sábado, 9 de janeiro de 2010

A novilíngua da esquerda

A esquerda criou a sua novilíngua orwelliana e já tratou de implantá-la em todos os seguimentos da sociedade brasileira e mundial; esta vai desde as Universidades - e destaco as redações dos vestibulares - indo até aos documentos da Organizações das Nações Unidas.

Palavras como "opressão", "capital", "domínio", "poder", "alienação" são repetidas a exaustão. Além dessas, tantas outras - "democracia", "liberdade", "povo", "elite" - têm seus reais sentidos reformulados, com aplicações que sustentam a retórica vazia do discurso da esquerda.

Por exemplo; "A opressão do povo é reflexo do sistema de domínio das elites que aliena o trabalhador e impede a libertação" Frase esta que elaborei em menos de um minuto, apenas organizando as palavras-chaves do vocabulário da novilíngua esquerdista. É pertinente frisar que essas criações lingüísticas escondem um radical totalitarismo por debaixo de uma aparente linguagem "democrática". O poder da repetição e o esvaziamento de sentido criam a idéia de que essas frases são inofensivas e inocentes quando, na verdade, carregam uma proposta política mui clara.

Obviamente, a religião não ficou de fora do novo idioma da esquerda. A Teologia da Libertação, lançando mão do vocabulário clichê, propiciou a divulgação da ótica dialética da fé e de classes através das falácias revolucionárias:

Credo das CEBs

1. Nós cremos em Deus Criador, fonte dos universos,
Senhor de toda religião e Pai de todo ser.
Pra longe a Inquisição! Os credos são diversos...
Nós cremos no mistério do Amor que vai vencer!

E nós cremos na Igreja-Mãe que é comunidade
E tem sabor de CEBs para nós! (2x)

2. Nós cremos em Jesus que prometeu justiça aos pobres,
Que ensinou discípulos a não querer poder!
Não cremos nos pastores aliados com os nobres!
"Primeiros serão últimos..." - é preciso crer pra ver!

E nós cremos na Igreja-Mãe que é comunidade
E tem sabor de CEBs para nós! (2x)

3. Nós cremos no Espírito que incita com seu fogo
Os corações proféticos a levantar a voz
Contra toda exclusão: A vida está em jogo!
Entrar na luta é pra já! "Aleluia" é pra depois...

E nós cremos na Igreja-Mãe que é comunidade
E tem sabor de CEBs para nós! (2x)

4. Estamos com Maria e também com Madalena!
Queremos mais amor de mãe, carinho de mulher!
Tradições de homens só não valem mais a pena...
Nós cremos, sim, em Débora, em Sara e Ester!

A novilíngua esquerdista, ao adentrar na Igreja, criou uma mentalidade dialética totalmente estranha ao mundo eclesiástico. Começaram a surgir, então, as alas progressistas, conservadoras, com os liberais e tradicionais. Obviamente, os agentes revolucionários, se identificando como progressistas, apontavam para os outros, os opositores, os rotulando de acordo com os preconceitos que nutriam. Com isso, o não seguimento do Magistério, por exemplo, se tornou apenas particularidades de um grupo interno e não uma incongruência fundamental com a fé professada. Tais contradições começaram a se esconder, então, por detrás do relativismo e da dialética revolucionária.

Os opressores que se cuidem...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Espetinho de carne, inimigo número um do Estado!

A prefeitura de Salvador, com o Pref. João Henrique (PMDB), pelo jeito se encontra com muito tempo livre. Agora, imaginem só, está legislando sobre os alimentos que podem, ou não, ser consumidos em festas populares.

De acordo com o Estatuto das Festas Populares (????) a venda de queijo coalho e espetinho de carne está terminantemente proibida! Agora vão se juntar a já criminalizada coxinha em São Paulo no grupo dos alimentos reacionários. Em breve surgirá em nosso país algum movimento subversivo alimentício - quem sabe "Cantina e Liberdade" - , com kibes pegando em armas, pasteis assaltando bancos e enroladinhos planejando atentados a bomba.

Espero que não queiram criminalizar o acarajé!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Cismáticos do mundo todo, uni-vos!

Foto extremamente interessante!

