sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

As bandeiras da Rede Globo

Tem gente que passa toda a vida se esforçando para definir qual o posicionamento político e religioso da Rede Globo. Sinceramente, é um trabalho inócuo, afinal é mais do que comprovado que a emissora do Plim-Plim reflete, apenas, as intemperanças da sociedade brasileira, leia-se nada com maré.

A Globo passa pela manhã a Santa Missa e logo depois vem o programa Sagrado, altamente relativista e politicamente correto; numa chamada aparecia uma mãe-de-santo defendendo o laicismo do Estado como se este se fizesse na retirada de símbolos religiosos das repartições públicas. O mais engraçado é que a Globo, que pela edição deixou claro o seu apoio, não passa uma mesa branca espírita ou ritual de candomblé pelas manhãs, mas sim a Liturgia católica, justamente por refletir a crença majoritária dos brasileiros, ou seja, IBOPE. A mesma maioria que assiste a Missa pela TV Globo é a mesma maioria que defende o Crucifixo nas Câmaras, Juizados etc.

Já pela tarde vem a novela "Alma Gêmea" com todo o seu espiritismo escancarado e a noite temos "Viver a Vida" com mulheres que vão até a cartomante para saber se devem trair o marido, onde as relações matrimôniais são sempre falidas e pecaminosas. Nas novelas de Manoel Carlos apenas os "casais" homossexuais são felizes e amorosos, além disso, não faltam falas das personagens com críticas diretas à Igreja, coisas do tipo; "A família da fulana era muito católica, para eles tudo era pecado", como já foi dito na atual novela, ou como na predecessora do mesmo autor que tinha uma menininha racista e o pai veio dizer que era porque os avós eram católicos.
Já de noite nos deparamos com o estupendo Big Brother Brasil! A Globo ama o BBB porque pode usá-lo como laboratório para todos os tipos de bizarrices e sequer se expor. Vejamos. A emissora nunca colocou um beijo homossexual nas suas novelas temendo a reação do público. Com certeza não faltou vontade nos seus autores, mas a direção deve ter vetado. Pondo dois homossexuais afetados na casa do BBB a Globo prepara o terreno, abre a porteira, sem sujar as suas mãos; se os homossexuais do programa se beijarem, se são estereótipos da cultura gay mais grotesca, a "culpa" é deles, a Globo não tem nada a ver com isso, pensam eles. O que o programa faz é incitar a glamourização da "viadagem". Como a linha da emissora é altamente politicamente correta, a começar pelo apresentador Pedro Bial, a afetação aviadada fica blindada e protegida de qualquer incursão "homofóbica".

E o que a Globo pretende? Simples, ela quer que os brasileiros acabem o Big Brother Brasil 10 achando a coisa mais natural do mundo um homem se vestir de "Priscila a Rainha do Deserto "e um garoto de 20 anos que mais parece uma Lady Gaga tupiniquim.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Inversão de valores!

Na publicação "Tá chovendo freira! Aleluia!" eu fiz um breve comentário a respeito do caríssimo cachê cobrado por Pe. Fábio de Melo. Ademais, coloquei um engraçadíssimo vídeo, produzido pelo programa "Hermes e Renato", que ironiza os Padres Fashions, em especial aquele-que-não-pode-ser-criticado.

Entretanto, um comentário feito por um leitor(a) me chamou atenção:
"Vcs não tem o que fazer não?
Bando de invejosos.Queriam ser tão lindos e cheios da grana e tão amados pelas mulheres quanto ele!E certamente tão abençoados tb. Ihhh...mas não chegam nem perto...HAHAHA
Tadinhos de vcs.

Ah, e o padre é muiiiiito mais bonito e muito mais abençoado q o mocinho do vídeo.
Quem sabe um dia vcs chegam lá!
Torço por vcs!
beisous!"
Que inversão de valores! Normalmente as fabetes dizem que nós estamos julgando Pe. Fábio e, logo depois disso, falam que temos pouca fé, que somos hipócritas etc, enfim, mesmo caindo em contradição ficam na esfera espiritual, mas já esse(a) fã foi além!

