A incompatibilidade das palmas com a Santa Missa se fundamenta em quatro pontos:
1* – A Missa é Sacrifício, Calvário, e como tal pede um espírito e uma alegria dignos da Celebração. As normas litúrgicas, na prática, surgem, justamente, para regular a Liturgia e impedir deformações, mas bebem no sentido sobrenatural da Missa, o fato dela ser Sacrifício. Ninguém bateria palmas no Calvário, se a Missa é Calvário, logo…
2 – As palmas no Brasil têm um sentido meramente humano, de uma alegria mundana. Em tribos da África as palmas são usadas em festividades sacras, ou seja, há a compreensão de que funcionam como sinal do sagrado. Aqui batemos palmas diante de um bolo de aniversário e em músicas de axé. Comparemos as palmas com a genuflexão. Alguém se ajoelha diante de um bolo de chocolate ou quando está contente? Não, e quem fizesse isso seria tachado de louco. Em suma, as palmas no Ocidente não são símbolos sacros, externalizam uma alegria de caráter meramente mundano. Ademais, isso é tão certo que quase sempre - para não dizer todas as vezes - que as palmas são colocadas nas Missas estas vem acompanhadas da deformação de cânticos como o Glória e o Sanctus, onde a letra é modificada – o que não é permitido – para encaixar um ritmo animado.
3 – Mesmo as palmas sendo sinais do sagrado, como ocorre em certas tribos africanas, elas só podem ser inculturadas na celebração em terras de missão. O Brasil já é católico fazem séculos, 500 anos especificamente. O Brasil NÃO É terra de missão, tirando algumas regiões amazônicas. Se o povo tem uma fé deformada, relativizada e açucarada, nada disso justifica a deformação, relativização e açucaramento da Missa.
4 – E, por fim, o quarto ponto. Inculturação apenas com aprovação da Congregação para o Culto Divino. Essa Congregação aprovou, por exemplo, as palmas na missões inseridas nas tribos africanas onde estas são sagradas, mas absolutamente não no Brasil.
*S.S João Paulo II: “A Missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica.(16) O que se repete é a celebração memorial, a « exposição memorial » (memorialis demonstratio),(17) de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se actualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrificial do mistério eucarístico não pode ser entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas indireta ao sacrifício do Calvário (n. 12, itálicos do original)”
São Leonardo de Porto Maurício: "Eis o meio mais adequado para assistir com fruto a Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos"
São Pio de Pietrelcina: Questionado de como os fiéis deveriam assistir Missa, Pe. Pio respondeu "Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício sangrento da cruz"