Tikhon de Moscou e João Kochurov - santos da Igreja Ortodoxa -, e um outro sacerdote ortodoxo russo, foram convidados para uma sagração da Igreja Episciopal, em Fond du Lac, Wisconsin, em 1900. Além dos Bispos ortodoxos e episcopais estavam pastores da Igreja Católica Nacional Polonesa, um cisma católico nos EUA. Esse evento causou muita polêmica na comunidade protestante episcopal. Os membros da baixa igreja acusaram os bispos da alta igreja de papismo, por conta dos paramentos e da pompa litúrgica. O acontecimento passou a ser chamado, ironicamente, de o "Circo de Fond du Lac".

A foto foi tirada em 18 de novembro de 1900, na Catedral Episcopal de São Pedro, em Fond du Lac, na sagração de Reginald Weller como Bispo Coadjutor da Diocese de Fond du Lac.

Sentados: Isaac Lea Nicholson, Bispo Episcopal de Milwaukee; Charles Chapman Grafton, Bispo Episcopal de Fond du Lac; e Charles P. Anderson, Bispo Episcopal Auxiliar de Chicago.

Em pé: Anthony Kozlowski, da Igreja Católica Nacional Polonesa; G. M. Williams, Bispo Episcopal de Marquette; Bispo Weller, Joseph M. Francis, Bispo Episcopal de Indianapolis, William E. McLaren, Bispo Episcopal de Chicago; Arthur L. Williams, Bispo Episcopal Auxiliar de Nebraska; São João Kochurov, Bispo ortodoxo de Chicago e hieromártir da Revolução Bolchevique; Pe. Sebastian Dabitovich, capelão dos Bispos russos; São Tikhon, Bispo ortodoxo do Alasca e das Ilhas Aleutas.

O que os unia? O cisma, a heresia, mas além disso, a aversão à Igreja Católica!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Procura-se a solenidade!

Até agora estou procurando a tal solenidade. Explico-me, hoje, na Missa da Epifania, o Sacerdote celebrante sequer usava casula - nem vou comentar do cíngulo, amito - mas sim aquela túnica horrorosa - esse povo não tem nem mesmo bom gosto estético? - com uma estola tão feia quanto. Os cânticos foram os mesmos de sempre. Engraçado como reclamam do canto gregoriano mas não percebem que as músicas adocicadas e repetitivas são mais longas do que este.

O mais irônco era que o Padre, a todo momento, se referia a dita "solenidade da Epifania", "Missa solene". Eu fiquei procurando mais não encontrei nenhuma solenidade, não só na falta de fidelidade ao missal e às normas como, até mesmo, no espírito de pouca piedade, no limítrofe com a impiedade e profanação.


Duas reflexões podemos tirar; até mesmo a estética foi atacada e deformada pela heresia; o feio se torna "belo" e o belo se torna alienígena. Além disso, mais importante do que qualquer catequesese é a prática de reverência e o espírito de mística. Do que adianta falar durantes horas da Eucaristia quando, na hora da Missa, tratam o Corpo de Cristo como um pedaço de pão?


Ah, quem achar a solenidade, por favor, me avise...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Em defesa das Forças Armadas

O Reinaldo Azevedo fez uma análise muito sensata e equilibrada da atual crise militar. Entretanto, gostaria de reforçar dois pontos desse lastimoso evento; a safadeza da esquerda e a inocência - ou seria algum complexo de culpa? - dos militares. Dilma, Martins e Vanucchi têm em comum o passado e o presente; ex-terroristas e membros da alta cúpula republicana. De fato, a esquerda continua fazendo o seu papel revolucionário, inclusive na massificação da criminalização prática do período do regime militar.

Sinceramente, não entendo a inocência dos militares, negociar com a esquerda é como negociar com bandido; não segue os padrões morais mais básicos. Entretanto, a dita Comissão Nacional da Verdade - nessas horas adoram falar da "Verdade"- se formou já bem antes, desde o sucateamento e desmoralização das Forças Armadas. Quanto mais fracas e submissas as Forças Armadas forem mais fácil irão se colocar em estado de letargia em relação ao poderio do Executivo - leia-se PT. Dentro dessa perspectiva se encontra, obviamente, a supervalorização das ações terroristas, vistas então como democráticas e libertárias, e o repúdio a todo e qualquer bom fruto do regime militar - vejam que uma das propostas da dita Comissão é revogar todas as leis aprovadas entre
1964 e 1985.

Que o povo brasileiro, doutrinado pela cartilha do politicamente correto, tenha engolido esse papo, "tudo bem", mas até militares estão caindo na lábia da esquerda? Comandantes militares estão sofrendo do complexo de culpa forjado pelos ex-terroristas-hoje-ministros e por isso estão negociando e abrindo concessões aos petistas e socialistas?