Agora invejamos o dinheiro, a beleza de Pe. Fábio, assim como o sucesso que faz com as mulheres?! Quer dizer que é isso que importa? Quer dizer que esses frutos são positivos e santos na vida de um Sacerdote com voto de pobreza e castidade?! Se um católico chega ao nível de vangloriar um Presbítero pela sua beleza, dinheiro e capacidade de conquistar mulheres, meu Deus, então precisa URGENTEMENTE de uma catequese básica.

Rezemos!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Polônia de São Casimiro, João Paulo II, Donald Tusk e Lech Kasczinski


Um amigo, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA, me indicou essa excelente artigo do Peter Schiff, no Instituto von Mises Brasil - sim, ainda existe vida inteligente na FCE. O mais interessante do texto não é a sua forma ou até mesmo a capacidade do autor de expressar idéias, mas os dados colocados.

Depois que li o artigo tive uma impressão muito nítida; a mesma Polônia que vem se tornando um bastião de racionalidade econômica - racionalidade nada
neoclássica, diga-se de passagem, rsrs - e do free-market numa Europa submersa nos princípios politicamente corretos, com países embriagados com a estatolatria moderna, é a mesma Polônia que já é uma das poucas nações do continente que resiste às pressões do Parlamento Europeu que tenta, a todo custo, transformar o valente país polaco numa sucursal eslava da Holanda.

Mas essa "coincidência" não é nada estranha, ao contrário, muito natural. Nos países em que o Estado regula a economia, tolhe a criatividade do mercado e renega o princípio da subsidiariedade, o mesmo Estado, incensado e entroniza
do como dono das almas e dos corpos, legisla, até mesmo, sobre o direito natural, define a moral e a relativiza.

O partido responsável pelo progresso polonês, a Plataforma Cívica (PO), defende iniciativas econômicas liberais, próximas aos modelos austríacos, e, ao mesmo tempo, adota posições conservadoras na defesa da família e da sadia moralidade. Alguém pode questionar que, assim como as nações estatólatras, o Estado polonês também vai além dos seus poderes quando tolhe o direito dos homossexuais ao casamento ou das mulheres ao aborto, por exemplo. Entretanto, o que o Estado polaco faz é, simplesmente, resguardar o jusnaturalismo e, justamente por zelar por esse direito, é que não intervém para reformular leis permitindo, assim, o aborto ou a união entre homossexuais.

Um partido fundado em 2001 hoje tem 209 cadeiras das 460 do Sejm e
60 cadeiras das 100 do Senado além, é claro, de Donald Tusk, presidente da PO, ser o atual Primeiro-Ministro da Polônia. Ademais, a presidência da república polonesa é encabeça por Lech Kasczinski, um homem de grande fé, conservador convicto e ativo na defesa da família. O seu partido, Lei e Justiça (PiS), a atual segunda força política do país, também fundado em 2001, é muito importante na manutenção dos princípios no governo da PO, numa saudável tensão partidária.

A Polônia moderna é a junção de três grandes fatores; uma nação vigorosamente católica, um país com uma história nacional gloriosa e um povo traumatizado com as atrocidades comunistas
.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os peixes oprimidos

De vez em quando eu apelo para mortificação pesada; fico vendo os debates que passam na TVE. O negócio ali é duríssimo. Acho que só para entrar no estúdio você precisa mostrar carteira de filiação sindical/partidária e/ou aparecer vestido como iorubá do séc. XIX. Ontem, passeando pela TV, me deparei com uma discussão aparentemente inocente; a pesca com bomba. Mas não é que tive uma grata surpresa?

A novilíngua esquerdista estava presente firme e forte. Um senhor começou a fazer referência aos "povos tradicionais", numa clara - e velha - visão dialética, alegando que estes mantinham os costumes e formas pacíficas de pesca pois estavam em sintonia com o Meio Ambiente, enfim, aquela divinização já costumeira. Depois, obviamente, começou a alegar que os invasores, estes sim, trouxeram a pesca com bomba. Que os portugueses faziam isso nos rios, na Baía de Todos os Santos e não sei lá mais onde. Eu tive um ataque de risos! Meu Deus! Nem mesma pesca com bomba - que eu também me oponho - passa ilesa? Ideologizam absolutamente tudo.

