revolucionário se expande de forma pontual, conquistando fatias e impondo, em doses homeopáticas, um novo paradigma. O fim último é a descontrução, muito mais danosa do que a destruição, da mentalidade cristã do homem ocidental. Vejamos, por exemplo, a questão do aborto. Existem os dois naturais grupos; contra e a favor. O primeiro grupo pouco se interessa pelas discussões morais, já que para os seus membros a vida não começa na fecundação.

Entretanto, os contrários se dividem em dois subgrupos; os "radicalmente contra" e os "contra porém...". Esses últimos servem como exemplo da atuação da Revolução já que estão, de forma inconteste, infectados pelo espírito revolucionário. Os membros de tal ala já fizeram concessões morais que, pela razão, os transformaram em abortistas práticos. O que os difere dos promotores escancarados do aborto é que esses são, ao menos, honestos dentro da realidade em que se inserem.

Os "sou contra, porém..." vivem uma contradição tamanha; dizem que se opõem ao aborto assegurando que a vida começa desde a concepção, e portanto deve ser protegida, entretanto, quando lançam mão de falácias retóricas para defender a interrupção da gravidez em caso de anencefalia, estupro, contra-testemunham aquilo que, teoricamente, defendem. Seria, então, a vida do feto menos vida que a vida da mãe, dos irmãos? Isso é um eugenismo doentio, quando a "qualidade" do ser vivente é definido pelas suas características físicas e mentais. Agora me lembro daquela velha história da mãe que foi ao médico dizendo que queria abortar, que não aguentava ter mais filhos, aí o médico propôs que matasse o seu filho de cinco anos. A mãe, obviamente, se assustou, mas o que o médico estava ensinando era que a vida do seu filho no útero valia tanto quanto a do garoto que estava sentado com ela.

A Revolução soltou rojões de alegria quando do caso do estupro da menina em Pernambuco. Foi uma grande vitória para os arautos da cultura de morte. Boa parte da opinião pública se colocou contra Dom José, em defesa da legalidade do aborto, da sua coesão moral. O entristecedor foi perceber que brasileiros que pareciam lutar contra esse crime, que diziam assegurar que a vida começava na concepção, estavam, na prática, comungando do discurso abortista, afirmando que a vida no ventre da garotinha era menos vida que a nossa e, portanto, a interrupção da gravidez não seria configurada como morte, assassinato.

Assim, a Revolução conquistou uma fatia, angariou a simpatia de homens e mulheres que, no passado, repudiavam vigorosamente o aborto enquanto hoje já colocam um "porém..." no fim da frase.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Estudantes profissionais, uma praga que ainda persiste

Estava vendo cenas do choque entre os policiais militares do Distrito Federal e os estudantes universitários esquerdistas (redundância?). Achei tudo muito engraçado! Qualquer pessoa que estuda numa Universidade Federal sabe como os nossos colegas são, coitadinhos, traumatizados pela opressão do regime militar. Não querem ver polícia nem pintada de vermelho. Recordo-me que quando houve o caso de estupro, na UFBA, a assembléia dos estudantes vetou a entrada dos PMs alegando que eram instrumentos-de-opressão-da-burguesia, aquele velho discurso foucaultiano de aparelhos de repressão do Estado.

A moral da classe estudantil ideologizada é partidária; no mensalão do PT não só se calaram como protestaram quando a classe média se organizou, chamando-a de burguesia alienada e golpista. Já no mensalão do DEM puderam vivenciar os seus melhores sonhos; confrontos com a polícia com direito a bomba, gás de pimenta, cavalaria. Com certeza esse povinho não dormiu de noite só lembrando da marcha dos cem mil versão séc. XXI.

Os estudantes profissionais são picaretas profissionais. Pousam de democráticos quando carregam a semente da revolução totalitária dentro do peito. Além de crias dos partidos políticos, os estudantes patrulham as Universidades e instituem a perseguição ideológica. Aqui mesmo na UFBA encontramos essa pérola:
"Art. 5° - São fins do DCE-UFBA:
(...)
V - defender o projeto histórico socialista de sociedade; "
Infelizmente esses estudantes não estão sozinhos. Além do crucial apoio que recebem dos partidos - PT, PC do B, PSOL, PCB, PSTU -, com brigas internas entre o fulano que é marxista ortodoxo e beltrano que é gramsciano etc, gozam da proteção da academia, dos professores que reproduzem os mesmos clichês revolucionários.

Por conta dessa triste realidade surgem situações "engraçadas", que hoje se tornaram comuns. O politicamente correto, de óbvio sabor esquerdista, impõe suas falácias para toda a sociedade. Por exemplo, nos Jogos Pan-Americanos, na música oficial, invocavam Iemanjá, a entidade de uma religião que não representa nem 1% dos brasileiros. Entretanto, se houvesse alguma referência a Nossa Senhora Aparecida, por exemplo, a esquerdalha iria alegar que a invocação afrontava a laicidade do Estado, que era uma ofensa aos não-católicos, mesmo estes sendo a maioria absoluta da nação - nação formada sobre a identidade católica, diga-se de passagem.

Os estudantes profissionais não prejudicam apenas as Universidades, mas toda a sociedade brasileira, ainda mais quando o nosso país é governado por um partido que os protege e difunde o mesmo espírito, vide, por exemplo, o programa "ProJovem Adolescente", que assiste milhões de jovens, pensado pelos intelectuais da USP e recheado dos clichês esquerdistas.

E o futuro do nosso país? Bem, prefiro nem pensar nisso...