As Forças Armadas precisam ser mais valorizadas, honradas e respeitadas por tudo o que fizeram e fazem pela nação!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um paraíso chamado Malta

(1) A religião de Malta é a religião católica apostólica romana.

(2) As autoridades da Igreja Católica Apostólica Romana têm o dever e o direito de ensinar os princípios que estão certos e os que estão errados.

(3) o ensino religioso da fé católica apostólica roman
a deve ser fornecido em todas as escolas públicas como parte da educação obrigatória.

Capítulo 1, Artigo 2 º da Constituição da Malt
a
A Constituição de Malta prevê a liberdade religiosa, mas estabelece o Catolicismo Romano como a religião do Estado. Freedom House e o relatório World Factbook afirmam que 98% dos malteses são católicos romanos, tornando este um dos países mais católicos no mundo. Existem duas jurisdições territoriais: a Arquidiocese de Malta e a Diocese de Gozo.
Mons. Paul Cremona OP, Arcebispo de Malta
Nas escolas públicas o ensino religioso do catolicismo romano é parte do currículo, mas os estudantes podem optar por recusar a participação em aulas de religião. Subsídios são concedidos às escolas católicas particulares.

O Papa João Paulo II fez um total de três visitas pastorais a Malta, por duas vezes em 1990 e uma vez em 2001, durante a qual ele beatificou três malteses.

Os dois por cento da população que não é católica romana consistem principalmente de pequenas comunidades de muçulmanos e judeus, além de comunidades protestantes compostas, principalmente, de aposentados britânicos.

A percentagem de pessoas que assistiam à missa em cada localidade de Malta:
Mdina (Paróquia de São Pedro e São Paulo) 88%
Kerċem (Paróquia de São Gregório e Nossa Senhora do Soco
rro) 86%
San Lawrenz (Paróquia de São Lourenço) 85%

Fontana (Paróquia do Sagrado Coração de Jesus) 83%
Lija (Paróquia da Transfiguração do Senhor) 78%

Victoria, Gozo (Paróquia de São Jorge; Paró
quia de Santa Maria) 77%
Xewkija (Paróquia de São João Batista) 75%

Xagħra (Paróquia da Natividade de Nossa Senhora) 74%

Għarb (Paróquia da Visitação de Nossa Senhora) 75%
Għajnsielem (Paróquia de Nossa Senhora de Loreto) 73%

Qala (Paróquia de São José) 72%
Mġarr (Paróquia de Santa Maria) 72%
Sannat (Paróquia de Santa Margarida) 70%

Għargħur (Paróquia de Santo Bartomoleu) 67%

Għasri (Paróquia de Corpus) 66%

Nadur (Paróquia de São Pedro e São Paulo) 66%

Balzan (Paróquia da Anunciação) 66%

Munxar (Paróquia de São Paulo) 64%

Gudja (Paróquia de Santa Maria) 60%

Mosta (Paróquia de Santa Maria) 60%
Iklin (Paróquia da Sagrada Família) 60%
Siġġiewi (Paróquia de Sã
o Nicolau) 58%
Rabat (Paróquia de São Paulo) 58%

Dingli (Paróquia de Santa Maria) 57%

Attard (Paróquia de Santa Maria) 57%

Tarxien (Paróquia da Anunciação) 55%

Żebbuġ, Malta (Paróquia de São Felipe) 54%

Qormi (Paróquia de São Jorge; Paróquia de São Sebastião) 54%

Naxxar (Paróquia de Nossa Senhora da Vitória) 54%

Santa Luċija (Paróquia de São Pio X) 54%
Ħamrun (Paróquia de São Cajtan; Paróquia da Im
aculada Conceição) 54%
Mellieħa (Paróquia de Nossa Senhora da Vitória; Paróquia de São José) 53%
Qrendi (Paróquia de Santa Maria) 53%

Żabbar (Paróquia de Nossa Senhora das Graças) 53%

Paola (Paróquia de Cristo Rei; Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes) 52%
Marsaxlokk (Paróquia de Nossa Senhora de Pompey) 52%
Floriana (Paróquia de São Publío) 52%

Mqabba (Paróquia de Santa Maria) 52%

Żebbuġ, Gozo (Paróquia de Santa Maria; Paróquia de São Paulo) 52%

Żurrieq (Paróquia de Santa Catarina) 51%
Marsa (Paróquia da Santíssima Trindade; Paróquia de Maria Regina) 51%