O mesmo senhor apareceu com uma proposta de criação de zonas especiais pelo Estado, sempre o Estado, para zelar pelos povos tradicionais e pesca artesanal. Não entendi nada muito bem, e talvez tenha sido essa intenção desse senhor.

Mas fiquei curioso; os pescadores que vivem na Ilha de Itaparica, que eu sempre via praticando pesca com bomba, se enquadram onde? Seriam eles membros dos povos tradicionais - o que seriam povos tradicionais? Se portugueses são "estrangeiros" os negros também devem ser, espero - ou herdeiros dos opressores e destruidores da vida marinha dominada por estruturas de alienação?

Desconstruindo a "Heteronormatividade"

Edgard Freitas

O Plano Nacional de Direitos Humanos, parte III, editado recentemente pelo governo Lula, prevê o empenho governamental por um bocado de aberrações. Pressionado pelos militares e pela reação da opinião pública, o governo anuncionou que vai mudar a redação de alguns pontos. A redação, vejam bem, pois do conteúdo implícito não me consta que tenha havido rediscussão.

Um dos pontos que passou sem mudanças é o tal dos direitos da comunidade gay, prevendo a adoção de políticas públicas e formulação de projetos orientados na "desconstrução da heteronormatividade".

O que seria essa "heteronormatividade"? O que seria essa "desconstrução"? Por que a "heteronormatividade" deve ser "desconstruída"?

Sinceramente, não sei. Mas invoco a sabedoria do grupo Monty Python, no seu ótimo "A vida de Brian", para jogar luz sobre a escuridão dessa problemática "colorida".

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Venerável Pierre Toussaint, do Haiti para o mundo!


Pierre Toussaint era conhecido como um homem exemplar na cidade de Nova York durante a primeira metade do século XIX. Mary Ann Schuyler, da rica família Schuyler , ecoou o sentimento popular quando o chamou de "Saint Pierre"

Pierre nasceu escravo no Haiti, por volta de 1778. O Haiti era, então, a mais rica colônia francesa no Caribe, graças às suas plantações numerosas. Pierre e sua família pertenciam ao Sr. Jean Berard. A maioria dos escravos trabalhava nos campos produtores de açúcar, café, anil, tabaco e frutas, mas Sr. Berard, que tinha grande apreço por Pierre, o designou para trabalhar em sua residência. Ali se ensinou a ler e a escrever. Sr. Berard cuidava para que os seus escravos praticassem a fé católica, e escolheu sua filha como madrinha de Pierre.

Em 1791, veio a grande revolta dos escravos no Haiti. Muitas atrocidades foram cometidas em ambos os lados até que as tropas francesas se retirarem, finalmente, em 1797. Jean Jacques Berard, que sucedeu a seu pai, decidiu ir para Nova York esperando que o clima na iha se acalmasse. Levou consigo a esposa, suas duas irmãs, cinco escravos, e fundos suficientes para manter a casa por um ano. Entre os escravos que foram estavam Pierre e sua irmã Rosalie, que nunca mais viram o resto de sua família.

Em Nova York, Berard conseguiu que Pierre se tornasse aprendiz do Sr. Merchant, um dos melhores barbeiros da cidade. Pierre progrediu rapidamente e revelou um grande talento para a elaboração dos penteados da época. Os clientes começaram a designá-lo pelo nome e rapidamente se tornou o estilista das damas famosas das famílias Schuylers, Hamiltons, La Farges, Binsses, Crugers, Hosacks e Livingtons. Pierre era muito estimado por sua discrição e comportamento.
Em 1801, o Sr. Berard queria voltar para a sua plantação tentando salvar o que podia do seu estado, mas logo percebeu que todos os seus bens se encontravam irremediavelmente perdidos. Acabou morrendo de pleurisia.

Os negócios dos Berard, em Nova Iorque, também fracassaram. A viúva, então, se viu em grande pobreza. Desesperada, implorou a Pierre que vendesse as suas jóias. Em vez disso, Pierre, discretamente, sem ninguém saber, assumiu todas as despesas da casa com o seu salário de cabeleireiro.

Em 1802, a viúva de Berard se casou com Gabriel Nicolas, um músico pobre, mas depois de alguns anos caiu enferma. Em seu leito de morte, em 2 de Julho de 1807, concedeu a Pierre a sua liberdade.