Għaxaq (Paróquia de Santa Maria) 51%

Pembroke 51%
Kalkara (Paróquia de São José) 51%
Żejtun (Paróquia de Santa Catarina) 50%

Safi (Paróquia de São Paulo) 49%

Fgura 47%

Valletta 47%

Kirkop 45%

Birgu 4
5%
Msida 45%

Birżebbuġa 43%

San Ġwann 43%

Mtarfa 42%

Gżira 41%
Além disso, entre um quarto e um quinto das pessoas que assistem Missa são membros ativos de algum movimento da Igreja, grupo ou iniciativas como a Renovação Carismática Católica, o Caminho Neocatecumenal, a Legião de Maria, Opus Dei, Comunhão Juventude, a Sociedade da Doutrina Cristã e outros grupos dentro da Igreja paroquial. Malta também tem o maior número de membros do Caminho Neocatecumenal por população do mundo.
Mons. Mario Grech, Bispo de Gozo
Malta é o único país da Europa que não permite o divórcio. Praticar o aborto no territória maltês também é ilegal, embora ao longo dos anos muitas lacunas (não-inclusão das águas extra-territoriais, não menção a propagandas) permitiram que pessoas contornassem a proibição por períodos de tempo limitados. Em uma enquete SMS, Malta escolheu a cruz de Malta como a imagem do euro corrente e rejeitou uma de João Batista batizando Jesus, que havia ganhado numa votação anterior, depois de atrair oposição até mesmo dos bispos locais que não acharam correto colocar o rosto de Jesus numa moeda.

Segundo o mais recente Eurobarómetro 2005;

* 95% dos cidadãos malteses responderam que "acreditam que Deus existe" (que foi o resultado mais alto na União Europeia).

* 3% responderam que "acreditam que existe algum tipo de espírito ou força vital".

* 2% responderam que "não acreditam que haja qualquer tipo de espírito, Deus ou força da vida".

O Brasil continua o mesmo...

A festa de Ano Novo não tem lá muito sentido; você bebe, pula, grita, para acordar no outro dia de ressaca e todo quebrado. Dentro da lógica desse povo, que se veste de branco e acredita que na virada de 11h59min à 00h00min uma nova "energia" paira sobre a terra, acordar no primeiro dia do ano com dor de cabeça e o corpo moído não deve ser lá bom "augúrio".

Mudando um pouco de assunto, além das crendices ridículas e infantis do brasileiro - o que seria do meu sucesso em 2010 se eu não pulasse sete ondinhas?! - me impressiona a "devoção" tão exuberante àquela que chamo de Iemanjada - Iemanjá + manjada. É flor branca, é banho de folha, é barca, é perfume barato. Se Iemanjá existisse uma das suas primeiras atitudes seria varrer as praias com mares revoltos, livrando das quinquilharias que jogam no oceano.

Eu tenho certeza absoluta que de toda essa penca de gente que faz oferendas ao mar sequer conhece um terreiro de candomblé ou centro de umbanda. A Iemanjá que eles veneram é a Iemanjá Cult, a deusa do politicamente correto. Recordo-me que na abertura do Pan-Americano, no Rio, a música oficial invocava a orixá dos mares. Um desavisado poderia acreditar que os jogos eram em algum país africano do Golfo da Guiné e não na maior nação católica do mundo. Nossa Senhora Aparecida que nada, o espírito relativista só deixa que a entidade de uma crença que não engloba nem mesmo 1% dos brasileiros seja honrada publicamente.

Como disse, os que ontem jogaram flores e perfumes baratos no mar nunca viram uma cerimônia sagrada das crenças de origem africana. Tais pessoas estão influenciadas pela versão mercadológica do candomblé/umbanda, aquela que aparece nas reportagens, que é financiada pelo governo e que é mais cultural/mitológica do que propriamente religiosa. Os terreiros e centros se tornaram, desse modo, faróis da dita cultura "afro". Isso tem sua origem no espírito relativista, que faz com que cristãos batizados não achem incompatível a sua fé com as crenças pagãs, e com o racismo reverso que propõe certa predestinação racial; você é condicionado pela sua cor, logo, o negro deve ser do candomblé e usar cabelo trançado.

Ontem, dia 31 de dezembro de 2009, eu vi a caricatura que se tornou o Brasil. Nem mesmo os fogos de artifício que pipocaram no Rio, São Paulo, Salvador etc, conseguiram despertar o brasileiro para a realidade!