Em 1811, Pierre já tinha guardado dinheiro suficiente para pagar a Nicolas a liberdade de Roselie, sua irmã. Só então se sentiu capaz de propor casamento a Juliette Noel, uma mulher vinte anos mais jovem e cuja liberdade havia comprado para evitar que fosse vendida no sul. Eles se casaram em 5 agosto de 1811. Ocuparam, assim, o 3 º andar da casa de Nicolas, enquanto Pierre matinha economicamente todo a residência. Nicolas, posteriormente, foi transferido para o Sul e, alguns anos depois, Pierre comprou uma casa e transferiu a família para a Franklin Street.

Rosalie também se casou, mas o marido a abandonou deixando-a grávida e doente com tuberculose. Pierre e Julieta a receberam em casa, mas acabou morrendo em 1815, logo após o nascimento de sua filha, Eufémia. Os Toussaint adotaram a órfã. Apesar de sobrevier e de ter se tornado na alegria de seus tios, Eufémia também ficou doente com tuberculose e morreu em 1829. Sua morte fez com que Pierre mergulhasse numa grande tristeza. Somente a sua disciplina diária - que incluía Missa todos os dias – o ajudou a continuar.
Ao longo dos anos, Pierre assistiu silenciosamente a várias mulheres que se encontravam em necessidade. Os Toussaint também providenciaram asilo, alimentos e roupas para muitas crianças negras e ajudaram a encontrar treinamento e trabalho. Sua casa era também a casa para os sacerdotes pobres e diversos viajantes. Pierre arrecadava dinheiro para instituições civis de caridade, inclusive para um orfanato dirigido pelas Irmãs de Madre Seton. Ele também ajudou a arrecadar dinheiro para a construção da Catedral de St. Patrick.

Quando, no verão, a cidade de Nova York sofreu com as pragas da febre amarela e cólera, Pierre arriscou ser infectado para cuidar dos doentes. Os Toussaints apoiavam às Oblatas da Providência (ordem religiosa dedicada à educação de crianças negras nos EUA) e mais tarde tornaram-se benfeitores do Colégio de São Vicente de Paulo, a primeira escola católica para meninos afro-americanos em Nova Iorque.

Em 1851, Juliette morreu de câncer e Pierre sofreu muito com a sua partida. Acabou ficando doente, morrendo em 30 de junho de 1853. Esse homem humilde tocou os corações de tantos nova-iorquinos que seu funeral foi acompanhado por milhares de pessoas. Toussaint foi enterrado ao lado de Juliette e Eufémia, no cemitério de St. Patrick, em Mott Street.

Em 1990, seus restos mortais foram transferidos para a cripta da Catedral de St. Patrick. Em 17 de dezembro de 1996, Sua Santidade João Paulo II concedeu o título de "Venerável” a Pierre Toussaint, declarando, assim, que a vida deste notável homem é digna da nossa imitação.

Tradução: Pedro Ravazzano

http://www.corazones.org/santos/pierre_toussaint.htm

Haiti, um país que resiste

O Haiti, que era a colônia mais próspera das Américas e foi o segundo país do continente a conseguir a independência e o único a promover uma frutuosa revolta de escravos, hoje é palco do espetáculo do caos. Uma nação já marcada pela pobreza no sentido mais pleno e universal da palavra agora é abalado por um terremoto que destrói o que já se sustentava com esforço e mata àqueles que já lutavam pela sobrevivência.

O mundo todo chora, seja em solidariedade aos haitianos ou pela morte de compatriotas. O Brasil, que lidera a MINUSTAH, além dos bravos soldados, perdeu a grande Dra. Zilda Arns, paladina da vida. O Arcebispo de Porto Príncipe, Mons. Joseph Serge Miot, também se encontra entre as vítimas fatais do terremoto.

A falta de esperança desumaniza! Os haitianos precisam de água, comida, roupas e, acima de tudo, da esperança cristã!

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é a Padroeira do Haiti! Nunca uma invocação fez tanto sentido a um povo como esta. Os haitianos precisam de socorro e um socorro que parece, de fato, perpétuo.

Notre-Dame du Perpétuel Secours

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Patronne de Haïti

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Priez pour vos enfants Hatian.